Financiamento da Atenção Primária em Maruim/SE — quanto o município deixa na mesa
Maruim deixa na mesa
R$ 210 milpor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 17.475
- Do valor máximo
- 13,4% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 629 mil
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 210 mil na mesa · teto R$ 1,6 milhão
Com a classificação de hoje, Maruim fica R$ 210 mil por ano abaixo do teto do cofinanciamento federal da Atenção Primária — em 2026 e também a partir de 2027.
São 10 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Maruim veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
4
Ótimo
23
Bom
6
Suficiente
9
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 | |||||||
| ESF Boa Vista0000001686 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C3 · Cuidado na gestação e puerpério
ESF Alto da Serra (rural)
O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?
Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico
Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos
Período: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre
43,8%
Suficiente
482
o que foi feito
1.100
o total possível
Nesta equipe, 11 pessoas estão no indicador (gestante): somam 482 pontos de boa prática dos 1.100 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 43,8%.
Faltam 69 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
10 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Ana U. Ribeiro
falta: Visita do agente no puerpério
Jéssica O. Oliveira
falta: 7 registros de peso e altura
Luana L. Carvalho
falta: 7 aferições de pressão arterial · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Sandra N. Rodrigues
falta: 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Vanessa P. Carvalho
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 3 visitas do agente comunitário · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério
Camila J. Gomes
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério
Joana T. Ribeiro
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério
Aline H. Carvalho
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Mostrando 8 de 10. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
- 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
- 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.
A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Maruim em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Maruim/SE em números
| Município | Maruim/SEcódigo IBGE 2804003 |
|---|---|
| População (IBGE) | 15.956 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 127 eSF · 4 eSB · 1 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 199 Ótimo · 10 Bom · 0 Suficiente · 0 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 1.359.858 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 1.359.858 por ano |
| Corte em 2027 | nenhumtoda avaliação fora do Ótimo está em Bom |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 1.569.552 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 209.694 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 209.694 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 86,6%recebe ÷ teto |
| Posição em Sergipe | 36º de 75do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 2.517ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Maruim (15.956 habitantes) tem 12 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 1.359.858 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 209.694 abaixo do teto de R$ 1.569.552, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, o valor não muda — toda avaliação fora do Ótimo está em Bom, que é o que a transição já paga — e a distância até o teto continua R$ 209.694 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 86,6% do teto: 10 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 75 municípios de Sergipe, Maruim é o 36º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 2.517º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Maruim/SE”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/se/maruim
O que muda em 2027
A regra de transição não muda o valor de Maruim: toda avaliação fora do Ótimo está em Bom.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes em Suficiente e Regular; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Como as 10 avaliações de Maruim abaixo do Ótimo estão em Bom, a distância até o teto é a mesma em 2026 e a partir de 2027: R$ 209.694 por ano.
O que acaba em 2027 é a proteção. Na transição, uma equipe que caísse para Suficiente ou Regular ainda receberia o valor de “Bom”; a partir de 2027, recebe pelo da própria faixa — para uma equipe de Saúde da Família, R$ 24.000 a menos por ano, em cada componente, a cada faixa que cair.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
100% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 209.694 de R$ 209.694 por ano — está no componente Qualidade.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Qualidade100% do total | R$ 210 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa Idosa7 de 7 eSF
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil7 de 7 eSF
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher7 de 7 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 209.694 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 100% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
- Saúde da Família: R$ 168.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 7 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 1.176.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 1.344.000.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 7 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 1 em Suficiente e 4 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 5 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 168.000 dos R$ 209.694 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 7 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 7 | R$ 1.176.000 | R$ 1.344.000 | R$ 168.000 | R$ 0 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 4 | R$ 102.858 | R$ 117.552 | R$ 14.694 | R$ 0 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 1 | R$ 81.000 | R$ 108.000 | R$ 27.000 | R$ 0 | |
| Total | 12 | R$ 1.359.858 | R$ 1.569.552 | R$ 209.694 | R$ 0 |
As 19 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 9(47%)
- Bom: 10(53%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 1 de 7 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acompanhamento | eSF | 6 | 1 | 0 | 0 | 1(14%) | |
| Cadastro | eSF | 7 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 7 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Maruim: 7 em Ótimo. Por dimensão, 7 de 7 estão em Ótimo no Cadastro e 6 de 7 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com todas as equipes em Ótimo no Vínculo, o componente paga o valor máximo — na regra de transição de 2026 e a partir de 2027.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa Idosa: 7 de 7 (eSF). Em 10 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
| Indicador | Equipe | Peso | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cuidado da Pessoa Idosa | eSF | 1 | 0 | 7 | 0 | 0 | 7(100%) | |
| Cuidado no Desenvolvimento Infantil | eSF | 2 | 0 | 2 | 1 | 4 | 7(100%) | |
| Cuidado Integral à Saúde da Mulher | eSF | 2 | 0 | 2 | 5 | 0 | 7(100%) | |
| Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde | eSF | 1 | 0 | 0 | 0 | 7 | 7(100%) | |
| Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus | eSF | 1 | 1 | 6 | 0 | 0 | 6(86%) | |
| Cuidado da Gestante e da Puérpera | eSF | 2 | 1 | 5 | 1 | 0 | 6(86%) | |
| Cuidado da Pessoa com Hipertensão | eSF | 1 | 2 | 5 | 0 | 0 | 5(71%) | |
| Procedimentos Odontológicos preventivos na APS | eSB | 2 | 0 | 1 | 0 | 3 | 4(100%) | |
| Tratamento Odontológico concluído na APS | eSB | 2 | 2 | 1 | 0 | 1 | 2(50%) | |
| Taxa de exodontias na APS | eSB | 2 | 2 | 1 | 0 | 1 | 2(50%) | |
| Escovação Supervisionada na APS | eSB | 1 | 2 | 0 | 0 | 2 | 2(50%) | |
| 1ª Consulta Odontológica programada na APS | eSB | 2 | 3 | 1 | 0 | 0 | 1(25%) | |
| Tratamento Restaurador Atraumático na APS | eSB | 1 | 3 | 0 | 0 | 1 | 1(25%) | |
| Média de atendimentos da eMulti por pessoa | eMulti | 6 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APS | eMulti | 4 | 0 | 0 | 1 | 0 | 1(100%) |
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 3.209. O último trimestre ficou 15,5% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
3.209em jul/2026
↓ -15,5%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
430em jul/2026
↑ +39,5%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
9.263em jul/2026
↓ -9,4%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
13.001em jul/2026
↓ -12,9%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
23em jul/2026
↑ +14,6%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Maruim registrou 43.341 atendimentos individuais na Atenção Primária — 3.209 no mês mais recente. O ritmo caiu 15,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 13.001 visitas domiciliares registradas — 814,8 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.838 | 340 | 8.306 | 12.445 | 1 | |
| 4.915 | 380 | 20.332 | 13.647 | 56 | |
| 2.508 | 245 | 10.196 | 15.250 | 260 | |
| 3.225 | 200 | 11.800 | 14.580 | 242 | |
| 3.510 | 292 | 12.161 | 13.750 | 124 | |
| 2.205 | 224 | 6.899 | 11.065 | 280 | |
| 1.684 | 433 | 6.219 | 13.667 | 361 | |
| 2.354 | 393 | 8.274 | 13.748 | 219 | |
| 2.169 | 494 | 9.458 | 14.339 | 311 | |
| 1.744 | 384 | 7.895 | 13.484 | 354 | |
| 1.568 | 340 | 6.497 | 11.605 | 152 | |
| 1.405 | 285 | 5.554 | 11.788 | 161 | |
| 1.515 | 417 | 6.383 | 12.544 | 116 | |
| 2.634 | 335 | 10.928 | 12.567 | 170 | |
| 2.171 | 498 | 9.503 | 11.887 | 262 | |
| 1.647 | 390 | 6.521 | 12.334 | 184 | |
| 1.613 | 532 | 7.276 | 9.839 | 688 | |
| 1.427 | 362 | 6.360 | 10.671 | 166 | |
| 3.209 | 430 | 9.263 | 13.001 | 23 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 84,5% no 1º quadrimestre de 2025 para 86,6% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 209.694 | 86,6% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 204.735 | 87,0% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 219.429 | 85,0% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 221.388 | 84,5% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 8
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 1.995 habitantes
- Outros pontos da Atenção Primária
- 1
- Polo Academia da Saúde (1)
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 15
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 2 |
| Pronto Atendimento | 1 |
| CAPS (Saúde Mental) | 1 |
| Central de Gestão / Regulação | 1 |
| Clínica / Centro de Especialidade | 1 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 01/10/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Maruim/SE, o tipo mais numeroso é “Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT)”: 2 dos 15 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Maruim deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Maruim recebe R$ 1.359.858 por ano e fica R$ 209.694 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 1.359.858 e fica R$ 209.694 por ano abaixo do teto (R$ 17.475 por mês) — o mesmo valor de 2026. O teto, com todas as 12 equipes em Ótimo, é R$ 1.569.552.
O que muda para Maruim em 2027?
A regra de transição não muda o valor de Maruim: toda avaliação fora do Ótimo está em Bom. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes em Suficiente e Regular; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Como as 10 avaliações de Maruim abaixo do Ótimo estão em Bom, a distância até o teto é a mesma em 2026 e a partir de 2027: R$ 209.694 por ano. O que acaba em 2027 é a proteção. Na transição, uma equipe que caísse para Suficiente ou Regular ainda receberia o valor de “Bom”; a partir de 2027, recebe pelo da própria faixa — para uma equipe de Saúde da Família, R$ 24.000 a menos por ano, em cada componente, a cada faixa que cair.
Por que Maruim deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Maruim, 10 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.
Como Maruim sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
As 7 equipes de Maruim estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 2 em Bom, 1 em Suficiente e 4 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como Maruim identifica quais equipes seguram o Mais Acesso?
As 7 equipes de Maruim estão em Regular no Mais Acesso (C1). É o único dos 7 indicadores das equipes de Saúde da Família que pune pelos dois lados: Regular é até 10% ou acima de 70% dos atendimentos por demanda programada; Ótimo, acima de 50% e até 70%. O dado público diz a faixa, não o lado: uma equipe em Regular pode ter agenda programada de menos ou de mais — e o que conserta uma derruba a outra. O GestorSaúde, no Mais Acesso, mostra em cada equipe a fatia de consultas programadas, a janela do Ótimo (de 50% a 70%) e o registro que decide: o retorno lançado como "consulta no dia" conta contra; o mesmo retorno como consulta agendada programada conta a favor. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: O registro que decide: Ficha de Atendimento Individual → campo "Tipo de atendimento": "Consulta agendada programada / Cuidado continuado" ou "Consulta agendada" quando a consulta foi marcada antes. "Escuta inicial / Orientação", "Consulta no dia" e "Atendimento de urgência" são demanda espontânea. Programado é só o que foi agendado antes. Quem chegou no dia é demanda espontânea e continua assim — é essa porta aberta que o próprio indicador protege: acima do teto, a equipe cai.
Como Maruim sabe quem ficou sem visita do agente comunitário de saúde?
As visitas domiciliares registradas em Maruim caíram 12,9% no último trimestre da série, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior: foram 13.001 em jul/2026, o mês mais recente desta série. O número do SIAPS é o do município inteiro. Não diz de qual agente, de qual microárea, nem quem ficou sem visita — e a visita do agente comunitário de saúde é boa prática em 5 dos 7 indicadores das equipes de Saúde da Família (C2, C3, C4, C5 e C6). O GestorSaúde mostra as visitas de cada agente no período — inclusive quem não fez nenhuma — e quem já usa o aplicativo e quem nunca entrou. Também mostra, por agente e microárea, quantas pessoas do território estão há mais de 90 dias sem visita — e, ao abrir, quem são, na ordem de prioridade. No celular, a agente recebe a fila de quem está há mais de 90 dias sem visita — gestante, doença crônica, pessoa idosa, criança pequena e quem tem cuidado pendente primeiro. Sem sistema: Pedir a cada agente, microárea por microárea, a relação de quem tem hipertensão, diabetes ou 60 anos ou mais e ainda não tem duas visitas registradas nos últimos 12 meses, com 30 dias entre elas — é boa prática nos três indicadores.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Maruim consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Maruim?
Entre jan/2025 e jul/2026, Maruim registrou 43.341 atendimentos individuais na Atenção Primária — 3.209 no mês mais recente. O ritmo caiu 15,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 13.001 visitas domiciliares registradas — 814,8 por mil habitantes.
Outros municípios de Sergipe estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 73 dos 75 municípios de Sergipe com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 39,5 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Aracaju
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Aracaju630.932 habitantes | R$ 12,5 milhões |
| Nossa Senhora do Socorro204.081 habitantes | R$ 6,7 milhões |
| Japaratuba16.451 habitantes | R$ 623 mil |
| Laranjeiras24.047 habitantes | R$ 597 mil |
| Itaporanga d'Ajuda36.074 habitantes | R$ 570 mil |
| Nossa Senhora das Dores25.569 habitantes | R$ 505 mil |
| Capela32.783 habitantes | R$ 448 mil |
| Barra dos Coqueiros45.175 habitantes | R$ 409 mil |
| Carmópolis14.203 habitantes | R$ 164 mil |
| Divina Pastora4.436 habitantes | R$ 135 mil |
| General Maynard3.118 habitantes | R$ 99 mil |
| Cumbe3.872 habitantes | R$ 48 mil |
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.