Financiamento da Atenção Primária em Esperança/PB — quanto o município deixa na mesa

Esperança deixa na mesa

R$ 465 milpor ano

do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.

Por mês
R$ 38.786
Do valor máximo
14,3% fica de fora
Até o fim do mandato (2026–2028)
R$ 1,7 milhão
2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
Recebe R$ 2,8 milhões

R$ 0▲ R$ 465 mil na mesa · teto R$ 3,3 milhões

E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 600.123 por ano (R$ 134.694 a mais).

A partir de 2027, Esperança passa a receber R$ 134.694 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

São 24 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.

Veja como recuperar ↓Falar no WhatsApp

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Veja como funciona: o que a coordenação de Esperança veria no GestorSaúde

Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

10

Ótimo

25

Bom

7

Suficiente

0

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ESF Boa Vista0000001686
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil

ESF Boa Vista

Suficiente

As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?

Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)

Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos

: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre

38,8%

Suficiente

660

o que foi feito

1.700

o total possível

Nesta equipe, 17 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 33 boas práticas das 85 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 38,8%.

Faltam 191 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

1ª consulta até o 30º dia de vida
7/17
9 consultas até os 2 anos
9/17
9 registros de peso e altura até os 2 anos
1/17
2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
8/17
Esquema vacinal completo para a idade
8/17

16 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Alice K. Ribeiro

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Valentina Q. Martins

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Laura G. Carvalho

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Bernardo Q. Rodrigues

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Valentina J. Pereira

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Ravi H. Souza

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Valentina G. Pereira

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Alice J. Rocha

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)

Mostrando 8 de 16. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
  2. 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
  3. 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Atenção — este indicador é . É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.

Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Esperança em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes de EsperançaFalar no WhatsApp

Esperança/PB em números

Esperança/PB · 1º quadrimestre de 2026 · valores anuais do componente de desempenho do cofinanciamento federal da APS
MunicípioEsperança/PBcódigo IBGE 2506004
População (IBGE)32.599 habitantes
Período de referência1º quadrimestre de 2026
Equipes avaliadas2814 eSF · 12 eSB · 2 eMulti
Avaliações de equipe, por faixa4218 Ótimo · 18 Bom · 5 Suficiente · 1 Regular
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 2.791.227 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 2.656.533 por ano
Corte em 2027R$ 134.694 por anoR$ 11.225 por mês · 6 avaliações em Suficiente ou Regular
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 3.256.656 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 465.429 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 600.123 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202781,6%recebe ÷ teto
Posição em Paraíba16º de 223do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027
Posição no Brasil968ºmesma ordem
FonteSIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido — para citar

Esperança (32.599 habitantes) tem 28 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 2.791.227 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 465.429 abaixo do teto de R$ 3.256.656, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 2.656.533 por ano — R$ 134.694 a menos, porque 6 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 600.123 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 81,6% do teto: 24 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 223 municípios da Paraíba, Esperança é o 16º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 968º do país.

Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Esperança/PB”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/pb/esperanca

O que muda em 2027

A partir de 2027, Esperança passa a receber R$ 134.694 a menos por ano — R$ 11.225 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.

Onde está o corte de 2027 em Esperança/PB, por ano
Componente — tipo de equipeCorte por ano
Vínculo — Saúde da Família3 em Suficiente · 1 em RegularR$ 120.000
Qualidade — Saúde Bucal2 em SuficienteR$ 14.694

Total: R$ 134.694 por ano · 5 avaliações em Suficiente e 1 em Regular

Por que muda — e o texto da norma

Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Esperança, 6 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 3 em Suficiente e 1 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 2 em Suficiente.

Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 465.429), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 600.123 por ano abaixo do teto de R$ 3.256.656.

O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)

“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)

Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026 — Diário Oficial da União de 14/05/2026, Edição 89, Seção 1, página 1105. Ler no Diário Oficial · Como os dois regimes são calculados

Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.

Onde a diferença se concentra

56% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 336.123 de R$ 600.123 por ano — está no componente Qualidade.

Abaixo do teto a partir de 2027, por componente
ComponenteAbaixo do teto por ano
Qualidade56% do totalR$ 336 mil
Vínculo e Acompanhamento Territorial44% do totalR$ 264 mil

Indicadores com mais equipes fora do Ótimo

Os achados, um a um
  • A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 336.123 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 56% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
  • Saúde da Família: R$ 480.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 14 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 2.208.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 2.688.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 2.328.000.
  • Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 14 equipes fora do ÓtimoDe 14 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 7 em Bom, 7 em Suficiente e 0 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
  • Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 14 equipes fora do ÓtimoDe 14 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 7 em Bom, 7 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
  • Cuidado da Pessoa Idosa: 13 equipes fora do ÓtimoDe 14 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 1 estão em Ótimo, 13 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
  • CVAT - Dimensão Acompanhamento: 6 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 8 de 14 equipes (eSF) estão em Ótimo.

Por tipo de equipe

Saúde da Família (eSF) concentra R$ 480.000 dos R$ 600.123 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 14 equipes.

Esperança/PB · 1º quadrimestre de 2026 · por ano, pela classificação de hoje
Tipo de equipeEquipesRecebe × tetoRecebe a partir de 2027TetoAbaixo do tetoCorte em 2027
Equipe de Saúde da Família (eSF)14R$ 2.208.000R$ 2.688.000R$ 480.000R$ 120.000
Equipe de Saúde Bucal (eSB)12R$ 286.533R$ 352.656R$ 66.123R$ 14.694
Equipe Multiprofissional (eMulti)2R$ 162.000R$ 216.000R$ 54.000R$ 0
Total28R$ 2.656.533R$ 3.256.656R$ 600.123R$ 134.694

As 42 avaliações de equipe, por faixa

Distribuição das avaliações de equipe por faixa em Esperança/PBÓtimo: 18; Bom: 18; Suficiente: 5; Regular: 1
  • Ótimo: 18(43%)
  • Bom: 18(43%)
  • Suficiente: 5(12%)
  • Regular: 1(2%)
Como ler esta tabela

Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.

Vínculo e Acompanhamento Territorial

A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 6 de 14 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.

Abaixo do teto no Vínculo
R$ 264 mil
por ano, a partir de 2027
Corte de 2027 no Vínculo
R$ 120 mil
por ano · o que a transição ainda paga como Bom
Esperança/PB · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada dimensão do Vínculo
DimensãoEquipeFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
AcompanhamentoeSF82316(43%)
CadastroeSF94105(36%)
O que é o Vínculo e como a nota é calculada

O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.

No 1º quadrimestre de 2026, 14 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Esperança: 8 em Ótimo, 2 em Bom, 3 em Suficiente e 1 em Regular. Por dimensão, 9 de 14 estão em Ótimo no Cadastro e 8 de 14 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.

Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 264.000 por ano do que Esperança fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 120.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.

A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.

Indicador a indicador

O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 14 de 14 (eSF). Em 9 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.

Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores

Esperança/PB · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada indicador de Qualidade
IndicadorEquipePesoFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
Cuidado no Desenvolvimento InfantileSF2077014(100%)
Cuidado Integral à Saúde da MulhereSF2077014(100%)
Cuidado da Pessoa IdosaeSF11130013(93%)
Mais Acesso à Atenção Primária à SaúdeeSF11103013(93%)
Procedimentos Odontológicos preventivos na APSeSB2026412(100%)
Cuidado da Pessoa com Diabetes MellituseSF168008(57%)
Cuidado da Gestante e da PuérperaeSF267018(57%)
Tratamento Odontológico concluído na APSeSB244318(67%)
Cuidado da Pessoa com HipertensãoeSF186006(43%)
Escovação Supervisionada na APSeSB170055(42%)
Taxa de exodontias na APSeSB281034(33%)
1ª Consulta Odontológica programada na APSeSB2101012(17%)
Tratamento Restaurador Atraumático na APSeSB1100112(17%)
Média de atendimentos da eMulti por pessoaeMulti600202(100%)
Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APSeMulti420000(0%)

Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.

Como os pesos entram na nota

A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.

Produção mês a mês

Atendimentos individuais em jul/2026: 7.019. O último trimestre ficou 9,0% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.

  • Atendimentos individuais

    7.019em jul/2026

    ↓ -9%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Consultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.

  • Atendimentos odontológicos

    1.172em jul/2026

    ↑ +5,6%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Atendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.

  • Procedimentos

    32.999em jul/2026

    ↑ +15%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Procedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).

  • Visitas domiciliares

    37.417em jul/2026

    ↑ +13,8%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Visitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.

  • Atividades coletivas

    112em jul/2026

    ↓ -23,1%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Grupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.

Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem

A leitura da série e a tabela mês a mês

Entre jan/2025 e jul/2026, Esperança registrou 137.332 atendimentos individuais na Atenção Primária — 7.019 no mês mais recente. O ritmo caiu 9,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 37.417 visitas domiciliares registradas — 1.147,8 por mil habitantes.

É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.

Esperança/PB · registros por mês na Atenção Primária (SIAPS / Ministério da Saúde)
MêsAtendimentos individuaisAtendimentos odontológicosProcedimentosVisitas domiciliaresAtividades coletivas
6.07997622.74030.020453
7.0281.25326.37528.835663
6.7841.07524.70730.0121.070
7.0021.21326.50530.1571.094
7.5201.14827.41730.5961.542
6.00887221.98325.2882.578
9.0211.11532.94932.7601.485
7.5111.13528.21729.6291.593
6.7381.14627.65135.8761.601
8.3931.14933.76439.1111.275
6.5611.32028.88432.5201.135
5.53069922.57931.379551
6.8201.05832.96937.0701.695
5.99884927.99334.7521.349
10.3191.44645.98839.5902.660
9.5111.17641.18835.4932.690
7.6161.23235.75231.6112.390
5.87490525.95031.8181.806
7.0191.17232.99937.417112

Evolução entre quadrimestres

O aproveitamento do teto subiu de 77,5% no 1º quadrimestre de 2025 para 81,6% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.

Aproveitamento do teto, pela régua integral
Esperança/PB · distância até o teto por quadrimestre, pela régua integral
QuadrimestreAbaixo do teto por anoAproveitamento
1º quadrimestre de 2026R$ 600.12381,6%
3º quadrimestre de 2025R$ 684.85879,0%
2º quadrimestre de 2025R$ 708.85878,2%
1º quadrimestre de 2025R$ 732.85877,5%
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres

A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.

Rede instalada

As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.

Unidades básicas de saúde
21
UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 1.552 habitantes
Outros pontos da Atenção Primária
3
Polo Academia da Saúde (3)
Estabelecimentos ativos no CNES
72
todos os tipos, públicos e privados
Os demais estabelecimentos ativos de Esperança/PB, por tipo de unidade
Tipo de unidadeQuantidade
Clínica / Centro de Especialidade17
Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT)10
Consultório Isolado9
Unidade de Vigilância em Saúde3
Farmácia2
Unidade Móvel Pré-Hospitalar2
Policlínica1
Hospital Geral1
Mais 3 tipos3

Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 01/10/2026

Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária

Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Esperança/PB, o tipo mais numeroso é “Clínica / Centro de Especialidade”: 17 dos 72 estabelecimentos ativos.

O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.

Perguntas frequentes

Quanto Esperança deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Esperança recebe R$ 2.791.227 por ano e fica R$ 465.429 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 2.656.533 e fica R$ 600.123 por ano abaixo do teto (R$ 50.010 por mês) — R$ 134.694 a menos que em 2026. O teto, com todas as 28 equipes em Ótimo, é R$ 3.256.656.

O que muda para Esperança em 2027?

A partir de 2027, Esperança passa a receber R$ 134.694 a menos por ano — R$ 11.225 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Esperança, 6 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 3 em Suficiente e 1 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 2 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 465.429), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 600.123 por ano abaixo do teto de R$ 3.256.656. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

Por que Esperança deixa de receber esse valor?

Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Esperança, 24 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.

Como Esperança descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?

O corte de 2027 de Esperança — R$ 134.694 por ano — está inteiro em 6 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.

Como Esperança encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?

6 das 14 equipes de Esperança estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 5 de 14. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 264.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.

Como Esperança sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?

As 14 equipes de Esperança estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 7 em Bom e 7 em Suficiente. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Suficiente. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.

Como esse valor é calculado?

Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.

Esperança consegue recuperar esse dinheiro?

Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.

De onde vêm esses dados?

Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.

Qual é a produção da Atenção Primária em Esperança?

Entre jan/2025 e jul/2026, Esperança registrou 137.332 atendimentos individuais na Atenção Primária — 7.019 no mês mais recente. O ritmo caiu 9,0% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 37.417 visitas domiciliares registradas — 1.147,8 por mil habitantes.

Outros municípios da Paraíba estão na mesma situação?

Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 215 dos 223 municípios da Paraíba com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 86,8 milhões por ano no estado inteiro.

Municípios vizinhos — região imediata de Campina Grande

Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).

Abaixo do teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano
Alagoa Grande26.655 habitantesR$ 515 mil
Areia23.031 habitantesR$ 491 mil
Aroeiras19.142 habitantesR$ 338 mil
Alagoa Nova21.823 habitantesR$ 253 mil
Boqueirão18.216 habitantesR$ 141 mil
Boa Vista6.592 habitantesR$ 135 mil
Alcantil5.806 habitantesR$ 70 mil
Barra de São Miguel6.123 habitantesR$ 66 mil
Barra de Santana8.247 habitantesR$ 58 mil
Assunção4.383 habitantesR$ 34 mil
Algodão de Jandaíra3.143 habitantesR$ 0
Areial7.434 habitantesR$ 0

Ver todos os 223 municípios da Paraíba · Panorama do Brasil

Glossário

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)

    Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.

    Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.

  • Componente Qualidade

    O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.

    Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • eAP — Equipe de Atenção Primária

    Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).

    A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.

  • eSB — Equipe de Saúde Bucal

    Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.

    Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).

  • eMulti — Equipe Multiprofissional

    Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.

    Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.

  • Produção

    A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.

    É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.

  • e-SUS APS

    O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.

    Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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