Financiamento da Atenção Primária do Mato Grosso do Sul — quanto os municípios deixam na mesa
A partir de 2027, os municípios do Mato Grosso do Sul passam a receber R$ 8,26 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
- Em 2026 · regra de transição
- R$ 149,06 milhões
- por ano · R$ 29,05 milhões abaixo do teto
- A partir de 2027 · com a classificação de hoje
- R$ 140,80 milhões
- por ano · R$ 37,30 milhões abaixo do teto
- Corte a partir de 2027
- R$ 8,26 milhões
- por ano · em 56 de 79 municípios
- Teto · todas as equipes em Ótimo
- R$ 178,10 milhões
- por ano · 1.516 equipes em Ótimo
- Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 140,80 milhões
- Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 8,26 milhões
- Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 29,05 milhões
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Mato Grosso do Sul em números
| Municípios avaliados | 79com classificação de equipes publicada no quadrimestre |
|---|---|
| Municípios abaixo do teto | 78 de 79 |
| Municípios com corte em 2027 | 56 de 79com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular |
| População dos municípios avaliados | 2.924.631 habitantesestimativa do IBGE |
| Equipes avaliadas | 1.516 |
| Avaliações de equipe abaixo do Ótimo | 1.567cada equipe recebe uma nota em cada componente |
| Avaliações em Suficiente ou Regular | 311as que a regra de 2026 paga como Bom |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 149.055.924 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 29.045.784 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 140.799.063 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 37.302.645 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 8.256.861 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 178.101.708 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 79,1% |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido
O corte atinge 56 dos 79 municípios avaliados: são 311 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios do Mato Grosso do Sul ficam R$ 29,05 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 37,30 milhões a partir de 2027.
Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios do Mato Grosso do Sul com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 149,06 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 29,05 milhões abaixo do teto de R$ 178,10 milhões, o valor com todas as 1.516 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 140,80 milhões: R$ 8,26 milhões a menos por ano, em 56 municípios, e R$ 37,30 milhões abaixo do teto. 78 dos 79 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 79,1% do teto.
Por tipo de equipe
82% da distância até o teto a partir de 2027 no Mato Grosso do Sul está nas equipes de Saúde da Família: R$ 30,48 milhões de R$ 37,30 milhões por ano, com a classificação de hoje.
Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.
| Tipo de equipe | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| Equipe de Saúde da Família82% do total · R$ 30.480.000 | R$ 30,48 milhões |
| Equipe de Saúde Bucal11% do total · R$ 3.930.645 | R$ 3,93 milhões |
| Equipe de Atenção Primária5% do total · R$ 1.812.000 | R$ 1,81 milhão |
| Equipe Multiprofissional3% do total · R$ 1.080.000 | R$ 1,08 milhão |
Como os municípios se distribuem
1 dos 79 municípios avaliados no Mato Grosso do Sul estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica de 80% a menos de 90%: 42 municípios.
Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.
| Faixa de aproveitamento | Municípios |
|---|---|
| No teto (100%)1% dos municípios avaliados | 1 |
| De 90% a menos de 100%9% dos municípios avaliados | 7 |
| De 80% a menos de 90%53% dos municípios avaliados | 42 |
| De 70% a menos de 80%30% dos municípios avaliados | 24 |
| Abaixo de 70%6% dos municípios avaliados | 5 |
Onde o corte de 2027 cai mais pesado
O maior corte no Mato Grosso do Sul é o de Campo Grande: R$ 3,4 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
56 de 79 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.
| Município | Corte em 2027 por ano |
|---|---|
| Campo GrandeR$ 3.414.369 por ano | R$ 3,4 milhões |
| CorumbáR$ 742.041 por ano | R$ 742 mil |
| DouradosR$ 247.347 por ano | R$ 247 mil |
| Chapadão do SulR$ 216.000 por ano | R$ 216 mil |
| Nova AndradinaR$ 194.694 por ano | R$ 195 mil |
| Três LagoasR$ 175.347 por ano | R$ 175 mil |
| NaviraíR$ 170.694 por ano | R$ 171 mil |
| Bela VistaR$ 168.000 por ano | R$ 168 mil |
| Nova Alvorada do SulR$ 154.041 por ano | R$ 154 mil |
| JaraguariR$ 144.000 por ano | R$ 144 mil |
Municípios que mais deixam na mesa do Mato Grosso do Sul
Campo Grande lidera, com R$ 13,71 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 409 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.
A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.
| Município | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| 1ºCampo Grande409 equipes | R$ 13,7 milhões |
| 2ºDourados116 equipes | R$ 2,4 milhões |
| 3ºCorumbá48 equipes | R$ 2,1 milhões |
| 4ºTrês Lagoas67 equipes | R$ 1,2 milhão |
| 5ºPonta Porã43 equipes | R$ 786 mil |
| 6ºNova Andradina27 equipes | R$ 739 mil |
| 7ºNaviraí30 equipes | R$ 691 mil |
| 8ºChapadão do Sul18 equipes | R$ 603 mil |
| 9ºAquidauana36 equipes | R$ 591 mil |
| 10ºParanaíba23 equipes | R$ 478 mil |
| 11ºItaquiraí15 equipes | R$ 477 mil |
| 12ºSidrolândia27 equipes | R$ 476 mil |
| 13ºBela Vista16 equipes | R$ 464 mil |
| 14ºLadário12 equipes | R$ 461 mil |
| 15ºAnastácio18 equipes | R$ 459 mil |
| 16ºMaracaju23 equipes | R$ 457 mil |
| 17ºNova Alvorada do Sul14 equipes | R$ 438 mil |
| 18ºRio Brilhante22 equipes | R$ 410 mil |
| 19ºTerenos12 equipes | R$ 373 mil |
| 20ºRio Verde de Mato Grosso16 equipes | R$ 356 mil |
Veja como funciona: o que a coordenação de cada município do Mato Grosso do Sul vê no GestorSaúde
Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
13
Bom
16
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C3 · Cuidado na gestação e puerpério
ESF São José
O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?
Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico
Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos
Período: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre
43,0%
Suficiente
473
o que foi feito
1.100
o total possível
Nesta equipe, 11 pessoas estão no indicador (gestante): somam 473 pontos de boa prática dos 1.100 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 43,0%.
Faltam 78 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
9 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Juliana Q. Silva
falta: Atendimento odontológico na gestação
Camila R. Ribeiro
falta: 7 consultas de pré-natal · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Atendimento odontológico na gestação
Luana J. Martins
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Joana I. Costa
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Cláudia P. Pereira
falta: 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Cláudia L. Almeida
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Joana T. Almeida
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Cláudia C. Carvalho
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Mostrando 8 de 9. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
- 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
- 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.
A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Todos os municípios do Mato Grosso do Sul
79 de 79 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.
Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.
Procure pelo nome
| Município | População | Equipes | Aproveitamento a partir de 2027 | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 | Corte em 2027/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| Alcinópolis | 4.649 | 4 | 80,6% | R$ 82.347 | R$ 24.000 |
| Amambai | 41.751 | 18 | 89,3% | R$ 214.041 | R$ 48.000 |
| Anastácio | 24.781 | 18 | 77,8% | R$ 459.429 | R$ 103.347 |
| Anaurilândia | 7.688 | 5 | 73,8% | R$ 166.041 | R$ 55.347 |
| Angélica | 11.308 | 9 | 93,4% | R$ 65.694 | R$ 0 |
| Antônio João | 9.717 | 7 | 81,2% | R$ 145.041 | R$ 0 |
| Aparecida do Taboado | 29.826 | 15 | 82,9% | R$ 282.735 | R$ 27.000 |
| Aquidauana | 48.689 | 36 | 85,1% | R$ 591.246 | R$ 110.694 |
| Aral Moreira | 11.125 | 9 | 73,3% | R$ 265.041 | R$ 72.000 |
| Bandeirantes | 8.342 | 4 | 90,8% | R$ 48.000 | R$ 0 |
| Bataguassu | 24.222 | 14 | 82,7% | R$ 267.429 | R$ 48.000 |
| Batayporã | 10.947 | 10 | 88,4% | R$ 137.694 | R$ 48.000 |
| Bela Vista | 21.881 | 16 | 74,5% | R$ 464.388 | R$ 168.000 |
| Bodoquena | 8.887 | 7 | 83,1% | R$ 130.347 | R$ 0 |
| Bonito | 25.034 | 11 | 86,1% | R$ 169.041 | R$ 0 |
| Brasilândia | 11.833 | 8 | 86,7% | R$ 118.041 | R$ 0 |
| Caarapó | 32.748 | 21 | 85,0% | R$ 318.429 | R$ 36.000 |
| Camapuã | 13.928 | 12 | 89,5% | R$ 140.082 | R$ 24.000 |
| Campo Grande | 962.883 | 409 | 72,7% | R$ 13.712.643 | R$ 3.414.369 |
| Caracol | 5.096 | 7 | 81,6% | R$ 142.041 | R$ 48.000 |
| Cassilândia | 21.565 | 13 | 93,0% | R$ 106.776 | R$ 14.694 |
| Chapadão do Sul | 34.606 | 18 | 71,8% | R$ 603.429 | R$ 216.000 |
| Corguinho | 4.892 | 4 | 73,3% | R$ 118.041 | R$ 7.347 |
| Coronel Sapucaia | 14.685 | 7 | 94,4% | R$ 48.000 | R$ 0 |
| Corumbá | 98.751 | 48 | 64,2% | R$ 2.133.552 | R$ 742.041 |
| Costa Rica | 28.740 | 15 | 87,4% | R$ 209.694 | R$ 0 |
| Coxim | 33.440 | 18 | 89,4% | R$ 212.082 | R$ 7.347 |
| Deodápolis | 14.317 | 14 | 83,6% | R$ 254.694 | R$ 48.000 |
| Dois Irmãos do Buriti | 11.521 | 11 | 79,7% | R$ 245.082 | R$ 38.694 |
| Douradina | 5.768 | 4 | 87,5% | R$ 55.347 | R$ 0 |
| Dourados | 264.017 | 116 | 82,2% | R$ 2.406.675 | R$ 247.347 |
| Eldorado | 11.622 | 7 | 90,7% | R$ 79.347 | R$ 0 |
| Figueirão | 3.751 | 2 | 89,2% | R$ 24.000 | R$ 0 |
| Fátima do Sul | 21.504 | 14 | 85,7% | R$ 221.388 | R$ 0 |
| Glória de Dourados | 10.817 | 5 | 77,8% | R$ 192.000 | R$ 48.000 |
| Guia Lopes da Laguna | 10.116 | 6 | 89,5% | R$ 70.041 | R$ 0 |
| Iguatemi | 13.960 | 10 | 84,3% | R$ 170.694 | R$ 36.000 |
| Inocência | 8.764 | 8 | 82,5% | R$ 169.041 | R$ 0 |
| Itaporã | 25.263 | 15 | 89,4% | R$ 176.388 | R$ 72.000 |
| Itaquiraí | 20.060 | 15 | 73,8% | R$ 477.123 | R$ 94.041 |
| Ivinhema | 30.001 | 15 | 83,4% | R$ 300.735 | R$ 48.000 |
| Japorã | 8.441 | 8 | 65,0% | R$ 303.735 | R$ 110.694 |
| Jaraguari | 7.480 | 7 | 57,3% | R$ 329.694 | R$ 144.000 |
| Jardim | 24.504 | 14 | 87,9% | R$ 206.694 | R$ 48.000 |
| Jateí | 3.596 | 5 | 75,0% | R$ 137.694 | R$ 24.000 |
| Juti | 7.067 | 5 | 73,3% | R$ 147.000 | R$ 48.000 |
| Ladário | 22.425 | 12 | 69,1% | R$ 461.388 | R$ 144.000 |
| Laguna Carapã | 7.037 | 6 | 75,6% | R$ 181.347 | R$ 51.000 |
| Maracaju | 48.073 | 23 | 82,0% | R$ 457.470 | R$ 48.000 |
| Miranda | 26.512 | 17 | 84,5% | R$ 286.041 | R$ 96.000 |
| Mundo Novo | 20.087 | 10 | 79,4% | R$ 262.041 | R$ 72.000 |
| Naviraí | 53.014 | 30 | 77,1% | R$ 690.858 | R$ 170.694 |
| Nioaque | 13.354 | 9 | 75,0% | R$ 269.388 | R$ 72.000 |
| Nova Alvorada do Sul | 23.409 | 14 | 72,9% | R$ 438.123 | R$ 154.041 |
| Nova Andradina | 50.848 | 27 | 75,7% | R$ 738.858 | R$ 194.694 |
| Novo Horizonte do Sul | 4.801 | 2 | 93,8% | R$ 24.000 | R$ 0 |
| Paranaíba | 42.638 | 23 | 81,8% | R$ 477.552 | R$ 84.735 |
| Paranhos | 13.368 | 7 | 81,6% | R$ 142.041 | R$ 31.347 |
| Paraíso das Águas | 5.842 | 4 | 69,2% | R$ 127.347 | R$ 48.000 |
| Pedro Gomes | 6.910 | 5 | 88,6% | R$ 62.694 | R$ 0 |
| Ponta Porã | 98.598 | 43 | 84,0% | R$ 785.511 | R$ 120.000 |
| Porto Murtinho | 12.721 | 10 | 86,3% | R$ 173.388 | R$ 48.000 |
| Ribas do Rio Pardo | 24.152 | 11 | 80,5% | R$ 266.694 | R$ 36.000 |
| Rio Brilhante | 40.419 | 22 | 83,5% | R$ 409.776 | R$ 91.347 |
| Rio Negro | 4.921 | 4 | 78,8% | R$ 94.041 | R$ 7.347 |
| Rio Verde de Mato Grosso | 20.454 | 16 | 79,9% | R$ 356.082 | R$ 48.000 |
| Rochedo | 5.451 | 4 | 76,7% | R$ 103.347 | R$ 24.000 |
| Santa Rita do Pardo | 7.165 | 5 | 87,1% | R$ 79.347 | R$ 0 |
| Selvíria | 8.716 | 7 | 87,4% | R$ 97.041 | R$ 0 |
| Sete Quedas | 11.322 | 5 | 92,4% | R$ 48.000 | R$ 0 |
| Sidrolândia | 49.735 | 27 | 84,1% | R$ 476.082 | R$ 96.000 |
| Sonora | 14.813 | 10 | 77,7% | R$ 262.041 | R$ 96.000 |
| São Gabriel do Oeste | 32.207 | 21 | 86,3% | R$ 318.429 | R$ 0 |
| Tacuru | 11.205 | 5 | 100,0% | R$ 0 | R$ 0 |
| Taquarussu | 3.740 | 2 | 75,0% | R$ 96.000 | R$ 24.000 |
| Terenos | 18.182 | 12 | 75,0% | R$ 372.735 | R$ 103.347 |
| Três Lagoas | 143.523 | 67 | 85,6% | R$ 1.238.205 | R$ 175.347 |
| Vicentina | 6.505 | 4 | 85,8% | R$ 62.694 | R$ 0 |
| Água Clara | 17.901 | 8 | 85,8% | R$ 125.388 | R$ 0 |
Como ler a lista
Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.
Perguntas frequentes
Quanto os municípios do Mato Grosso do Sul deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 29.045.784 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 37.302.645 por ano abaixo do teto. 78 dos 79 municípios avaliados no Mato Grosso do Sul estão abaixo do teto.
O que muda em 2027 para os municípios do Mato Grosso do Sul?
Com a classificação de hoje, 56 municípios no Mato Grosso do Sul passam a receber, somados, R$ 8.256.861 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 311 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?
É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.
Esse valor pode ser recuperado?
Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.
O vocabulário desta página
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.