Financiamento da Atenção Primária em Ponta de Pedras/PA — quanto o município deixa na mesa

Ponta de Pedras deixa na mesa

R$ 29 milpor ano

do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.

Por mês
R$ 2.449
Do valor máximo
25,0% fica de fora
Até o fim do mandato (2026–2028)
R$ 88 mil
2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
Recebe R$ 88 mil

R$ 0▲ R$ 29 mil na mesa · teto R$ 118 mil

Com a classificação de hoje, Ponta de Pedras fica R$ 29 mil por ano abaixo do teto do cofinanciamento federal da Atenção Primária — em 2026 e também a partir de 2027.

São 4 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.

Veja como recuperar ↓Falar no WhatsApp

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Veja como funciona: o que a coordenação de Ponta de Pedras veria no GestorSaúde

Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

3

Ótimo

8

Bom

10

Suficiente

0

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil

ESF Centro

Suficiente

As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?

Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)

Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos

: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre

40,0%

Suficiente

880

o que foi feito

2.200

o total possível

Nesta equipe, 22 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 44 boas práticas das 110 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 40,0%.

Faltam 221 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

1ª consulta até o 30º dia de vida
10/22
9 consultas até os 2 anos
2/22
9 registros de peso e altura até os 2 anos
11/22
2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
10/22
Esquema vacinal completo para a idade
11/22

20 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Helena H. Almeida

    falta: 9 consultas até os 2 anos

  • Alice L. Ferreira

    falta: 9 consultas até os 2 anos

  • Miguel I. Carvalho

    falta: 9 consultas até os 2 anos

  • Samuel K. Pereira

    falta: 9 consultas até os 2 anos

  • Ravi S. Martins

    falta: 9 consultas até os 2 anos

  • Arthur C. Lima

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos

  • Arthur M. Lima

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Sofia D. Almeida

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)

Mostrando 8 de 20. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
  2. 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
  3. 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Atenção — este indicador é . É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.

Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes de Ponta de PedrasFalar no WhatsApp

Ponta de Pedras/PA em números

Ponta de Pedras/PA · 1º quadrimestre de 2026 · valores anuais do componente de desempenho do cofinanciamento federal da APS
MunicípioPonta de Pedras/PAcódigo IBGE 1505700
População (IBGE)25.736 habitantes
Período de referência1º quadrimestre de 2026
Equipes avaliadas44 eSB
Avaliações de equipe, por faixa40 Ótimo · 4 Bom · 0 Suficiente · 0 Regular
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 88.164 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 88.164 por ano
Corte em 2027nenhumtoda avaliação fora do Ótimo está em Bom
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 117.552 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 29.388 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 29.388 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202775,0%recebe ÷ teto
Posição em Pará144º de 144do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027
Posição no Brasil5.190ºmesma ordem
FonteSIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido — para citar

Ponta de Pedras (25.736 habitantes) tem 4 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 88.164 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 29.388 abaixo do teto de R$ 117.552, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, o valor não muda — toda avaliação fora do Ótimo está em Bom, que é o que a transição já paga — e a distância até o teto continua R$ 29.388 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 75,0% do teto: 4 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 144 municípios do Pará, Ponta de Pedras é o 144º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 5.190º do país.

Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Ponta de Pedras/PA”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/pa/pontadepedras

O que muda em 2027

A regra de transição não muda o valor de Ponta de Pedras: toda avaliação fora do Ótimo está em Bom.

Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.

Por que muda — e o texto da norma

Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes em Suficiente e Regular; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Como as 4 avaliações de Ponta de Pedras abaixo do Ótimo estão em Bom, a distância até o teto é a mesma em 2026 e a partir de 2027: R$ 29.388 por ano.

O que acaba em 2027 é a proteção. Na transição, uma equipe que caísse para Suficiente ou Regular ainda receberia o valor de “Bom”; a partir de 2027, recebe pelo da própria faixa — para uma equipe de Saúde da Família, R$ 24.000 a menos por ano, em cada componente, a cada faixa que cair.

“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)

“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)

Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026 — Diário Oficial da União de 14/05/2026, Edição 89, Seção 1, página 1105. Ler no Diário Oficial · Como os dois regimes são calculados

Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.

Onde a diferença se concentra

100% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 29.388 de R$ 29.388 por ano — está no componente Qualidade.

Abaixo do teto a partir de 2027, por componente
ComponenteAbaixo do teto por ano
Qualidade100% do totalR$ 29 mil

Indicadores com mais equipes fora do Ótimo

Os achados, um a um
  • A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 29.388 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 100% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
  • Saúde Bucal: R$ 29.388 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 4 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 88.164 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 117.552.
  • Tratamento Odontológico concluído na APS: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSB) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 1 em Suficiente e 1 em Regular. Das pessoas que tiveram a primeira consulta programática, a fatia com o tratamento concluído — e a conclusão registrada como tal no e-SUS, não apenas o atendimento inicial.
  • Escovação Supervisionada na APS: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSB) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 0 em Bom, 0 em Suficiente e 4 em Regular. Crianças de 6 a 12 anos que participaram de escovação supervisionada, sobre todas as crianças dessa idade vinculadas às equipes de referência. A ação coletiva conta quando é registrada no e-SUS com a lista de participantes — inclusive a feita na escola.
  • Procedimentos Odontológicos preventivos na APS: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSB) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 2 em Suficiente e 0 em Regular. Fatia preventiva dos procedimentos individuais do dentista. O Ótimo fica de 65% a 85%; abaixo de 40% é Regular — e acima de 85% também. Procedimento preventivo feito (como flúor, selante e profilaxia) conta quando é registrado como preventivo.

Por tipo de equipe

Saúde Bucal (eSB) concentra R$ 29.388 dos R$ 29.388 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 4 equipes.

Ponta de Pedras/PA · 1º quadrimestre de 2026 · por ano, pela classificação de hoje
Tipo de equipeEquipesRecebe × tetoRecebe a partir de 2027TetoAbaixo do tetoCorte em 2027
Equipe de Saúde Bucal (eSB)4R$ 88.164R$ 117.552R$ 29.388R$ 0
Total4R$ 88.164R$ 117.552R$ 29.388R$ 0

As 4 avaliações de equipe, por faixa

Distribuição das avaliações de equipe por faixa em Ponta de Pedras/PABom: 4
  • Bom: 4(100%)
Como ler esta tabela

Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.

Indicador a indicador

O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Tratamento Odontológico concluído na APS: 4 de 4 (eSB). Em 5 de 6 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.

Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores

Ponta de Pedras/PA · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada indicador de Qualidade
IndicadorEquipePesoFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
Tratamento Odontológico concluído na APSeSB202114(100%)
Escovação Supervisionada na APSeSB100044(100%)
Procedimentos Odontológicos preventivos na APSeSB202204(100%)
1ª Consulta Odontológica programada na APSeSB212103(75%)
Tratamento Restaurador Atraumático na APSeSB110033(75%)
Taxa de exodontias na APSeSB221012(50%)

Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.

Como os pesos entram na nota

A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.

Produção mês a mês

Atendimentos individuais em jul/2026: 1.859. Ritmo estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (+4,3%).

  • Atendimentos individuais

    1.859em jul/2026

    ↑ +4,3%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Consultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.

  • Atendimentos odontológicos

    478em jul/2026

    ↑ +29,8%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Atendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.

  • Procedimentos

    9.152em jul/2026

    ↑ +56,4%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Procedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).

  • Visitas domiciliares

    14.020em jul/2026

    ↑ +6%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Visitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.

  • Atividades coletivas

    25em jul/2026

    ↑ +3,8%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Grupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.

Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem

A leitura da série e a tabela mês a mês

Entre jan/2025 e jul/2026, Ponta de Pedras registrou 35.739 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.859 no mês mais recente. O ritmo está estável: variação de 4,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No mesmo mês foram 14.020 visitas domiciliares registradas — 544,8 por mil habitantes.

É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.

Ponta de Pedras/PA · registros por mês na Atenção Primária (SIAPS / Ministério da Saúde)
MêsAtendimentos individuaisAtendimentos odontológicosProcedimentosVisitas domiciliaresAtividades coletivas
1.6592274.25913.782641
2.0312435.36814.908725
1.4641914.24110.7593.495
1.8222424.48413.5391.169
1.7983005.00314.2281.838
1.7142494.77314.600925
1.9904336.33712.466361
2.2644246.78215.6091.076
2.3504168.12215.5562.302
1.8412617.30114.6071.833
1.8724137.06912.6762.980
1.4802015.65611.566276
1.9122527.43515.704648
1.7633207.10615.460536
2.2193348.74315.7572.033
1.8244117.66013.657790
1.9884828.31214.2332.093
1.8893157.73815.5311.125
1.8594789.15214.02025

Evolução entre quadrimestres

O aproveitamento do teto ficou estável entre o 1º quadrimestre de 2025 e o 1º quadrimestre de 2026: 75,0%, pela régua integral.

Aproveitamento do teto, pela régua integral
Ponta de Pedras/PA · distância até o teto por quadrimestre, pela régua integral
QuadrimestreAbaixo do teto por anoAproveitamento
1º quadrimestre de 2026R$ 29.38875,0%
3º quadrimestre de 2025R$ 29.38866,7%
2º quadrimestre de 2025R$ 29.38875,0%
1º quadrimestre de 2025R$ 29.38875,0%
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres

A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.

Rede instalada

As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.

Unidades básicas de saúde
7
UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 3.677 habitantes
Outros pontos da Atenção Primária
4
Polo Academia da Saúde (2) · Unidade Mista (1) · Unidade Móvel Fluvial (1)
Estabelecimentos ativos no CNES
15
todos os tipos, públicos e privados
Os demais estabelecimentos ativos de Ponta de Pedras/PA, por tipo de unidade
Tipo de unidadeQuantidade
Unidade Móvel Terrestre1
Unidade Móvel Pré-Hospitalar1
Central de Gestão / Regulação1
Unidade de Vigilância em Saúde1

Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 01/10/2026

Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária

Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Ponta de Pedras/PA, o tipo mais numeroso é “Unidade Móvel Terrestre”: 1 dos 15 estabelecimentos ativos.

O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.

Perguntas frequentes

Quanto Ponta de Pedras deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Ponta de Pedras recebe R$ 88.164 por ano e fica R$ 29.388 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 88.164 e fica R$ 29.388 por ano abaixo do teto (R$ 2.449 por mês) — o mesmo valor de 2026. O teto, com todas as 4 equipes em Ótimo, é R$ 117.552.

O que muda para Ponta de Pedras em 2027?

A regra de transição não muda o valor de Ponta de Pedras: toda avaliação fora do Ótimo está em Bom. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes em Suficiente e Regular; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Como as 4 avaliações de Ponta de Pedras abaixo do Ótimo estão em Bom, a distância até o teto é a mesma em 2026 e a partir de 2027: R$ 29.388 por ano. O que acaba em 2027 é a proteção. Na transição, uma equipe que caísse para Suficiente ou Regular ainda receberia o valor de “Bom”; a partir de 2027, recebe pelo da própria faixa — para uma equipe de Saúde da Família, R$ 24.000 a menos por ano, em cada componente, a cada faixa que cair.

Por que Ponta de Pedras deixa de receber esse valor?

Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Ponta de Pedras, 4 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.

Como Ponta de Pedras acompanha a nota das equipes de Saúde Bucal no B2?

As 4 equipes de Saúde Bucal de Ponta de Pedras estão fora do Ótimo no B2 (Tratamento Odontológico concluído na APS, peso 2 na nota da Saúde Bucal): 2 em Bom, 1 em Suficiente e 1 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota da Saúde Bucal dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz a que distância da faixa de cima cada equipe está: neste indicador, a nota é da equipe inteira. O GestorSaúde calcula todo mês a nota de cada equipe de saúde bucal (B1 a B6) e multiprofissional (M1 e M2), com a distância até a faixa de cima e as ações de cada indicador. Também apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Refazer, equipe por equipe, a conta do B2 com o que está registrado no e-SUS APS — numerador, denominador e pontos de corte estão na página do indicador — e conferir se cada atendimento, procedimento e atividade foi registrado como de fato aconteceu.

Como esse valor é calculado?

Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.

Ponta de Pedras consegue recuperar esse dinheiro?

Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.

De onde vêm esses dados?

Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.

Qual é a produção da Atenção Primária em Ponta de Pedras?

Entre jan/2025 e jul/2026, Ponta de Pedras registrou 35.739 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.859 no mês mais recente. O ritmo está estável: variação de 4,3% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No mesmo mês foram 14.020 visitas domiciliares registradas — 544,8 por mil habitantes.

Outros municípios do Pará estão na mesma situação?

Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 144 dos 144 municípios do Pará com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 130,2 milhões por ano no estado inteiro.

Municípios vizinhos — região imediata de Soure-Salvaterra

Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).

Abaixo do teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano
Cachoeira do Arari25.467 habitantesR$ 522 mil
Salvaterra25.687 habitantesR$ 460 mil
Muaná49.648 habitantesR$ 337 mil
Soure25.315 habitantesR$ 217 mil
Santa Cruz do Arari7.626 habitantesR$ 46 mil

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Glossário

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)

    Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.

    Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.

  • Componente Qualidade

    O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.

    Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • eAP — Equipe de Atenção Primária

    Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).

    A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.

  • eSB — Equipe de Saúde Bucal

    Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.

    Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).

  • eMulti — Equipe Multiprofissional

    Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.

    Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.

  • Produção

    A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.

    É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.

  • e-SUS APS

    O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.

    Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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