Financiamento da Atenção Primária do Pará — quanto os municípios deixam na mesa
A partir de 2027, os municípios do Pará passam a receber R$ 39,97 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
- Em 2026 · regra de transição
- R$ 407,97 milhões
- por ano · R$ 90,23 milhões abaixo do teto
- A partir de 2027 · com a classificação de hoje
- R$ 367,99 milhões
- por ano · R$ 130,21 milhões abaixo do teto
- Corte a partir de 2027
- R$ 39,97 milhões
- por ano · em 136 de 144 municípios
- Teto · todas as equipes em Ótimo
- R$ 498,20 milhões
- por ano · 3.797 equipes em Ótimo
- Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 367,99 milhões
- Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 39,97 milhões
- Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 90,23 milhões
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Pará em números
| Municípios avaliados | 144com classificação de equipes publicada no quadrimestre |
|---|---|
| Municípios abaixo do teto | 144 de 144 |
| Municípios com corte em 2027 | 136 de 144com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular |
| População dos municípios avaliados | 8.711.196 habitantesestimativa do IBGE |
| Equipes avaliadas | 3.797 |
| Avaliações de equipe abaixo do Ótimo | 4.488cada equipe recebe uma nota em cada componente |
| Avaliações em Suficiente ou Regular | 1.335as que a regra de 2026 paga como Bom |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 407.966.946 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 90.234.918 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 367.994.934 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 130.206.930 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 39.972.012 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 498.201.864 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 73,9% |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido
O corte atinge 136 dos 144 municípios avaliados: são 1.335 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios do Pará ficam R$ 90,23 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 130,21 milhões a partir de 2027.
Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios do Pará com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 407,97 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 90,23 milhões abaixo do teto de R$ 498,20 milhões, o valor com todas as 3.797 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 367,99 milhões: R$ 39,97 milhões a menos por ano, em 136 municípios, e R$ 130,21 milhões abaixo do teto. 144 dos 144 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 73,9% do teto.
Por tipo de equipe
87% da distância até o teto a partir de 2027 no Pará está nas equipes de Saúde da Família: R$ 113,71 milhões de R$ 130,21 milhões por ano, com a classificação de hoje.
Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.
| Tipo de equipe | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| Equipe de Saúde da Família87% do total · R$ 113.712.000 | R$ 113,71 milhões |
| Equipe de Saúde Bucal7% do total · R$ 8.742.930 | R$ 8,74 milhões |
| Equipe Multiprofissional3% do total · R$ 4.536.000 | R$ 4,54 milhões |
| Equipe de Atenção Primária2% do total · R$ 3.216.000 | R$ 3,22 milhões |
Como os municípios se distribuem
0 dos 144 municípios avaliados no Pará estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica de 80% a menos de 90%: 59 municípios.
Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.
| Faixa de aproveitamento | Municípios |
|---|---|
| No teto (100%)0% dos municípios avaliados | 0 |
| De 90% a menos de 100%0% dos municípios avaliados | 0 |
| De 80% a menos de 90%41% dos municípios avaliados | 59 |
| De 70% a menos de 80%38% dos municípios avaliados | 54 |
| Abaixo de 70%22% dos municípios avaliados | 31 |
Onde o corte de 2027 cai mais pesado
O maior corte no Pará é o de Belém: R$ 14,8 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
136 de 144 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.
| Município | Corte em 2027 por ano |
|---|---|
| BelémR$ 14.822.328 por ano | R$ 14,8 milhões |
| SantarémR$ 976.164 por ano | R$ 976 mil |
| BragançaR$ 910.041 por ano | R$ 910 mil |
| ViseuR$ 720.000 por ano | R$ 720 mil |
| MojuR$ 713.694 por ano | R$ 714 mil |
| ItaitubaR$ 703.347 por ano | R$ 703 mil |
| AltamiraR$ 696.000 por ano | R$ 696 mil |
| AnanindeuaR$ 541.776 por ano | R$ 542 mil |
| CastanhalR$ 468.000 por ano | R$ 468 mil |
| ParagominasR$ 468.000 por ano | R$ 468 mil |
Municípios que mais deixam na mesa do Pará
Belém lidera, com R$ 30,27 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 392 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.
A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.
| Município | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| 1ºBelém392 equipes | R$ 30,3 milhões |
| 2ºAnanindeua193 equipes | R$ 5,1 milhões |
| 3ºSantarém110 equipes | R$ 4,1 milhões |
| 4ºBragança129 equipes | R$ 3,5 milhões |
| 5ºParauapebas96 equipes | R$ 2,8 milhões |
| 6ºCastanhal113 equipes | R$ 2,7 milhões |
| 7ºParagominas65 equipes | R$ 2,3 milhões |
| 8ºMarituba70 equipes | R$ 2,3 milhões |
| 9ºViseu55 equipes | R$ 1,9 milhão |
| 10ºMarabá52 equipes | R$ 1,9 milhão |
| 11ºAltamira51 equipes | R$ 1,8 milhão |
| 12ºItaituba36 equipes | R$ 1,8 milhão |
| 13ºSalinópolis41 equipes | R$ 1,5 milhão |
| 14ºMoju22 equipes | R$ 1,5 milhão |
| 15ºTucuruí38 equipes | R$ 1,4 milhão |
| 16ºAbaetetuba62 equipes | R$ 1,4 milhão |
| 17ºBarcarena60 equipes | R$ 1,2 milhão |
| 18ºIrituia31 equipes | R$ 1,2 milhão |
| 19ºVigia25 equipes | R$ 1,1 milhão |
| 20ºBreves25 equipes | R$ 1,1 milhão |
Veja como funciona: o que a coordenação de cada município do Pará vê no GestorSaúde
Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
13
Bom
16
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C6 · Cuidado da pessoa idosa
ESF São José
Quem tem 60 anos ou mais está sendo visto pelo menos uma vez por ano?
Conta quem: Soma das boas práticas por pessoa idosa: consulta em 12 meses (25) · peso e altura no mesmo dia em 12 meses (25) · 2 visitas do ACS com 30 dias de intervalo em 12 meses (25) · vacina da influenza em 12 meses (25)
Dividido por: Pessoas com 60 anos ou mais vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Últimos 12 meses até o fim da competência
42,8%
Suficiente
5.775
o que foi feito
13.500
o total possível
Nesta equipe, 135 pessoas estão no indicador (pessoa idosa): foram cumpridas 231 boas práticas das 540 possíveis (4 por pessoa) — ou seja, 42,8%.
Faltam 976 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
110 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Raimundo M. Almeida
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Dirce U. Ribeiro
falta: Consulta médica ou de enfermagem
Terezinha F. Costa
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Osvaldo N. Almeida
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Benedito F. Silva
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Joaquim H. Costa
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Olga K. Martins
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Lúcia M. Costa
falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
Mostrando 8 de 110. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Cruzar a lista nominal com a campanha da influenza: a vacina vale 25 pontos e a campanha já leva a equipe até essa mesma população todo ano.
- 2Pesar e medir em TODA consulta da pessoa idosa — os dois campos no mesmo registro, no mesmo dia; separados não pontuam.
- 3Programar a segunda visita do ACS com pelo menos 30 dias da primeira: duas visitas no mesmo mês contam como uma.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina de influenza aplicada em campanha fora da unidade (drive-thru, escola, empresa) só conta se tiver sido lançada no PEC com o cidadão identificado. Dose registrada só no total da campanha não pontua ninguém.
A conferir: A ficha isenta a eAP (tipo 76) da prática de visitas domiciliares. Aqui as visitas contam para todas as equipes; onde houver eAP, o indicador dela aparece MENOR que o oficial.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Todos os municípios do Pará
144 de 144 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.
Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.
Procure pelo nome
| Município | População | Equipes | Aproveitamento a partir de 2027 | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 | Corte em 2027/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| Abaetetuba | 172.344 | 62 | 81,8% | R$ 1.367.022 | R$ 156.735 |
| Abel Figueiredo | 6.275 | 6 | 79,2% | R$ 154.347 | R$ 48.000 |
| Acará | 63.110 | 21 | 67,5% | R$ 913.470 | R$ 334.041 |
| Afuá | 40.473 | 8 | 79,0% | R$ 254.694 | R$ 72.000 |
| Alenquer | 75.882 | 14 | 62,3% | R$ 919.347 | R$ 432.000 |
| Almeirim | 36.442 | 15 | 87,2% | R$ 233.694 | R$ 24.000 |
| Altamira | 138.749 | 51 | 71,4% | R$ 1.845.123 | R$ 696.000 |
| Anajás | 30.247 | 6 | 79,9% | R$ 166.041 | R$ 31.347 |
| Ananindeua | 509.227 | 193 | 81,6% | R$ 5.065.350 | R$ 541.776 |
| Anapu | 35.638 | 18 | 65,4% | R$ 800.817 | R$ 293.388 |
| Augusto Corrêa | 47.912 | 41 | 88,5% | R$ 502.593 | R$ 120.000 |
| Aurora do Pará | 24.193 | 17 | 83,5% | R$ 373.776 | R$ 94.041 |
| Aveiro | 19.380 | 8 | 71,5% | R$ 391.347 | R$ 96.000 |
| Bagre | 35.147 | 8 | 68,3% | R$ 332.082 | R$ 118.041 |
| Baião | 56.850 | 18 | 64,7% | R$ 1.018.347 | R$ 408.000 |
| Bannach | 4.290 | 5 | 81,2% | R$ 103.347 | R$ 24.000 |
| Barcarena | 139.076 | 60 | 84,3% | R$ 1.172.205 | R$ 72.000 |
| Belterra | 19.075 | 15 | 86,5% | R$ 255.735 | R$ 7.347 |
| Belém | 1.397.315 | 392 | 52,1% | R$ 30.270.801 | R$ 14.822.328 |
| Benevides | 68.962 | 50 | 81,1% | R$ 1.065.858 | R$ 264.000 |
| Bom Jesus do Tocantins | 19.129 | 16 | 81,0% | R$ 383.082 | R$ 103.347 |
| Bonito | 12.961 | 16 | 82,6% | R$ 335.082 | R$ 103.347 |
| Bragança | 132.489 | 129 | 74,3% | R$ 3.493.656 | R$ 910.041 |
| Brasil Novo | 27.130 | 14 | 65,9% | R$ 555.429 | R$ 199.347 |
| Brejo Grande do Araguaia | 6.966 | 9 | 76,7% | R$ 231.735 | R$ 55.347 |
| Breu Branco | 47.066 | 24 | 70,8% | R$ 984.123 | R$ 310.041 |
| Breves | 116.058 | 25 | 65,9% | R$ 1.081.470 | R$ 367.347 |
| Bujaru | 25.065 | 18 | 76,3% | R$ 470.388 | R$ 123.000 |
| Cachoeira do Arari | 25.467 | 9 | 60,4% | R$ 521.694 | R$ 216.000 |
| Cachoeira do Piriá | 19.223 | 21 | 75,6% | R$ 606.429 | R$ 175.347 |
| Cametá | 144.859 | 39 | 83,6% | R$ 962.511 | R$ 77.388 |
| Canaã dos Carajás | 89.524 | 32 | 82,9% | R$ 685.041 | R$ 348.000 |
| Capanema | 75.309 | 40 | 80,9% | R$ 937.470 | R$ 168.000 |
| Capitão Poço | 60.318 | 31 | 73,2% | R$ 1.028.205 | R$ 293.388 |
| Castanhal | 209.126 | 113 | 81,3% | R$ 2.659.716 | R$ 468.000 |
| Chaves | 21.501 | 2 | 85,8% | R$ 31.347 | R$ 0 |
| Colares | 13.625 | 11 | 84,1% | R$ 193.041 | R$ 0 |
| Conceição do Araguaia | 47.144 | 26 | 85,5% | R$ 424.470 | R$ 26.694 |
| Concórdia do Pará | 28.270 | 18 | 76,3% | R$ 491.817 | R$ 118.041 |
| Cumaru do Norte | 15.150 | 11 | 71,9% | R$ 364.041 | R$ 96.000 |
| Curionópolis | 20.975 | 15 | 80,0% | R$ 380.082 | R$ 103.347 |
| Curralinho | 36.814 | 9 | 67,6% | R$ 348.735 | R$ 103.347 |
| Curuá | 14.954 | 6 | 79,5% | R$ 185.694 | R$ 55.347 |
| Curuçá | 44.880 | 21 | 75,3% | R$ 695.082 | R$ 144.000 |
| Dom Eliseu | 62.823 | 24 | 77,3% | R$ 657.429 | R$ 147.000 |
| Eldorado do Carajás | 29.287 | 16 | 85,0% | R$ 290.082 | R$ 7.347 |
| Faro | 9.167 | 7 | 82,0% | R$ 124.041 | R$ 0 |
| Floresta do Araguaia | 18.595 | 17 | 85,1% | R$ 316.041 | R$ 72.000 |
| Garrafão do Norte | 25.558 | 20 | 74,4% | R$ 628.470 | R$ 134.694 |
| Goianésia do Pará | 26.703 | 16 | 63,2% | R$ 771.429 | R$ 295.347 |
| Gurupá | 34.137 | 5 | 59,8% | R$ 190.041 | R$ 72.000 |
| Igarapé-Açu | 37.925 | 34 | 80,9% | R$ 716.205 | R$ 103.347 |
| Igarapé-Miri | 69.446 | 24 | 75,9% | R$ 855.735 | R$ 264.000 |
| Inhangapi | 10.784 | 14 | 80,7% | R$ 297.429 | R$ 31.347 |
| Ipixuna do Pará | 29.264 | 25 | 72,4% | R$ 1.031.082 | R$ 312.000 |
| Irituia | 32.740 | 31 | 68,8% | R$ 1.171.164 | R$ 360.000 |
| Itaituba | 135.369 | 36 | 67,6% | R$ 1.818.123 | R$ 703.347 |
| Itupiranga | 52.201 | 19 | 78,8% | R$ 531.429 | R$ 62.694 |
| Jacareacanga | 26.579 | 4 | 82,5% | R$ 77.388 | R$ 14.694 |
| Jacundá | 37.726 | 23 | 85,1% | R$ 450.123 | R$ 134.694 |
| Juruti | 54.255 | 22 | 68,2% | R$ 930.123 | R$ 295.347 |
| Limoeiro do Ajuru | 32.088 | 12 | 77,9% | R$ 327.735 | R$ 55.347 |
| Magalhães Barata | 8.439 | 9 | 83,1% | R$ 153.429 | R$ 22.041 |
| Marabá | 290.975 | 52 | 79,0% | R$ 1.854.123 | R$ 377.388 |
| Maracanã | 27.129 | 22 | 83,2% | R$ 394.470 | R$ 7.347 |
| Marapanim | 28.159 | 14 | 55,9% | R$ 826.776 | R$ 358.041 |
| Marituba | 119.437 | 70 | 74,2% | R$ 2.265.552 | R$ 456.000 |
| Medicilândia | 28.677 | 10 | 45,4% | R$ 735.735 | R$ 398.694 |
| Melgaço | 30.080 | 7 | 54,0% | R$ 505.041 | R$ 254.694 |
| Mocajuba | 28.903 | 16 | 76,2% | R$ 440.388 | R$ 120.000 |
| Moju | 91.760 | 22 | 51,2% | R$ 1.464.123 | R$ 713.694 |
| Mojuí dos Campos | 25.818 | 15 | 80,2% | R$ 353.082 | R$ 14.694 |
| Monte Alegre | 64.002 | 17 | 85,4% | R$ 406.041 | R$ 24.000 |
| Muaná | 49.648 | 8 | 70,1% | R$ 337.041 | R$ 103.347 |
| Mãe do Rio | 37.473 | 18 | 82,0% | R$ 459.429 | R$ 86.694 |
| Nova Esperança do Piriá | 21.304 | 18 | 61,5% | R$ 921.858 | R$ 394.776 |
| Nova Ipixuna | 14.400 | 10 | 82,7% | R$ 233.694 | R$ 0 |
| Nova Timboteua | 13.175 | 17 | 87,4% | R$ 234.735 | R$ 55.347 |
| Novo Progresso | 37.054 | 20 | 76,1% | R$ 547.164 | R$ 142.041 |
| Novo Repartimento | 63.796 | 20 | 73,6% | R$ 799.041 | R$ 171.000 |
| Oeiras do Pará | 36.734 | 10 | 59,5% | R$ 643.347 | R$ 246.000 |
| Oriximiná | 72.889 | 27 | 86,1% | R$ 518.694 | R$ 72.000 |
| Ourilândia do Norte | 35.252 | 21 | 87,0% | R$ 334.041 | R$ 48.000 |
| Ourém | 18.783 | 16 | 85,4% | R$ 270.429 | R$ 7.347 |
| Pacajá | 43.741 | 25 | 77,7% | R$ 689.694 | R$ 168.000 |
| Palestina do Pará | 7.063 | 7 | 67,8% | R$ 248.388 | R$ 79.347 |
| Paragominas | 113.498 | 65 | 74,8% | R$ 2.293.164 | R$ 468.000 |
| Parauapebas | 305.771 | 96 | 79,6% | R$ 2.794.164 | R$ 348.000 |
| Pau D'Arco | 7.354 | 9 | 70,2% | R$ 296.388 | R$ 120.000 |
| Peixe-Boi | 8.686 | 9 | 84,7% | R$ 152.388 | R$ 24.000 |
| Piçarra | 13.366 | 13 | 83,9% | R$ 231.735 | R$ 48.000 |
| Placas | 18.510 | 11 | 84,9% | R$ 257.694 | R$ 0 |
| Ponta de Pedras | 25.736 | 4 | 75,0% | R$ 29.388 | R$ 0 |
| Portel | 67.580 | 29 | 74,6% | R$ 917.082 | R$ 243.000 |
| Porto de Moz | 44.121 | 7 | 78,6% | R$ 200.388 | R$ 38.694 |
| Prainha | 38.733 | 15 | 78,2% | R$ 450.123 | R$ 77.388 |
| Primavera | 11.379 | 11 | 86,7% | R$ 161.694 | R$ 24.000 |
| Quatipuru | 11.838 | 13 | 82,4% | R$ 252.735 | R$ 55.347 |
| Redenção | 92.694 | 36 | 88,3% | R$ 584.817 | R$ 151.347 |
| Rio Maria | 19.190 | 15 | 87,8% | R$ 202.347 | R$ 24.000 |
| Rondon do Pará | 57.031 | 22 | 83,5% | R$ 440.388 | R$ 96.000 |
| Rurópolis | 37.198 | 18 | 70,3% | R$ 807.735 | R$ 223.347 |
| Salinópolis | 48.663 | 41 | 69,0% | R$ 1.528.899 | R$ 463.347 |
| Salvaterra | 25.687 | 10 | 61,2% | R$ 460.041 | R$ 195.000 |
| Santa Bárbara do Pará | 22.530 | 21 | 80,3% | R$ 515.694 | R$ 108.000 |
| Santa Cruz do Arari | 7.626 | 3 | 81,6% | R$ 46.041 | R$ 7.347 |
| Santa Izabel do Pará | 79.195 | 37 | 80,9% | R$ 796.899 | R$ 31.347 |
| Santa Luzia do Pará | 21.295 | 21 | 82,8% | R$ 399.735 | R$ 96.000 |
| Santa Maria das Barreiras | 17.065 | 14 | 69,2% | R$ 551.082 | R$ 182.694 |
| Santa Maria do Pará | 25.815 | 20 | 73,5% | R$ 646.776 | R$ 115.347 |
| Santana do Araguaia | 30.455 | 25 | 74,7% | R$ 739.164 | R$ 142.041 |
| Santarém | 360.871 | 110 | 74,0% | R$ 4.134.921 | R$ 976.164 |
| Santarém Novo | 6.355 | 6 | 77,2% | R$ 169.041 | R$ 31.347 |
| Santo Antônio do Tauá | 29.234 | 23 | 73,8% | R$ 707.817 | R$ 182.694 |
| Sapucaia | 6.212 | 6 | 70,2% | R$ 193.041 | R$ 55.347 |
| Senador José Porfírio | 24.989 | 7 | 63,8% | R$ 310.041 | R$ 120.000 |
| Soure | 25.315 | 9 | 81,2% | R$ 217.041 | R$ 24.000 |
| São Caetano de Odivelas | 17.258 | 17 | 76,6% | R$ 439.470 | R$ 89.694 |
| São Domingos do Araguaia | 21.555 | 13 | 74,1% | R$ 457.041 | R$ 144.000 |
| São Domingos do Capim | 32.554 | 26 | 85,9% | R$ 346.470 | R$ 55.347 |
| São Francisco do Pará | 15.429 | 17 | 81,9% | R$ 340.470 | R$ 46.041 |
| São Félix do Xingu | 64.651 | 38 | 81,4% | R$ 779.817 | R$ 72.000 |
| São Geraldo do Araguaia | 24.929 | 20 | 75,3% | R$ 585.429 | R$ 144.000 |
| São João da Ponta | 4.470 | 6 | 60,5% | R$ 262.041 | R$ 96.000 |
| São João de Pirabas | 21.477 | 25 | 80,9% | R$ 527.082 | R$ 216.000 |
| São João do Araguaia | 14.293 | 14 | 73,5% | R$ 431.082 | R$ 96.000 |
| São Miguel do Guamá | 55.970 | 26 | 86,0% | R$ 445.776 | R$ 26.694 |
| São Sebastião da Boa Vista | 27.651 | 7 | 63,6% | R$ 252.735 | R$ 103.347 |
| Tailândia | 75.290 | 20 | 83,2% | R$ 509.388 | R$ 86.694 |
| Terra Alta | 10.837 | 12 | 75,0% | R$ 332.082 | R$ 79.347 |
| Terra Santa | 19.792 | 10 | 85,1% | R$ 176.388 | R$ 0 |
| Tomé-Açu | 73.058 | 31 | 77,8% | R$ 907.164 | R$ 190.041 |
| Tracuateua | 30.494 | 34 | 72,0% | R$ 1.052.205 | R$ 408.000 |
| Trairão | 15.550 | 7 | 89,9% | R$ 86.694 | R$ 0 |
| Tucumã | 42.883 | 20 | 86,5% | R$ 329.388 | R$ 24.000 |
| Tucuruí | 96.119 | 38 | 73,2% | R$ 1.423.593 | R$ 334.776 |
| Ulianópolis | 39.360 | 21 | 77,3% | R$ 601.041 | R$ 144.000 |
| Uruará | 45.962 | 15 | 66,3% | R$ 806.694 | R$ 312.000 |
| Vigia | 54.062 | 25 | 63,8% | R$ 1.084.899 | R$ 363.429 |
| Viseu | 62.189 | 55 | 73,9% | R$ 1.864.164 | R$ 720.000 |
| Vitória do Xingu | 16.552 | 15 | 75,6% | R$ 404.082 | R$ 144.000 |
| Xinguara | 57.768 | 31 | 77,7% | R$ 867.429 | R$ 276.000 |
| Água Azul do Norte | 17.596 | 26 | 68,3% | R$ 980.388 | R$ 444.000 |
| Óbidos | 55.527 | 19 | 88,0% | R$ 348.735 | R$ 79.347 |
Como ler a lista
Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.
Perguntas frequentes
Quanto os municípios do Pará deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 90.234.918 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 130.206.930 por ano abaixo do teto. 144 dos 144 municípios avaliados no Pará estão abaixo do teto.
O que muda em 2027 para os municípios do Pará?
Com a classificação de hoje, 136 municípios no Pará passam a receber, somados, R$ 39.972.012 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 1.335 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?
É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.
Esse valor pode ser recuperado?
Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.
O vocabulário desta página
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.