Financiamento da Atenção Primária em Marajá do Sena/MA — quanto o município deixa na mesa
Marajá do Sena deixa na mesa
R$ 169 milpor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 14.087
- Do valor máximo
- 17,0% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 522 mil
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 169 mil na mesa · teto R$ 994 mil
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 176.388 por ano (R$ 7.347 a mais).
A partir de 2027, Marajá do Sena passa a receber R$ 7.347 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 9 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Marajá do Sena veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
7
Ótimo
9
Bom
5
Suficiente
7
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Alto da Serra (rural)
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
21,0%
Regular
420
o que foi feito
2.000
o total possível
Nesta equipe, 20 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 21 boas práticas das 100 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 21,0%.
Faltam 81 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
19 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Sofia S. Rocha
falta: 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Theo F. Almeida
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Noah M. Silva
falta: 9 consultas até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Noah K. Carvalho
falta: 9 consultas até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Alice S. Costa
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
Helena O. Costa
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Noah E. Nascimento
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Sofia B. Carvalho
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Mostrando 8 de 19. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Marajá do Sena em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Marajá do Sena/MA em números
| Município | Marajá do Sena/MAcódigo IBGE 2106359 |
|---|---|
| População (IBGE) | 7.153 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 94 eSF · 4 eSB · 1 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 134 Ótimo · 8 Bom · 1 Suficiente · 0 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 824.511 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 817.164 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 7.347 por anoR$ 612 por mês · 1 avaliação em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 993.552 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 169.041 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 176.388 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 82,2%recebe ÷ teto |
| Posição em Maranhão | 187º de 217do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 2.835ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Marajá do Sena (7.153 habitantes) tem 9 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 824.511 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 169.041 abaixo do teto de R$ 993.552, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 817.164 por ano — R$ 7.347 a menos, porque 1 avaliação de equipe em Suficiente ou Regular deixa de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 176.388 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 82,2% do teto: 9 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 217 municípios do Maranhão, Marajá do Sena é o 187º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 2.835º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Marajá do Sena/MA”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/ma/marajadosena
O que muda em 2027
A partir de 2027, Marajá do Sena passa a receber R$ 7.347 a menos por ano — R$ 612 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Qualidade — Saúde Bucal1 em Suficiente | R$ 7.347 |
Total: R$ 7.347 por ano · 1 avaliações em Suficiente e 0 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Marajá do Sena, 1 avaliação de equipe está abaixo de Bom: Qualidade — Saúde Bucal: 1 em Suficiente.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 169.041), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 176.388 por ano abaixo do teto de R$ 993.552.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
86% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 152.388 de R$ 176.388 por ano — está no componente Qualidade.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Qualidade86% do total | R$ 152 mil |
| Vínculo e Acompanhamento Territorial14% do total | R$ 24 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa Idosa4 de 4 eSF
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil4 de 4 eSF
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher4 de 4 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 152.388 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 86% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
- Saúde da Família: R$ 120.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 4 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 648.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 768.000.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 4 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 0 em Bom, 1 em Suficiente e 3 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 0 em Bom, 4 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
- CVAT - Dimensão Acompanhamento: 2 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 2 de 4 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 120.000 dos R$ 176.388 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 4 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 4 | R$ 648.000 | R$ 768.000 | R$ 120.000 | R$ 0 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 4 | R$ 88.164 | R$ 117.552 | R$ 29.388 | R$ 7.347 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 1 | R$ 81.000 | R$ 108.000 | R$ 27.000 | R$ 0 | |
| Total | 9 | R$ 817.164 | R$ 993.552 | R$ 176.388 | R$ 7.347 |
As 13 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 4(31%)
- Bom: 8(62%)
- Suficiente: 1(8%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 2 de 4 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 24 mil
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- nenhum
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acompanhamento | eSF | 2 | 2 | 0 | 0 | 2(50%) | |
| Cadastro | eSF | 4 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 4 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Marajá do Sena: 3 em Ótimo e 1 em Bom. Por dimensão, 4 de 4 estão em Ótimo no Cadastro e 2 de 4 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 24.000 por ano do que Marajá do Sena fica abaixo do teto a partir de 2027.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa Idosa: 4 de 4 (eSF). Em 9 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
| Indicador | Equipe | Peso | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cuidado da Pessoa Idosa | eSF | 1 | 0 | 4 | 0 | 0 | 4(100%) | |
| Cuidado no Desenvolvimento Infantil | eSF | 2 | 0 | 0 | 1 | 3 | 4(100%) | |
| Cuidado Integral à Saúde da Mulher | eSF | 2 | 0 | 0 | 4 | 0 | 4(100%) | |
| Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde | eSF | 1 | 0 | 0 | 0 | 4 | 4(100%) | |
| Cuidado da Gestante e da Puérpera | eSF | 2 | 1 | 3 | 0 | 0 | 3(75%) | |
| Taxa de exodontias na APS | eSB | 2 | 1 | 0 | 0 | 3 | 3(75%) | |
| Escovação Supervisionada na APS | eSB | 1 | 1 | 0 | 1 | 2 | 3(75%) | |
| Procedimentos Odontológicos preventivos na APS | eSB | 2 | 1 | 0 | 1 | 2 | 3(75%) | |
| Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus | eSF | 1 | 2 | 2 | 0 | 0 | 2(50%) | |
| Tratamento Restaurador Atraumático na APS | eSB | 1 | 2 | 0 | 0 | 2 | 2(50%) | |
| 1ª Consulta Odontológica programada na APS | eSB | 2 | 3 | 0 | 1 | 0 | 1(25%) | |
| Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APS | eMulti | 4 | 0 | 0 | 0 | 1 | 1(100%) | |
| Cuidado da Pessoa com Hipertensão | eSF | 1 | 4 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Tratamento Odontológico concluído na APS | eSB | 2 | 4 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Média de atendimentos da eMulti por pessoa | eMulti | 6 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 1.285. O último trimestre ficou 12,4% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
1.285em jul/2026
↓ -12,4%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
232em jul/2026
↑ +11,7%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
5.126em jul/2026
↑ +9,7%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
6.515em jul/2026
↓ -29,1%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
4em jul/2026
↓ -28,6%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Marajá do Sena registrou 26.411 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.285 no mês mais recente. O ritmo caiu 12,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 6.515 visitas domiciliares registradas — 910,8 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 398 | 4 | 1.208 | 4.350 | 0 | |
| 1.245 | 10 | 3.163 | 6.158 | 0 | |
| 1.598 | 136 | 4.953 | 6.835 | 2 | |
| 1.994 | 163 | 6.246 | 7.994 | 15 | |
| 1.826 | 189 | 5.510 | 8.442 | 13 | |
| 1.592 | 300 | 5.480 | 8.782 | 1 | |
| 1.431 | 223 | 5.035 | 7.696 | 0 | |
| 1.378 | 273 | 5.243 | 8.488 | 0 | |
| 1.432 | 215 | 5.490 | 8.627 | 0 | |
| 1.324 | 293 | 5.588 | 9.900 | 31 | |
| 1.487 | 313 | 6.333 | 5.609 | 119 | |
| 951 | 227 | 3.976 | 6.020 | 149 | |
| 1.234 | 377 | 5.605 | 8.544 | 2 | |
| 1.210 | 253 | 5.185 | 7.992 | 44 | |
| 1.761 | 297 | 7.138 | 8.056 | 103 | |
| 1.304 | 277 | 5.961 | 8.870 | 34 | |
| 1.460 | 298 | 6.182 | 4.991 | 1 | |
| 1.501 | 265 | 6.265 | 6.154 | 5 | |
| 1.285 | 232 | 5.126 | 6.515 | 4 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 76,9% no 1º quadrimestre de 2025 para 82,2% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 176.388 | 82,2% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 191.082 | 80,8% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 202.776 | 79,6% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 229.776 | 76,9% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 5
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 1.431 habitantes
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 9
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Farmácia | 1 |
| Unidade Móvel Terrestre | 1 |
| Laboratório de Saúde Pública | 1 |
| Central de Gestão / Regulação | 1 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 30/09/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Marajá do Sena/MA, o tipo mais numeroso é “Farmácia”: 1 dos 9 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Marajá do Sena deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Marajá do Sena recebe R$ 824.511 por ano e fica R$ 169.041 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 817.164 e fica R$ 176.388 por ano abaixo do teto (R$ 14.699 por mês) — R$ 7.347 a menos que em 2026. O teto, com todas as 9 equipes em Ótimo, é R$ 993.552.
O que muda para Marajá do Sena em 2027?
A partir de 2027, Marajá do Sena passa a receber R$ 7.347 a menos por ano — R$ 612 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Marajá do Sena, 1 avaliação de equipe está abaixo de Bom: Qualidade — Saúde Bucal: 1 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 169.041), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 176.388 por ano abaixo do teto de R$ 993.552. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que Marajá do Sena deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Marajá do Sena, 9 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.
Como Marajá do Sena descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de Marajá do Sena — R$ 7.347 por ano — está inteiro em 1 avaliação de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Suficiente.
Como Marajá do Sena sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
As 4 equipes de Marajá do Sena estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 1 em Suficiente e 3 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como Marajá do Sena sabe quem ficou sem visita do agente comunitário de saúde?
As visitas domiciliares registradas em Marajá do Sena caíram 29,1% no último trimestre da série, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior: foram 6.515 em jul/2026, o mês mais recente desta série. O número do SIAPS é o do município inteiro. Não diz de qual agente, de qual microárea, nem quem ficou sem visita — e a visita do agente comunitário de saúde é boa prática em 5 dos 7 indicadores das equipes de Saúde da Família (C2, C3, C4, C5 e C6). O GestorSaúde mostra as visitas de cada agente no período — inclusive quem não fez nenhuma — e quem já usa o aplicativo e quem nunca entrou. Também mostra, por agente e microárea, quantas pessoas do território estão há mais de 90 dias sem visita — e, ao abrir, quem são, na ordem de prioridade. No celular, a agente recebe a fila de quem está há mais de 90 dias sem visita — gestante, doença crônica, pessoa idosa, criança pequena e quem tem cuidado pendente primeiro. Sem sistema: Pedir a cada agente, microárea por microárea, a relação de quem tem hipertensão, diabetes ou 60 anos ou mais e ainda não tem duas visitas registradas nos últimos 12 meses, com 30 dias entre elas — é boa prática nos três indicadores.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Marajá do Sena consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Marajá do Sena?
Entre jan/2025 e jul/2026, Marajá do Sena registrou 26.411 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.285 no mês mais recente. O ritmo caiu 12,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 6.515 visitas domiciliares registradas — 910,8 por mil habitantes.
Outros municípios do Maranhão estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 217 dos 217 municípios do Maranhão com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 150,2 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Bacabal
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Bacabal107.755 habitantes | R$ 3,0 milhões |
| Lago da Pedra45.865 habitantes | R$ 1,4 milhão |
| Alto Alegre do Maranhão24.528 habitantes | R$ 933 mil |
| Paulo Ramos20.798 habitantes | R$ 693 mil |
| Altamira do Maranhão6.549 habitantes | R$ 414 mil |
| Lago Verde15.069 habitantes | R$ 396 mil |
| Bom Lugar12.371 habitantes | R$ 375 mil |
| Lagoa Grande do Maranhão11.731 habitantes | R$ 317 mil |
| Conceição do Lago-Açu15.278 habitantes | R$ 295 mil |
| Brejo de Areia9.363 habitantes | R$ 294 mil |
| Olho d'Água das Cunhãs18.288 habitantes | R$ 268 mil |
| Satubinha8.821 habitantes | R$ 220 mil |
Ver todos os 217 municípios do Maranhão · Panorama do Brasil
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.