Financiamento da Atenção Primária do Rio de Janeiro — quanto os municípios deixam na mesa
A partir de 2027, os municípios do Rio de Janeiro passam a receber R$ 81,67 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
- Em 2026 · regra de transição
- R$ 643,50 milhões
- por ano · R$ 144,82 milhões abaixo do teto
- A partir de 2027 · com a classificação de hoje
- R$ 561,84 milhões
- por ano · R$ 226,49 milhões abaixo do teto
- Corte a partir de 2027
- R$ 81,67 milhões
- por ano · em 86 de 92 municípios
- Teto · todas as equipes em Ótimo
- R$ 788,32 milhões
- por ano · 5.726 equipes em Ótimo
- Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 561,84 milhões
- Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 81,67 milhões
- Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 144,82 milhões
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Rio de Janeiro em números
| Municípios avaliados | 92com classificação de equipes publicada no quadrimestre |
|---|---|
| Municípios abaixo do teto | 92 de 92 |
| Municípios com corte em 2027 | 86 de 92com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular |
| População dos municípios avaliados | 17.223.547 habitantesestimativa do IBGE |
| Equipes avaliadas | 5.726 |
| Avaliações de equipe abaixo do Ótimo | 7.167cada equipe recebe uma nota em cada componente |
| Avaliações em Suficiente ou Regular | 2.647as que a regra de 2026 paga como Bom |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 643.501.476 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 144.819.072 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 561.835.152 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 226.485.396 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 81.666.324 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 788.320.548 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 71,3% |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido
O corte atinge 86 dos 92 municípios avaliados: são 2.647 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios do Rio de Janeiro ficam R$ 144,82 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 226,49 milhões a partir de 2027.
Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios do Rio de Janeiro com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 643,50 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 144,82 milhões abaixo do teto de R$ 788,32 milhões, o valor com todas as 5.726 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 561,84 milhões: R$ 81,67 milhões a menos por ano, em 86 municípios, e R$ 226,49 milhões abaixo do teto. 92 dos 92 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 71,3% do teto.
Por tipo de equipe
83% da distância até o teto a partir de 2027 no Rio de Janeiro está nas equipes de Saúde da Família: R$ 188,50 milhões de R$ 226,49 milhões por ano, com a classificação de hoje.
Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.
| Tipo de equipe | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| Equipe de Saúde da Família83% do total · R$ 188.496.000 | R$ 188,50 milhões |
| Equipe de Atenção Primária9% do total · R$ 20.832.000 | R$ 20,83 milhões |
| Equipe de Saúde Bucal5% do total · R$ 10.785.396 | R$ 10,79 milhões |
| Equipe Multiprofissional3% do total · R$ 6.372.000 | R$ 6,37 milhões |
Como os municípios se distribuem
0 dos 92 municípios avaliados no Rio de Janeiro estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica abaixo de 70%: 39 municípios.
Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.
| Faixa de aproveitamento | Municípios |
|---|---|
| No teto (100%)0% dos municípios avaliados | 0 |
| De 90% a menos de 100%1% dos municípios avaliados | 1 |
| De 80% a menos de 90%24% dos municípios avaliados | 22 |
| De 70% a menos de 80%33% dos municípios avaliados | 30 |
| Abaixo de 70%42% dos municípios avaliados | 39 |
Onde o corte de 2027 cai mais pesado
O maior corte no Rio de Janeiro é o de São Gonçalo: R$ 8,5 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
86 de 92 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.
| Município | Corte em 2027 por ano |
|---|---|
| São GonçaloR$ 8.456.634 por ano | R$ 8,5 milhões |
| Belford RoxoR$ 7.546.776 por ano | R$ 7,5 milhões |
| Nova IguaçuR$ 6.997.899 por ano | R$ 7,0 milhões |
| Rio de JaneiroR$ 5.875.839 por ano | R$ 5,9 milhões |
| São João de MeritiR$ 4.618.470 por ano | R$ 4,6 milhões |
| Duque de CaxiasR$ 4.562.205 por ano | R$ 4,6 milhões |
| Campos dos GoytacazesR$ 4.324.899 por ano | R$ 4,3 milhões |
| NiteróiR$ 4.082.694 por ano | R$ 4,1 milhões |
| Volta RedondaR$ 3.104.082 por ano | R$ 3,1 milhões |
| MacaéR$ 2.446.041 por ano | R$ 2,4 milhões |
Municípios que mais deixam na mesa do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro lidera, com R$ 44,95 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 1.960 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.
A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.
| Município | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| 1ºRio de Janeiro1.960 equipes | R$ 44,9 milhões |
| 2ºSão Gonçalo360 equipes | R$ 19,7 milhões |
| 3ºNova Iguaçu174 equipes | R$ 13,5 milhões |
| 4ºBelford Roxo165 equipes | R$ 13,2 milhões |
| 5ºNiterói177 equipes | R$ 9,7 milhões |
| 6ºDuque de Caxias172 equipes | R$ 9,4 milhões |
| 7ºSão João de Meriti104 equipes | R$ 8,8 milhões |
| 8ºCampos dos Goytacazes95 equipes | R$ 7,7 milhões |
| 9ºVolta Redonda111 equipes | R$ 6,4 milhões |
| 10ºMacaé68 equipes | R$ 4,8 milhões |
| 11ºNilópolis64 equipes | R$ 4,6 milhões |
| 12ºItaboraí86 equipes | R$ 4,5 milhões |
| 13ºAngra dos Reis87 equipes | R$ 4,3 milhões |
| 14ºCabo Frio58 equipes | R$ 3,6 milhões |
| 15ºPetrópolis103 equipes | R$ 3,3 milhões |
| 16ºMesquita82 equipes | R$ 3,3 milhões |
| 17ºMagé86 equipes | R$ 3,0 milhões |
| 18ºRio das Ostras43 equipes | R$ 2,9 milhões |
| 19ºItaguaí41 equipes | R$ 2,9 milhões |
| 20ºBarra Mansa89 equipes | R$ 2,4 milhões |
Veja como funciona: o que a coordenação de cada município do Rio de Janeiro vê no GestorSaúde
Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
13
Bom
16
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Jardim das Flores
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
45,8%
Suficiente
1.100
o que foi feito
2.400
o total possível
Nesta equipe, 24 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 55 boas práticas das 120 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 45,8%.
Faltam 101 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
23 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Heloísa T. Lima
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Arthur N. Carvalho
falta: Esquema vacinal completo para a idade
Heloísa L. Costa
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Alice H. Rodrigues
falta: Esquema vacinal completo para a idade
Cecília G. Almeida
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Noah A. Carvalho
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Theo M. Rodrigues
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Alice I. Costa
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Mostrando 8 de 23. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Todos os municípios do Rio de Janeiro
92 de 92 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.
Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.
Procure pelo nome
| Município | População | Equipes | Aproveitamento a partir de 2027 | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 | Corte em 2027/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| Angra dos Reis | 179.142 | 87 | 64,1% | R$ 4.284.063 | R$ 1.613.388 |
| Aperibé | 11.426 | 10 | 46,6% | R$ 633.429 | R$ 337.041 |
| Araruama | 137.906 | 40 | 76,8% | R$ 1.331.511 | R$ 252.735 |
| Areal | 12.239 | 10 | 83,0% | R$ 188.082 | R$ 7.347 |
| Armação dos Búzios | 42.527 | 27 | 74,5% | R$ 782.205 | R$ 158.694 |
| Arraial do Cabo | 32.822 | 17 | 83,4% | R$ 311.082 | R$ 7.347 |
| Barra Mansa | 181.679 | 89 | 79,1% | R$ 2.386.716 | R$ 444.000 |
| Barra do Piraí | 98.506 | 34 | 73,1% | R$ 1.184.817 | R$ 415.347 |
| Belford Roxo | 518.384 | 165 | 41,6% | R$ 13.197.369 | R$ 7.546.776 |
| Bom Jardim | 29.758 | 7 | 87,5% | R$ 168.000 | R$ 0 |
| Bom Jesus do Itabapoana | 37.176 | 30 | 52,5% | R$ 1.770.246 | R$ 863.082 |
| Cabo Frio | 238.438 | 58 | 57,0% | R$ 3.634.470 | R$ 1.550.694 |
| Cachoeiras de Macacu | 59.861 | 35 | 63,6% | R$ 1.474.164 | R$ 554.694 |
| Cambuci | 15.069 | 8 | 59,2% | R$ 428.082 | R$ 190.041 |
| Campos dos Goytacazes | 519.259 | 95 | 43,0% | R$ 7.658.145 | R$ 4.324.899 |
| Cantagalo | 19.995 | 16 | 87,1% | R$ 228.735 | R$ 0 |
| Carapebus | 14.329 | 10 | 85,1% | R$ 200.388 | R$ 7.347 |
| Cardoso Moreira | 13.407 | 10 | 78,9% | R$ 284.694 | R$ 51.000 |
| Carmo | 17.741 | 7 | 80,4% | R$ 264.000 | R$ 48.000 |
| Casimiro de Abreu | 48.636 | 25 | 69,6% | R$ 888.552 | R$ 372.735 |
| Comendador Levy Gasparian | 9.048 | 8 | 76,1% | R$ 212.082 | R$ 62.694 |
| Conceição de Macabu | 21.770 | 14 | 66,7% | R$ 570.123 | R$ 238.041 |
| Cordeiro | 21.448 | 11 | 83,1% | R$ 219.429 | R$ 14.694 |
| Duas Barras | 11.355 | 5 | 74,1% | R$ 206.694 | R$ 55.347 |
| Duque de Caxias | 866.225 | 172 | 55,9% | R$ 9.362.391 | R$ 4.562.205 |
| Engenheiro Paulo de Frontin | 12.644 | 12 | 73,0% | R$ 380.082 | R$ 127.347 |
| Guapimirim | 54.311 | 12 | 81,4% | R$ 367.347 | R$ 48.000 |
| Iguaba Grande | 29.616 | 21 | 86,4% | R$ 349.776 | R$ 0 |
| Itaboraí | 240.127 | 86 | 61,1% | R$ 4.476.552 | R$ 1.968.000 |
| Itaguaí | 124.021 | 41 | 57,2% | R$ 2.883.429 | R$ 1.279.347 |
| Italva | 14.518 | 15 | 70,6% | R$ 535.470 | R$ 176.388 |
| Itaocara | 23.645 | 19 | 60,8% | R$ 837.123 | R$ 310.041 |
| Itaperuna | 107.297 | 59 | 70,1% | R$ 1.848.369 | R$ 564.735 |
| Itatiaia | 32.713 | 21 | 71,4% | R$ 756.735 | R$ 240.000 |
| Japeri | 102.171 | 23 | 81,0% | R$ 698.082 | R$ 113.694 |
| Laje do Muriaé | 7.584 | 7 | 56,5% | R$ 372.735 | R$ 158.694 |
| Macaé | 264.439 | 68 | 51,1% | R$ 4.826.511 | R$ 2.446.041 |
| Macuco | 5.602 | 6 | 53,0% | R$ 349.347 | R$ 171.000 |
| Magé | 244.142 | 86 | 75,9% | R$ 3.012.369 | R$ 601.041 |
| Mangaratiba | 43.660 | 28 | 75,5% | R$ 855.429 | R$ 223.347 |
| Maricá | 212.470 | 93 | 85,2% | R$ 1.908.981 | R$ 31.347 |
| Mendes | 18.048 | 16 | 78,1% | R$ 440.388 | R$ 48.000 |
| Mesquita | 178.830 | 82 | 70,4% | R$ 3.264.552 | R$ 840.000 |
| Miguel Pereira | 28.142 | 20 | 93,3% | R$ 175.347 | R$ 24.000 |
| Miracema | 28.416 | 19 | 76,8% | R$ 506.511 | R$ 132.735 |
| Natividade | 15.551 | 15 | 78,6% | R$ 371.817 | R$ 84.735 |
| Nilópolis | 155.500 | 64 | 49,8% | R$ 4.609.899 | R$ 2.387.082 |
| Niterói | 516.787 | 177 | 61,1% | R$ 9.718.104 | R$ 4.082.694 |
| Nova Friburgo | 203.417 | 33 | 61,8% | R$ 2.001.735 | R$ 817.347 |
| Nova Iguaçu | 843.220 | 174 | 48,5% | R$ 13.507.962 | R$ 6.997.899 |
| Paracambi | 43.627 | 17 | 60,9% | R$ 819.429 | R$ 355.347 |
| Paraty | 47.668 | 11 | 51,1% | R$ 1.032.000 | R$ 504.000 |
| Paraíba do Sul | 44.479 | 44 | 72,9% | R$ 1.363.593 | R$ 406.041 |
| Paty do Alferes | 31.370 | 21 | 80,7% | R$ 559.347 | R$ 216.000 |
| Petrópolis | 294.926 | 103 | 73,0% | R$ 3.273.798 | R$ 807.429 |
| Pinheiral | 25.096 | 18 | 70,1% | R$ 644.082 | R$ 168.000 |
| Piraí | 29.066 | 27 | 81,1% | R$ 625.041 | R$ 96.000 |
| Porciúncula | 17.832 | 21 | 71,2% | R$ 659.817 | R$ 190.041 |
| Porto Real | 21.089 | 15 | 58,4% | R$ 725.388 | R$ 312.000 |
| Quatis | 14.165 | 7 | 79,7% | R$ 206.694 | R$ 48.000 |
| Queimados | 149.135 | 20 | 49,6% | R$ 1.548.000 | R$ 780.000 |
| Quissamã | 23.142 | 11 | 73,3% | R$ 497.694 | R$ 127.347 |
| Resende | 137.697 | 76 | 81,6% | R$ 1.609.227 | R$ 258.123 |
| Rio Bonito | 59.126 | 39 | 63,6% | R$ 1.688.328 | R$ 682.776 |
| Rio Claro | 17.951 | 15 | 87,3% | R$ 252.735 | R$ 79.347 |
| Rio das Flores | 9.267 | 9 | 64,6% | R$ 351.735 | R$ 127.347 |
| Rio das Ostras | 168.455 | 43 | 52,3% | R$ 2.942.511 | R$ 1.433.388 |
| Rio de Janeiro | 6.730.729 | 1960 | 84,5% | R$ 44.948.772 | R$ 5.875.839 |
| Santa Maria Madalena | 10.580 | 6 | 71,4% | R$ 190.041 | R$ 48.000 |
| Santo Antônio de Pádua | 43.697 | 25 | 77,0% | R$ 635.817 | R$ 166.041 |
| Sapucaia | 18.291 | 10 | 51,2% | R$ 620.082 | R$ 302.694 |
| Saquarema | 95.315 | 34 | 81,3% | R$ 746.205 | R$ 115.347 |
| Seropédica | 84.794 | 40 | 57,1% | R$ 2.107.287 | R$ 935.082 |
| Silva Jardim | 22.028 | 20 | 52,3% | R$ 1.172.082 | R$ 600.000 |
| Sumidouro | 15.693 | 6 | 87,5% | R$ 144.000 | R$ 0 |
| São Fidélis | 41.212 | 23 | 69,5% | R$ 1.014.735 | R$ 375.000 |
| São Francisco de Itabapoana | 47.397 | 29 | 78,1% | R$ 808.164 | R$ 79.347 |
| São Gonçalo | 960.196 | 360 | 58,2% | R$ 19.704.987 | R$ 8.456.634 |
| São José de Ubá | 7.318 | 9 | 89,8% | R$ 101.388 | R$ 0 |
| São José do Vale do Rio Preto | 22.813 | 15 | 78,1% | R$ 382.041 | R$ 72.000 |
| São João da Barra | 38.740 | 30 | 80,9% | R$ 580.899 | R$ 125.388 |
| São João de Meriti | 466.503 | 104 | 47,6% | R$ 8.834.022 | R$ 4.618.470 |
| São Pedro da Aldeia | 110.677 | 38 | 56,7% | R$ 1.844.634 | R$ 810.123 |
| São Sebastião do Alto | 7.993 | 4 | 68,8% | R$ 240.000 | R$ 72.000 |
| Tanguá | 32.865 | 23 | 83,4% | R$ 477.123 | R$ 0 |
| Teresópolis | 176.735 | 40 | 64,2% | R$ 1.768.470 | R$ 655.347 |
| Trajano de Moraes | 10.654 | 6 | 59,0% | R$ 406.041 | R$ 182.694 |
| Três Rios | 82.319 | 64 | 76,6% | R$ 1.639.470 | R$ 499.347 |
| Valença | 71.449 | 46 | 81,7% | R$ 949.470 | R$ 96.000 |
| Varre-Sai | 10.563 | 10 | 70,6% | R$ 348.735 | R$ 103.347 |
| Vassouras | 35.907 | 29 | 78,5% | R$ 688.164 | R$ 230.694 |
| Volta Redonda | 279.971 | 111 | 55,9% | R$ 6.409.227 | R$ 3.104.082 |
Como ler a lista
Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.
Perguntas frequentes
Quanto os municípios do Rio de Janeiro deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 144.819.072 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 226.485.396 por ano abaixo do teto. 92 dos 92 municípios avaliados no Rio de Janeiro estão abaixo do teto.
O que muda em 2027 para os municípios do Rio de Janeiro?
Com a classificação de hoje, 86 municípios no Rio de Janeiro passam a receber, somados, R$ 81.666.324 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 2.647 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?
É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.
Esse valor pode ser recuperado?
Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.
O vocabulário desta página
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.