Financiamento da Atenção Primária do Pará — quanto os municípios deixam na mesa

A partir de 2027, os municípios do Pará passam a receber R$ 39,97 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Em 2026 · regra de transição
R$ 407,97 milhões
por ano · R$ 90,23 milhões abaixo do teto
A partir de 2027 · com a classificação de hoje
R$ 367,99 milhões
por ano · R$ 130,21 milhões abaixo do teto
Corte a partir de 2027
R$ 39,97 milhões
por ano · em 136 de 144 municípios
Teto · todas as equipes em Ótimo
R$ 498,20 milhões
por ano · 3.797 equipes em Ótimo
Teto de R$ 498,20 milhões. Em 2026 e a partir de 2027: R$ 367,99 milhões. Só em 2026 (o corte de 2027): R$ 39,97 milhões. Abaixo do teto: R$ 90,23 milhões.
  • Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 367,99 milhões
  • Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 39,97 milhões
  • Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 90,23 milhões

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Pará em números

Pará em números — componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária, 1º quadrimestre de 2026
Municípios avaliados144com classificação de equipes publicada no quadrimestre
Municípios abaixo do teto144 de 144
Municípios com corte em 2027136 de 144com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular
População dos municípios avaliados8.711.196 habitantesestimativa do IBGE
Equipes avaliadas3.797
Avaliações de equipe abaixo do Ótimo4.488cada equipe recebe uma nota em cada componente
Avaliações em Suficiente ou Regular1.335as que a regra de 2026 paga como Bom
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 407.966.946 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 90.234.918 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 367.994.934 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 130.206.930 por ano
Corte em 2027R$ 39.972.012 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 498.201.864 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202773,9%
Quadrimestre de referência1º quadrimestre de 2026
FonteSIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido

O corte atinge 136 dos 144 municípios avaliados: são 1.335 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios do Pará ficam R$ 90,23 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 130,21 milhões a partir de 2027.

Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios do Pará com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 407,97 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 90,23 milhões abaixo do teto de R$ 498,20 milhões, o valor com todas as 3.797 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 367,99 milhões: R$ 39,97 milhões a menos por ano, em 136 municípios, e R$ 130,21 milhões abaixo do teto. 144 dos 144 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 73,9% do teto.

Por tipo de equipe

87% da distância até o teto a partir de 2027 no Pará está nas equipes de Saúde da Família: R$ 113,71 milhões de R$ 130,21 milhões por ano, com a classificação de hoje.

Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.

Distância até o teto por ano, a partir de 2027, por tipo de equipe — Pará
Tipo de equipeAbaixo do teto por ano a partir de 2027
Equipe de Saúde da Família87% do total · R$ 113.712.000R$ 113,71 milhões
Equipe de Saúde Bucal7% do total · R$ 8.742.930R$ 8,74 milhões
Equipe Multiprofissional3% do total · R$ 4.536.000R$ 4,54 milhões
Equipe de Atenção Primária2% do total · R$ 3.216.000R$ 3,22 milhões

Como os municípios se distribuem

0 dos 144 municípios avaliados no Pará estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica de 80% a menos de 90%: 59 municípios.

Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.

Municípios do Pará por faixa de aproveitamento do teto, a partir de 2027 (144 com classificação publicada)
Faixa de aproveitamentoMunicípios
No teto (100%)0% dos municípios avaliados0
De 90% a menos de 100%0% dos municípios avaliados0
De 80% a menos de 90%41% dos municípios avaliados59
De 70% a menos de 80%38% dos municípios avaliados54
Abaixo de 70%22% dos municípios avaliados31

Onde o corte de 2027 cai mais pesado

O maior corte no Pará é o de Belém: R$ 14,8 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

136 de 144 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.

Os 10 maiores cortes de 2027 do Pará, por ano, com a classificação de hoje
MunicípioCorte em 2027 por ano
BelémR$ 14.822.328 por anoR$ 14,8 milhões
SantarémR$ 976.164 por anoR$ 976 mil
BragançaR$ 910.041 por anoR$ 910 mil
ViseuR$ 720.000 por anoR$ 720 mil
MojuR$ 713.694 por anoR$ 714 mil
ItaitubaR$ 703.347 por anoR$ 703 mil
AltamiraR$ 696.000 por anoR$ 696 mil
AnanindeuaR$ 541.776 por anoR$ 542 mil
CastanhalR$ 468.000 por anoR$ 468 mil
ParagominasR$ 468.000 por anoR$ 468 mil

Municípios que mais deixam na mesa do Pará

Belém lidera, com R$ 30,27 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 392 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.

A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.

Os 20 municípios do Pará com a maior distância até o teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano a partir de 2027
1ºBelém392 equipesR$ 30,3 milhões
2ºAnanindeua193 equipesR$ 5,1 milhões
3ºSantarém110 equipesR$ 4,1 milhões
4ºBragança129 equipesR$ 3,5 milhões
5ºParauapebas96 equipesR$ 2,8 milhões
6ºCastanhal113 equipesR$ 2,7 milhões
7ºParagominas65 equipesR$ 2,3 milhões
8ºMarituba70 equipesR$ 2,3 milhões
9ºViseu55 equipesR$ 1,9 milhão
10ºMarabá52 equipesR$ 1,9 milhão
11ºAltamira51 equipesR$ 1,8 milhão
12ºItaituba36 equipesR$ 1,8 milhão
13ºSalinópolis41 equipesR$ 1,5 milhão
14ºMoju22 equipesR$ 1,5 milhão
15ºTucuruí38 equipesR$ 1,4 milhão
16ºAbaetetuba62 equipesR$ 1,4 milhão
17ºBarcarena60 equipesR$ 1,2 milhão
18ºIrituia31 equipesR$ 1,2 milhão
19ºVigia25 equipesR$ 1,1 milhão
20ºBreves25 equipesR$ 1,1 milhão

Veja como funciona: o que a coordenação de cada município do Pará vê no GestorSaúde

Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

3

Ótimo

13

Bom

16

Suficiente

3

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C6 · Cuidado da pessoa idosa

ESF São José

Suficiente

Quem tem 60 anos ou mais está sendo visto pelo menos uma vez por ano?

Conta quem: Soma das boas práticas por pessoa idosa: consulta em 12 meses (25) · peso e altura no mesmo dia em 12 meses (25) · 2 visitas do ACS com 30 dias de intervalo em 12 meses (25) · vacina da influenza em 12 meses (25)

Dividido por: Pessoas com 60 anos ou mais vinculadas à equipe × 100 pontos

: Últimos 12 meses até o fim da competência

42,8%

Suficiente

5.775

o que foi feito

13.500

o total possível

Nesta equipe, 135 pessoas estão no indicador (pessoa idosa): foram cumpridas 231 boas práticas das 540 possíveis (4 por pessoa) — ou seja, 42,8%.

Faltam 976 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

Consulta médica ou de enfermagem
68/135
Peso e altura no mesmo registro
68/135
2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)
30/135
Vacina contra influenza
65/135

110 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Raimundo M. Almeida

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

  • Dirce U. Ribeiro

    falta: Consulta médica ou de enfermagem

  • Terezinha F. Costa

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

  • Osvaldo N. Almeida

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

  • Benedito F. Silva

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

  • Joaquim H. Costa

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

  • Olga K. Martins

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

  • Lúcia M. Costa

    falta: 2 visitas do agente comunitário (30 dias entre elas)

Mostrando 8 de 110. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Cruzar a lista nominal com a campanha da influenza: a vacina vale 25 pontos e a campanha já leva a equipe até essa mesma população todo ano.
  2. 2Pesar e medir em TODA consulta da pessoa idosa — os dois campos no mesmo registro, no mesmo dia; separados não pontuam.
  3. 3Programar a segunda visita do ACS com pelo menos 30 dias da primeira: duas visitas no mesmo mês contam como uma.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina de influenza aplicada em campanha fora da unidade (drive-thru, escola, empresa) só conta se tiver sido lançada no PEC com o cidadão identificado. Dose registrada só no total da campanha não pontua ninguém.

A conferir: A ficha isenta a eAP (tipo 76) da prática de visitas domiciliares. Aqui as visitas contam para todas as equipes; onde houver eAP, o indicador dela aparece MENOR que o oficial.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes do meu municípioFalar no WhatsApp

Todos os municípios do Pará

144 de 144 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.

Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.

Procure pelo nome

Os 144 municípios do Pará, em ordem alfabética: população (IBGE), equipes avaliadas, aproveitamento do teto, distância até o teto e corte de 2027 — valores por ano, classificação do 1º quadrimestre de 2026.
MunicípioPopulaçãoEquipesAproveitamento a partir de 2027Abaixo do teto/ano a partir de 2027Corte em 2027/ano
Abaetetuba172.3446281,8%R$ 1.367.022R$ 156.735
Abel Figueiredo6.275679,2%R$ 154.347R$ 48.000
Acará63.1102167,5%R$ 913.470R$ 334.041
Afuá40.473879,0%R$ 254.694R$ 72.000
Alenquer75.8821462,3%R$ 919.347R$ 432.000
Almeirim36.4421587,2%R$ 233.694R$ 24.000
Altamira138.7495171,4%R$ 1.845.123R$ 696.000
Anajás30.247679,9%R$ 166.041R$ 31.347
Ananindeua509.22719381,6%R$ 5.065.350R$ 541.776
Anapu35.6381865,4%R$ 800.817R$ 293.388
Augusto Corrêa47.9124188,5%R$ 502.593R$ 120.000
Aurora do Pará24.1931783,5%R$ 373.776R$ 94.041
Aveiro19.380871,5%R$ 391.347R$ 96.000
Bagre35.147868,3%R$ 332.082R$ 118.041
Baião56.8501864,7%R$ 1.018.347R$ 408.000
Bannach4.290581,2%R$ 103.347R$ 24.000
Barcarena139.0766084,3%R$ 1.172.205R$ 72.000
Belterra19.0751586,5%R$ 255.735R$ 7.347
Belém1.397.31539252,1%R$ 30.270.801R$ 14.822.328
Benevides68.9625081,1%R$ 1.065.858R$ 264.000
Bom Jesus do Tocantins19.1291681,0%R$ 383.082R$ 103.347
Bonito12.9611682,6%R$ 335.082R$ 103.347
Bragança132.48912974,3%R$ 3.493.656R$ 910.041
Brasil Novo27.1301465,9%R$ 555.429R$ 199.347
Brejo Grande do Araguaia6.966976,7%R$ 231.735R$ 55.347
Breu Branco47.0662470,8%R$ 984.123R$ 310.041
Breves116.0582565,9%R$ 1.081.470R$ 367.347
Bujaru25.0651876,3%R$ 470.388R$ 123.000
Cachoeira do Arari25.467960,4%R$ 521.694R$ 216.000
Cachoeira do Piriá19.2232175,6%R$ 606.429R$ 175.347
Cametá144.8593983,6%R$ 962.511R$ 77.388
Canaã dos Carajás89.5243282,9%R$ 685.041R$ 348.000
Capanema75.3094080,9%R$ 937.470R$ 168.000
Capitão Poço60.3183173,2%R$ 1.028.205R$ 293.388
Castanhal209.12611381,3%R$ 2.659.716R$ 468.000
Chaves21.501285,8%R$ 31.347R$ 0
Colares13.6251184,1%R$ 193.041R$ 0
Conceição do Araguaia47.1442685,5%R$ 424.470R$ 26.694
Concórdia do Pará28.2701876,3%R$ 491.817R$ 118.041
Cumaru do Norte15.1501171,9%R$ 364.041R$ 96.000
Curionópolis20.9751580,0%R$ 380.082R$ 103.347
Curralinho36.814967,6%R$ 348.735R$ 103.347
Curuá14.954679,5%R$ 185.694R$ 55.347
Curuçá44.8802175,3%R$ 695.082R$ 144.000
Dom Eliseu62.8232477,3%R$ 657.429R$ 147.000
Eldorado do Carajás29.2871685,0%R$ 290.082R$ 7.347
Faro9.167782,0%R$ 124.041R$ 0
Floresta do Araguaia18.5951785,1%R$ 316.041R$ 72.000
Garrafão do Norte25.5582074,4%R$ 628.470R$ 134.694
Goianésia do Pará26.7031663,2%R$ 771.429R$ 295.347
Gurupá34.137559,8%R$ 190.041R$ 72.000
Igarapé-Açu37.9253480,9%R$ 716.205R$ 103.347
Igarapé-Miri69.4462475,9%R$ 855.735R$ 264.000
Inhangapi10.7841480,7%R$ 297.429R$ 31.347
Ipixuna do Pará29.2642572,4%R$ 1.031.082R$ 312.000
Irituia32.7403168,8%R$ 1.171.164R$ 360.000
Itaituba135.3693667,6%R$ 1.818.123R$ 703.347
Itupiranga52.2011978,8%R$ 531.429R$ 62.694
Jacareacanga26.579482,5%R$ 77.388R$ 14.694
Jacundá37.7262385,1%R$ 450.123R$ 134.694
Juruti54.2552268,2%R$ 930.123R$ 295.347
Limoeiro do Ajuru32.0881277,9%R$ 327.735R$ 55.347
Magalhães Barata8.439983,1%R$ 153.429R$ 22.041
Marabá290.9755279,0%R$ 1.854.123R$ 377.388
Maracanã27.1292283,2%R$ 394.470R$ 7.347
Marapanim28.1591455,9%R$ 826.776R$ 358.041
Marituba119.4377074,2%R$ 2.265.552R$ 456.000
Medicilândia28.6771045,4%R$ 735.735R$ 398.694
Melgaço30.080754,0%R$ 505.041R$ 254.694
Mocajuba28.9031676,2%R$ 440.388R$ 120.000
Moju91.7602251,2%R$ 1.464.123R$ 713.694
Mojuí dos Campos25.8181580,2%R$ 353.082R$ 14.694
Monte Alegre64.0021785,4%R$ 406.041R$ 24.000
Muaná49.648870,1%R$ 337.041R$ 103.347
Mãe do Rio37.4731882,0%R$ 459.429R$ 86.694
Nova Esperança do Piriá21.3041861,5%R$ 921.858R$ 394.776
Nova Ipixuna14.4001082,7%R$ 233.694R$ 0
Nova Timboteua13.1751787,4%R$ 234.735R$ 55.347
Novo Progresso37.0542076,1%R$ 547.164R$ 142.041
Novo Repartimento63.7962073,6%R$ 799.041R$ 171.000
Oeiras do Pará36.7341059,5%R$ 643.347R$ 246.000
Oriximiná72.8892786,1%R$ 518.694R$ 72.000
Ourilândia do Norte35.2522187,0%R$ 334.041R$ 48.000
Ourém18.7831685,4%R$ 270.429R$ 7.347
Pacajá43.7412577,7%R$ 689.694R$ 168.000
Palestina do Pará7.063767,8%R$ 248.388R$ 79.347
Paragominas113.4986574,8%R$ 2.293.164R$ 468.000
Parauapebas305.7719679,6%R$ 2.794.164R$ 348.000
Pau D'Arco7.354970,2%R$ 296.388R$ 120.000
Peixe-Boi8.686984,7%R$ 152.388R$ 24.000
Piçarra13.3661383,9%R$ 231.735R$ 48.000
Placas18.5101184,9%R$ 257.694R$ 0
Ponta de Pedras25.736475,0%R$ 29.388R$ 0
Portel67.5802974,6%R$ 917.082R$ 243.000
Porto de Moz44.121778,6%R$ 200.388R$ 38.694
Prainha38.7331578,2%R$ 450.123R$ 77.388
Primavera11.3791186,7%R$ 161.694R$ 24.000
Quatipuru11.8381382,4%R$ 252.735R$ 55.347
Redenção92.6943688,3%R$ 584.817R$ 151.347
Rio Maria19.1901587,8%R$ 202.347R$ 24.000
Rondon do Pará57.0312283,5%R$ 440.388R$ 96.000
Rurópolis37.1981870,3%R$ 807.735R$ 223.347
Salinópolis48.6634169,0%R$ 1.528.899R$ 463.347
Salvaterra25.6871061,2%R$ 460.041R$ 195.000
Santa Bárbara do Pará22.5302180,3%R$ 515.694R$ 108.000
Santa Cruz do Arari7.626381,6%R$ 46.041R$ 7.347
Santa Izabel do Pará79.1953780,9%R$ 796.899R$ 31.347
Santa Luzia do Pará21.2952182,8%R$ 399.735R$ 96.000
Santa Maria das Barreiras17.0651469,2%R$ 551.082R$ 182.694
Santa Maria do Pará25.8152073,5%R$ 646.776R$ 115.347
Santana do Araguaia30.4552574,7%R$ 739.164R$ 142.041
Santarém360.87111074,0%R$ 4.134.921R$ 976.164
Santarém Novo6.355677,2%R$ 169.041R$ 31.347
Santo Antônio do Tauá29.2342373,8%R$ 707.817R$ 182.694
Sapucaia6.212670,2%R$ 193.041R$ 55.347
Senador José Porfírio24.989763,8%R$ 310.041R$ 120.000
Soure25.315981,2%R$ 217.041R$ 24.000
São Caetano de Odivelas17.2581776,6%R$ 439.470R$ 89.694
São Domingos do Araguaia21.5551374,1%R$ 457.041R$ 144.000
São Domingos do Capim32.5542685,9%R$ 346.470R$ 55.347
São Francisco do Pará15.4291781,9%R$ 340.470R$ 46.041
São Félix do Xingu64.6513881,4%R$ 779.817R$ 72.000
São Geraldo do Araguaia24.9292075,3%R$ 585.429R$ 144.000
São João da Ponta4.470660,5%R$ 262.041R$ 96.000
São João de Pirabas21.4772580,9%R$ 527.082R$ 216.000
São João do Araguaia14.2931473,5%R$ 431.082R$ 96.000
São Miguel do Guamá55.9702686,0%R$ 445.776R$ 26.694
São Sebastião da Boa Vista27.651763,6%R$ 252.735R$ 103.347
Tailândia75.2902083,2%R$ 509.388R$ 86.694
Terra Alta10.8371275,0%R$ 332.082R$ 79.347
Terra Santa19.7921085,1%R$ 176.388R$ 0
Tomé-Açu73.0583177,8%R$ 907.164R$ 190.041
Tracuateua30.4943472,0%R$ 1.052.205R$ 408.000
Trairão15.550789,9%R$ 86.694R$ 0
Tucumã42.8832086,5%R$ 329.388R$ 24.000
Tucuruí96.1193873,2%R$ 1.423.593R$ 334.776
Ulianópolis39.3602177,3%R$ 601.041R$ 144.000
Uruará45.9621566,3%R$ 806.694R$ 312.000
Vigia54.0622563,8%R$ 1.084.899R$ 363.429
Viseu62.1895573,9%R$ 1.864.164R$ 720.000
Vitória do Xingu16.5521575,6%R$ 404.082R$ 144.000
Xinguara57.7683177,7%R$ 867.429R$ 276.000
Água Azul do Norte17.5962668,3%R$ 980.388R$ 444.000
Óbidos55.5271988,0%R$ 348.735R$ 79.347
Como ler a lista

Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.

Perguntas frequentes

Quanto os municípios do Pará deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 90.234.918 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 130.206.930 por ano abaixo do teto. 144 dos 144 municípios avaliados no Pará estão abaixo do teto.

O que muda em 2027 para os municípios do Pará?

Com a classificação de hoje, 136 municípios no Pará passam a receber, somados, R$ 39.972.012 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 1.335 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?

É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.

Esse valor pode ser recuperado?

Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.

O vocabulário desta página

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Ver o panorama do Brasil · Como este número é calculado

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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