Financiamento da Atenção Primária de Sergipe — quanto os municípios deixam na mesa
A partir de 2027, os municípios de Sergipe passam a receber R$ 10,43 milhões a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
- Em 2026 · regra de transição
- R$ 144,44 milhões
- por ano · R$ 29,07 milhões abaixo do teto
- A partir de 2027 · com a classificação de hoje
- R$ 134,01 milhões
- por ano · R$ 39,50 milhões abaixo do teto
- Corte a partir de 2027
- R$ 10,43 milhões
- por ano · em 46 de 75 municípios
- Teto · todas as equipes em Ótimo
- R$ 173,51 milhões
- por ano · 1.417 equipes em Ótimo
- Entra em 2026 e continua a partir de 2027 R$ 134,01 milhões
- Só em 2026 — o corte de 2027 R$ 10,43 milhões
- Abaixo do teto em 2026 e a partir de 2027 R$ 29,07 milhões
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Sergipe em números
| Municípios avaliados | 75com classificação de equipes publicada no quadrimestre |
|---|---|
| Municípios abaixo do teto | 73 de 75 |
| Municípios com corte em 2027 | 46 de 75com ao menos uma avaliação em Suficiente ou Regular |
| População dos municípios avaliados | 2.299.425 habitantesestimativa do IBGE |
| Equipes avaliadas | 1.417 |
| Avaliações de equipe abaixo do Ótimo | 1.506cada equipe recebe uma nota em cada componente |
| Avaliações em Suficiente ou Regular | 360as que a regra de 2026 paga como Bom |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 144.439.518 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 29.067.882 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 134.007.840 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 39.499.560 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 10.431.678 por anoo que 2026 paga e 2027 deixa de pagar, com a classificação de hoje |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 173.507.400 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 77,2% |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúde, coletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido
O corte atinge 46 dos 75 municípios avaliados: são 360 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular, que a regra de transição de 2026 paga como Bom. Com a classificação de hoje, os municípios de Sergipe ficam R$ 29,07 milhões por ano abaixo do teto em 2026 e R$ 39,50 milhões a partir de 2027.
Com a classificação do 1º quadrimestre de 2026, os municípios de Sergipe com equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde recebem, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), R$ 144,44 milhões por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal — R$ 29,07 milhões abaixo do teto de R$ 173,51 milhões, o valor com todas as 1.417 equipes em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 134,01 milhões: R$ 10,43 milhões a menos por ano, em 46 municípios, e R$ 39,50 milhões abaixo do teto. 73 dos 75 municípios avaliados estão abaixo do teto; o aproveitamento médio a partir de 2027 é de 77,2% do teto.
Por tipo de equipe
84% da distância até o teto a partir de 2027 em Sergipe está nas equipes de Saúde da Família: R$ 33,34 milhões de R$ 39,50 milhões por ano, com a classificação de hoje.
Distância até o teto por tipo de equipe no estado inteiro, a partir de 2027, com a classificação de hoje.
| Tipo de equipe | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| Equipe de Saúde da Família84% do total · R$ 33.336.000 | R$ 33,34 milhões |
| Equipe de Saúde Bucal9% do total · R$ 3.526.560 | R$ 3,53 milhões |
| Equipe Multiprofissional4% do total · R$ 1.701.000 | R$ 1,70 milhão |
| Equipe de Atenção Primária2% do total · R$ 936.000 | R$ 936 mil |
Como os municípios se distribuem
2 dos 75 municípios avaliados em Sergipe estão no teto. Entre os demais, o aproveitamento mais comum a partir de 2027 fica de 80% a menos de 90%: 40 municípios.
Aproveitamento do teto a partir de 2027, com a classificação de hoje: quanto do valor máximo cada município recebe.
| Faixa de aproveitamento | Municípios |
|---|---|
| No teto (100%)3% dos municípios avaliados | 2 |
| De 90% a menos de 100%17% dos municípios avaliados | 13 |
| De 80% a menos de 90%53% dos municípios avaliados | 40 |
| De 70% a menos de 80%23% dos municípios avaliados | 17 |
| Abaixo de 70%4% dos municípios avaliados | 3 |
Onde o corte de 2027 cai mais pesado
O maior corte em Sergipe é o de Aracaju: R$ 4,9 milhões a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
46 de 75 municípios têm corte; estes são os 10 maiores.
| Município | Corte em 2027 por ano |
|---|---|
| AracajuR$ 4.876.899 por ano | R$ 4,9 milhões |
| Nossa Senhora do SocorroR$ 2.992.164 por ano | R$ 3,0 milhões |
| São CristóvãoR$ 372.000 por ano | R$ 372 mil |
| EstânciaR$ 182.694 por ano | R$ 183 mil |
| AquidabãR$ 144.000 por ano | R$ 144 mil |
| Areia BrancaR$ 142.041 por ano | R$ 142 mil |
| BoquimR$ 127.347 por ano | R$ 127 mil |
| JaparatubaR$ 120.000 por ano | R$ 120 mil |
| LaranjeirasR$ 96.000 por ano | R$ 96 mil |
| Nossa Senhora das DoresR$ 96.000 por ano | R$ 96 mil |
Municípios que mais deixam na mesa de Sergipe
Aracaju lidera, com R$ 12,51 milhões por ano abaixo do teto a partir de 2027 e 228 equipes — valor absoluto, que cresce com o número de equipes.
A partir de 2027, com a classificação de hoje. Cidade grande aparece no topo por ter mais equipes — o aproveitamento, na lista completa abaixo, é a leitura justa entre portes diferentes.
| Município | Abaixo do teto por ano a partir de 2027 |
|---|---|
| 1ºAracaju228 equipes | R$ 12,5 milhões |
| 2ºNossa Senhora do Socorro132 equipes | R$ 6,7 milhões |
| 3ºSão Cristóvão48 equipes | R$ 1,6 milhão |
| 4ºLagarto46 equipes | R$ 1,2 milhão |
| 5ºItabaiana45 equipes | R$ 980 mil |
| 6ºEstância34 equipes | R$ 823 mil |
| 7ºJaparatuba20 equipes | R$ 623 mil |
| 8ºAquidabã16 equipes | R$ 605 mil |
| 9ºLaranjeiras24 equipes | R$ 597 mil |
| 10ºItaporanga d'Ajuda31 equipes | R$ 570 mil |
| 11ºTobias Barreto34 equipes | R$ 534 mil |
| 12ºNossa Senhora das Dores20 equipes | R$ 505 mil |
| 13ºPropriá21 equipes | R$ 496 mil |
| 14ºBoquim17 equipes | R$ 476 mil |
| 15ºCapela31 equipes | R$ 448 mil |
| 16ºCarira16 equipes | R$ 441 mil |
| 17ºNossa Senhora da Glória30 equipes | R$ 438 mil |
| 18ºBarra dos Coqueiros23 equipes | R$ 409 mil |
| 19ºAreia Branca13 equipes | R$ 398 mil |
| 20ºItabaianinha23 equipes | R$ 375 mil |
Veja como funciona: o que a coordenação de cada município de Sergipe vê no GestorSaúde
Dentro de cada município, o sistema mostra cada equipe, cada indicador e quanto falta para a faixa de cima — e, num clique, quem são as pessoas a atender, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
13
Bom
16
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Vila Esperança
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
18,7%
Regular
580
o que foi feito
3.100
o total possível
Nesta equipe, 31 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 29 boas práticas das 155 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 18,7%.
Faltam 196 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
30 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Laura H. Carvalho
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida
Heloísa S. Ferreira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida
Lívia R. Souza
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida
Alice A. Oliveira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos
Gael G. Martins
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Helena E. Lima
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Helena N. Rocha
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Alice R. Nascimento
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Mostrando 8 de 30. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores são de exemplo. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Todos os municípios de Sergipe
75 de 75 municípios têm classificação publicada no 1º quadrimestre de 2026.
Em ordem alfabética. Clique no nome para abrir a página do município.
Procure pelo nome
| Município | População | Equipes | Aproveitamento a partir de 2027 | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 | Corte em 2027/ano |
|---|---|---|---|---|---|
| Amparo do São Francisco | 2.202 | 2 | 85,8% | R$ 31.347 | R$ 0 |
| Aquidabã | 20.556 | 16 | 71,1% | R$ 605.388 | R$ 144.000 |
| Aracaju | 630.932 | 228 | 60,4% | R$ 12.509.454 | R$ 4.876.899 |
| Arauá | 10.464 | 10 | 75,5% | R$ 290.082 | R$ 65.694 |
| Areia Branca | 18.626 | 13 | 75,1% | R$ 397.776 | R$ 142.041 |
| Barra dos Coqueiros | 45.175 | 23 | 83,9% | R$ 409.470 | R$ 24.000 |
| Boquim | 25.007 | 17 | 79,9% | R$ 476.082 | R$ 127.347 |
| Brejo Grande | 8.025 | 8 | 67,7% | R$ 286.041 | R$ 72.000 |
| Campo do Brito | 18.719 | 15 | 88,1% | R$ 197.388 | R$ 0 |
| Canhoba | 3.850 | 5 | 100,0% | R$ 0 | R$ 0 |
| Canindé de São Francisco | 33.641 | 23 | 89,2% | R$ 291.429 | R$ 0 |
| Capela | 32.783 | 31 | 86,1% | R$ 448.347 | R$ 75.000 |
| Carira | 20.314 | 16 | 80,4% | R$ 441.429 | R$ 46.041 |
| Carmópolis | 14.203 | 12 | 87,6% | R$ 164.082 | R$ 7.347 |
| Cedro de São João | 5.474 | 7 | 83,1% | R$ 130.347 | R$ 0 |
| Cristinápolis | 17.594 | 19 | 83,8% | R$ 338.082 | R$ 7.347 |
| Cumbe | 3.872 | 5 | 91,3% | R$ 48.000 | R$ 0 |
| Divina Pastora | 4.436 | 6 | 79,7% | R$ 134.694 | R$ 48.000 |
| Estância | 67.060 | 34 | 80,2% | R$ 822.858 | R$ 182.694 |
| Feira Nova | 6.358 | 6 | 89,5% | R$ 70.041 | R$ 0 |
| Frei Paulo | 14.921 | 13 | 85,8% | R$ 226.347 | R$ 0 |
| Gararu | 11.294 | 11 | 86,5% | R$ 164.082 | R$ 14.694 |
| General Maynard | 3.118 | 5 | 81,0% | R$ 99.000 | R$ 24.000 |
| Graccho Cardoso | 5.910 | 8 | 77,4% | R$ 199.041 | R$ 27.000 |
| Ilha das Flores | 8.499 | 9 | 83,2% | R$ 167.082 | R$ 14.694 |
| Indiaroba | 16.991 | 13 | 84,5% | R$ 222.429 | R$ 14.694 |
| Itabaiana | 109.250 | 45 | 84,3% | R$ 979.593 | R$ 87.429 |
| Itabaianinha | 42.230 | 23 | 86,9% | R$ 374.817 | R$ 41.694 |
| Itabi | 4.816 | 5 | 96,0% | R$ 22.041 | R$ 7.347 |
| Itaporanga d'Ajuda | 36.074 | 31 | 83,8% | R$ 570.123 | R$ 48.000 |
| Japaratuba | 16.451 | 20 | 72,8% | R$ 623.082 | R$ 120.000 |
| Japoatã | 13.723 | 14 | 84,7% | R$ 236.694 | R$ 0 |
| Lagarto | 105.957 | 46 | 80,8% | R$ 1.227.552 | R$ 94.041 |
| Laranjeiras | 24.047 | 24 | 78,2% | R$ 597.123 | R$ 96.000 |
| Macambira | 7.048 | 7 | 87,8% | R$ 94.041 | R$ 0 |
| Malhada dos Bois | 3.674 | 5 | 95,1% | R$ 27.000 | R$ 0 |
| Malhador | 11.712 | 11 | 93,0% | R$ 97.041 | R$ 0 |
| Maruim | 15.956 | 12 | 86,6% | R$ 209.694 | R$ 0 |
| Moita Bonita | 11.297 | 11 | 90,0% | R$ 137.694 | R$ 24.000 |
| Monte Alegre de Sergipe | 14.781 | 12 | 85,2% | R$ 207.735 | R$ 7.347 |
| Muribeca | 8.059 | 8 | 91,5% | R$ 82.347 | R$ 0 |
| Neópolis | 16.473 | 15 | 79,7% | R$ 354.123 | R$ 38.694 |
| Nossa Senhora Aparecida | 9.534 | 9 | 85,4% | R$ 145.041 | R$ 0 |
| Nossa Senhora da Glória | 43.686 | 30 | 88,0% | R$ 437.511 | R$ 14.694 |
| Nossa Senhora das Dores | 25.569 | 20 | 77,2% | R$ 505.470 | R$ 96.000 |
| Nossa Senhora de Lourdes | 6.409 | 7 | 100,0% | R$ 0 | R$ 0 |
| Nossa Senhora do Socorro | 204.081 | 132 | 56,1% | R$ 6.695.637 | R$ 2.992.164 |
| Pacatuba | 12.690 | 13 | 90,8% | R$ 132.735 | R$ 0 |
| Pedra Mole | 2.811 | 4 | 79,6% | R$ 106.347 | R$ 0 |
| Pedrinhas | 7.355 | 8 | 94,2% | R$ 56.388 | R$ 7.347 |
| Pinhão | 5.759 | 7 | 99,0% | R$ 7.347 | R$ 0 |
| Pirambu | 8.021 | 9 | 84,0% | R$ 158.694 | R$ 0 |
| Porto da Folha | 27.348 | 16 | 85,2% | R$ 346.347 | R$ 0 |
| Poço Redondo | 29.238 | 22 | 88,0% | R$ 314.694 | R$ 0 |
| Poço Verde | 22.217 | 13 | 83,2% | R$ 296.388 | R$ 24.000 |
| Propriá | 27.213 | 21 | 79,2% | R$ 495.735 | R$ 72.000 |
| Riachuelo | 8.853 | 11 | 80,0% | R$ 243.000 | R$ 48.000 |
| Riachão do Dantas | 18.541 | 10 | 84,7% | R$ 206.694 | R$ 24.000 |
| Ribeirópolis | 17.365 | 15 | 88,5% | R$ 190.041 | R$ 0 |
| Rosário do Catete | 9.507 | 9 | 84,7% | R$ 152.388 | R$ 0 |
| Salgado | 20.825 | 14 | 84,7% | R$ 270.735 | R$ 7.347 |
| Santa Luzia do Itanhy | 14.003 | 16 | 78,9% | R$ 372.429 | R$ 51.000 |
| Santa Rosa de Lima | 4.049 | 5 | 75,0% | R$ 137.694 | R$ 24.000 |
| Santana do São Francisco | 7.549 | 9 | 97,8% | R$ 22.041 | R$ 0 |
| Santo Amaro das Brotas | 11.289 | 11 | 88,6% | R$ 138.123 | R$ 29.388 |
| Simão Dias | 44.503 | 22 | 96,5% | R$ 103.347 | R$ 0 |
| Siriri | 7.981 | 9 | 86,9% | R$ 130.347 | R$ 0 |
| São Cristóvão | 101.213 | 48 | 73,6% | R$ 1.571.817 | R$ 372.000 |
| São Domingos | 10.559 | 9 | 78,9% | R$ 257.694 | R$ 48.000 |
| São Francisco | 3.330 | 5 | 86,4% | R$ 75.000 | R$ 24.000 |
| São Miguel do Aleixo | 3.471 | 5 | 82,4% | R$ 97.041 | R$ 7.347 |
| Telha | 3.389 | 3 | 74,1% | R$ 85.347 | R$ 27.000 |
| Tobias Barreto | 52.783 | 34 | 86,4% | R$ 534.123 | R$ 85.347 |
| Tomar do Geru | 12.094 | 11 | 95,4% | R$ 55.347 | R$ 0 |
| Umbaúba | 24.618 | 16 | 92,7% | R$ 147.000 | R$ 0 |
Como ler a lista
Distância até o teto e aproveitamento pela classificação integral, a que vale a partir de 2027, com a classificação de hoje. O corte é quanto cada município passa a receber a menos a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
“Sem dado” significa que o Ministério da Saúde não publicou classificação de equipes para aquele município neste quadrimestre — não que ele não tenha equipes. Nada é estimado.
Perguntas frequentes
Quanto os municípios de Sergipe deixam de receber de financiamento da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, ficam R$ 29.067.882 por ano abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, ficam R$ 39.499.560 por ano abaixo do teto. 73 dos 75 municípios avaliados em Sergipe estão abaixo do teto.
O que muda em 2027 para os municípios de Sergipe?
Com a classificação de hoje, 46 municípios em Sergipe passam a receber, somados, R$ 10.431.678 a menos por ano a partir de 2027. É o fim da proteção da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: em 2026, as equipes em Suficiente e Regular recebem o valor de “Bom”; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Hoje são 360 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular. É projeção sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
O que é o componente de desempenho do cofinanciamento da Atenção Primária?
É a parte do repasse federal que varia com a nota das equipes. A cada quadrimestre, cada equipe recebe uma classificação (Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular) em dois componentes — Vínculo e Acompanhamento Territorial, e Qualidade — e a faixa define o valor pago por equipe/mês. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Regular, R$ 2.000. Em 2026 vale uma regra de transição (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) em que Suficiente e Regular recebem o valor de Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor.
Esse valor pode ser recuperado?
Não é uma dívida: é o teto que deixa de ser alcançado. Ele mede o tamanho da oportunidade — quanto entraria a mais se as equipes subissem de faixa. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado.
O vocabulário desta página
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.