Indicador C3 · Componente Qualidade · equipes eSF e eAP
Cuidado na gestação e puerpério: onze boas práticas, peso 2
Mede o pré-natal e o pós-parto de cada gestação: início precoce, sete consultas, exames, vacina, saúde bucal e o retorno da puérpera.
- Peso na nota
- 2 de 10
- 20% da nota de Qualidade das equipes eSF e eAP
- Equipes em Ótimo no Brasil
- 22%
- 13.365 de 60.746 avaliadas
- Equipes em Regular
- 5.078
- a pior faixa, no país inteiro
- Municípios com equipe fora do Ótimo
- 5.126
- de 5.570 avaliados
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS/Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
| Código | C3 |
|---|---|
| Nome oficial | Cuidado na Gestação e Puerpério |
| Componente | QualidadePortaria GM/MS nº 3.493/2024 |
| Equipes avaliadas | Saúde da Família e Atenção Primária(eSF e eAP) |
| Peso na nota final | 2 de 1020% da nota · Nota Técnica nº 6/2025 |
| Subir uma faixa vale | 0,5 pontona nota final |
| Boas práticas | 11somam 100 pontos |
| Pontos de corte | Ótimo >75 a 100 · Bom >50 e <=75 · Suficiente >25 e <=50 · Regular 0 a 25 |
| Apuração | Quadrimestralmédia dos meses do período |
| No Previne Brasil | tinha correspondente temático |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas no Brasil | 60.746 |
| Em Ótimo | 22%13.365 equipes |
| Em Regular | 5.078equipes |
| Municípios com equipe fora do Ótimo | 5.126de 5.570 |
| Fontes | SIAPS/Ministério da Saúdecatálogo e classificação · pesos: NT nº 6/2025 |
Resumo em texto corrido (para citar)
Vale peso 2 de 10 na nota de Qualidade das equipes eSF e eAP — 20% do que define quanto o município recebe. No 1º quadrimestre de 2026, 60.746 equipes foram avaliadas neste indicador em todo o Brasil e 78% delas não chegaram ao Ótimo, em 5.126 municípios.
A fatia de equipes em Ótimo subiu 9,1 pontos percentuais entre 1º quadrimestre de 2025 e 1º quadrimestre de 2026.
Quanto este indicador pesa na nota
Peso 2 de 10: 20% da nota de Qualidade das equipes eSF e eAP. Subir uma faixa aqui vale 0,5 ponto na nota final.
É a nota final — não o indicador isolado — que define quanto o município recebe por equipe/mês.
| Indicador | Peso na nota |
|---|---|
| C1 · Mais Acesso10% da nota | 1 de 10 |
| C2 · Desenvolvimento Infantil20% da nota | 2 de 10 |
| C3 · Gestação e Puerpério20% da nota | 2 de 10 |
| C4 · Diabetes10% da nota | 1 de 10 |
| C5 · Hipertensão10% da nota | 1 de 10 |
| C6 · Pessoa Idosa10% da nota | 1 de 10 |
| C7 · Prevenção do Câncer20% da nota | 2 de 10 |
| Nota final | Classificação |
|---|---|
| acima de 7,5 | Ótimo |
| de 5,0 a 7,5 | Bom |
| de 2,6 a 4,9 | Suficiente |
| até 2,5 | Regular |
Entenda
A nota de Qualidade não é a média simples dos indicadores: cada um entra com um peso, e a soma dá 10. Cada conceito vira pontos (Ótimo 1,00; Bom 0,75; Suficiente 0,50; Regular 0,25), multiplicados pelo peso do indicador. Fonte dos pesos: Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS.
Reproduzimos o Quadro 6 da Nota Técnica como publicado. Duas observações de quem foi conferir: há um vão entre 4,9 e 5,0, e a linha do Regular vem escrita “≥ 2,5” no original — troca de sinal evidente, já que Regular é o pior conceito. Não corrigimos a norma; apontamos.
Como é calculado
Ótimo: >75 a 100. Regular: 0 a 25.
Numerador, denominador e pontos de corte como o Ministério da Saúde os publica; o resultado do quadrimestre é a média dos meses do período.
- Numerador
- Somatório das boas práticas pontuadas para a pessoa gestante e puérpera, durante cada gestação
- Denominador
- Nº total de gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período.
| Conceito | Resultado do quadrimestre (texto oficial) | Vale na nota |
|---|---|---|
| Ótimo | >75 a 100 | 2 de 2 |
| Bom | >50 e <=75 | 1,5 de 2 |
| Suficiente | >25 e <=50 | 1 de 2 |
| Regular | 0 a 25 | 0,5 de 2 |
Entenda
Pontuação, como o catálogo publica: Razão entre o numerador e denominador.
As 11 boas práticas que contam
11 boas práticas somam os 100 pontos do indicador — e só contam registradas no e-SUS APS.
Cuidado prestado e não registrado até o prazo não entra na conta.
| # | Boa prática e regra oficial | Pontos |
|---|---|---|
| 1 | Primeira consulta de pré-natal até 12 semanasTer a 1ª consulta presencial ou remota realizada por médica(o) ou enfermeira(o), até a 12ª semana de gestação. | 10 |
| 2 | 07 consultas de pré-natalTer pelo menos 07 (sete) consultas presenciais ou remotas realizadas por médica(o) ou enfermeira(o) durante o período da gestação. | 9 |
| 3 | 07 registros de pressão arterialTer pelo menos 07 (sete) registro de aferição de pressão arterial realizados durante o período da gestação. | 9 |
| 4 | 07 registros de peso e alturaTer pelo menos 07 (sete) registros simultâneos de peso e altura durante o período da gestação. | 9 |
| 5 | 03 visitas de ACS/TACSTer pelo menos 03 (três) visitas domiciliares realizadas por ACS/TACS, após a primeira consulta do pré-natal. | 9 |
| 6 | Registro de dose de dTpaTer vacina acelular contra difteria, tétano, coqueluche (dTpa) registrada a partir da 20ª semana de cada gestação. | 9 |
| 7 | Registro de teste ou exame avaliado para sífilis, HIV e hepatites B e C no primeiro trimestre da gestaçãoTer registro dos testes rápidos ou dos exames avaliados para sífilis, HIV e hepatites B e C realizados no 1º trimestre de cada gestação. | 9 |
| 8 | Registro de teste ou exame avaliado para sífilis e HIV no terceiro trimestre da gestaçãoTer registro dos testes rápidos ou dos exames avaliados para sífilis e HIV realizados no 3º trimestre de cada gestação. | 9 |
| 9 | Consulta puérperalTer pelo menos 01 registro de consulta presencial ou remota realizada por médica(o) ou enfermeira(o) durante o puerpério. | 9 |
| 10 | Visita puérperal ACS/TACSTer pelo menos 01 visita domiciliar realizada por ACS/TACS durante o puerpério. | 9 |
| 11 | Atividade OdontológicaTer pelo menos 01 atividade em saúde bucal realizada por cirurgiã(ão) dentista ou técnica(o) de saúde bucal durante o período da gestação. | 9 |
| Total do indicador | 100 |
Por que este indicador costuma travar
Leitura da regra, não estatística: o que a norma exige e onde a exigência costuma esbarrar na rotina da unidade.
- Onde trava
- É o indicador com mais boas práticas — onze — e é o que mais depende de a gestante chegar cedo: a primeira consulta até a 12ª semana vale 10 pontos e não tem como ser recuperada depois. Duas das onze não são da enfermagem nem da medicina (a visita do ACS no puerpério e a atividade odontológica na gestação), e são justamente as que somem quando ninguém se sente dono delas.
- Quem registra
- Médico e enfermeiro (consultas, exames, vacina), ACS (visitas na gestação e no puerpério) e a equipe de saúde bucal (a atividade odontológica).
Veja como funciona: o C3 de cada equipe no GestorSaúde
A coordenação vê o C3 de cada equipe, quanto falta para a faixa de cima e — num clique — quem são as pessoas com boa prática em aberto, com WhatsApp.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
14
Bom
15
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C3 · Cuidado na gestação e puerpério
ESF Alto da Serra (rural)
O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?
Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico
Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos
Período: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre
39,2%
Suficiente
510
o que foi feito
1.300
o total possível
Nesta equipe, 13 pessoas estão no indicador (gestante): somam 510 pontos de boa prática dos 1.300 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 39,2%.
Faltam 141 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
11 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Sandra K. Martins
falta: Consulta no puerpério
Camila I. Pereira
falta: Consulta no puerpério
Vanessa R. Ribeiro
falta: 7 consultas de pré-natal · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério
Aline Q. Gomes
falta: 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Cláudia D. Nascimento
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Patrícia P. Souza
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Jéssica A. Gomes
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Luana J. Costa
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Mostrando 8 de 11. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
- 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
- 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.
A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para o país no 1º quadrimestre de 2026 (na coluna C3; as demais são de exemplo) — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
E no Previne Brasil, era qual?
Sim — tem correspondente temático no Previne Brasil.
Absorve TRÊS dos sete do Previne Brasil de uma vez: pré-natal com pelo menos 6 consultas (hoje são 7), exames de sífilis e HIV na gestante e atendimento odontológico na gestante. O que eram três indicadores separados hoje são três das onze boas práticas de um só.
Entenda
O Previne Brasil tinha sete indicadores e foi substituído pela metodologia da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. A Portaria não publica um de-para oficial entre os sete antigos e os quinze atuais: a correspondência é temática — do que se media para onde aquilo é medido hoje — e está aqui como leitura, não como norma.
Como o Brasil está neste indicador
No 1º quadrimestre de 2026, 22% das 60.746 equipes avaliadas estavam em Ótimo; 5.078 em Regular, a pior faixa.
A fatia de equipes em Ótimo subiu 9,1 pontos percentuais entre 1º quadrimestre de 2025 e 1º quadrimestre de 2026.
- Ótimo: 13.365(22%)
- Bom: 31.255(51%)
- Suficiente: 11.048(18%)
- Regular: 5.078(8%)
- 1º quadrimestre de 2025
- 2º quadrimestre de 2025
- 3º quadrimestre de 2025
- 1º quadrimestre de 2026
| Quadrimestre | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular |
|---|---|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2025 | 7.777 | 29.832 | 14.499 | 8.146 |
| 2º quadrimestre de 2025 | 8.091 | 31.449 | 14.276 | 6.671 |
| 3º quadrimestre de 2025 | 9.965 | 32.025 | 12.843 | 5.987 |
| 1º quadrimestre de 2026 | 13.365 | 31.255 | 11.048 | 5.078 |
Entenda
O gráfico por quadrimestre mostra a proporção das equipes em cada conceito, normalizada em 100%, porque o número de equipes avaliadas muda a cada quadrimestre — em valor absoluto, rede crescendo pareceria desempenho piorando.
Estado por estado
Menor fatia de equipes em Ótimo: Distrito Federal (2,6%). Maior: Ceará (44,9%).
Da menor para a maior fatia em Ótimo. Clique no estado para ver o número de cada município.
| Estado | Distribuição | Em Ótimo | Em Regular | Municípios com equipe fora |
|---|---|---|---|---|
| Distrito Federal | 2,6% | 1,1% | 1 de 1 | |
| Amapá | 7% | 11,8% | 16 de 16 | |
| Roraima | 9,6% | 1,2% | 15 de 15 | |
| Acre | 10,1% | 10,8% | 22 de 22 | |
| Goiás | 10,5% | 10,9% | 229 de 246 | |
| Espírito Santo | 11,3% | 7,4% | 78 de 78 | |
| São Paulo | 16,7% | 15,8% | 590 de 645 | |
| Pará | 16,7% | 5,6% | 142 de 143 | |
| Minas Gerais | 18,5% | 7,4% | 799 de 853 | |
| Rio Grande do Sul | 19,1% | 15,3% | 442 de 497 | |
| Santa Catarina | 19,8% | 6,7% | 266 de 295 | |
| Rondônia | 21,4% | 6,7% | 52 de 52 | |
| Paraná | 21,6% | 5,8% | 367 de 399 | |
| Sergipe | 21,7% | 2,5% | 69 de 75 | |
| Maranhão | 21,8% | 2,6% | 216 de 217 | |
| Mato Grosso | 22,3% | 4,5% | 126 de 142 | |
| Bahia | 22,7% | 7,7% | 411 de 417 | |
| Mato Grosso do Sul | 23,2% | 6% | 76 de 79 | |
| Pernambuco | 23,6% | 4,3% | 177 de 185 | |
| Rio de Janeiro | 24,5% | 13,7% | 92 de 92 | |
| Amazonas | 24,7% | 13,1% | 58 de 62 | |
| Rio Grande do Norte | 28% | 5% | 147 de 167 | |
| Tocantins | 29,6% | 2,7% | 116 de 139 | |
| Paraíba | 31,7% | 4,2% | 180 de 223 | |
| Piauí | 34,8% | 1,4% | 184 de 224 | |
| Alagoas | 42,6% | 1,4% | 95 de 102 | |
| Ceará | 44,9% | 1,9% | 160 de 184 |
Tabela completa: equipes em cada conceito, por estado
| Estado | Equipes | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Municípios avaliados |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Distrito Federal | 644 | 17 | 404 | 216 | 7 | 1 |
| Amapá | 272 | 19 | 90 | 131 | 32 | 16 |
| Roraima | 249 | 24 | 135 | 87 | 3 | 15 |
| Acre | 278 | 28 | 114 | 106 | 30 | 22 |
| Goiás | 1.946 | 205 | 927 | 602 | 212 | 246 |
| Espírito Santo | 1.208 | 136 | 705 | 278 | 89 | 78 |
| São Paulo | 9.871 | 1.646 | 5.001 | 1.661 | 1.563 | 645 |
| Pará | 2.324 | 387 | 1.293 | 514 | 130 | 143 |
| Minas Gerais | 6.893 | 1.278 | 3.366 | 1.736 | 513 | 853 |
| Rio Grande do Sul | 3.298 | 631 | 1.674 | 489 | 504 | 497 |
| Santa Catarina | 2.604 | 515 | 1.535 | 380 | 174 | 295 |
| Rondônia | 463 | 99 | 259 | 74 | 31 | 52 |
| Paraná | 3.382 | 730 | 2.163 | 294 | 195 | 399 |
| Sergipe | 787 | 171 | 462 | 134 | 20 | 75 |
| Maranhão | 2.720 | 594 | 1.602 | 453 | 71 | 217 |
| Mato Grosso | 1.050 | 234 | 625 | 144 | 47 | 142 |
| Bahia | 4.722 | 1.071 | 2.486 | 802 | 363 | 417 |
| Mato Grosso do Sul | 811 | 188 | 504 | 70 | 49 | 79 |
| Pernambuco | 2.991 | 707 | 1.547 | 607 | 130 | 185 |
| Rio de Janeiro | 3.901 | 954 | 1.489 | 924 | 534 | 92 |
| Amazonas | 1.021 | 252 | 530 | 105 | 134 | 62 |
| Rio Grande do Norte | 1.262 | 353 | 672 | 174 | 63 | 167 |
| Tocantins | 635 | 188 | 371 | 59 | 17 | 139 |
| Paraíba | 1.682 | 533 | 782 | 297 | 70 | 223 |
| Piauí | 1.407 | 490 | 746 | 151 | 20 | 224 |
| Alagoas | 1.118 | 476 | 569 | 57 | 16 | 102 |
| Ceará | 3.207 | 1.439 | 1.204 | 503 | 61 | 184 |
Onde a perda se concentra
São Paulo (SP) é o município com mais equipes em Regular neste indicador: 267 de 2.160.
Municípios com mais equipes na pior faixa deste indicador.
| Município | Equipes em Regular, de um total de | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 |
|---|---|---|
| São Paulo (SP) | 267 de 2.160 | R$ 92,2 milhões |
| Salvador (BA) | 172 de 497 | R$ 47,5 milhões |
| Juiz de Fora (MG) | 130 de 234 | R$ 25,0 milhões |
| Manaus (AM) | 116 de 456 | R$ 30,8 milhões |
| Belford Roxo (RJ) | 95 de 141 | R$ 13,2 milhões |
| Belém (PA) | 77 de 324 | R$ 30,3 milhões |
| São José dos Campos (SP) | 63 de 145 | R$ 11,9 milhões |
| Barueri (SP) | 61 de 91 | R$ 4,7 milhões |
| Duque de Caxias (RJ) | 58 de 124 | R$ 9,4 milhões |
| Blumenau (SC) | 57 de 130 | R$ 11,2 milhões |
| São Gonçalo (RJ) | 49 de 226 | R$ 19,7 milhões |
| Rio de Janeiro (RJ) | 47 de 1.401 | R$ 44,9 milhões |
Entenda
O valor da última coluna é o total que o município fica abaixo do teto no cofinanciamento da APS, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027) — não a parcela deste indicador isolado, que a norma não separa. Em 2026, pela regra de transição, equipe em Regular recebe o valor de Bom.
E no meu município?
Cada um dos 5.570 municípios tem uma página com este indicador equipe a equipe, o valor que fica na mesa e a produção mês a mês.
Vale o nome (“Terra Roxa”), o nome com o estado (“Bom Jesus/PI” — há seis Bom Jesus no país) ou o código do IBGE.
Perguntas frequentes
O que é o indicador C3, Cuidado na Gestação e Puerpério?
Mede o pré-natal e o pós-parto de cada gestação: início precoce, sete consultas, exames, vacina, saúde bucal e o retorno da puérpera. É um dos sete indicadores do Componente Qualidade que definem quanto o município recebe por equipe eSF e eAP, conforme a Portaria GM/MS nº 3.493/2024.
Como o indicador C3 é calculado?
Numerador: Somatório das boas práticas pontuadas para a pessoa gestante e puérpera, durante cada gestação. Denominador: Nº total de gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período.. Razão entre o numerador e denominador. O resultado do quadrimestre é a média dos meses do período, e cai numa das quatro faixas: Ótimo (>75 a 100), Bom (>50 e <=75), Suficiente (>25 e <=50) ou Regular (0 a 25).
Qual o peso do indicador C3 na nota final?
Peso 2 de 10 — 20% da nota de Qualidade das equipes eSF e eAP, conforme a Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS. Cada faixa que a equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto na nota final, e é a nota final — não o indicador isolado — que determina o valor pago por equipe/mês.
Quantas equipes estão em Ótimo neste indicador no Brasil?
No 1º quadrimestre de 2026, 13.365 de 60.746 equipes avaliadas estavam em Ótimo (22%). Em Regular, a pior faixa, estavam 5.078. 5.126 municípios têm pelo menos uma equipe fora do Ótimo neste indicador. Fonte: SIAPS/Ministério da Saúde.
Por que o indicador C3 costuma ficar abaixo do Ótimo?
É o indicador com mais boas práticas — onze — e é o que mais depende de a gestante chegar cedo: a primeira consulta até a 12ª semana vale 10 pontos e não tem como ser recuperada depois. Duas das onze não são da enfermagem nem da medicina (a visita do ACS no puerpério e a atividade odontológica na gestação), e são justamente as que somem quando ninguém se sente dono delas.
Quem registra o que conta para o indicador C3?
Médico e enfermeiro (consultas, exames, vacina), ACS (visitas na gestação e no puerpério) e a equipe de saúde bucal (a atividade odontológica). O indicador é calculado sobre os registros enviados ao SISAB pelo e-SUS APS — cuidado prestado e não registrado até o prazo não entra na conta.
Como saber quais pessoas faltam no indicador C3?
Pelo nome. O C3 soma as boas práticas de cada pessoa acompanhada pela equipe — até 100 pontos por pessoa —, então quem falta tem nome, e o que falta a cada um é uma boa prática ainda sem registro. No GestorSaúde, a lista sai da apuração de cada madrugada, com a boa prática que falta a cada pessoa e o telefone registrado no prontuário. Sem sistema: O relatório operacional de gestantes e puérperas do prontuário eletrônico (PEC), gestante por gestante, conferido contra as onze boas práticas — com a data da última menstruação ou a idade gestacional registrada já na primeira consulta: sem ela, “até a 12ª semana” e “a partir da 20ª semana” não têm como ser conferidas.
Qual estado tem mais municípios fora do Ótimo neste indicador?
No 1º quadrimestre de 2026, Minas Gerais tem 799 municípios com pelo menos uma equipe fora do Ótimo neste indicador, de 853 avaliados. A tabela por estado está nesta página, e cada estado tem página própria com o número de cada município.
Os outros 14 indicadores
Os 6 das equipes eSF e eAP primeiro — são os que dividem a mesma nota. Cada um com peso, cálculo e o desempenho do país.
- C1 Mais AcessoSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C2 Desenvolvimento InfantilSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- C4 DiabetesSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C5 HipertensãoSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C6 Pessoa IdosaSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C7 Prevenção do CâncerSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- B1 1ª Consulta OdontológicaSaúde Bucal · peso 2
- B2 Tratamento Odontológico concluídoSaúde Bucal · peso 2
- B3 Taxa de exodontiasSaúde Bucal · peso 2
- B4 Escovação SupervisionadaSaúde Bucal · peso 1
- B5 Procedimentos Odontológicos preventivosSaúde Bucal · peso 2
- B6 Tratamento Restaurador AtraumáticoSaúde Bucal · peso 1
- M1 Média de atendimentos da eMulti por pessoaEquipes Multiprofissionais · peso 6
- M2 Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APSEquipes Multiprofissionais · peso 4
Base legal e fontes
Toda afirmação desta página tem uma norma ou uma consulta atrás. Onde as duas divergem, dizemos.
| Norma ou fonte | O que sustenta |
|---|---|
| Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024 | Institui a metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde. |
| Portaria GM/MS nº 7.799, de 20 de agosto de 2025 | Altera a metodologia e dispõe sobre eCR, eAPP e os eixos de qualidade da eSFR. |
| Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS | Origem dos pesos por indicador (quadros 2, 3 e 4), da conversão conceito→pontos (0,25 / 0,50 / 0,75 / 1,00) e das faixas da nota final (quadro 6). |
| Catálogo público do SIAPS/Ministério da Saúde | Origem do numerador, do denominador, das boas práticas com peso interno e dos pontos de corte deste indicador. |
| Classificação quadrimestral do SIAPS | Origem da distribuição de 60.746 equipes por conceito, referência 1º quadrimestre de 2026. |
Metodologia completa do cálculo — como se chega do conceito de cada equipe ao valor em reais.
O vocabulário desta página
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.