Financiamento da Atenção Primária do Acre — quanto os municípios deixam na mesa

A partir de 2027, os municípios do Acre passam a receber R$ 7,75 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Em 2026 · regra de transição
R$ 45,62 milhões
por ano · R$ 11,98 milhões abaixo do teto
A partir de 2027 · com a classificação de hoje
R$ 37,86 milhões
por ano · R$ 19,74 milhões abaixo do teto
Corte a partir de 2027
R$ 7,75 milhões
por ano · em 20 de 22 municípios
Teto · todas as equipes em Ótimo
R$ 57,60 milhões
por ano · 468 equipes em Ótimo
Teto de R$ 57,60 milhões. Em 2026 e a partir de 2027: R$ 37,86 milhões. Só em 2026 (o corte de 2027): R$ 7,75 milhões. Abaixo do teto: R$ 11,98 milhões.
  • Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 37,86 milhões
  • Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 7,75 milhões
  • Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 11,98 milhões

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Acre em números

Acre em números — componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária, 1º quadrimestre de 2026
Municípios avaliados22com classificação de equipes publicada no quadrimestre
Municípios abaixo do teto22 de 22
Municípios com corte em 202720 de 22com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular
População dos municípios avaliados884.372 habitantesestimativa do IBGE
Equipes avaliadas468
Avaliações de equipe abaixo do Ótimo629cada equipe recebe uma nota em cada componente
Avaliações em Suficiente ou Regular263as que a regra de 2026 paga como Bom
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 45.615.522 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 11.984.274 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 37.862.541 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 19.737.255 por ano
Corte em 2027R$ 7.752.981 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 57.599.796 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202765,7%
Quadrimestre de referência1º quadrimestre de 2026
FonteSIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido

O corte atinge 20 dos 22 municípios avaliados: são 263 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios do Acre ficam R$ 11,98 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 19,74 milhões a partir de 2027.

Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios do Acre com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 45,62 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 11,98 milhões abaixo do teto de R$ 57,60 milhões, o valor com todas as 468 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 37,86 milhões: R$ 7,75 milhões a menos por ano, em 20 municípios, e R$ 19,74 milhões abaixo do teto. 22 dos 22 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 65,7% do teto.

Por tipo de equipe

83% da distância até o teto a partir de 2027 no Acre está nas equipes de Saúde da Família: R$ 16,42 milhões de R$ 19,74 milhões por ano, com a classificação de hoje.

Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.

Distância até o teto por ano, a partir de 2027, por tipo de equipe — Acre
Tipo de equipeAbaixo do teto por ano a partir de 2027
Equipe de Saúde da Família83% do total · R$ 16.416.000R$ 16,42 milhões
Equipe de Atenção Primária9% do total · R$ 1.812.000R$ 1,81 milhão
Equipe de Saúde Bucal6% do total · R$ 1.212.255R$ 1,21 milhão
Equipe Multiprofissional2% do total · R$ 297.000R$ 297 mil

Como os municípios se distribuem

0 dos 22 municípios avaliados no Acre estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica abaixo de 70%: 9 municípios.

Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.

Municípios do Acre por faixa de aproveitamento do teto, a partir de 2027 (22 com classificação publicada)
Faixa de aproveitamentoMunicípios
No teto (100%)0% dos municípios avaliados0
De 90% a menos de 100%0% dos municípios avaliados0
De 80% a menos de 90%27% dos municípios avaliados6
De 70% a menos de 80%32% dos municípios avaliados7
Abaixo de 70%41% dos municípios avaliados9

Onde o corte de 2027 cai mais pesado

O maior corte no Acre é o de Rio Branco: R$ 4,4 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

20 de 22 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.

Os 10 maiores cortes de 2027 do Acre, por ano, com a classificação de hoje
MunicípioCorte em 2027 por ano
Rio BrancoR$ 4.436.082 por anoR$ 4,4 milhões
Cruzeiro do SulR$ 845.388 por anoR$ 845 mil
Sena MadureiraR$ 398.694 por anoR$ 399 mil
Rodrigues AlvesR$ 343.347 por anoR$ 343 mil
XapuriR$ 264.000 por anoR$ 264 mil
TarauacáR$ 262.041 por anoR$ 262 mil
BujariR$ 175.347 por anoR$ 175 mil
Senador GuiomardR$ 175.347 por anoR$ 175 mil
Mâncio LimaR$ 168.000 por anoR$ 168 mil
CapixabaR$ 144.000 por anoR$ 144 mil

Municípios que mais deixam na mesa do Acre

Rio Branco lidera, com R$ 9,10 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 148 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.

A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.

Os 20 municípios do Acre com a maior distância até o teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano a partir de 2027
1ºRio Branco148 equipesR$ 9,1 milhões
2ºCruzeiro do Sul67 equipesR$ 2,5 milhões
3ºSena Madureira27 equipesR$ 1,1 milhão
4ºRodrigues Alves12 equipesR$ 762 mil
5ºTarauacá24 equipesR$ 748 mil
6ºXapuri17 equipesR$ 670 mil
7ºSenador Guiomard16 equipesR$ 570 mil
8ºEpitaciolândia18 equipesR$ 491 mil
9ºMâncio Lima10 equipesR$ 447 mil
10ºPlácido de Castro17 equipesR$ 429 mil
11ºFeijó15 equipesR$ 428 mil
12ºBujari8 equipesR$ 392 mil
13ºCapixaba10 equipesR$ 375 mil
14ºAcrelândia13 equipesR$ 287 mil
15ºSanta Rosa do Purus4 equipesR$ 271 mil
16ºBrasiléia19 equipesR$ 245 mil
17ºPorto Acre11 equipesR$ 212 mil
18ºManoel Urbano8 equipesR$ 186 mil
19ºAssis Brasil7 equipesR$ 168 mil
20ºJordão4 equipesR$ 135 mil

Veja como funciona: o que a coordenação de cada município do Acre vê no GestorSaúde

Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

3

Ótimo

13

Bom

16

Suficiente

3

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil

ESF Jardim das Flores

Suficiente

As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?

Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)

Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos

: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre

44,8%

Suficiente

940

o que foi feito

2.100

o total possível

Nesta equipe, 21 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 47 boas práticas das 105 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 44,8%.

Faltam 111 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

1ª consulta até o 30º dia de vida
11/21
9 consultas até os 2 anos
10/21
9 registros de peso e altura até os 2 anos
11/21
2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
11/21
Esquema vacinal completo para a idade
4/21

17 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Sofia Q. Silva

    falta: Esquema vacinal completo para a idade

  • Manuela O. Santos

    falta: Esquema vacinal completo para a idade

  • Maria Clara F. Gomes

    falta: Esquema vacinal completo para a idade

  • Noah K. Ribeiro

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · Esquema vacinal completo para a idade

  • Noah E. Nascimento

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Alice I. Ribeiro

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Maria Clara M. Carvalho

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade

  • Lívia U. Rocha

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

Mostrando 8 de 17. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
  2. 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
  3. 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Atenção — este indicador é . É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.

Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes do meu municípioFalar no WhatsApp

Todos os municípios do Acre

22 de 22 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.

Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.

Procure pelo nome

Os 22 municípios do Acre, em ordem alfabética: população (IBGE), equipes avaliadas, aproveitamento do teto, distância até o teto e corte de 2027 — valores por ano, classificação do 1º quadrimestre de 2026.
MunicípioPopulaçãoEquipesAproveitamento a partir de 2027Abaixo do teto/ano a partir de 2027Corte em 2027/ano
Acrelândia14.7121380,0%R$ 287.082R$ 7.347
Assis Brasil8.648781,4%R$ 168.000R$ 48.000
Brasiléia28.0281988,3%R$ 245.388R$ 0
Bujari13.928859,3%R$ 392.388R$ 175.347
Capixaba10.9811070,1%R$ 374.694R$ 144.000
Cruzeiro do Sul98.9166767,2%R$ 2.517.063R$ 845.388
Epitaciolândia19.8741875,9%R$ 491.082R$ 120.000
Feijó37.7641575,4%R$ 428.082R$ 48.000
Jordão9.884469,6%R$ 134.694R$ 48.000
Manoel Urbano12.923878,6%R$ 185.694R$ 48.000
Marechal Thaumaturgo18.057782,8%R$ 132.735R$ 14.694
Mâncio Lima20.4791070,4%R$ 446.694R$ 168.000
Plácido de Castro17.1071777,2%R$ 429.123R$ 55.347
Porto Acre17.5231182,5%R$ 212.082R$ 31.347
Porto Walter11.333686,7%R$ 99.000R$ 0
Rio Branco389.00114853,7%R$ 9.096.615R$ 4.436.082
Rodrigues Alves15.5601259,8%R$ 761.694R$ 343.347
Santa Rosa do Purus7.217455,2%R$ 271.347R$ 120.000
Sena Madureira44.0492764,9%R$ 1.075.164R$ 398.694
Senador Guiomard22.4021667,8%R$ 570.123R$ 175.347
Tarauacá46.8162474,2%R$ 748.470R$ 262.041
Xapuri19.1701769,4%R$ 670.041R$ 264.000
Como ler a lista

Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.

Perguntas frequentes

Quanto os municípios do Acre deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 11.984.274 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 19.737.255 por ano abaixo do teto. 22 dos 22 municípios avaliados no Acre estão abaixo do teto.

O que muda em 2027 para os municípios do Acre?

Com a classificação de hoje, 20 municípios no Acre passam a receber, somados, R$ 7.752.981 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 263 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?

É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.

Esse valor pode ser recuperado?

Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.

O vocabulário desta página

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Ver o panorama do Brasil · Como este número é calculado

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

BrasilMetodologiaGestorGPT

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