Financiamento da Atenção Primária em Botuporã/BA — quanto o município deixa na mesa
Botuporã deixa na mesa
R$ 241 milpor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 20.087
- Do valor máximo
- 20,8% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 915 mil
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 241 mil na mesa · teto R$ 1,2 milhão
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 337.041 por ano (R$ 96.000 a mais).
A partir de 2027, Botuporã passa a receber R$ 96.000 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 12 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Botuporã veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
7
Ótimo
18
Bom
8
Suficiente
2
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C3 · Cuidado na gestação e puerpério
ESF Jardim das Flores
O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?
Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico
Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos
Período: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre
15,8%
Regular
126
o que foi feito
800
o total possível
Nesta equipe, 8 pessoas estão no indicador (gestante): somam 126 pontos de boa prática dos 800 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 15,8%.
Faltam 75 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
8 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Jéssica B. Ribeiro
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 3 visitas do agente comunitário · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Jéssica N. Almeida
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Cláudia C. Martins
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério
Jéssica L. Ribeiro
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério
Sandra A. Rocha
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Cláudia F. Almeida
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Joana E. Carvalho
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Aline E. Lima
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Como melhorar
- 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
- 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
- 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.
A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Botuporã em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Botuporã/BA em números
| Município | Botuporã/BAcódigo IBGE 2904209 |
|---|---|
| População (IBGE) | 11.427 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 95 eSF · 3 eSB · 1 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 142 Ótimo · 8 Bom · 4 Suficiente · 0 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 915.123 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 819.123 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 96.000 por anoR$ 8.000 por mês · 4 avaliações em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 1.156.164 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 241.041 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 337.041 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 70,8%recebe ÷ teto |
| Posição em Bahia | 199º de 417do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 1.699ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Botuporã (11.427 habitantes) tem 9 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 915.123 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 241.041 abaixo do teto de R$ 1.156.164, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 819.123 por ano — R$ 96.000 a menos, porque 4 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 337.041 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 70,8% do teto: 12 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 417 municípios da Bahia, Botuporã é o 199º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 1.699º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Botuporã/BA”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/ba/botupora
O que muda em 2027
A partir de 2027, Botuporã passa a receber R$ 96.000 a menos por ano — R$ 8.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Vínculo — Saúde da Família4 em Suficiente | R$ 96.000 |
Total: R$ 96.000 por ano · 4 avaliações em Suficiente e 0 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Botuporã, 4 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 4 em Suficiente.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 241.041), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 337.041 por ano abaixo do teto de R$ 1.156.164.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
57% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 192.000 de R$ 337.041 por ano — está no componente Vínculo e Acompanhamento Territorial.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Vínculo e Acompanhamento Territorial57% do total | R$ 192 mil |
| Qualidade43% do total | R$ 145 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa Idosa5 de 5 eSF
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher5 de 5 eSF
- Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde5 de 5 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente Vínculo e Acompanhamento TerritorialR$ 192.000 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 57% do total — vêm do componente Vínculo e Acompanhamento Territorial. O Vínculo mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas: sobe quando a equipe cadastra quem mora na área adscrita e mantém esse cadastro vivo.
- Saúde da Família: R$ 288.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 5 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 672.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 960.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 768.000.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 5 equipes fora do ÓtimoDe 5 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 5 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 5 equipes fora do ÓtimoDe 5 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 3 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
- Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde: 5 equipes fora do ÓtimoDe 5 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 2 em Suficiente e 1 em Regular. Mede a fatia dos atendimentos que foi por demanda programada; o Ótimo é a janela de mais de 50% até 70% — até 10% ou acima de 70% é Regular. O caminho é agendar o acompanhamento de quem precisa voltar sem fechar a porta a quem chega sem hora marcada, com o tipo de demanda registrado em cada atendimento como ele de fato foi.
- CVAT - Dimensão Cadastro: 4 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 1 de 5 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 288.000 dos R$ 337.041 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 5 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 5 | R$ 672.000 | R$ 960.000 | R$ 288.000 | R$ 96.000 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 3 | R$ 66.123 | R$ 88.164 | R$ 22.041 | R$ 0 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 1 | R$ 81.000 | R$ 108.000 | R$ 27.000 | R$ 0 | |
| Total | 9 | R$ 819.123 | R$ 1.156.164 | R$ 337.041 | R$ 96.000 |
As 14 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 2(14%)
- Bom: 8(57%)
- Suficiente: 4(29%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 4 de 5 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 192 mil
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- R$ 96 mil
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cadastro | eSF | 1 | 1 | 3 | 0 | 4(80%) | |
| Acompanhamento | eSF | 1 | 0 | 4 | 0 | 4(80%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 5 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Botuporã: 1 em Ótimo e 4 em Suficiente. Por dimensão, 1 de 5 estão em Ótimo no Cadastro e 1 de 5 no Acompanhamento. As duas dimensões têm a mesma fatia de equipes fora do Ótimo.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 192.000 por ano do que Botuporã fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 96.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa Idosa: 5 de 5 (eSF). Em 13 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
| Indicador | Equipe | Peso | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cuidado da Pessoa Idosa | eSF | 1 | 0 | 5 | 0 | 0 | 5(100%) | |
| Cuidado Integral à Saúde da Mulher | eSF | 2 | 0 | 2 | 3 | 0 | 5(100%) | |
| Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde | eSF | 1 | 0 | 2 | 2 | 1 | 5(100%) | |
| Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus | eSF | 1 | 1 | 4 | 0 | 0 | 4(80%) | |
| Cuidado no Desenvolvimento Infantil | eSF | 2 | 1 | 2 | 2 | 0 | 4(80%) | |
| Cuidado da Gestante e da Puérpera | eSF | 2 | 2 | 1 | 1 | 1 | 3(60%) | |
| Taxa de exodontias na APS | eSB | 2 | 0 | 1 | 0 | 2 | 3(100%) | |
| Escovação Supervisionada na APS | eSB | 1 | 0 | 0 | 0 | 3 | 3(100%) | |
| Procedimentos Odontológicos preventivos na APS | eSB | 2 | 0 | 1 | 0 | 2 | 3(100%) | |
| Tratamento Restaurador Atraumático na APS | eSB | 1 | 0 | 1 | 0 | 2 | 3(100%) | |
| Cuidado da Pessoa com Hipertensão | eSF | 1 | 3 | 2 | 0 | 0 | 2(40%) | |
| 1ª Consulta Odontológica programada na APS | eSB | 2 | 1 | 1 | 1 | 0 | 2(67%) | |
| Tratamento Odontológico concluído na APS | eSB | 2 | 1 | 1 | 1 | 0 | 2(67%) | |
| Média de atendimentos da eMulti por pessoa | eMulti | 6 | 0 | 0 | 1 | 0 | 1(100%) | |
| Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APS | eMulti | 4 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 2.450. O último trimestre ficou 53,4% acima do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
2.450em jul/2026
↑ +53,4%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
449em jul/2026
↑ +16,4%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
13.664em jul/2026
↑ +67,1%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
10.742em jul/2026
↓ -9,7%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
27em jul/2026
↑ +6.140%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Botuporã registrou 26.124 atendimentos individuais na Atenção Primária — 2.450 no mês mais recente. O ritmo subiu 53,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 10.742 visitas domiciliares registradas — 940,1 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.070 | 72 | 5.378 | 11.700 | 0 | |
| 1.302 | 173 | 6.404 | 9.405 | 16 | |
| 1.122 | 178 | 5.946 | 10.289 | 77 | |
| 1.078 | 157 | 5.991 | 9.900 | 20 | |
| 1.192 | 327 | 6.688 | 10.724 | 1 | |
| 1.082 | 124 | 4.340 | 5.836 | 1 | |
| 1.394 | 288 | 7.322 | 10.299 | 3 | |
| 1.501 | 249 | 7.996 | 9.409 | 0 | |
| 1.419 | 305 | 7.960 | 9.952 | 30 | |
| 1.349 | 299 | 7.961 | 8.154 | 164 | |
| 1.239 | 138 | 6.578 | 5.250 | 230 | |
| 757 | 63 | 3.826 | 6.983 | 86 | |
| 1.000 | 111 | 5.351 | 8.146 | 0 | |
| 1.411 | 172 | 7.431 | 6.903 | 41 | |
| 1.840 | 181 | 9.373 | 7.137 | 294 | |
| 1.742 | 219 | 9.258 | 7.898 | 205 | |
| 2.102 | 284 | 11.088 | 7.833 | 185 | |
| 1.074 | 127 | 5.912 | 5.685 | 100 | |
| 2.450 | 449 | 13.664 | 10.742 | 27 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 62,9% no 1º quadrimestre de 2025 para 70,8% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 337.041 | 70,8% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 335.082 | 71,0% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 351.735 | 69,6% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 389.388 | 62,9% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 14
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 816 habitantes
- Outros pontos da Atenção Primária
- 1
- Polo Academia da Saúde (1)
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 37
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Consultório Isolado | 6 |
| Farmácia | 4 |
| Clínica / Centro de Especialidade | 2 |
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 2 |
| Outros tipos | 1 |
| Policlínica | 1 |
| Hospital Geral | 1 |
| CAPS (Saúde Mental) | 1 |
| Mais 4 tipos | 4 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 30/09/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Botuporã/BA, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 6 dos 37 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Botuporã deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Botuporã recebe R$ 915.123 por ano e fica R$ 241.041 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 819.123 e fica R$ 337.041 por ano abaixo do teto (R$ 28.087 por mês) — R$ 96.000 a menos que em 2026. O teto, com todas as 9 equipes em Ótimo, é R$ 1.156.164.
O que muda para Botuporã em 2027?
A partir de 2027, Botuporã passa a receber R$ 96.000 a menos por ano — R$ 8.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Botuporã, 4 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 4 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 241.041), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 337.041 por ano abaixo do teto de R$ 1.156.164. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que Botuporã deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Botuporã, 12 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente vínculo e acompanhamento territorial.
Como Botuporã descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de Botuporã — R$ 96.000 por ano — está inteiro em 4 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Suficiente.
Como Botuporã encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
4 das 5 equipes de Botuporã estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 4 de 5. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 192.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.
Como Botuporã sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
4 das 5 equipes de Botuporã estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 2 em Bom e 2 em Suficiente. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Suficiente. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Botuporã consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Botuporã?
Entre jan/2025 e jul/2026, Botuporã registrou 26.124 atendimentos individuais na Atenção Primária — 2.450 no mês mais recente. O ritmo subiu 53,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 10.742 visitas domiciliares registradas — 940,1 por mil habitantes.
Outros municípios da Bahia estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 417 dos 417 municípios da Bahia com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 267,8 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Guanambi
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Guanambi93.488 habitantes | R$ 1,1 milhão |
| Caetité54.730 habitantes | R$ 982 mil |
| Carinhanha30.439 habitantes | R$ 435 mil |
| Caculé23.293 habitantes | R$ 304 mil |
| Guajeru8.177 habitantes | R$ 256 mil |
| Feira da Mata5.831 habitantes | R$ 197 mil |
| Igaporã16.069 habitantes | R$ 164 mil |
| Lagoa Real14.550 habitantes | R$ 157 mil |
| Jacaraci14.910 habitantes | R$ 157 mil |
| Ibiassucê10.746 habitantes | R$ 145 mil |
| Iuiu11.559 habitantes | R$ 121 mil |
| Candiba13.417 habitantes | R$ 94 mil |
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.