Financiamento da Atenção Primária da Rondônia — quanto os municípios deixam na mesa
A partir de 2027, os municípios da Rondônia passam a receber R$ 7,80 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
- Em 2026 · regra de transição
- R$ 76,26 milhões
- por ano · R$ 17,89 milhões abaixo do teto
- A partir de 2027 · com a classificação de hoje
- R$ 68,46 milhões
- por ano · R$ 25,69 milhões abaixo do teto
- Corte a partir de 2027
- R$ 7,80 milhões
- por ano · em 38 de 52 municípios
- Teto · todas as equipes em Ótimo
- R$ 94,15 milhões
- por ano · 634 equipes em Ótimo
- Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 68,46 milhões
- Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 7,80 milhões
- Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 17,89 milhões
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Rondônia em números
| Municípios avaliados | 52com classificação de equipes publicada no quadrimestre |
|---|---|
| Municípios abaixo do teto | 52 de 52 |
| Municípios com corte em 2027 | 38 de 52com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular |
| População dos municípios avaliados | 1.751.950 habitantesestimativa do IBGE |
| Equipes avaliadas | 634 |
| Avaliações de equipe abaixo do Ótimo | 848cada equipe recebe uma nota em cada componente |
| Avaliações em Suficiente ou Regular | 251as que a regra de 2026 paga como Bom |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 76.261.437 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 17.888.151 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 68.459.292 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 25.690.296 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 7.802.145 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 94.149.588 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 72,7% |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido
O corte atinge 38 dos 52 municípios avaliados: são 251 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios da Rondônia ficam R$ 17,89 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 25,69 milhões a partir de 2027.
Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios da Rondônia com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 76,26 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 17,89 milhões abaixo do teto de R$ 94,15 milhões, o valor com todas as 634 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 68,46 milhões: R$ 7,80 milhões a menos por ano, em 38 municípios, e R$ 25,69 milhões abaixo do teto. 52 dos 52 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 72,7% do teto.
Por tipo de equipe
90% da distância até o teto a partir de 2027 na Rondônia está nas equipes de Saúde da Família: R$ 23,04 milhões de R$ 25,69 milhões por ano, com a classificação de hoje.
Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.
| Tipo de equipe | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| Equipe de Saúde da Família90% do total · R$ 23.040.000 | R$ 23,04 milhões |
| Equipe de Saúde Bucal5% do total · R$ 1.234.296 | R$ 1,23 milhão |
| Equipe de Atenção Primária3% do total · R$ 768.000 | R$ 768 mil |
| Equipe Multiprofissional3% do total · R$ 648.000 | R$ 648 mil |
Como os municípios se distribuem
0 dos 52 municípios avaliados na Rondônia estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica de 80% a menos de 90%: 22 municípios.
Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.
| Faixa de aproveitamento | Municípios |
|---|---|
| No teto (100%)0% dos municípios avaliados | 0 |
| De 90% a menos de 100%4% dos municípios avaliados | 2 |
| De 80% a menos de 90%42% dos municípios avaliados | 22 |
| De 70% a menos de 80%27% dos municípios avaliados | 14 |
| Abaixo de 70%27% dos municípios avaliados | 14 |
Onde o corte de 2027 cai mais pesado
O maior corte na Rondônia é o de Porto Velho: R$ 2,5 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
38 de 52 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.
| Município | Corte em 2027 por ano |
|---|---|
| Porto VelhoR$ 2.486.205 por ano | R$ 2,5 milhões |
| Ji-ParanáR$ 967.347 por ano | R$ 967 mil |
| AriquemesR$ 574.041 por ano | R$ 574 mil |
| CacoalR$ 542.694 por ano | R$ 543 mil |
| VilhenaR$ 535.347 por ano | R$ 535 mil |
| Nova MamoréR$ 312.000 por ano | R$ 312 mil |
| Guajará-MirimR$ 240.000 por ano | R$ 240 mil |
| São Francisco do GuaporéR$ 192.000 por ano | R$ 192 mil |
| JaruR$ 171.000 por ano | R$ 171 mil |
| Alto ParaísoR$ 144.000 por ano | R$ 144 mil |
Municípios que mais deixam na mesa da Rondônia
Porto Velho lidera, com R$ 6,53 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 149 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.
A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.
| Município | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| 1ºPorto Velho149 equipes | R$ 6,5 milhões |
| 2ºJi-Paraná42 equipes | R$ 2,5 milhões |
| 3ºCacoal31 equipes | R$ 1,6 milhão |
| 4ºAriquemes24 equipes | R$ 1,5 milhão |
| 5ºVilhena36 equipes | R$ 1,5 milhão |
| 6ºJaru25 equipes | R$ 886 mil |
| 7ºNova Mamoré11 equipes | R$ 799 mil |
| 8ºGuajará-Mirim16 equipes | R$ 759 mil |
| 9ºPimenta Bueno18 equipes | R$ 632 mil |
| 10ºPresidente Médici13 equipes | R$ 517 mil |
| 11ºMachadinho D'Oeste10 equipes | R$ 459 mil |
| 12ºSão Francisco do Guaporé12 equipes | R$ 454 mil |
| 13ºAlto Paraíso8 equipes | R$ 447 mil |
| 14ºCandeias do Jamari8 equipes | R$ 367 mil |
| 15ºBuritis17 equipes | R$ 357 mil |
| 16ºGovernador Jorge Teixeira4 equipes | R$ 336 mil |
| 17ºRolim de Moura23 equipes | R$ 335 mil |
| 18ºTheobroma5 equipes | R$ 312 mil |
| 19ºOuro Preto do Oeste15 equipes | R$ 286 mil |
| 20ºCosta Marques6 equipes | R$ 279 mil |
Veja como funciona: o que a coordenação de cada município da Rondônia vê no GestorSaúde
Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
13
Bom
16
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Jardim das Flores
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
42,5%
Suficiente
680
o que foi feito
1.600
o total possível
Nesta equipe, 16 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 34 boas práticas das 80 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 42,5%.
Faltam 121 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
13 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Davi L. Gomes
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Davi N. Ribeiro
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Theo S. Almeida
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Gael F. Santos
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Davi G. Carvalho
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Sofia K. Ribeiro
falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Theo I. Souza
falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Bernardo D. Martins
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Mostrando 8 de 13. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Todos os municípios da Rondônia
52 de 52 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.
Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.
Procure pelo nome
| Município | População | Equipes | Aproveitamento a partir de 2027 | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 | Corte em 2027/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| Alta Floresta D'Oeste | 22.787 | 7 | 81,1% | R$ 223.347 | R$ 24.000 |
| Alto Alegre dos Parecis | 12.237 | 10 | 82,1% | R$ 241.041 | R$ 24.000 |
| Alto Paraíso | 17.467 | 8 | 67,0% | R$ 447.000 | R$ 144.000 |
| Alvorada D'Oeste | 13.720 | 5 | 72,5% | R$ 264.000 | R$ 72.000 |
| Ariquemes | 109.170 | 24 | 65,0% | R$ 1.500.735 | R$ 574.041 |
| Buritis | 30.649 | 17 | 83,8% | R$ 356.694 | R$ 51.000 |
| Cabixi | 5.664 | 5 | 81,7% | R$ 130.347 | R$ 0 |
| Cacaulândia | 4.292 | 5 | 61,3% | R$ 245.388 | R$ 86.694 |
| Cacoal | 98.280 | 31 | 65,6% | R$ 1.602.123 | R$ 542.694 |
| Campo Novo de Rondônia | 9.095 | 4 | 84,4% | R$ 120.000 | R$ 0 |
| Candeias do Jamari | 24.313 | 8 | 73,3% | R$ 367.347 | R$ 120.000 |
| Castanheiras | 3.450 | 3 | 79,0% | R$ 86.694 | R$ 7.347 |
| Cerejeiras | 16.966 | 7 | 86,6% | R$ 158.694 | R$ 7.347 |
| Chupinguaia | 10.191 | 4 | 68,8% | R$ 240.000 | R$ 48.000 |
| Colorado do Oeste | 16.508 | 7 | 92,8% | R$ 79.347 | R$ 0 |
| Corumbiara | 7.968 | 4 | 88,1% | R$ 72.000 | R$ 0 |
| Costa Marques | 13.510 | 6 | 71,8% | R$ 278.694 | R$ 103.347 |
| Cujubim | 15.877 | 5 | 80,1% | R$ 158.694 | R$ 7.347 |
| Espigão D'Oeste | 32.842 | 7 | 82,1% | R$ 240.000 | R$ 0 |
| Governador Jorge Teixeira | 8.340 | 4 | 56,3% | R$ 336.000 | R$ 144.000 |
| Guajará-Mirim | 43.594 | 16 | 72,4% | R$ 758.694 | R$ 240.000 |
| Itapuã do Oeste | 9.228 | 4 | 63,1% | R$ 223.347 | R$ 96.000 |
| Jaru | 55.682 | 25 | 76,8% | R$ 885.735 | R$ 171.000 |
| Ji-Paraná | 140.101 | 42 | 63,9% | R$ 2.516.082 | R$ 967.347 |
| Machadinho D'Oeste | 34.149 | 10 | 75,0% | R$ 459.000 | R$ 120.000 |
| Ministro Andreazza | 6.519 | 5 | 85,2% | R$ 94.041 | R$ 7.347 |
| Mirante da Serra | 9.657 | 5 | 84,0% | R$ 127.347 | R$ 0 |
| Monte Negro | 12.168 | 10 | 83,1% | R$ 250.347 | R$ 12.000 |
| Nova Brasilândia D'Oeste | 16.374 | 7 | 86,8% | R$ 134.694 | R$ 7.347 |
| Nova Mamoré | 28.701 | 11 | 59,0% | R$ 799.347 | R$ 312.000 |
| Nova União | 6.541 | 4 | 71,1% | R$ 198.000 | R$ 27.000 |
| Novo Horizonte do Oeste | 7.972 | 5 | 81,0% | R$ 151.347 | R$ 0 |
| Ouro Preto do Oeste | 38.684 | 15 | 88,0% | R$ 286.041 | R$ 0 |
| Parecis | 4.372 | 2 | 81,3% | R$ 72.000 | R$ 0 |
| Pimenta Bueno | 39.220 | 18 | 76,8% | R$ 632.388 | R$ 120.000 |
| Pimenteiras do Oeste | 2.309 | 2 | 82,5% | R$ 38.694 | R$ 7.347 |
| Porto Velho | 517.709 | 149 | 63,3% | R$ 6.528.984 | R$ 2.486.205 |
| Presidente Médici | 20.443 | 13 | 69,3% | R$ 516.735 | R$ 144.000 |
| Primavera de Rondônia | 3.268 | 3 | 75,0% | R$ 103.347 | R$ 24.000 |
| Rio Crespo | 3.767 | 4 | 69,8% | R$ 157.347 | R$ 27.000 |
| Rolim de Moura | 62.959 | 23 | 90,0% | R$ 335.082 | R$ 14.694 |
| Santa Luzia D'Oeste | 7.837 | 6 | 88,6% | R$ 103.347 | R$ 0 |
| Seringueiras | 12.965 | 4 | 84,4% | R$ 120.000 | R$ 0 |
| São Felipe D'Oeste | 5.588 | 3 | 86,6% | R$ 55.347 | R$ 0 |
| São Francisco do Guaporé | 17.557 | 12 | 72,5% | R$ 454.041 | R$ 192.000 |
| São Miguel do Guaporé | 22.305 | 7 | 79,0% | R$ 196.041 | R$ 58.347 |
| Teixeirópolis | 4.521 | 2 | 87,5% | R$ 48.000 | R$ 0 |
| Theobroma | 8.459 | 5 | 67,5% | R$ 312.000 | R$ 120.000 |
| Urupá | 11.314 | 7 | 79,1% | R$ 211.347 | R$ 54.000 |
| Vale do Anari | 8.220 | 4 | 61,9% | R$ 230.694 | R$ 103.347 |
| Vale do Paraíso | 6.790 | 4 | 86,9% | R$ 79.347 | R$ 0 |
| Vilhena | 109.651 | 36 | 74,2% | R$ 1.463.388 | R$ 535.347 |
Como ler a lista
Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.
Perguntas frequentes
Quanto os municípios da Rondônia deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 17.888.151 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 25.690.296 por ano abaixo do teto. 52 dos 52 municípios avaliados na Rondônia estão abaixo do teto.
O que muda em 2027 para os municípios da Rondônia?
Com a classificação de hoje, 38 municípios na Rondônia passam a receber, somados, R$ 7.802.145 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 251 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?
É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.
Esse valor pode ser recuperado?
Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.
O vocabulário desta página
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.