Indicador B3 · Componente Qualidade · equipes eSB
Taxa de exodontias: o único indicador em que zero é ruim
Mede que fatia dos procedimentos do dentista foi extração de dente — e pune tanto o excesso quanto a ausência.
- Peso na nota
- 2 de 10
- 20% da nota de Qualidade das equipes eSB
- Equipes em Ótimo no Brasil
- 45,8%
- 16.230 de 35.471 avaliadas
- Equipes em Regular
- 16.043
- a pior faixa, no país inteiro
- Municípios com equipe fora do Ótimo
- 4.419
- de 5.241 avaliados
Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS/Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
| Código | B3 |
|---|---|
| Nome oficial | Taxa de exodontias |
| Componente | QualidadePortaria GM/MS nº 3.493/2024 |
| Equipes avaliadas | Saúde Bucal(eSB) |
| Peso na nota final | 2 de 1020% da nota · Nota Técnica nº 6/2025 |
| Subir uma faixa vale | 0,5 pontona nota final |
| Pontos de corte | Ótimo >= 3 e < 10 · Bom > 10 e < 12 · Suficiente >= 12 e < 14 · Regular < 3 e >= 14 |
| Apuração | Quadrimestralmédia dos meses do período |
| No Previne Brasil | não existia |
| Quadrimestre de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas no Brasil | 35.471 |
| Em Ótimo | 45,8%16.230 equipes |
| Em Regular | 16.043equipes |
| Municípios com equipe fora do Ótimo | 4.419de 5.241 |
| Fontes | SIAPS/Ministério da Saúdecatálogo e classificação · pesos: NT nº 6/2025 |
Resumo em texto corrido (para citar)
Vale peso 2 de 10 na nota de Qualidade das equipes eSB — 20% do que define quanto o município recebe. No 1º quadrimestre de 2026, 35.471 equipes foram avaliadas neste indicador em todo o Brasil e 54,2% delas não chegaram ao Ótimo, em 4.419 municípios.
A fatia de equipes em Ótimo subiu 7 pontos percentuais entre 1º quadrimestre de 2025 e 1º quadrimestre de 2026.
Quanto este indicador pesa na nota
Peso 2 de 10: 20% da nota de Qualidade das equipes eSB. Subir uma faixa aqui vale 0,5 ponto na nota final.
É a nota final — não o indicador isolado — que define quanto o município recebe por equipe/mês.
| Indicador | Peso na nota |
|---|---|
| B1 · 1ª Consulta Odontológica20% da nota | 2 de 10 |
| B2 · Tratamento Odontológico concluído20% da nota | 2 de 10 |
| B3 · Taxa de exodontias20% da nota | 2 de 10 |
| B4 · Escovação Supervisionada10% da nota | 1 de 10 |
| B5 · Procedimentos Odontológicos preventivos20% da nota | 2 de 10 |
| B6 · Tratamento Restaurador Atraumático10% da nota | 1 de 10 |
| Nota final | Classificação |
|---|---|
| acima de 7,5 | Ótimo |
| de 5,0 a 7,5 | Bom |
| de 2,6 a 4,9 | Suficiente |
| até 2,5 | Regular |
Entenda
A nota de Qualidade não é a média simples dos indicadores: cada um entra com um peso, e a soma dá 10. Cada conceito vira pontos (Ótimo 1,00; Bom 0,75; Suficiente 0,50; Regular 0,25), multiplicados pelo peso do indicador. Fonte dos pesos: Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS.
Reproduzimos o Quadro 6 da Nota Técnica como publicado. Duas observações de quem foi conferir: há um vão entre 4,9 e 5,0, e a linha do Regular vem escrita “≥ 2,5” no original — troca de sinal evidente, já que Regular é o pior conceito. Não corrigimos a norma; apontamos.
Como é calculado
Ótimo: >= 3 e < 10. Regular: < 3 e >= 14.
Numerador, denominador e pontos de corte como o Ministério da Saúde os publica; o resultado do quadrimestre é a média dos meses do período.
- Numerador
- N° total de exodontias realizadas pelo cirurgião-dentista da eSB
- Denominador
- Nº total de procedimentos individuais preventivos, curativos e exodontias realizadas pelo cirurgião-dentista da eSB
| Conceito | Resultado do quadrimestre (texto oficial) | Vale na nota |
|---|---|---|
| Ótimo | >= 3 e < 10 | 2 de 2 |
| Bom | > 10 e < 12 | 1,5 de 2 |
| Suficiente | >= 12 e < 14 | 1 de 2 |
| Regular | < 3 e >= 14 | 0,5 de 2 |
Entenda
Pontuação, como o catálogo publica: Razão entre o numerador e denominador multiplicado por 100.
“< 3 e >= 14”: o catálogo escreve “e” entre duas condições que nenhum valor atende ao mesmo tempo. A régua desenhada lê “ou” — a única leitura com sentido —, e a tabela mostra o texto como publicado.
Por que este indicador costuma travar
Leitura da regra, não estatística: o que a norma exige e onde a exigência costuma esbarrar na rotina da unidade.
- Onde trava
- A faixa Ótimo é de 3% a menos de 10%. Abaixo de 3% também é Regular, e isso surpreende quase todo mundo: uma equipe que não extrai nenhum dente é lida como serviço que não resolve o caso mais grave e o empurra para a fila da especialidade. É o indicador com a leitura mais contraintuitiva dos quinze.
- Quem registra
- Cirurgião-dentista, nos procedimentos registrados no e-SUS APS.
E no Previne Brasil, era qual?
Não existia no Previne Brasil: o B3 nasceu com a metodologia de 2024.
Entenda
A metodologia de 2024 ampliou a avaliação de sete indicadores para quinze, passando a medir também saúde bucal (eSB), equipes multiprofissionais (eMulti).
O Previne Brasil tinha sete indicadores e foi substituído pela metodologia da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. A Portaria não publica um de-para oficial entre os sete antigos e os quinze atuais: a correspondência é temática — do que se media para onde aquilo é medido hoje — e está aqui como leitura, não como norma.
Como o Brasil está neste indicador
No 1º quadrimestre de 2026, 45,8% das 35.471 equipes avaliadas estavam em Ótimo; 16.043 em Regular, a pior faixa.
A fatia de equipes em Ótimo subiu 7 pontos percentuais entre 1º quadrimestre de 2025 e 1º quadrimestre de 2026.
- Ótimo: 16.230(46%)
- Bom: 1.930(5%)
- Suficiente: 1.268(4%)
- Regular: 16.043(45%)
- 1º quadrimestre de 2025
- 2º quadrimestre de 2025
- 3º quadrimestre de 2025
- 1º quadrimestre de 2026
| Quadrimestre | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular |
|---|---|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2025 | 13.599 | 2.109 | 1.519 | 17.831 |
| 2º quadrimestre de 2025 | 14.773 | 2.092 | 1.503 | 16.778 |
| 3º quadrimestre de 2025 | 15.640 | 2.014 | 1.478 | 16.478 |
| 1º quadrimestre de 2026 | 16.230 | 1.930 | 1.268 | 16.043 |
Entenda
O gráfico por quadrimestre mostra a proporção das equipes em cada conceito, normalizada em 100%, porque o número de equipes avaliadas muda a cada quadrimestre — em valor absoluto, rede crescendo pareceria desempenho piorando.
Estado por estado
Menor fatia de equipes em Ótimo: Amapá (36,5%). Maior: Distrito Federal (56,5%).
Da menor para a maior fatia em Ótimo. Clique no estado para ver o número de cada município.
| Estado | Distribuição | Em Ótimo | Em Regular | Municípios com equipe fora |
|---|---|---|---|---|
| Amapá | 36,5% | 54,7% | 16 de 16 | |
| Acre | 37,7% | 47,9% | 19 de 22 | |
| Maranhão | 38,5% | 50,6% | 208 de 216 | |
| Mato Grosso | 40,5% | 53,2% | 120 de 137 | |
| Amazonas | 41,8% | 47,1% | 58 de 62 | |
| Rio de Janeiro | 42,1% | 49,6% | 84 de 86 | |
| Bahia | 43% | 45,3% | 400 de 414 | |
| Minas Gerais | 43,3% | 50,4% | 690 de 811 | |
| Goiás | 44% | 47,6% | 195 de 246 | |
| Pará | 44,1% | 44,8% | 142 de 144 | |
| Tocantins | 44,2% | 45,1% | 101 de 138 | |
| Paraná | 44,8% | 48% | 276 de 357 | |
| Santa Catarina | 44,8% | 48,1% | 214 de 276 | |
| Espírito Santo | 44,8% | 46% | 73 de 76 | |
| Rio Grande do Sul | 45,4% | 45,2% | 328 de 447 | |
| Rondônia | 47% | 41,7% | 31 de 40 | |
| São Paulo | 47,1% | 44,8% | 406 de 504 | |
| Sergipe | 47,3% | 40% | 65 de 75 | |
| Paraíba | 48,5% | 41,8% | 184 de 222 | |
| Piauí | 49% | 42,6% | 169 de 224 | |
| Roraima | 49,6% | 40,9% | 14 de 15 | |
| Pernambuco | 50,3% | 42,6% | 175 de 184 | |
| Alagoas | 51,8% | 35,7% | 90 de 102 | |
| Ceará | 51,9% | 38% | 167 de 184 | |
| Rio Grande do Norte | 52,9% | 36,5% | 131 de 166 | |
| Mato Grosso do Sul | 52,9% | 38,2% | 62 de 76 | |
| Distrito Federal | 56,5% | 38,6% | 1 de 1 |
Tabela completa: equipes em cada conceito, por estado
| Estado | Equipes | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Municípios avaliados |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Amapá | 181 | 66 | 12 | 4 | 99 | 16 |
| Acre | 167 | 63 | 13 | 11 | 80 | 22 |
| Maranhão | 1.983 | 763 | 131 | 85 | 1.004 | 216 |
| Mato Grosso | 679 | 275 | 24 | 19 | 361 | 137 |
| Amazonas | 677 | 283 | 44 | 31 | 319 | 62 |
| Rio de Janeiro | 1.571 | 661 | 80 | 50 | 780 | 86 |
| Bahia | 3.429 | 1.474 | 228 | 175 | 1.552 | 414 |
| Minas Gerais | 4.304 | 1.862 | 176 | 95 | 2.171 | 811 |
| Goiás | 1.262 | 555 | 60 | 46 | 601 | 246 |
| Pará | 1.278 | 564 | 81 | 60 | 573 | 144 |
| Tocantins | 505 | 223 | 30 | 24 | 228 | 138 |
| Paraná | 1.716 | 768 | 79 | 45 | 824 | 357 |
| Santa Catarina | 1.271 | 569 | 54 | 37 | 611 | 276 |
| Espírito Santo | 654 | 293 | 34 | 26 | 301 | 76 |
| Rio Grande do Sul | 1.412 | 641 | 77 | 56 | 638 | 447 |
| Rondônia | 151 | 71 | 12 | 5 | 63 | 40 |
| São Paulo | 3.375 | 1.590 | 175 | 99 | 1.511 | 504 |
| Sergipe | 550 | 260 | 38 | 32 | 220 | 75 |
| Paraíba | 1.506 | 730 | 89 | 58 | 629 | 222 |
| Piauí | 1.316 | 645 | 62 | 49 | 560 | 224 |
| Roraima | 127 | 63 | 10 | 2 | 52 | 15 |
| Pernambuco | 2.213 | 1.114 | 101 | 55 | 943 | 184 |
| Alagoas | 854 | 442 | 60 | 47 | 305 | 102 |
| Ceará | 2.363 | 1.227 | 148 | 90 | 898 | 184 |
| Rio Grande do Norte | 1.040 | 550 | 69 | 41 | 380 | 166 |
| Mato Grosso do Sul | 641 | 339 | 34 | 23 | 245 | 76 |
| Distrito Federal | 246 | 139 | 9 | 3 | 95 | 1 |
Onde a perda se concentra
São Paulo (SP) é o município com mais equipes em Regular neste indicador: 221 de 565.
Municípios com mais equipes na pior faixa deste indicador.
| Município | Equipes em Regular, de um total de | Abaixo do teto/ano a partir de 2027 |
|---|---|---|
| São Paulo (SP) | 221 de 565 | R$ 92,2 milhões |
| Salvador (BA) | 211 de 317 | R$ 47,5 milhões |
| Teresina (PI) | 172 de 240 | R$ 15,9 milhões |
| Rio de Janeiro (RJ) | 167 de 455 | R$ 44,9 milhões |
| Fortaleza (CE) | 155 de 304 | R$ 32,3 milhões |
| Recife (PE) | 149 de 293 | R$ 21,5 milhões |
| Curitiba (PR) | 128 de 216 | R$ 18,8 milhões |
| Manaus (AM) | 114 de 182 | R$ 30,8 milhões |
| Belo Horizonte (MG) | 99 de 309 | R$ 23,8 milhões |
| Brasília (DF) | 95 de 246 | R$ 50,6 milhões |
| Campo Grande (MS) | 89 de 166 | R$ 13,7 milhões |
| João Pessoa (PB) | 85 de 194 | R$ 22,8 milhões |
Entenda
O valor da última coluna é o total que o município fica abaixo do teto no cofinanciamento da APS, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027) — não a parcela deste indicador isolado, que a norma não separa. Em 2026, pela regra de transição, equipe em Regular recebe o valor de Bom.
E no meu município?
Cada um dos 5.570 municípios tem uma página com este indicador equipe a equipe, o valor que fica na mesa e a produção mês a mês.
Vale o nome (“Terra Roxa”), o nome com o estado (“Bom Jesus/PI” — há seis Bom Jesus no país) ou o código do IBGE.
Perguntas frequentes
O que é o indicador B3, Taxa de exodontias?
Mede que fatia dos procedimentos do dentista foi extração de dente — e pune tanto o excesso quanto a ausência. É um dos seis indicadores do Componente Qualidade que definem quanto o município recebe por equipe eSB, conforme a Portaria GM/MS nº 3.493/2024.
Como o indicador B3 é calculado?
Numerador: N° total de exodontias realizadas pelo cirurgião-dentista da eSB. Denominador: Nº total de procedimentos individuais preventivos, curativos e exodontias realizadas pelo cirurgião-dentista da eSB. Razão entre o numerador e denominador multiplicado por 100. O resultado do quadrimestre é a média dos meses do período, e cai numa das quatro faixas: Ótimo (>= 3 e < 10), Bom (> 10 e < 12), Suficiente (>= 12 e < 14) ou Regular (< 3 e >= 14).
Qual o peso do indicador B3 na nota final?
Peso 2 de 10 — 20% da nota de Qualidade das equipes eSB, conforme a Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS. Cada faixa que a equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto na nota final, e é a nota final — não o indicador isolado — que determina o valor pago por equipe/mês.
Quantas equipes estão em Ótimo neste indicador no Brasil?
No 1º quadrimestre de 2026, 16.230 de 35.471 equipes avaliadas estavam em Ótimo (45,8%). Em Regular, a pior faixa, estavam 16.043. 4.419 municípios têm pelo menos uma equipe fora do Ótimo neste indicador. Fonte: SIAPS/Ministério da Saúde.
Por que o indicador B3 costuma ficar abaixo do Ótimo?
A faixa Ótimo é de 3% a menos de 10%. Abaixo de 3% também é Regular, e isso surpreende quase todo mundo: uma equipe que não extrai nenhum dente é lida como serviço que não resolve o caso mais grave e o empurra para a fila da especialidade. É o indicador com a leitura mais contraintuitiva dos quinze.
Quem registra o que conta para o indicador B3?
Cirurgião-dentista, nos procedimentos registrados no e-SUS APS. O indicador é calculado sobre os registros enviados ao SISAB pelo e-SUS APS — cuidado prestado e não registrado até o prazo não entra na conta.
Como saber quais pessoas faltam no indicador B3?
Neste indicador a pergunta muda: o B3 é calculado sobre a produção de cada equipe, e não somando boas práticas pessoa a pessoa. Por isso o GestorSaúde não gera lista de pessoas para o B3: mostra, equipe por equipe, quanto falta para a faixa de cima e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Cada exodontia registrada pelo procedimento próprio, e cada restauração e cada procedimento preventivo registrados como de fato foram feitos: a taxa é uma fatia, e o denominador soma os três. Acima de 10%, o caminho é ampliar restauração e tratamento onde hoje se extrai — nunca deixar de registrar extração feita.
Qual estado tem mais municípios fora do Ótimo neste indicador?
No 1º quadrimestre de 2026, Minas Gerais tem 690 municípios com pelo menos uma equipe fora do Ótimo neste indicador, de 811 avaliados. A tabela por estado está nesta página, e cada estado tem página própria com o número de cada município.
Os outros 14 indicadores
Os 5 das equipes eSB primeiro — são os que dividem a mesma nota. Cada um com peso, cálculo e o desempenho do país.
- B1 1ª Consulta OdontológicaSaúde Bucal · peso 2
- B2 Tratamento Odontológico concluídoSaúde Bucal · peso 2
- B4 Escovação SupervisionadaSaúde Bucal · peso 1
- B5 Procedimentos Odontológicos preventivosSaúde Bucal · peso 2
- B6 Tratamento Restaurador AtraumáticoSaúde Bucal · peso 1
- C1 Mais AcessoSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C2 Desenvolvimento InfantilSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- C3 Gestação e PuerpérioSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- C4 DiabetesSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C5 HipertensãoSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C6 Pessoa IdosaSaúde da Família e Atenção Primária · peso 1
- C7 Prevenção do CâncerSaúde da Família e Atenção Primária · peso 2
- M1 Média de atendimentos da eMulti por pessoaEquipes Multiprofissionais · peso 6
- M2 Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APSEquipes Multiprofissionais · peso 4
Base legal e fontes
Toda afirmação desta página tem uma norma ou uma consulta atrás. Onde as duas divergem, dizemos.
| Norma ou fonte | O que sustenta |
|---|---|
| Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024 | Institui a metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde. |
| Portaria GM/MS nº 7.799, de 20 de agosto de 2025 | Altera a metodologia e dispõe sobre eCR, eAPP e os eixos de qualidade da eSFR. |
| Nota Técnica nº 6/2025-DEAPS/SAPS/MS | Origem dos pesos por indicador (quadros 2, 3 e 4), da conversão conceito→pontos (0,25 / 0,50 / 0,75 / 1,00) e das faixas da nota final (quadro 6). |
| Catálogo público do SIAPS/Ministério da Saúde | Origem do numerador, do denominador, das boas práticas com peso interno e dos pontos de corte deste indicador. |
| Classificação quadrimestral do SIAPS | Origem da distribuição de 35.471 equipes por conceito, referência 1º quadrimestre de 2026. |
Metodologia completa do cálculo — como se chega do conceito de cada equipe ao valor em reais.
O vocabulário desta página
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.