Financiamento da Atenção Primária em Mandirituba/PR — quanto o município deixa na mesa

Mandirituba deixa na mesa

R$ 279 milpor ano

do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.

Por mês
R$ 23.225
Do valor máximo
19,9% fica de fora
Até o fim do mandato (2026–2028)
R$ 1,1 milhão
2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
Recebe R$ 1,1 milhão

R$ 0▲ R$ 279 mil na mesa · teto R$ 1,4 milhão

E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 422.694 por ano (R$ 144.000 a mais).

A partir de 2027, Mandirituba passa a receber R$ 144.000 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

São 13 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.

Veja como recuperar ↓Falar no WhatsApp

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Veja como funciona: o que a coordenação de Mandirituba veria no GestorSaúde

Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

4

Ótimo

19

Bom

15

Suficiente

4

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ESF Boa Vista0000001686
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C3 · Cuidado na gestação e puerpério

ESF São José

Suficiente

O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?

Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico

Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos

: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre

44,7%

Suficiente

536

o que foi feito

1.200

o total possível

Nesta equipe, 12 pessoas estão no indicador (gestante): somam 536 pontos de boa prática dos 1.200 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 44,7%.

Faltam 65 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

1ª consulta até a 12ª semana de gestação
5/12
7 consultas de pré-natal
6/12
7 aferições de pressão arterial
5/12
7 registros de peso e altura
6/12
3 visitas do agente comunitário
5/12
Vacina dTpa a partir da 20ª semana
6/12
Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre
6/12
Sífilis e HIV no 3º trimestre
6/12
Consulta no puerpério
6/12
Visita do agente no puerpério
6/12
Atendimento odontológico na gestação
2/12

10 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Jéssica L. Almeida

    falta: Atendimento odontológico na gestação

  • Joana U. Ferreira

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 aferições de pressão arterial · 3 visitas do agente comunitário · Atendimento odontológico na gestação

  • Vanessa S. Pereira

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 3 visitas do agente comunitário · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Cláudia S. Rocha

    falta: 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Sandra I. Costa

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Juliana I. Gomes

    falta: 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Patrícia H. Martins

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Luana M. Gomes

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

Mostrando 8 de 10. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
  2. 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
  3. 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.

A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Mandirituba em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes de MandiritubaFalar no WhatsApp

Mandirituba/PR em números

Mandirituba/PR · 1º quadrimestre de 2026 · valores anuais do componente de desempenho do cofinanciamento federal da APS
MunicípioMandirituba/PRcódigo IBGE 4114302
População (IBGE)29.104 habitantes
Período de referência1º quadrimestre de 2026
Equipes avaliadas97 eSF · 2 eSB
Avaliações de equipe, por faixa163 Ótimo · 9 Bom · 2 Suficiente · 2 Regular
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 1.124.082 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 980.082 por ano
Corte em 2027R$ 144.000 por anoR$ 12.000 por mês · 4 avaliações em Suficiente ou Regular
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 1.402.776 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 278.694 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 422.694 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202769,9%recebe ÷ teto
Posição em Paraná69º de 399do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027
Posição no Brasil1.383ºmesma ordem
FonteSIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido — para citar

Mandirituba (29.104 habitantes) tem 9 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 1.124.082 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 278.694 abaixo do teto de R$ 1.402.776, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 980.082 por ano — R$ 144.000 a menos, porque 4 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 422.694 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 69,9% do teto: 13 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 399 municípios do Paraná, Mandirituba é o 69º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 1.383º do país.

Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Mandirituba/PR”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/pr/mandirituba

O que muda em 2027

A partir de 2027, Mandirituba passa a receber R$ 144.000 a menos por ano — R$ 12.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.

Onde está o corte de 2027 em Mandirituba/PR, por ano
Componente — tipo de equipeCorte por ano
Vínculo — Saúde da Família2 em Suficiente · 2 em RegularR$ 144.000

Total: R$ 144.000 por ano · 2 avaliações em Suficiente e 2 em Regular

Por que muda — e o texto da norma

Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Mandirituba, 4 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 2 em Suficiente e 2 em Regular.

Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 278.694), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 422.694 por ano abaixo do teto de R$ 1.402.776.

O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)

“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)

Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026 — Diário Oficial da União de 14/05/2026, Edição 89, Seção 1, página 1105. Ler no Diário Oficial · Como os dois regimes são calculados

Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.

Onde a diferença se concentra

57% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 240.000 de R$ 422.694 por ano — está no componente Vínculo e Acompanhamento Territorial.

Abaixo do teto a partir de 2027, por componente
ComponenteAbaixo do teto por ano
Vínculo e Acompanhamento Territorial57% do totalR$ 240 mil
Qualidade43% do totalR$ 183 mil

Indicadores com mais equipes fora do Ótimo

Os achados, um a um
  • A maior parte da distância até o teto está no componente Vínculo e Acompanhamento TerritorialR$ 240.000 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 57% do total — vêm do componente Vínculo e Acompanhamento Territorial. O Vínculo mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas: sobe quando a equipe cadastra quem mora na área adscrita e mantém esse cadastro vivo.
  • Saúde da Família: R$ 408.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 7 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 936.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 1.344.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 1.080.000.
  • Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 7 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Seis boas práticas: consulta com médico ou enfermeiro e aferição de pressão nos últimos 6 meses; peso e altura registrados juntos, hemoglobina glicada solicitada ou avaliada e avaliação dos pés nos últimos 12 meses; e duas visitas do ACS em 12 meses, com pelo menos 30 dias entre elas. Na glicada, a solicitação registrada já conta — exame feito fora e não registrado no prontuário, não.
  • Cuidado da Pessoa Idosa: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 6 em Bom, 1 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
  • Cuidado da Gestante e da Puérpera: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 6 em Suficiente e 0 em Regular. Onze boas práticas por gestação: primeira consulta até a 12ª semana; sete consultas, sete aferições de pressão e sete registros de peso e altura; três visitas do ACS depois da primeira consulta; a vacina dTpa a partir da 20ª semana; testes de sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre e de sífilis e HIV no 3º; uma atividade de saúde bucal na gestação; e, no puerpério, uma consulta e uma visita do ACS. Conta o que está registrado no prontuário eletrônico da gestante.
  • CVAT - Dimensão Acompanhamento: 6 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 1 de 7 equipes (eSF) estão em Ótimo.

Por tipo de equipe

Saúde da Família (eSF) concentra R$ 408.000 dos R$ 422.694 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 7 equipes.

Mandirituba/PR · 1º quadrimestre de 2026 · por ano, pela classificação de hoje
Tipo de equipeEquipesRecebe × tetoRecebe a partir de 2027TetoAbaixo do tetoCorte em 2027
Equipe de Saúde da Família (eSF)7R$ 936.000R$ 1.344.000R$ 408.000R$ 144.000
Equipe de Saúde Bucal (eSB)2R$ 44.082R$ 58.776R$ 14.694R$ 0
Total9R$ 980.082R$ 1.402.776R$ 422.694R$ 144.000

As 16 avaliações de equipe, por faixa

Distribuição das avaliações de equipe por faixa em Mandirituba/PRÓtimo: 3; Bom: 9; Suficiente: 2; Regular: 2
  • Ótimo: 3(19%)
  • Bom: 9(56%)
  • Suficiente: 2(13%)
  • Regular: 2(13%)
Como ler esta tabela

Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.

Vínculo e Acompanhamento Territorial

A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 6 de 7 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.

Abaixo do teto no Vínculo
R$ 240 mil
por ano, a partir de 2027
Corte de 2027 no Vínculo
R$ 144 mil
por ano · o que a transição ainda paga como Bom
Mandirituba/PR · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada dimensão do Vínculo
DimensãoEquipeFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
AcompanhamentoeSF12136(86%)
CadastroeSF32114(57%)
O que é o Vínculo e como a nota é calculada

O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.

No 1º quadrimestre de 2026, 7 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Mandirituba: 3 em Ótimo, 2 em Suficiente e 2 em Regular. Por dimensão, 3 de 7 estão em Ótimo no Cadastro e 1 de 7 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.

Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 240.000 por ano do que Mandirituba fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 144.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.

A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.

Indicador a indicador

O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: 7 de 7 (eSF). Em 9 de 13 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.

Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores

Mandirituba/PR · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada indicador de Qualidade
IndicadorEquipePesoFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
Cuidado da Pessoa com Diabetes MellituseSF107007(100%)
Cuidado da Pessoa IdosaeSF106107(100%)
Cuidado da Gestante e da PuérperaeSF201607(100%)
Cuidado no Desenvolvimento InfantileSF201337(100%)
Cuidado Integral à Saúde da MulhereSF200527(100%)
Mais Acesso à Atenção Primária à SaúdeeSF113306(86%)
Cuidado da Pessoa com HipertensãoeSF143003(43%)
Tratamento Odontológico concluído na APSeSB200202(100%)
Escovação Supervisionada na APSeSB100022(100%)
Procedimentos Odontológicos preventivos na APSeSB200022(100%)
1ª Consulta Odontológica programada na APSeSB220000(0%)
Taxa de exodontias na APSeSB220000(0%)
Tratamento Restaurador Atraumático na APSeSB120000(0%)

Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.

Como os pesos entram na nota

A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.

Produção mês a mês

Atendimentos individuais em jul/2026: 7.021. O último trimestre ficou 93,4% acima do mesmo trimestre do ano anterior.

  • Atendimentos individuais

    7.021em jul/2026

    ↑ +93,4%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Consultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.

  • Atendimentos odontológicos

    348em jul/2026

    ↑ +130,7%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Atendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.

  • Procedimentos

    25.272em jul/2026

    ↑ +59,5%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Procedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).

  • Visitas domiciliares

    6.575em jul/2026

    ↑ +42,4%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Visitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.

  • Atividades coletivas

    18em jul/2026

    ↑ +87,1%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Grupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.

Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem

A leitura da série e a tabela mês a mês

Entre jan/2025 e jul/2026, Mandirituba registrou 89.150 atendimentos individuais na Atenção Primária — 7.021 no mês mais recente. O ritmo subiu 93,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 6.575 visitas domiciliares registradas — 225,9 por mil habitantes.

É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.

Mandirituba/PR · registros por mês na Atenção Primária (SIAPS / Ministério da Saúde)
MêsAtendimentos individuaisAtendimentos odontológicosProcedimentosVisitas domiciliaresAtividades coletivas
3.5402713.76400
1.5052111.9901.4434
0003.31316
2.37768.7883.31341
4.23623718.4445.141486
3.00420313.9014.08622
3.88914716.9885.10627
3.69822116.1374.27232
3.92717515.8514.46451
4.08031417.0654.660291
3.70529514.6371.32846
4.90837219.9442.1771
6.51225924.5051.2771
6.61944824.4053.843198
8.96460531.6517.0311.075
6.65858326.6897.0031.871
7.50850327.6777.249342
6.99950325.7376.593641
7.02134825.2726.57518

Evolução entre quadrimestres

O aproveitamento do teto subiu de 55,8% no 1º quadrimestre de 2025 para 69,9% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.

Aproveitamento do teto, pela régua integral
Mandirituba/PR · distância até o teto por quadrimestre, pela régua integral
QuadrimestreAbaixo do teto por anoAproveitamento
1º quadrimestre de 2026R$ 422.69469,9%
3º quadrimestre de 2025R$ 526.04162,5%
2º quadrimestre de 2025R$ 509.38863,7%
1º quadrimestre de 2025R$ 620.08255,8%
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres

A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.

Rede instalada

As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.

Unidades básicas de saúde
8
UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 3.638 habitantes
Outros pontos da Atenção Primária
1
Polo Academia da Saúde (1)
Estabelecimentos ativos no CNES
34
todos os tipos, públicos e privados
Os demais estabelecimentos ativos de Mandirituba/PR, por tipo de unidade
Tipo de unidadeQuantidade
Consultório Isolado5
Farmácia4
Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT)4
Clínica / Centro de Especialidade3
Polo de Prevenção e Reabilitação2
Outros tipos1
Policlínica1
Hospital Geral1
Mais 4 tipos4

Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 01/10/2026

Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária

Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Mandirituba/PR, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 5 dos 34 estabelecimentos ativos.

O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.

Perguntas frequentes

Quanto Mandirituba deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Mandirituba recebe R$ 1.124.082 por ano e fica R$ 278.694 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 980.082 e fica R$ 422.694 por ano abaixo do teto (R$ 35.225 por mês) — R$ 144.000 a menos que em 2026. O teto, com todas as 9 equipes em Ótimo, é R$ 1.402.776.

O que muda para Mandirituba em 2027?

A partir de 2027, Mandirituba passa a receber R$ 144.000 a menos por ano — R$ 12.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Mandirituba, 4 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 2 em Suficiente e 2 em Regular. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 278.694), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 422.694 por ano abaixo do teto de R$ 1.402.776. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

Por que Mandirituba deixa de receber esse valor?

Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Mandirituba, 13 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente vínculo e acompanhamento territorial.

Como Mandirituba descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?

O corte de 2027 de Mandirituba — R$ 144.000 por ano — está inteiro em 4 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.

Como Mandirituba encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?

6 das 7 equipes de Mandirituba estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 4 de 7. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 240.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.

Como Mandirituba sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?

As 7 equipes de Mandirituba estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 1 em Bom, 3 em Suficiente e 3 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.

Como esse valor é calculado?

Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.

Mandirituba consegue recuperar esse dinheiro?

Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.

De onde vêm esses dados?

Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.

Qual é a produção da Atenção Primária em Mandirituba?

Entre jan/2025 e jul/2026, Mandirituba registrou 89.150 atendimentos individuais na Atenção Primária — 7.021 no mês mais recente. O ritmo subiu 93,4% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 6.575 visitas domiciliares registradas — 225,9 por mil habitantes.

Outros municípios do Paraná estão na mesma situação?

Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 392 dos 399 municípios do Paraná com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 173,7 milhões por ano no estado inteiro.

Municípios vizinhos — região imediata de Curitiba

Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).

Abaixo do teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano
Colombo241.672 habitantesR$ 6,0 milhões
Campo Largo144.504 habitantesR$ 3,5 milhões
Araucária162.247 habitantesR$ 2,8 milhões
Almirante Tamandaré125.861 habitantesR$ 926 mil
Campina Grande do Sul50.600 habitantesR$ 594 mil
Campo Magro31.888 habitantesR$ 583 mil
Bocaiúva do Sul13.405 habitantesR$ 330 mil
Balsa Nova13.867 habitantesR$ 310 mil
Agudos do Sul10.770 habitantesR$ 241 mil
Cerro Azul16.287 habitantesR$ 203 mil
Campo do Tenente7.693 habitantesR$ 171 mil
Adrianópolis6.319 habitantesR$ 159 mil

Ver todos os 399 municípios do Paraná · Panorama do Brasil

Glossário

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)

    Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.

    Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.

  • Componente Qualidade

    O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.

    Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • eAP — Equipe de Atenção Primária

    Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).

    A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.

  • eSB — Equipe de Saúde Bucal

    Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.

    Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).

  • eMulti — Equipe Multiprofissional

    Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.

    Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.

  • Produção

    A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.

    É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.

  • e-SUS APS

    O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.

    Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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