Financiamento da Atenção Primária em São Gonçalo/RJ — quanto o município deixa na mesa
São Gonçalo deixa na mesa
R$ 11,2 milhõespor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 937.363
- Do valor máximo
- 23,9% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 50,7 milhões
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 11,2 milhões na mesa · teto R$ 47,1 milhões
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 19.704.987 por ano (R$ 8.456.634 a mais).
A partir de 2027, São Gonçalo passa a receber R$ 8.456.634 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 553 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de São Gonçalo veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
2
Ótimo
18
Bom
11
Suficiente
11
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 | |||||||
| ESF Boa Vista0000001686 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C3 · Cuidado na gestação e puerpério
ESF Vila Esperança
O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?
Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico
Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos
Período: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre
44,7%
Suficiente
536
o que foi feito
1.200
o total possível
Nesta equipe, 12 pessoas estão no indicador (gestante): somam 536 pontos de boa prática dos 1.200 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 44,7%.
Faltam 65 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
11 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Joana M. Rocha
falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Juliana O. Carvalho
falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Vanessa A. Rocha
falta: 7 consultas de pré-natal · Atendimento odontológico na gestação
Patrícia K. Rocha
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Joana N. Silva
falta: 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério
Jéssica B. Lima
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério
Luana J. Carvalho
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Luana M. Rocha
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Mostrando 8 de 11. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
- 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
- 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.
A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para São Gonçalo em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
São Gonçalo/RJ em números
| Município | São Gonçalo/RJcódigo IBGE 3304904 |
|---|---|
| População (IBGE) | 960.196 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 360208 eSF · 18 eAP · 115 eSB · 19 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 58633 Ótimo · 293 Bom · 123 Suficiente · 137 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 35.847.267 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 27.390.633 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 8.456.634 por anoR$ 704.720 por mês · 260 avaliações em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 47.095.620 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 11.248.353 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 19.704.987 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 58,2%recebe ÷ teto |
| Posição em Rio de Janeiro | 2º de 92do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 14ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
São Gonçalo (960.196 habitantes) tem 360 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 35.847.267 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 11.248.353 abaixo do teto de R$ 47.095.620, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 27.390.633 por ano — R$ 8.456.634 a menos, porque 260 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 19.704.987 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 58,2% do teto: 553 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 92 municípios do Rio de Janeiro, São Gonçalo é o 2º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 14º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em São Gonçalo/RJ”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/rj/saogoncalo
O que muda em 2027
A partir de 2027, São Gonçalo passa a receber R$ 8.456.634 a menos por ano — R$ 704.720 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Vínculo — Saúde da Família53 em Suficiente · 110 em Regular | R$ 6.552.000 |
| Qualidade — Saúde da Família37 em Suficiente | R$ 888.000 |
| Vínculo — Atenção Primária18 em Regular | R$ 432.000 |
| Qualidade — Atenção Primária12 em Suficiente · 6 em Regular | R$ 288.000 |
| Qualidade — Saúde Bucal16 em Suficiente · 3 em Regular | R$ 161.634 |
| Qualidade — Multiprofissional5 em Suficiente | R$ 135.000 |
Total: R$ 8.456.634 por ano · 123 avaliações em Suficiente e 137 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em São Gonçalo, 260 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 53 em Suficiente e 110 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 37 em Suficiente; Vínculo — Atenção Primária: 18 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 12 em Suficiente e 6 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 16 em Suficiente e 3 em Regular; Qualidade — Multiprofissional: 5 em Suficiente.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 11.248.353), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 19.704.987 por ano abaixo do teto de R$ 47.095.620.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
60% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 11.784.000 de R$ 19.704.987 por ano — está no componente Vínculo e Acompanhamento Territorial.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Vínculo e Acompanhamento Territorial60% do total | R$ 11,8 milhões |
| Qualidade40% do total | R$ 7,9 milhões |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa Idosa208 de 208 eSF
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil208 de 208 eSF
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher208 de 208 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente Vínculo e Acompanhamento TerritorialR$ 11.784.000 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 60% do total — vêm do componente Vínculo e Acompanhamento Territorial. O Vínculo mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas: sobe quando a equipe cadastra quem mora na área adscrita e mantém esse cadastro vivo.
- Saúde da Família: R$ 17.016.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 208 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 22.920.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 39.936.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 30.360.000.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 208 equipes fora do ÓtimoDe 208 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 175 em Bom, 32 em Suficiente e 1 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 208 equipes fora do ÓtimoDe 208 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 23 em Suficiente e 184 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 208 equipes fora do ÓtimoDe 208 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 180 em Suficiente e 27 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
- CVAT - Dimensão Acompanhamento: 199 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 9 de 208 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 17.016.000 dos R$ 19.704.987 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 208 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 208 | R$ 22.920.000 | R$ 39.936.000 | R$ 17.016.000 | R$ 7.440.000 | |
| Equipe de Atenção Primária (eAP) | 18 | R$ 576.000 | R$ 1.728.000 | R$ 1.152.000 | R$ 720.000 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 115 | R$ 2.490.633 | R$ 3.379.620 | R$ 888.987 | R$ 161.634 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 19 | R$ 1.404.000 | R$ 2.052.000 | R$ 648.000 | R$ 135.000 | |
| Total | 360 | R$ 27.390.633 | R$ 47.095.620 | R$ 19.704.987 | R$ 8.456.634 |
As 586 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 33(6%)
- Bom: 293(50%)
- Suficiente: 123(21%)
- Regular: 137(23%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 217 de 226 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 11,8 milhões
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- R$ 7,0 milhões
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acompanhamento | eSF | 9 | 25 | 66 | 108 | 199(96%) | |
| Cadastro | eSF | 31 | 36 | 59 | 82 | 177(85%) | |
| Cadastro | eAP | 0 | 0 | 0 | 18 | 18(100%) | |
| Acompanhamento | eAP | 0 | 0 | 0 | 18 | 18(100%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 226 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em São Gonçalo: 17 em Ótimo, 28 em Bom, 53 em Suficiente e 128 em Regular. Por dimensão, 31 de 226 estão em Ótimo no Cadastro e 9 de 226 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 11.784.000 por ano do que São Gonçalo fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 6.984.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa Idosa: 208 de 208 (eSF). Em 13 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 141.433. O último trimestre ficou 14,5% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
141.433em jul/2026
↓ -14,5%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
9.990em jul/2026
↓ -5,7%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
640.280em jul/2026
↑ +6,5%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
211.910em jul/2026
↓ -4,1%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
493em jul/2026
↓ -38,1%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, São Gonçalo registrou 2.501.633 atendimentos individuais na Atenção Primária — 141.433 no mês mais recente. O ritmo caiu 14,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 211.910 visitas domiciliares registradas — 220,7 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 124.809 | 7.811 | 396.896 | 157.426 | 1.328 | |
| 148.589 | 8.549 | 496.939 | 167.023 | 2.414 | |
| 178.318 | 8.102 | 542.001 | 99.346 | 5.005 | |
| 167.428 | 8.361 | 519.880 | 110.185 | 5.323 | |
| 165.309 | 10.193 | 566.668 | 159.265 | 6.409 | |
| 156.011 | 9.342 | 545.443 | 225.044 | 6.573 | |
| 167.378 | 11.819 | 587.082 | 250.293 | 4.552 | |
| 148.687 | 10.626 | 520.161 | 190.397 | 7.119 | |
| 83.052 | 5.554 | 300.604 | 201.363 | 7.773 | |
| 148.729 | 10.864 | 555.248 | 105.346 | 2.386 | |
| 128.207 | 9.150 | 473.364 | 210.508 | 5.140 | |
| 54.936 | 3.641 | 187.169 | 157.508 | 1.446 | |
| 78.505 | 9.145 | 411.236 | 182.634 | 823 | |
| 118.761 | 8.394 | 414.542 | 181.846 | 1.271 | |
| 144.219 | 11.861 | 533.900 | 210.717 | 3.897 | |
| 70.946 | 4.206 | 240.103 | 182.000 | 5.546 | |
| 138.279 | 10.085 | 568.221 | 195.163 | 9.988 | |
| 138.037 | 9.484 | 601.464 | 201.552 | 374 | |
| 141.433 | 9.990 | 640.280 | 211.910 | 493 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 47,0% no 1º quadrimestre de 2025 para 58,2% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 19.704.987 | 58,2% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 20.987.457 | 55,4% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 22.762.416 | 51,8% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 24.989.274 | 47,0% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 101
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 9.507 habitantes
- Outros pontos da Atenção Primária
- 7
- Polo Academia da Saúde (7)
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 600
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Consultório Isolado | 174 |
| Clínica / Centro de Especialidade | 135 |
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 68 |
| Farmácia | 28 |
| Policlínica | 27 |
| Unidade Móvel Pré-Hospitalar | 9 |
| Hospital Geral | 7 |
| Pronto Atendimento | 6 |
| Mais 11 tipos | 38 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 03/10/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em São Gonçalo/RJ, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 174 dos 600 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto São Gonçalo deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, São Gonçalo recebe R$ 35.847.267 por ano e fica R$ 11.248.353 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 27.390.633 e fica R$ 19.704.987 por ano abaixo do teto (R$ 1.642.082 por mês) — R$ 8.456.634 a menos que em 2026. O teto, com todas as 360 equipes em Ótimo, é R$ 47.095.620.
O que muda para São Gonçalo em 2027?
A partir de 2027, São Gonçalo passa a receber R$ 8.456.634 a menos por ano — R$ 704.720 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em São Gonçalo, 260 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 53 em Suficiente e 110 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 37 em Suficiente; Vínculo — Atenção Primária: 18 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 12 em Suficiente e 6 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 16 em Suficiente e 3 em Regular; Qualidade — Multiprofissional: 5 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 11.248.353), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 19.704.987 por ano abaixo do teto de R$ 47.095.620. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que São Gonçalo deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em São Gonçalo, 553 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente vínculo e acompanhamento territorial.
Como São Gonçalo descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de São Gonçalo — R$ 8.456.634 por ano — está inteiro em 260 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.
Como São Gonçalo encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
217 das 226 equipes de São Gonçalo estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 195 de 226. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 11.784.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.
Como São Gonçalo sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
As 226 equipes de São Gonçalo estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 1 em Bom, 23 em Suficiente e 202 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
São Gonçalo consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em São Gonçalo?
Entre jan/2025 e jul/2026, São Gonçalo registrou 2.501.633 atendimentos individuais na Atenção Primária — 141.433 no mês mais recente. O ritmo caiu 14,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 211.910 visitas domiciliares registradas — 220,7 por mil habitantes.
Outros municípios do Rio de Janeiro estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 92 dos 92 municípios do Rio de Janeiro com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 226,5 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Rio de Janeiro
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Belford Roxo518.384 habitantes | R$ 13,2 milhões |
| Niterói516.787 habitantes | R$ 9,7 milhões |
| Duque de Caxias866.225 habitantes | R$ 9,4 milhões |
| Nilópolis155.500 habitantes | R$ 4,6 milhões |
| Itaboraí240.127 habitantes | R$ 4,5 milhões |
| Mesquita178.830 habitantes | R$ 3,3 milhões |
| Magé244.142 habitantes | R$ 3,0 milhões |
| Itaguaí124.021 habitantes | R$ 2,9 milhões |
| Maricá212.470 habitantes | R$ 1,9 milhão |
| Mangaratiba43.660 habitantes | R$ 855 mil |
| Japeri102.171 habitantes | R$ 698 mil |
| Guapimirim54.311 habitantes | R$ 367 mil |
Ver todos os 92 municípios do Rio de Janeiro · Panorama do Brasil
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.