Financiamento da Atenção Primária da Rondônia — quanto os municípios deixam na mesa

A partir de 2027, os municípios da Rondônia passam a receber R$ 7,80 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Em 2026 · regra de transição
R$ 76,26 milhões
por ano · R$ 17,89 milhões abaixo do teto
A partir de 2027 · com a classificação de hoje
R$ 68,46 milhões
por ano · R$ 25,69 milhões abaixo do teto
Corte a partir de 2027
R$ 7,80 milhões
por ano · em 38 de 52 municípios
Teto · todas as equipes em Ótimo
R$ 94,15 milhões
por ano · 634 equipes em Ótimo
Teto de R$ 94,15 milhões. Em 2026 e a partir de 2027: R$ 68,46 milhões. Só em 2026 (o corte de 2027): R$ 7,80 milhões. Abaixo do teto: R$ 17,89 milhões.
  • Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 68,46 milhões
  • Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 7,80 milhões
  • Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 17,89 milhões

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Rondônia em números

Rondônia em números — componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária, 1º quadrimestre de 2026
Municípios avaliados52com classificação de equipes publicada no quadrimestre
Municípios abaixo do teto52 de 52
Municípios com corte em 202738 de 52com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular
População dos municípios avaliados1.751.950 habitantesestimativa do IBGE
Equipes avaliadas634
Avaliações de equipe abaixo do Ótimo848cada equipe recebe uma nota em cada componente
Avaliações em Suficiente ou Regular251as que a regra de 2026 paga como Bom
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 76.261.437 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 17.888.151 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 68.459.292 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 25.690.296 por ano
Corte em 2027R$ 7.802.145 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 94.149.588 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202772,7%
Quadrimestre de referência1º quadrimestre de 2026
FonteSIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido

O corte atinge 38 dos 52 municípios avaliados: são 251 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios da Rondônia ficam R$ 17,89 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 25,69 milhões a partir de 2027.

Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios da Rondônia com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 76,26 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 17,89 milhões abaixo do teto de R$ 94,15 milhões, o valor com todas as 634 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 68,46 milhões: R$ 7,80 milhões a menos por ano, em 38 municípios, e R$ 25,69 milhões abaixo do teto. 52 dos 52 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 72,7% do teto.

Por tipo de equipe

90% da distância até o teto a partir de 2027 na Rondônia está nas equipes de Saúde da Família: R$ 23,04 milhões de R$ 25,69 milhões por ano, com a classificação de hoje.

Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.

Distância até o teto por ano, a partir de 2027, por tipo de equipe — Rondônia
Tipo de equipeAbaixo do teto por ano a partir de 2027
Equipe de Saúde da Família90% do total · R$ 23.040.000R$ 23,04 milhões
Equipe de Saúde Bucal5% do total · R$ 1.234.296R$ 1,23 milhão
Equipe de Atenção Primária3% do total · R$ 768.000R$ 768 mil
Equipe Multiprofissional3% do total · R$ 648.000R$ 648 mil

Como os municípios se distribuem

0 dos 52 municípios avaliados na Rondônia estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica de 80% a menos de 90%: 22 municípios.

Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.

Municípios da Rondônia por faixa de aproveitamento do teto, a partir de 2027 (52 com classificação publicada)
Faixa de aproveitamentoMunicípios
No teto (100%)0% dos municípios avaliados0
De 90% a menos de 100%4% dos municípios avaliados2
De 80% a menos de 90%42% dos municípios avaliados22
De 70% a menos de 80%27% dos municípios avaliados14
Abaixo de 70%27% dos municípios avaliados14

Onde o corte de 2027 cai mais pesado

O maior corte na Rondônia é o de Porto Velho: R$ 2,5 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

38 de 52 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.

Os 10 maiores cortes de 2027 da Rondônia, por ano, com a classificação de hoje
MunicípioCorte em 2027 por ano
Porto VelhoR$ 2.486.205 por anoR$ 2,5 milhões
Ji-ParanáR$ 967.347 por anoR$ 967 mil
AriquemesR$ 574.041 por anoR$ 574 mil
CacoalR$ 542.694 por anoR$ 543 mil
VilhenaR$ 535.347 por anoR$ 535 mil
Nova MamoréR$ 312.000 por anoR$ 312 mil
Guajará-MirimR$ 240.000 por anoR$ 240 mil
São Francisco do GuaporéR$ 192.000 por anoR$ 192 mil
JaruR$ 171.000 por anoR$ 171 mil
Alto ParaísoR$ 144.000 por anoR$ 144 mil

Municípios que mais deixam na mesa da Rondônia

Porto Velho lidera, com R$ 6,53 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 149 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.

A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.

Os 20 municípios da Rondônia com a maior distância até o teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano a partir de 2027
1ºPorto Velho149 equipesR$ 6,5 milhões
2ºJi-Paraná42 equipesR$ 2,5 milhões
3ºCacoal31 equipesR$ 1,6 milhão
4ºAriquemes24 equipesR$ 1,5 milhão
5ºVilhena36 equipesR$ 1,5 milhão
6ºJaru25 equipesR$ 886 mil
7ºNova Mamoré11 equipesR$ 799 mil
8ºGuajará-Mirim16 equipesR$ 759 mil
9ºPimenta Bueno18 equipesR$ 632 mil
10ºPresidente Médici13 equipesR$ 517 mil
11ºMachadinho D'Oeste10 equipesR$ 459 mil
12ºSão Francisco do Guaporé12 equipesR$ 454 mil
13ºAlto Paraíso8 equipesR$ 447 mil
14ºCandeias do Jamari8 equipesR$ 367 mil
15ºBuritis17 equipesR$ 357 mil
16ºGovernador Jorge Teixeira4 equipesR$ 336 mil
17ºRolim de Moura23 equipesR$ 335 mil
18ºTheobroma5 equipesR$ 312 mil
19ºOuro Preto do Oeste15 equipesR$ 286 mil
20ºCosta Marques6 equipesR$ 279 mil

Veja como funciona: o que a coordenação de cada município da Rondônia vê no GestorSaúde

Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

3

Ótimo

13

Bom

16

Suficiente

3

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil

ESF Jardim das Flores

Suficiente

As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?

Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)

Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos

: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre

42,5%

Suficiente

680

o que foi feito

1.600

o total possível

Nesta equipe, 16 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 34 boas práticas das 80 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 42,5%.

Faltam 121 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

1ª consulta até o 30º dia de vida
9/16
9 consultas até os 2 anos
8/16
9 registros de peso e altura até os 2 anos
3/16
2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
7/16
Esquema vacinal completo para a idade
7/16

13 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Davi L. Gomes

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Davi N. Ribeiro

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Theo S. Almeida

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)

  • Gael F. Santos

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Davi G. Carvalho

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Sofia K. Ribeiro

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade

  • Theo I. Souza

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade

  • Bernardo D. Martins

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)

Mostrando 8 de 13. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
  2. 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
  3. 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Atenção — este indicador é . É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.

Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes do meu municípioFalar no WhatsApp

Todos os municípios da Rondônia

52 de 52 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.

Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.

Procure pelo nome

Os 52 municípios da Rondônia, em ordem alfabética: população (IBGE), equipes avaliadas, aproveitamento do teto, distância até o teto e corte de 2027 — valores por ano, classificação do 1º quadrimestre de 2026.
MunicípioPopulaçãoEquipesAproveitamento a partir de 2027Abaixo do teto/ano a partir de 2027Corte em 2027/ano
Alta Floresta D'Oeste22.787781,1%R$ 223.347R$ 24.000
Alto Alegre dos Parecis12.2371082,1%R$ 241.041R$ 24.000
Alto Paraíso17.467867,0%R$ 447.000R$ 144.000
Alvorada D'Oeste13.720572,5%R$ 264.000R$ 72.000
Ariquemes109.1702465,0%R$ 1.500.735R$ 574.041
Buritis30.6491783,8%R$ 356.694R$ 51.000
Cabixi5.664581,7%R$ 130.347R$ 0
Cacaulândia4.292561,3%R$ 245.388R$ 86.694
Cacoal98.2803165,6%R$ 1.602.123R$ 542.694
Campo Novo de Rondônia9.095484,4%R$ 120.000R$ 0
Candeias do Jamari24.313873,3%R$ 367.347R$ 120.000
Castanheiras3.450379,0%R$ 86.694R$ 7.347
Cerejeiras16.966786,6%R$ 158.694R$ 7.347
Chupinguaia10.191468,8%R$ 240.000R$ 48.000
Colorado do Oeste16.508792,8%R$ 79.347R$ 0
Corumbiara7.968488,1%R$ 72.000R$ 0
Costa Marques13.510671,8%R$ 278.694R$ 103.347
Cujubim15.877580,1%R$ 158.694R$ 7.347
Espigão D'Oeste32.842782,1%R$ 240.000R$ 0
Governador Jorge Teixeira8.340456,3%R$ 336.000R$ 144.000
Guajará-Mirim43.5941672,4%R$ 758.694R$ 240.000
Itapuã do Oeste9.228463,1%R$ 223.347R$ 96.000
Jaru55.6822576,8%R$ 885.735R$ 171.000
Ji-Paraná140.1014263,9%R$ 2.516.082R$ 967.347
Machadinho D'Oeste34.1491075,0%R$ 459.000R$ 120.000
Ministro Andreazza6.519585,2%R$ 94.041R$ 7.347
Mirante da Serra9.657584,0%R$ 127.347R$ 0
Monte Negro12.1681083,1%R$ 250.347R$ 12.000
Nova Brasilândia D'Oeste16.374786,8%R$ 134.694R$ 7.347
Nova Mamoré28.7011159,0%R$ 799.347R$ 312.000
Nova União6.541471,1%R$ 198.000R$ 27.000
Novo Horizonte do Oeste7.972581,0%R$ 151.347R$ 0
Ouro Preto do Oeste38.6841588,0%R$ 286.041R$ 0
Parecis4.372281,3%R$ 72.000R$ 0
Pimenta Bueno39.2201876,8%R$ 632.388R$ 120.000
Pimenteiras do Oeste2.309282,5%R$ 38.694R$ 7.347
Porto Velho517.70914963,3%R$ 6.528.984R$ 2.486.205
Presidente Médici20.4431369,3%R$ 516.735R$ 144.000
Primavera de Rondônia3.268375,0%R$ 103.347R$ 24.000
Rio Crespo3.767469,8%R$ 157.347R$ 27.000
Rolim de Moura62.9592390,0%R$ 335.082R$ 14.694
Santa Luzia D'Oeste7.837688,6%R$ 103.347R$ 0
Seringueiras12.965484,4%R$ 120.000R$ 0
São Felipe D'Oeste5.588386,6%R$ 55.347R$ 0
São Francisco do Guaporé17.5571272,5%R$ 454.041R$ 192.000
São Miguel do Guaporé22.305779,0%R$ 196.041R$ 58.347
Teixeirópolis4.521287,5%R$ 48.000R$ 0
Theobroma8.459567,5%R$ 312.000R$ 120.000
Urupá11.314779,1%R$ 211.347R$ 54.000
Vale do Anari8.220461,9%R$ 230.694R$ 103.347
Vale do Paraíso6.790486,9%R$ 79.347R$ 0
Vilhena109.6513674,2%R$ 1.463.388R$ 535.347
Como ler a lista

Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.

Perguntas frequentes

Quanto os municípios da Rondônia deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 17.888.151 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 25.690.296 por ano abaixo do teto. 52 dos 52 municípios avaliados na Rondônia estão abaixo do teto.

O que muda em 2027 para os municípios da Rondônia?

Com a classificação de hoje, 38 municípios na Rondônia passam a receber, somados, R$ 7.802.145 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 251 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?

É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.

Esse valor pode ser recuperado?

Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.

O vocabulário desta página

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Ver o panorama do Brasil · Como este número é calculado

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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