Financiamento da Atenção Primária no Brasil — quanto cada município deixa na mesa
A partir de 2027, os municípios brasileiros passam a receber R$ 1,01 bilhão a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
E o seu município?
Os 5.570 têm página própria, com o valor, os indicadores um a um e a produção mês a mês.
Vale o nome (“Terra Roxa”), o nome com o estado (“Bom Jesus/PI” — há seis Bom Jesus no país) ou o código do IBGE.
- Em 2026 · regra de transição
- R$ 10,68 bilhões
- por ano · R$ 2,17 bilhões abaixo do teto
- A partir de 2027 · com a classificação de hoje
- R$ 9,67 bilhões
- por ano · R$ 3,18 bilhões abaixo do teto
- Corte a partir de 2027
- R$ 1,01 bilhão
- por ano · em 3.766 de 5.571 municípios
- Teto · todas as equipes em Ótimo
- R$ 12,85 bilhões
- por ano · 102.696 equipes em Ótimo
- Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 9,67 bilhões
- Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 1,01 bilhão
- Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 2,17 bilhões
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
O Brasil em números
| Municípios avaliados | 5.571com classificação de equipes publicada no quadrimestre |
|---|---|
| Municípios abaixo do teto | 5.478 de 5.571 |
| Municípios com corte em 2027 | 3.766 de 5.571com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular |
| População dos municípios avaliados | 213.421.037 habitantesestimativa do IBGE |
| Equipes avaliadas | 102.696 |
| Avaliações de equipe abaixo do Ótimo | 113.361cada equipe recebe uma nota em cada componente |
| Avaliações em Suficiente ou Regular | 34.979as que a regra de 2026 paga como Bom |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 10.676.957.238 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 2.173.740.510 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 9.668.433.732 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 3.182.264.016 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 1.008.523.506 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 12.850.697.748 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 75,2% |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido
O corte atinge 3.766 dos 5.571 municípios avaliados: são 34.979 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios brasileiros ficam R$ 2,17 bilhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 3,18 bilhões a partir de 2027.
Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios brasileiros com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 10,68 bilhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 2,17 bilhões abaixo do teto de R$ 12,85 bilhões, o valor com todas as 102.696 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 9,67 bilhões: R$ 1,01 bilhão a menos por ano, em 3.766 municípios, e R$ 3,18 bilhões abaixo do teto. 5.478 dos 5.571 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 75,2% do teto.
Como o dinheiro da Atenção Primária é pago hoje
A faixa define o valor: a partir de 2027, uma equipe de Saúde da Família recebe R$ 8.000 por mês em cada componente em Ótimo e R$ 2.000 em Regular; em 2026, pela regra de transição, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom (R$ 6.000).
| Faixa | A partir de 2027 | Em 2026 (regra de transição) |
|---|---|---|
| Ótimo | R$ 8.000 | R$ 8.000 |
| Bom | R$ 6.000 | R$ 6.000 |
| Suficiente | R$ 4.000 | R$ 6.000(valor de Bom) |
| Regular | R$ 2.000 | R$ 6.000(valor de Bom) |
Antes do número, a régua
A nota de Qualidade sai de 15 indicadores com pesos diferentes — desenvolvimento infantil vale o dobro de hipertensão, e na eMulti um único indicador responde por 60% da nota.
Peso, cálculo oficial, pontos de corte e como as equipes brasileiras estão em cada um.
Entenda
Desde a Portaria GM/MS nº 3.493/2024, parte do repasse federal da Atenção Primária varia com desempenho. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma nota em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial (cadastro do território e acompanhamento de quem está cadastrado) e Qualidade (média de 15 indicadores de cuidado: pré-natal, hipertensão, diabetes, criança, mulher, pessoa idosa, saúde bucal). Cada nota vira uma faixa.
É a faixa que paga — não o indicador isolado. Uma equipe pode ir muito bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Os valores da tabela valem faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026 vale a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo, e equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o de Bom. Até o 1º quadrimestre de 2026 (Qualidade) e o 2º (Vínculo), todas as equipes receberam o valor de Bom — inclusive as em Ótimo. Por isso esta página mostra dois números — e o corte de 2027 é a diferença entre eles: o que as equipes em Suficiente e Regular deixam de receber quando a proteção acaba, se seguirem classificadas como hoje.
A distância até o teto é a soma, município a município, da diferença entre o que cada equipe rende e o que renderia em Ótimo. É a medida da oportunidade — não uma dívida a receber, nem um valor integralmente recuperável. Ver a metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos.
Onde a diferença se concentra, no país inteiro
80% da distância até o teto a partir de 2027 no Brasil está nas equipes de Saúde da Família: R$ 2,55 bilhões de R$ 3,18 bilhões por ano, com a classificação de hoje.
Distância até o teto por tipo de equipe, a partir de 2027, com a classificação de hoje.
| Tipo de equipe | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| Equipe de Saúde da Família80% do total · R$ 2.548.992.000 | R$ 2,55 bilhões |
| Equipe de Atenção Primária9% do total · R$ 274.632.000 | R$ 274,63 milhões |
| Equipe de Saúde Bucal7% do total · R$ 234.575.016 | R$ 234,58 milhões |
| Equipe Multiprofissional4% do total · R$ 124.065.000 | R$ 124,07 milhões |
Por estado
Maior distância até o teto a partir de 2027: São Paulo, R$ 527,74 milhões por ano. Menor aproveitamento do teto: Amapá, 61,0%.
Clique no estado para ver a lista completa dos municípios dele.
| Estado | Municípios avaliados | Abaixo do teto | Aproveitamento a partir de 2027 | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 | Corte em 2027/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| São Paulo | 645 | 626 | 71,1% | R$ 527.741.349 | R$ 196.405.812 |
| Minas Gerais | 853 | 843 | 79,3% | R$ 316.625.136 | R$ 83.055.954 |
| Bahia | 417 | 417 | 74,0% | R$ 267.802.971 | R$ 87.477.099 |
| Rio de Janeiro | 92 | 92 | 71,3% | R$ 226.485.396 | R$ 81.666.324 |
| Rio Grande do Sul | 497 | 490 | 68,9% | R$ 205.104.024 | R$ 79.170.627 |
| Paraná | 399 | 392 | 74,6% | R$ 173.692.701 | R$ 59.378.472 |
| Maranhão | 217 | 217 | 75,4% | R$ 150.237.189 | R$ 41.453.727 |
| Pernambuco | 185 | 184 | 78,9% | R$ 138.893.796 | R$ 35.040.933 |
| Santa Catarina | 295 | 289 | 75,3% | R$ 138.179.223 | R$ 43.993.668 |
| Pará | 144 | 144 | 73,9% | R$ 130.206.930 | R$ 39.972.012 |
| Ceará | 184 | 183 | 82,3% | R$ 125.494.083 | R$ 26.881.056 |
| Goiás | 246 | 242 | 71,6% | R$ 119.218.359 | R$ 39.382.665 |
| Paraíba | 223 | 215 | 78,2% | R$ 86.843.460 | R$ 25.572.195 |
| Espírito Santo | 78 | 78 | 74,3% | R$ 65.006.739 | R$ 20.211.744 |
| Rio Grande do Norte | 167 | 163 | 78,0% | R$ 64.507.761 | R$ 18.128.700 |
| Amazonas | 62 | 62 | 74,7% | R$ 54.551.913 | R$ 18.384.558 |
| Mato Grosso | 142 | 141 | 76,5% | R$ 53.819.244 | R$ 16.165.170 |
| Piauí | 224 | 208 | 84,5% | R$ 52.265.016 | R$ 8.317.110 |
| Distrito Federal | 1 | 1 | 63,0% | R$ 50.596.785 | R$ 19.577.634 |
| Sergipe | 75 | 73 | 77,2% | R$ 39.499.560 | R$ 10.431.678 |
| Alagoas | 102 | 98 | 84,3% | R$ 38.800.752 | R$ 9.440.025 |
| Mato Grosso do Sul | 79 | 78 | 79,1% | R$ 37.302.645 | R$ 8.256.861 |
| Tocantins | 139 | 137 | 78,7% | R$ 31.528.677 | R$ 6.888.615 |
| Rondônia | 52 | 52 | 72,7% | R$ 25.690.296 | R$ 7.802.145 |
| Amapá | 16 | 16 | 61,0% | R$ 23.258.892 | R$ 9.922.107 |
| Acre | 22 | 22 | 65,7% | R$ 19.737.255 | R$ 7.752.981 |
| Roraima | 15 | 15 | 64,2% | R$ 19.173.864 | R$ 7.793.634 |
Como ler a tabela
A barra de cada linha é o teto do estado: o azul entra em 2026 e continua a partir de 2027, o cinza é o corte de 2027 (o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar depois) e o vermelho fica abaixo do teto nos dois anos. A ordem é a da distância até o teto a partir de 2027, em valor absoluto — que cresce com o número de equipes. O aproveitamento percentual é a leitura justa entre estados de portes diferentes.
Os 50 municípios que mais deixam na mesa no país
São Paulo/SP lidera, com R$ 92,23 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 2.968 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.
A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande lidera por ter mais equipes, não por ter o pior desempenho.
| Município | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| 1ºSão Paulo/SP2.968 equipes | R$ 92,2 milhões |
| 2ºBrasília/DF943 equipes | R$ 50,6 milhões |
| 3ºSalvador/BA821 equipes | R$ 47,5 milhões |
| 4ºRio de Janeiro/RJ1.960 equipes | R$ 44,9 milhões |
| 5ºPorto Alegre/RS588 equipes | R$ 33,7 milhões |
| 6ºFortaleza/CE866 equipes | R$ 32,3 milhões |
| 7ºManaus/AM652 equipes | R$ 30,8 milhões |
| 8ºBelém/PA392 equipes | R$ 30,3 milhões |
| 9ºJuiz de Fora/MG235 equipes | R$ 25,0 milhões |
| 10ºBelo Horizonte/MG988 equipes | R$ 23,8 milhões |
| 11ºJoão Pessoa/PB427 equipes | R$ 22,8 milhões |
| 12ºCampinas/SP356 equipes | R$ 22,5 milhões |
| 13ºRecife/PE711 equipes | R$ 21,5 milhões |
| 14ºSão Gonçalo/RJ360 equipes | R$ 19,7 milhões |
| 15ºCuritiba/PR634 equipes | R$ 18,8 milhões |
| 16ºCampina Grande/PB344 equipes | R$ 17,4 milhões |
| 17ºTeresina/PI504 equipes | R$ 15,9 milhões |
| 18ºFlorianópolis/SC231 equipes | R$ 15,8 milhões |
| 19ºMacapá/AP253 equipes | R$ 15,7 milhões |
| 20ºNatal/RN233 equipes | R$ 14,9 milhões |
| 21ºGoiânia/GO353 equipes | R$ 13,8 milhões |
| 22ºCampo Grande/MS409 equipes | R$ 13,7 milhões |
| 23ºSão Bernardo do Campo/SP312 equipes | R$ 13,6 milhões |
| 24ºNova Iguaçu/RJ174 equipes | R$ 13,5 milhões |
| 25ºBoa Vista/RR204 equipes | R$ 13,5 milhões |
| 26ºBelford Roxo/RJ165 equipes | R$ 13,2 milhões |
| 27ºFeira de Santana/BA222 equipes | R$ 13,2 milhões |
| 28ºAracaju/SE228 equipes | R$ 12,5 milhões |
| 29ºMaceió/AL251 equipes | R$ 12,1 milhões |
| 30ºSão José dos Campos/SP169 equipes | R$ 11,9 milhões |
| 31ºBlumenau/SC197 equipes | R$ 11,2 milhões |
| 32ºMontes Claros/MG313 equipes | R$ 10,8 milhões |
| 33ºPraia Grande/SP150 equipes | R$ 10,1 milhões |
| 34ºGuarulhos/SP283 equipes | R$ 10,1 milhões |
| 35ºSão Luís/MA271 equipes | R$ 9,7 milhões |
| 36ºNiterói/RJ177 equipes | R$ 9,7 milhões |
| 37ºAparecida de Goiânia/GO126 equipes | R$ 9,7 milhões |
| 38ºCuiabá/MT202 equipes | R$ 9,7 milhões |
| 39ºSanto André/SP187 equipes | R$ 9,5 milhões |
| 40ºDuque de Caxias/RJ172 equipes | R$ 9,4 milhões |
| 41ºMaringá/PR158 equipes | R$ 9,3 milhões |
| 42ºContagem/MG224 equipes | R$ 9,2 milhões |
| 43ºBetim/MG150 equipes | R$ 9,2 milhões |
| 44ºRio Branco/AC148 equipes | R$ 9,1 milhões |
| 45ºJoinville/SC232 equipes | R$ 9,0 milhões |
| 46ºSão João de Meriti/RJ104 equipes | R$ 8,8 milhões |
| 47ºVitória/ES194 equipes | R$ 8,6 milhões |
| 48ºLondrina/PR129 equipes | R$ 8,5 milhões |
| 49ºVila Velha/ES166 equipes | R$ 8,4 milhões |
| 50ºPelotas/RS120 equipes | R$ 8,4 milhões |
Veja como funciona: o que a coordenação de um município vê no GestorSaúde
Os números desta página são do país inteiro. Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador, quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
13
Bom
16
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Alto da Serra (rural)
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
20,9%
Regular
480
o que foi feito
2.300
o total possível
Nesta equipe, 23 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 24 boas práticas das 115 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 20,9%.
Faltam 96 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
22 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Helena B. Nascimento
falta: 9 consultas até os 2 anos
Arthur R. Oliveira
falta: 9 consultas até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Arthur U. Nascimento
falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Heloísa K. Silva
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos
Alice E. Martins
falta: 9 consultas até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Ravi T. Costa
falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Valentina Q. Silva
falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Laura P. Lima
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Mostrando 8 de 22. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Perguntas frequentes
Quanto os municípios brasileiros deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 2.173.740.510 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 3.182.264.016 por ano abaixo do teto. 5.478 dos 5.571 municípios avaliados no Brasil estão abaixo do teto.
O que muda em 2027 para os municípios brasileiros?
Com a classificação de hoje, 3.766 municípios no Brasil passam a receber, somados, R$ 1.008.523.506 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 34.979 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?
É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.
Esse valor pode ser recuperado?
Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.
O vocabulário desta página
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.