Financiamento da Atenção Primária em Simões Filho/BA — quanto o município deixa na mesa
Simões Filho deixa na mesa
R$ 1,1 milhãopor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 89.796
- Do valor máximo
- 25,0% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 5,9 milhões
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 1,1 milhão na mesa · teto R$ 4,3 milhões
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 2.417.634 por ano (R$ 1.340.082 a mais).
A partir de 2027, Simões Filho passa a receber R$ 1.340.082 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 58 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Simões Filho veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
2
Ótimo
7
Bom
13
Suficiente
20
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 | |||||||
| ESF Boa Vista0000001686 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Alto da Serra (rural)
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
22,7%
Regular
340
o que foi feito
1.500
o total possível
Nesta equipe, 15 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 17 boas práticas das 75 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 22,7%.
Faltam 36 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
15 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Arthur R. Pereira
falta: Esquema vacinal completo para a idade
Samuel M. Nascimento
falta: 9 consultas até os 2 anos
Arthur I. Pereira
falta: 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Noah P. Ferreira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Maria Clara E. Carvalho
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade
Heloísa Q. Pereira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Sofia T. Ribeiro
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Cecília C. Gomes
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Mostrando 8 de 15. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Simões Filho em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Simões Filho/BA em números
| Município | Simões Filho/BAcódigo IBGE 2930709 |
|---|---|
| População (IBGE) | 120.419 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 3719 eSF · 2 eAP · 16 eSB |
| Avaliações de equipe, por faixa | 580 Ótimo · 17 Bom · 18 Suficiente · 23 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 3.232.656 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 1.892.574 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 1.340.082 por anoR$ 111.674 por mês · 41 avaliações em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 4.310.208 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 1.077.552 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 2.417.634 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 43,9%recebe ÷ teto |
| Posição em Bahia | 15º de 417do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 206ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Simões Filho (120.419 habitantes) tem 37 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 3.232.656 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 1.077.552 abaixo do teto de R$ 4.310.208, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 1.892.574 por ano — R$ 1.340.082 a menos, porque 41 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 2.417.634 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 43,9% do teto: 58 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 417 municípios da Bahia, Simões Filho é o 15º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 206º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Simões Filho/BA”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/ba/simoesfilho
O que muda em 2027
A partir de 2027, Simões Filho passa a receber R$ 1.340.082 a menos por ano — R$ 111.674 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Vínculo — Saúde da Família19 em Regular | R$ 912.000 |
| Qualidade — Saúde da Família12 em Suficiente | R$ 288.000 |
| Vínculo — Atenção Primária2 em Regular | R$ 48.000 |
| Qualidade — Atenção Primária2 em Regular | R$ 48.000 |
| Qualidade — Saúde Bucal6 em Suficiente | R$ 44.082 |
Total: R$ 1.340.082 por ano · 18 avaliações em Suficiente e 23 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Simões Filho, 41 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 19 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 12 em Suficiente; Vínculo — Atenção Primária: 2 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 2 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 6 em Suficiente.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 1.077.552), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 2.417.634 por ano abaixo do teto de R$ 4.310.208.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
60% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 1.440.000 de R$ 2.417.634 por ano — está no componente Vínculo e Acompanhamento Territorial.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Vínculo e Acompanhamento Territorial60% do total | R$ 1,4 milhão |
| Qualidade40% do total | R$ 978 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa Idosa19 de 19 eSF
- Cuidado da Gestante e da Puérpera19 de 19 eSF
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil19 de 19 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente Vínculo e Acompanhamento TerritorialR$ 1.440.000 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 60% do total — vêm do componente Vínculo e Acompanhamento Territorial. O Vínculo mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas: sobe quando a equipe cadastra quem mora na área adscrita e mantém esse cadastro vivo.
- Saúde da Família: R$ 2.112.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 19 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 1.536.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 3.648.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 2.736.000.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 19 equipes fora do ÓtimoDe 19 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 3 em Bom, 15 em Suficiente e 1 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado da Gestante e da Puérpera: 19 equipes fora do ÓtimoDe 19 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 3 em Suficiente e 14 em Regular. Onze boas práticas por gestação: primeira consulta até a 12ª semana; sete consultas, sete aferições de pressão e sete registros de peso e altura; três visitas do ACS depois da primeira consulta; a vacina dTpa a partir da 20ª semana; testes de sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre e de sífilis e HIV no 3º; uma atividade de saúde bucal na gestação; e, no puerpério, uma consulta e uma visita do ACS. Conta o que está registrado no prontuário eletrônico da gestante.
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 19 equipes fora do ÓtimoDe 19 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 0 em Bom, 5 em Suficiente e 14 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
- CVAT - Dimensão Cadastro: 19 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 0 de 19 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 2.112.000 dos R$ 2.417.634 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 19 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 19 | R$ 1.536.000 | R$ 3.648.000 | R$ 2.112.000 | R$ 1.200.000 | |
| Equipe de Atenção Primária (eAP) | 2 | R$ 48.000 | R$ 192.000 | R$ 144.000 | R$ 96.000 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 16 | R$ 308.574 | R$ 470.208 | R$ 161.634 | R$ 44.082 | |
| Total | 37 | R$ 1.892.574 | R$ 4.310.208 | R$ 2.417.634 | R$ 1.340.082 |
As 58 avaliações de equipe, por faixa
- Bom: 17(29%)
- Suficiente: 18(31%)
- Regular: 23(40%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 21 de 21 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 1,4 milhão
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- R$ 960 mil
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cadastro | eSF | 0 | 0 | 0 | 19 | 19(100%) | |
| Acompanhamento | eSF | 0 | 0 | 0 | 19 | 19(100%) | |
| Cadastro | eAP | 0 | 0 | 0 | 2 | 2(100%) | |
| Acompanhamento | eAP | 0 | 0 | 0 | 2 | 2(100%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 21 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Simões Filho: 21 em Regular. Por dimensão, 0 de 21 estão em Ótimo no Cadastro e 0 de 21 no Acompanhamento. As duas dimensões têm a mesma fatia de equipes fora do Ótimo.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 1.440.000 por ano do que Simões Filho fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 960.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa Idosa: 19 de 19 (eSF). Em 12 de 13 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 4.402. O último trimestre ficou 13,5% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
4.402em jul/2026
↓ -13,5%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
519em jul/2026
↓ -37,3%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
16.555em jul/2026
↓ -16,4%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
16.368em jul/2026
↓ -19,7%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
13em jul/2026
↓ -54,2%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Simões Filho registrou 73.910 atendimentos individuais na Atenção Primária — 4.402 no mês mais recente. O ritmo caiu 13,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 16.368 visitas domiciliares registradas — 135,9 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 2.589 | 553 | 11.118 | 9.965 | 62 | |
| 3.133 | 693 | 12.890 | 16.294 | 140 | |
| 3.608 | 731 | 14.799 | 16.616 | 328 | |
| 3.864 | 842 | 16.827 | 16.935 | 986 | |
| 4.305 | 835 | 16.838 | 18.298 | 806 | |
| 3.150 | 645 | 14.910 | 15.469 | 517 | |
| 4.900 | 1.073 | 20.710 | 22.116 | 162 | |
| 4.720 | 1.065 | 20.957 | 20.104 | 281 | |
| 4.990 | 804 | 20.469 | 19.664 | 614 | |
| 4.795 | 962 | 20.771 | 16.525 | 1.090 | |
| 4.263 | 839 | 17.839 | 11.829 | 656 | |
| 3.211 | 470 | 12.702 | 12.139 | 257 | |
| 4.144 | 550 | 15.545 | 14.655 | 200 | |
| 3.757 | 668 | 15.964 | 14.811 | 337 | |
| 4.585 | 1.035 | 21.317 | 17.940 | 704 | |
| 3.208 | 835 | 13.299 | 16.511 | 679 | |
| 3.534 | 628 | 15.235 | 14.664 | 396 | |
| 2.752 | 453 | 12.039 | 13.825 | 271 | |
| 4.402 | 519 | 16.555 | 16.368 | 13 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 42,4% no 1º quadrimestre de 2025 para 43,9% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 2.417.634 | 43,9% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 2.526.369 | 42,2% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 2.543.022 | 41,8% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 2.533.716 | 42,4% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 20
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 6.021 habitantes
- Outros pontos da Atenção Primária
- 2
- Polo Academia da Saúde (1) · Centro de Apoio à Saúde da Família (1)
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 108
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Clínica / Centro de Especialidade | 25 |
| Consultório Isolado | 20 |
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 13 |
| Farmácia | 5 |
| Policlínica | 5 |
| Hospital-Dia | 4 |
| Unidade Móvel Pré-Hospitalar | 4 |
| Outros tipos | 3 |
| Mais 7 tipos | 7 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 02/10/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Simões Filho/BA, o tipo mais numeroso é “Clínica / Centro de Especialidade”: 25 dos 108 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Simões Filho deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Simões Filho recebe R$ 3.232.656 por ano e fica R$ 1.077.552 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 1.892.574 e fica R$ 2.417.634 por ano abaixo do teto (R$ 201.470 por mês) — R$ 1.340.082 a menos que em 2026. O teto, com todas as 37 equipes em Ótimo, é R$ 4.310.208.
O que muda para Simões Filho em 2027?
A partir de 2027, Simões Filho passa a receber R$ 1.340.082 a menos por ano — R$ 111.674 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Simões Filho, 41 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 19 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 12 em Suficiente; Vínculo — Atenção Primária: 2 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 2 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 6 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 1.077.552), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 2.417.634 por ano abaixo do teto de R$ 4.310.208. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que Simões Filho deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Simões Filho, 58 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente vínculo e acompanhamento territorial.
Como Simões Filho descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de Simões Filho — R$ 1.340.082 por ano — está inteiro em 41 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.
Como Simões Filho encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
As 21 equipes de Simões Filho estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 21 de 21. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 1.440.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.
Como Simões Filho sabe quem ficou sem visita do agente comunitário de saúde?
As visitas domiciliares registradas em Simões Filho caíram 19,7% no último trimestre da série, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior: foram 16.368 em jul/2026, o mês mais recente desta série. O número do SIAPS é o do município inteiro. Não diz de qual agente, de qual microárea, nem quem ficou sem visita — e a visita do agente comunitário de saúde é boa prática em 5 dos 7 indicadores das equipes de Saúde da Família (C2, C3, C4, C5 e C6). O GestorSaúde mostra as visitas de cada agente no período — inclusive quem não fez nenhuma — e quem já usa o aplicativo e quem nunca entrou. Também mostra, por agente e microárea, quantas pessoas do território estão há mais de 90 dias sem visita — e, ao abrir, quem são, na ordem de prioridade. No celular, a agente recebe a fila de quem está há mais de 90 dias sem visita — gestante, doença crônica, pessoa idosa, criança pequena e quem tem cuidado pendente primeiro. Sem sistema: Pedir a cada agente, microárea por microárea, a relação de quem tem hipertensão, diabetes ou 60 anos ou mais e ainda não tem duas visitas registradas nos últimos 12 meses, com 30 dias entre elas — é boa prática nos três indicadores.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Simões Filho consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Simões Filho?
Entre jan/2025 e jul/2026, Simões Filho registrou 73.910 atendimentos individuais na Atenção Primária — 4.402 no mês mais recente. O ritmo caiu 13,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 16.368 visitas domiciliares registradas — 135,9 por mil habitantes.
Outros municípios da Bahia estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 417 dos 417 municípios da Bahia com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 267,8 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Salvador
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Salvador2.564.204 habitantes | R$ 47,5 milhões |
| Lauro de Freitas219.564 habitantes | R$ 3,9 milhões |
| Camaçari321.636 habitantes | R$ 3,8 milhões |
| Candeias74.854 habitantes | R$ 2,1 milhões |
| Dias d'Ávila75.296 habitantes | R$ 1,5 milhão |
| Mata de São João44.962 habitantes | R$ 927 mil |
| Catu50.109 habitantes | R$ 873 mil |
| Santo Amaro58.398 habitantes | R$ 788 mil |
| Pojuca33.573 habitantes | R$ 729 mil |
| Madre de Deus19.224 habitantes | R$ 315 mil |
| Itanagra6.078 habitantes | R$ 234 mil |
| Saubara11.859 habitantes | R$ 230 mil |
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.