Indicador C7 · Componente Qualidade · equipes eSF e eAP
Cuidado da mulher na prevenção do câncer: quatro públicos, quatro denominadores
Mede quatro coisas diferentes em quatro faixas etárias diferentes: rastreio de colo de útero, vacina de HPV, saúde sexual e reprodutiva, e rastreio de mama.
- Peso na nota
- 2 de 10
- 20% da nota de Qualidade das equipes eSF e eAP
- Equipes em Ótimo no Brasil
- 2,8%
- 1.678 de 60.746 avaliadas
- Equipes em Regular
- 3.202
- a pior faixa, no país inteiro
- Municípios com equipe fora do Ótimo
- 5.511
- de 5.570 avaliados
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS/Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
| Código | C7 |
|---|---|
| Nome oficial | Cuidado da mulher na prevenção do câncer |
| Componente | QualidadePortaria GM/MS nº 3.493/2024 |
| Equipes avaliadas | Saúde da Família e Atenção Primária(eSF e eAP) |
| Peso na nota final | 2 de 1020% da nota · Nota Técnica nº 6/2025 |
| Subir uma faixa vale | 0,5 pontona nota final |
| Boas práticas | 4somam 100 pontos |
| Pontos de corte | Ótimo >75 a 100 · Bom >50 e <=75 · Suficiente >25 e <=50 · Regular 0 a 25 |
| Apuração | Quadrimestralmédia dos meses do período |
| No Previne Brasil | tinha correspondente temático |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas no Brasil | 60.746 |
| Em Ótimo | 2,8%1.678 equipes |
| Em Regular | 3.202equipes |
| Municípios com equipe fora do Ótimo | 5.511de 5.570 |
| Fontes | SIAPS/Ministério da Saúdecatálogo e classificação · pesos: NT nº 6/2025 |
Resumo em texto corrido (para citar)
Vale peso 2 de 10 na nota de Qualidade das equipes eSF e eAP — 20% do que define quanto o município recebe. No 1º quadrimestre de 2026, 60.746 equipes foram avaliadas neste indicador em todo o Brasil e 97,2% delas não chegaram ao Ótimo, em 5.511 municípios.
A fatia de equipes em Ótimo subiu 2,6 pontos percentuais entre 1º quadrimestre de 2025 e 1º quadrimestre de 2026.
Quanto este indicador pesa na nota
Peso 2 de 10: 20% da nota de Qualidade das equipes eSF e eAP. Subir uma faixa aqui vale 0,5 ponto na nota final.
É a nota final — não o indicador isolado — que define quanto o município recebe por equipe/mês.
| Indicador | Peso na nota |
|---|---|
| C1 · Mais Acesso10% da nota | 1 de 10 |
| C2 · Desenvolvimento Infantil20% da nota | 2 de 10 |
| C3 · Gestação e Puerpério20% da nota | 2 de 10 |
| C4 · Diabetes10% da nota | 1 de 10 |
| C5 · Hipertensão10% da nota | 1 de 10 |
| C6 · Pessoa Idosa10% da nota | 1 de 10 |
| C7 · Prevenção do Câncer20% da nota | 2 de 10 |
| Nota final | Classificação |
|---|---|
| acima de 7,5 | Ótimo |
| de 5,0 a 7,5 | Bom |
| de 2,6 a 4,9 | Suficiente |
| até 2,5 | Regular |
Entenda
A nota de Qualidade não é a média simples dos indicadores: cada um entra com um peso, e a soma dá 10. Cada conceito vira pontos (Ótimo 1,00; Bom 0,75; Suficiente 0,50; Regular 0,25), multiplicados pelo peso do indicador. Fonte dos pesos: Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS.
Reproduzimos o Quadro 6 da Nota Técnica como publicado. Duas observações de quem foi conferir: há um vão entre 4,9 e 5,0, e a linha do Regular vem escrita “≥ 2,5” no original — troca de sinal evidente, já que Regular é o pior conceito. Não corrigimos a norma; apontamos.
Como é calculado
Ótimo: >75 a 100. Regular: 0 a 25.
Numerador, denominador e pontos de corte como o Ministério da Saúde os publica; o resultado do quadrimestre é a média dos meses do período.
Este indicador não tem um numerador e um denominador únicos: cada boa prática mede um público diferente, com o seu próprio denominador — uma equipe pode estar excelente numa faixa de idade e ainda assim ficar em Regular.
| Boa prática | Quem entra na conta |
|---|---|
| Rastreamento de colo de útero | Total de mulher entre 25 e 64 anos. |
| Vacina HPV | Total de crianças e Adolescentes do sexo feminino de 09 a 14 anos |
| Atendimento de saúde sexual e reprodutiva | Total de mulher entre 14 e 69 anos. |
| Rastreamento de câncer de mama | Total de mulher entre 50 e 69 anos. |
| Conceito | Resultado do quadrimestre (texto oficial) | Vale na nota |
|---|---|---|
| Ótimo | >75 a 100 | 2 de 2 |
| Bom | >50 e <=75 | 1,5 de 2 |
| Suficiente | >25 e <=50 | 1 de 2 |
| Regular | 0 a 25 | 0,5 de 2 |
Entenda
Pontuação, como o catálogo publica: Somatório da boa prática pontuada para cada mulher na faixa etária avaliada na boa prática.
As 4 boas práticas que contam
4 boas práticas somam os 100 pontos do indicador — e só contam registradas no e-SUS APS.
Cuidado prestado e não registrado até o prazo não entra na conta.
| # | Boa prática e regra oficial | Pontos |
|---|---|---|
| 1 | Rastreamento de colo de úteroTer pelo menos 01 (um) exame de rastreamento para câncer do colo do útero em mulheres entre 25 e 64 anos de idade, coletado, solicitado ou avaliado nos últimos 36 mesesSobre quem se mede: Total de mulher entre 25 e 64 anos. | 20 |
| 2 | Vacina HPVTer pelo menos 01 (uma) dose da vacina HPV para crianças e adolescentes do sexo feminino de 09 a 14 anos de idadeSobre quem se mede: Total de crianças e Adolescentes do sexo feminino de 09 a 14 anos | 30 |
| 3 | Atendimento de saúde sexual e reprodutivaTer pelo 01 (um) atendimento presencial ou remoto, para adolescentes do sexo feminino e mulheres entre 14 e 69 anos de idade, sobre atenção à saúde sexual e reprodutiva, realizado nos últimos 12 mesesSobre quem se mede: Total de mulher entre 14 e 69 anos. | 30 |
| 4 | Rastreamento de câncer de mamaTer registro de pelo menos 01 (um) exame de rastreamento para câncer de mama em mulheres entre 50 e 69 anos de idades, solicitado ou avaliado nos últimos 24 mesesSobre quem se mede: Total de mulher entre 50 e 69 anos. | 20 |
| Total do indicador | 100 |
Por que este indicador costuma travar
Leitura da regra, não estatística: o que a norma exige e onde a exigência costuma esbarrar na rotina da unidade.
- Onde trava
- É o único dos quinze em que cada boa prática tem o SEU PRÓPRIO denominador — mulheres de 25 a 64 para o colo, meninas de 9 a 14 para o HPV, de 14 a 69 para saúde sexual e reprodutiva, de 50 a 69 para a mama. Uma equipe pode estar excelente no rastreio e péssima na nota porque o HPV e o atendimento em saúde sexual e reprodutiva somam 60 dos 100 pontos e ninguém os trata como parte deste indicador. É o indicador com o pior aproveitamento nacional — e vale peso 2.
- Quem registra
- Enfermeiro e médico (coleta, solicitação e avaliação de exames, atendimento em saúde sexual e reprodutiva) e sala de vacina (HPV).
Veja como funciona: o C7 de cada equipe no GestorSaúde
A coordenação vê o C7 de cada equipe, quanto falta para a faixa de cima e o que fazer para chegar lá.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
14
Bom
16
Suficiente
2
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C7 · Cuidado da mulher na prevenção do câncer
ESF Vila Esperança
O rastreamento está alcançando cada faixa de idade na hora certa?
Conta quem: Soma ponderada de quatro percentuais: rastreio do colo do útero em 25 a 64 anos (20) · vacina HPV em meninas de 9 a 14 anos (30) · atendimento de saúde sexual e reprodutiva em 14 a 69 anos (30) · rastreio de mama em 50 a 69 anos (20)
Dividido por: Cada prática tem a SUA coorte — a faixa etária que a própria prática avalia
Período: Cada prática tem a sua: 36 meses (colo, ou 60 no teste de HPV) · 24 meses (mama) · 12 meses (saúde sexual)
41,9%
Suficiente
13.820
o que foi feito
33.000
o total possível
13.820 de 33.000 — ou seja, 41,9%.
Faltam 2.681 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Cada boa prática do C7 avalia uma faixa de idade diferente — meninas de 9 a 14 anos, mulheres de 25 a 64, de 14 a 69 e de 50 a 69 —, então “o que falta a esta pessoa” depende da faixa em que ela está, e a apuração não gera lista por pessoa. A busca ativa do C7 é por faixa: em Linhas de cuidado → Mulher, cada faixa mostra a cobertura e quantas pessoas valem um ponto do indicador.
Como melhorar
- 1Vacina HPV em meninas de 9 a 14 anos: vale 30 dos 100 pontos e é a menor das quatro faixas. Em Linhas de cuidado → Mulher, a faixa mostra quantas meninas faltam para cada ponto do indicador. Levar a vacinação às escolas junto do PSE e registrar cada dose no PEC com a menina identificada — dose lançada só no total da campanha não pontua ninguém.
- 2Marcar "saúde sexual e reprodutiva" (ABP003) no atendimento que JÁ acontece — orientação contraceptiva, queixa ginecológica, planejamento familiar. São outros 30 pontos que costumam ficar sem a marcação.
- 3Organizar mutirão de coleta de citopatológico por faixa: a janela é de 36 meses (60 se for teste molecular de HPV), então dá para planejar por ano de nascimento.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador em que cada prática divide por uma população DIFERENTE. Um município com poucas meninas de 9 a 14 anos tem 30 pontos decididos por pouquíssima gente — poucas doses movem o indicador inteiro, para cima e para baixo.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Medido em 07/08/2026: não há UM registro de mamografia na base dos dois municípios, nem pelo SIGTAP nem pelo código do PEC. A mamografia é pedida e realizada fora da APS, e o resultado não volta ao prontuário — então os 20 pontos da prática (D) aparecem zerados mesmo onde o exame foi feito. Enquanto a solicitação não for lançada no PEC, o teto real do indicador é 80.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para o país no 1º quadrimestre de 2026 (na coluna C7; as demais são de exemplo) — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
E no Previne Brasil, era qual?
Sim — tem correspondente temático no Previne Brasil.
Vem do indicador de coleta de citopatológico (o "preventivo"), que sozinho era um dos sete. Hoje ele é uma das quatro boas práticas e vale 20 dos 100 pontos — HPV e saúde sexual e reprodutiva, que não existiam no Previne Brasil, somam 60.
Entenda
O Previne Brasil tinha sete indicadores e foi substituído pela metodologia da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. A Portaria não publica um de-para oficial entre os sete antigos e os quinze atuais: a correspondência é temática — do que se media para onde aquilo é medido hoje — e está aqui como leitura, não como norma.
Como o Brasil está neste indicador
No 1º quadrimestre de 2026, 2,8% das 60.746 equipes avaliadas estavam em Ótimo; 3.202 em Regular, a pior faixa.
A fatia de equipes em Ótimo subiu 2,6 pontos percentuais entre 1º quadrimestre de 2025 e 1º quadrimestre de 2026.
- Ótimo: 1.678(3%)
- Bom: 18.225(30%)
- Suficiente: 37.641(62%)
- Regular: 3.202(5%)
- 1º quadrimestre de 2025
- 2º quadrimestre de 2025
- 3º quadrimestre de 2025
- 1º quadrimestre de 2026
| Quadrimestre | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular |
|---|---|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2025 | 79 | 10.484 | 44.029 | 5.662 |
| 2º quadrimestre de 2025 | 93 | 11.443 | 44.325 | 4.626 |
| 3º quadrimestre de 2025 | 467 | 15.221 | 41.090 | 4.042 |
| 1º quadrimestre de 2026 | 1.678 | 18.225 | 37.641 | 3.202 |
Entenda
O gráfico por quadrimestre mostra a proporção das equipes em cada conceito, normalizada em 100%, porque o número de equipes avaliadas muda a cada quadrimestre — em valor absoluto, rede crescendo pareceria desempenho piorando.
Estado por estado
Menor fatia de equipes em Ótimo: Distrito Federal (0%). Maior: Piauí (9,2%).
Da menor para a maior fatia em Ótimo. Clique no estado para ver o número de cada município.
| Estado | Distribuição | Em Ótimo | Em Regular | Municípios com equipe fora |
|---|---|---|---|---|
| Distrito Federal | 0% | 0,2% | 1 de 1 | |
| Rio de Janeiro | 0,4% | 11,1% | 92 de 92 | |
| Acre | 0,4% | 10,1% | 22 de 22 | |
| Amapá | 0,4% | 14% | 16 de 16 | |
| Espírito Santo | 0,7% | 3,6% | 78 de 78 | |
| Santa Catarina | 1,1% | 4,2% | 294 de 295 | |
| Rio Grande do Sul | 1,3% | 6,9% | 492 de 497 | |
| Bahia | 1,3% | 4,6% | 417 de 417 | |
| Pará | 1,4% | 6,6% | 143 de 143 | |
| Sergipe | 1,5% | 2% | 74 de 75 | |
| Rondônia | 1,5% | 5% | 52 de 52 | |
| Paraná | 1,6% | 2,7% | 398 de 399 | |
| São Paulo | 1,7% | 8,5% | 636 de 645 | |
| Mato Grosso do Sul | 2% | 2,5% | 79 de 79 | |
| Goiás | 2,1% | 6,2% | 243 de 246 | |
| Mato Grosso | 2,3% | 1,9% | 140 de 142 | |
| Tocantins | 2,4% | 2% | 136 de 139 | |
| Minas Gerais | 2,5% | 3% | 844 de 853 | |
| Paraíba | 2,6% | 9% | 222 de 223 | |
| Roraima | 3,2% | 9,2% | 15 de 15 | |
| Maranhão | 3,5% | 3% | 217 de 217 | |
| Rio Grande do Norte | 4% | 3,7% | 165 de 167 | |
| Pernambuco | 6,4% | 5,2% | 183 de 185 | |
| Alagoas | 7,9% | 0,4% | 99 de 102 | |
| Ceará | 8,8% | 0,8% | 180 de 184 | |
| Amazonas | 9,1% | 9,8% | 60 de 62 | |
| Piauí | 9,2% | 0,4% | 213 de 224 |
Tabela completa: equipes em cada conceito, por estado
| Estado | Equipes | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Municípios avaliados |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Distrito Federal | 644 | 0 | 41 | 602 | 1 | 1 |
| Rio de Janeiro | 3.901 | 17 | 764 | 2.686 | 434 | 92 |
| Acre | 278 | 1 | 12 | 237 | 28 | 22 |
| Amapá | 272 | 1 | 22 | 211 | 38 | 16 |
| Espírito Santo | 1.208 | 9 | 501 | 654 | 44 | 78 |
| Santa Catarina | 2.604 | 28 | 1.200 | 1.267 | 109 | 295 |
| Rio Grande do Sul | 3.298 | 44 | 1.112 | 1.914 | 228 | 497 |
| Bahia | 4.722 | 63 | 1.156 | 3.286 | 217 | 417 |
| Pará | 2.324 | 32 | 373 | 1.766 | 153 | 143 |
| Sergipe | 787 | 12 | 271 | 488 | 16 | 75 |
| Rondônia | 463 | 7 | 53 | 380 | 23 | 52 |
| Paraná | 3.382 | 54 | 1.636 | 1.600 | 92 | 399 |
| São Paulo | 9.871 | 163 | 3.349 | 5.517 | 842 | 645 |
| Mato Grosso do Sul | 811 | 16 | 87 | 688 | 20 | 79 |
| Goiás | 1.946 | 40 | 308 | 1.478 | 120 | 246 |
| Mato Grosso | 1.050 | 24 | 276 | 730 | 20 | 142 |
| Tocantins | 635 | 15 | 135 | 472 | 13 | 139 |
| Minas Gerais | 6.893 | 171 | 1.911 | 4.601 | 210 | 853 |
| Paraíba | 1.682 | 44 | 405 | 1.082 | 151 | 223 |
| Roraima | 249 | 8 | 44 | 174 | 23 | 15 |
| Maranhão | 2.720 | 96 | 614 | 1.929 | 81 | 217 |
| Rio Grande do Norte | 1.262 | 51 | 302 | 862 | 47 | 167 |
| Pernambuco | 2.991 | 191 | 700 | 1.945 | 155 | 185 |
| Alagoas | 1.118 | 88 | 553 | 472 | 5 | 102 |
| Ceará | 3.207 | 281 | 1.382 | 1.517 | 27 | 184 |
| Amazonas | 1.021 | 93 | 463 | 365 | 100 | 62 |
| Piauí | 1.407 | 129 | 555 | 718 | 5 | 224 |
Onde a perda se concentra
São Paulo (SP) é o município com mais equipes em Regular neste indicador: 195 de 2.160.
Municípios com mais equipes na pior faixa deste indicador.
| Município | Equipes em Regular, de um total de | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 |
|---|---|---|
| São Paulo (SP) | 195 de 2.160 | R$ 92,2 milhões |
| João Pessoa (PB) | 110 de 215 | R$ 22,8 milhões |
| Belford Roxo (RJ) | 102 de 141 | R$ 13,2 milhões |
| Belém (PA) | 95 de 324 | R$ 30,3 milhões |
| Manaus (AM) | 84 de 456 | R$ 30,8 milhões |
| Salvador (BA) | 73 de 497 | R$ 47,5 milhões |
| Blumenau (SC) | 56 de 130 | R$ 11,2 milhões |
| Juiz de Fora (MG) | 54 de 234 | R$ 25,0 milhões |
| Duque de Caxias (RJ) | 49 de 124 | R$ 9,4 milhões |
| Nova Iguaçu (RJ) | 46 de 142 | R$ 13,5 milhões |
| São Gonçalo (RJ) | 44 de 226 | R$ 19,7 milhões |
| Paulista (PE) | 39 de 53 | R$ 2,8 milhões |
Entenda
O valor da última coluna é o total que o município fica abaixo do teto no cofinanciamento da APS, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027) — não a parcela deste indicador isolado, que a norma não separa. Em 2026, pela regra de transição, equipe em Regular recebe o valor de Bom.
E no meu município?
Cada um dos 5.570 municípios tem uma página com este indicador equipe a equipe, o valor que fica na mesa e a produção mês a mês.
Vale o nome (“Terra Roxa”), o nome com o estado (“Bom Jesus/PI” — há seis Bom Jesus no país) ou o código do IBGE.
Perguntas frequentes
O que é o indicador C7, Cuidado da mulher na prevenção do câncer?
Mede quatro coisas diferentes em quatro faixas etárias diferentes: rastreio de colo de útero, vacina de HPV, saúde sexual e reprodutiva, e rastreio de mama. É um dos sete indicadores do Componente Qualidade que definem quanto o município recebe por equipe eSF e eAP, conforme a Portaria GM/MS nº 3.493/2024.
Como o indicador C7 é calculado?
Somatório da boa prática pontuada para cada mulher na faixa etária avaliada na boa prática. O resultado do quadrimestre é a média dos meses do período, e cai numa das quatro faixas: Ótimo (>75 a 100), Bom (>50 e <=75), Suficiente (>25 e <=50) ou Regular (0 a 25).
Qual o peso do indicador C7 na nota final?
Peso 2 de 10 — 20% da nota de Qualidade das equipes eSF e eAP, conforme a Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS. Cada faixa que a equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto na nota final, e é a nota final — não o indicador isolado — que determina o valor pago por equipe/mês.
Quantas equipes estão em Ótimo neste indicador no Brasil?
No 1º quadrimestre de 2026, 1.678 de 60.746 equipes avaliadas estavam em Ótimo (2,8%). Em Regular, a pior faixa, estavam 3.202. 5.511 municípios têm pelo menos uma equipe fora do Ótimo neste indicador. Fonte: SIAPS/Ministério da Saúde.
Por que o indicador C7 costuma ficar abaixo do Ótimo?
É o único dos quinze em que cada boa prática tem o SEU PRÓPRIO denominador — mulheres de 25 a 64 para o colo, meninas de 9 a 14 para o HPV, de 14 a 69 para saúde sexual e reprodutiva, de 50 a 69 para a mama. Uma equipe pode estar excelente no rastreio e péssima na nota porque o HPV e o atendimento em saúde sexual e reprodutiva somam 60 dos 100 pontos e ninguém os trata como parte deste indicador. É o indicador com o pior aproveitamento nacional — e vale peso 2.
Quem registra o que conta para o indicador C7?
Enfermeiro e médico (coleta, solicitação e avaliação de exames, atendimento em saúde sexual e reprodutiva) e sala de vacina (HPV). O indicador é calculado sobre os registros enviados ao SISAB pelo e-SUS APS — cuidado prestado e não registrado até o prazo não entra na conta.
Como saber quais pessoas faltam no indicador C7?
Por faixa de idade, e não por nome. O C7 não gera lista única de quem falta: cada boa prática avalia uma faixa de idade diferente, e o que falta a uma mulher depende da faixa em que ela está. No GestorSaúde, o cuidado da mulher mostra a cobertura de cada faixa e quantas pessoas valem um ponto em cada uma. Sem sistema: Contar, faixa por faixa, as mulheres e meninas vinculadas à equipe com o registro que conta: rastreio do colo do útero de 25 a 64 anos (36 meses), dose da vacina HPV de 9 a 14 anos, atendimento de saúde sexual e reprodutiva de 14 a 69 anos (12 meses) e rastreio de mama de 50 a 69 anos (24 meses). O atendimento de saúde sexual e reprodutiva que já acontece — orientação contraceptiva, planejamento familiar — conta quando é registrado como tal.
Qual estado tem mais municípios fora do Ótimo neste indicador?
No 1º quadrimestre de 2026, Minas Gerais tem 844 municípios com pelo menos uma equipe fora do Ótimo neste indicador, de 853 avaliados. A tabela por estado está nesta página, e cada estado tem página própria com o número de cada município.
Os outros 14 indicadores
Os 6 das equipes eSF e eAP primeiro — são os que dividem a mesma nota. Cada um com peso, cálculo e o desempenho do país.
- C1 Mais AcessoSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C2 Desenvolvimento InfantilSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- C3 Gestação e PuerpérioSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- C4 DiabetesSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C5 HipertensãoSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C6 Pessoa IdosaSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- B1 1ª Consulta OdontológicaSaúde Bucal · peso 2
- B2 Tratamento Odontológico concluídoSaúde Bucal · peso 2
- B3 Taxa de exodontiasSaúde Bucal · peso 2
- B4 Escovação SupervisionadaSaúde Bucal · peso 1
- B5 Procedimentos Odontológicos preventivosSaúde Bucal · peso 2
- B6 Tratamento Restaurador AtraumáticoSaúde Bucal · peso 1
- M1 Média de atendimentos da eMulti por pessoaEquipes Multiprofissionais · peso 6
- M2 Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APSEquipes Multiprofissionais · peso 4
Base legal e fontes
Toda afirmação desta página tem uma norma ou uma consulta atrás. Onde as duas divergem, dizemos.
| Norma ou fonte | O que sustenta |
|---|---|
| Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024 | Institui a metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde. |
| Portaria GM/MS nº 7.799, de 20 de agosto de 2025 | Altera a metodologia e dispõe sobre eCR, eAPP e os eixos de qualidade da eSFR. |
| Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS | Origem dos pesos por indicador (quadros 2, 3 e 4), da conversão conceito→pontos (0,25 / 0,50 / 0,75 / 1,00) e das faixas da nota final (quadro 6). |
| Catálogo público do SIAPS/Ministério da Saúde | Origem do numerador, do denominador, das boas práticas com peso interno e dos pontos de corte deste indicador. |
| Classificação quadrimestral do SIAPS | Origem da distribuição de 60.746 equipes por conceito, referência 1º quadrimestre de 2026. |
Metodologia completa do cálculo — como se chega do conceito de cada equipe ao valor em reais.
O vocabulário desta página
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.