Financiamento da Atenção Primária em Belo Horizonte/MG — quanto o município deixa na mesa

Belo Horizonte deixa na mesa

R$ 21,1 milhõespor ano

do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.

Por mês
R$ 1.761.894
Do valor máximo
15,9% fica de fora
Até o fim do mandato (2026–2028)
R$ 68,7 milhões
2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
Recebe R$ 111,4 milhões

R$ 0▲ R$ 21,1 milhões na mesa · teto R$ 132,6 milhões

E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 23.792.403 por ano (R$ 2.649.675 a mais).

A partir de 2027, Belo Horizonte passa a receber R$ 2.649.675 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

São 1.028 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.

Veja como recuperar ↓Falar no WhatsApp

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Veja como funciona: o que a coordenação de Belo Horizonte veria no GestorSaúde

Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

2

Ótimo

15

Bom

24

Suficiente

1

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ESF Boa Vista0000001686
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C3 · Cuidado na gestação e puerpério

ESF Centro

Suficiente

O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?

Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico

Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos

: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre

45,5%

Suficiente

546

o que foi feito

1.200

o total possível

Nesta equipe, 12 pessoas estão no indicador (gestante): somam 546 pontos de boa prática dos 1.200 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 45,5%.

Faltam 55 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.

Onde quebra

1ª consulta até a 12ª semana de gestação
6/12
7 consultas de pré-natal
6/12
7 aferições de pressão arterial
6/12
7 registros de peso e altura
6/12
3 visitas do agente comunitário
5/12
Vacina dTpa a partir da 20ª semana
2/12
Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre
6/12
Sífilis e HIV no 3º trimestre
6/12
Consulta no puerpério
6/12
Visita do agente no puerpério
5/12
Atendimento odontológico na gestação
6/12

10 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Vanessa T. Lima

    falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana

  • Vanessa C. Nascimento

    falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana

  • Cláudia L. Ferreira

    falta: 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Visita do agente no puerpério

  • Fernanda G. Santos

    falta: 7 consultas de pré-natal · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério

  • Jéssica N. Souza

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 aferições de pressão arterial · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Camila E. Carvalho

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Patrícia T. Gomes

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

  • Cláudia K. Oliveira

    falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Visita do agente no puerpério · Atendimento odontológico na gestação

Mostrando 8 de 10. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
  2. 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
  3. 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.

A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Belo Horizonte em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes de Belo HorizonteFalar no WhatsApp

Belo Horizonte/MG em números

Belo Horizonte/MG · 1º quadrimestre de 2026 · valores anuais do componente de desempenho do cofinanciamento federal da APS
MunicípioBelo Horizonte/MGcódigo IBGE 3106200
População (IBGE)2.415.872 habitantes
Período de referência1º quadrimestre de 2026
Equipes avaliadas988597 eSF · 309 eSB · 82 eMulti
Avaliações de equipe, por faixa1.585557 Ótimo · 918 Bom · 94 Suficiente · 16 Regular
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 111.418.164 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 108.768.489 por ano
Corte em 2027R$ 2.649.675 por anoR$ 220.806 por mês · 110 avaliações em Suficiente ou Regular
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 132.560.892 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 21.142.728 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 23.792.403 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202782,1%recebe ÷ teto
Posição em Minas Gerais2º de 853do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027
Posição no Brasil10ºmesma ordem
FonteSIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido — para citar

Belo Horizonte (2.415.872 habitantes) tem 988 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 111.418.164 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 21.142.728 abaixo do teto de R$ 132.560.892, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 108.768.489 por ano — R$ 2.649.675 a menos, porque 110 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 23.792.403 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 82,1% do teto: 1.028 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 853 municípios de Minas Gerais, Belo Horizonte é o 2º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 10º do país.

Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Belo Horizonte/MG”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/mg/belohorizonte

O que muda em 2027

A partir de 2027, Belo Horizonte passa a receber R$ 2.649.675 a menos por ano — R$ 220.806 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.

Onde está o corte de 2027 em Belo Horizonte/MG, por ano
Componente — tipo de equipeCorte por ano
Vínculo — Saúde da Família26 em Suficiente · 9 em RegularR$ 1.056.000
Qualidade — Saúde da Família43 em SuficienteR$ 1.032.000
Qualidade — Multiprofissional14 em SuficienteR$ 378.000
Qualidade — Saúde Bucal11 em Suficiente · 7 em RegularR$ 183.675

Total: R$ 2.649.675 por ano · 94 avaliações em Suficiente e 16 em Regular

Por que muda — e o texto da norma

Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Belo Horizonte, 110 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 26 em Suficiente e 9 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 43 em Suficiente; Qualidade — Multiprofissional: 14 em Suficiente; Qualidade — Saúde Bucal: 11 em Suficiente e 7 em Regular.

Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 21.142.728), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 23.792.403 por ano abaixo do teto de R$ 132.560.892.

O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)

“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)

Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026 — Diário Oficial da União de 14/05/2026, Edição 89, Seção 1, página 1105. Ler no Diário Oficial · Como os dois regimes são calculados

Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.

Onde a diferença se concentra

81% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 19.376.403 de R$ 23.792.403 por ano — está no componente Qualidade.

Abaixo do teto a partir de 2027, por componente
ComponenteAbaixo do teto por ano
Qualidade81% do totalR$ 19,4 milhões
Vínculo e Acompanhamento Territorial19% do totalR$ 4,4 milhões

Indicadores com mais equipes fora do Ótimo

Os achados, um a um
  • A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 19.376.403 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 81% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
  • Saúde da Família: R$ 19.776.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 597 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 94.848.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 114.624.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 96.936.000.
  • Cuidado da Pessoa Idosa: 597 equipes fora do ÓtimoDe 597 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 164 em Bom, 433 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
  • Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 597 equipes fora do ÓtimoDe 597 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 593 em Suficiente e 2 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
  • Cuidado da Gestante e da Puérpera: 595 equipes fora do ÓtimoDe 597 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 2 estão em Ótimo, 102 em Bom, 466 em Suficiente e 27 em Regular. Onze boas práticas por gestação: primeira consulta até a 12ª semana; sete consultas, sete aferições de pressão e sete registros de peso e altura; três visitas do ACS depois da primeira consulta; a vacina dTpa a partir da 20ª semana; testes de sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre e de sífilis e HIV no 3º; uma atividade de saúde bucal na gestação; e, no puerpério, uma consulta e uma visita do ACS. Conta o que está registrado no prontuário eletrônico da gestante.
  • CVAT - Dimensão Acompanhamento: 177 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 420 de 597 equipes (eSF) estão em Ótimo.

Por tipo de equipe

Saúde da Família (eSF) concentra R$ 19.776.000 dos R$ 23.792.403 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 597 equipes.

Belo Horizonte/MG · 1º quadrimestre de 2026 · por ano, pela classificação de hoje
Tipo de equipeEquipesRecebe × tetoRecebe a partir de 2027TetoAbaixo do tetoCorte em 2027
Equipe de Saúde da Família (eSF)597R$ 94.848.000R$ 114.624.000R$ 19.776.000R$ 2.088.000
Equipe de Saúde Bucal (eSB)309R$ 7.251.489R$ 9.080.892R$ 1.829.403R$ 183.675
Equipe Multiprofissional (eMulti)82R$ 6.669.000R$ 8.856.000R$ 2.187.000R$ 378.000
Total988R$ 108.768.489R$ 132.560.892R$ 23.792.403R$ 2.649.675

As 1.585 avaliações de equipe, por faixa

Distribuição das avaliações de equipe por faixa em Belo Horizonte/MGÓtimo: 557; Bom: 918; Suficiente: 94; Regular: 16
  • Ótimo: 557(35%)
  • Bom: 918(58%)
  • Suficiente: 94(6%)
  • Regular: 16(1%)
Como ler esta tabela

Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.

Vínculo e Acompanhamento Territorial

A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 177 de 597 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.

Abaixo do teto no Vínculo
R$ 4,4 milhões
por ano, a partir de 2027
Corte de 2027 no Vínculo
R$ 1,1 milhão
por ano · o que a transição ainda paga como Bom
Belo Horizonte/MG · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada dimensão do Vínculo
DimensãoEquipeFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
AcompanhamentoeSF4201382910177(30%)
CadastroeSF572213125(4%)
O que é o Vínculo e como a nota é calculada

O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.

No 1º quadrimestre de 2026, 597 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Belo Horizonte: 457 em Ótimo, 105 em Bom, 26 em Suficiente e 9 em Regular. Por dimensão, 572 de 597 estão em Ótimo no Cadastro e 420 de 597 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.

Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 4.416.000 por ano do que Belo Horizonte fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 1.056.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.

A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.

Indicador a indicador

O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa Idosa: 597 de 597 (eSF). Em 12 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.

Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores

Belo Horizonte/MG · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada indicador de Qualidade
IndicadorEquipePesoFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
Cuidado da Pessoa IdosaeSF101644330597(100%)
Cuidado Integral à Saúde da MulhereSF2025932597(100%)
Cuidado da Gestante e da PuérperaeSF2210246627595(100%)
Cuidado no Desenvolvimento InfantileSF2245415135595(100%)
Cuidado da Pessoa com Diabetes MellituseSF132513430594(99%)
Cuidado da Pessoa com HipertensãoeSF140463940557(93%)
Mais Acesso à Atenção Primária à SaúdeeSF116527111249432(72%)
Procedimentos Odontológicos preventivos na APSeSB282380198301(97%)
Escovação Supervisionada na APSeSB168912220241(78%)
Tratamento Odontológico concluído na APSeSB21181204922191(62%)
1ª Consulta Odontológica programada na APSeSB2177813615132(43%)
Taxa de exodontias na APSeSB2181191099128(41%)
Média de atendimentos da eMulti por pessoaeMulti6122842070(85%)
Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APSeMulti41421272068(83%)
Tratamento Restaurador Atraumático na APSeSB1295221014(5%)

Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.

Como os pesos entram na nota

A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.

Produção mês a mês

Atendimentos individuais em jul/2026: 342.103. O último trimestre ficou 26,5% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.

  • Atendimentos individuais

    342.103em jul/2026

    ↓ -26,5%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Consultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.

  • Atendimentos odontológicos

    37.813em jul/2026

    ↑ +46,4%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Atendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.

  • Procedimentos

    884.555em jul/2026

    ↑ +17,6%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Procedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).

  • Visitas domiciliares

    834.818em jul/2026

    → -0%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Visitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.

  • Atividades coletivas

    14.321em jul/2026

    ↓ -36,1%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Grupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.

Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem

A leitura da série e a tabela mês a mês

Entre jan/2025 e jul/2026, Belo Horizonte registrou 6.792.033 atendimentos individuais na Atenção Primária — 342.103 no mês mais recente. O ritmo caiu 26,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 834.818 visitas domiciliares registradas — 345,6 por mil habitantes.

É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.

Belo Horizonte/MG · registros por mês na Atenção Primária (SIAPS / Ministério da Saúde)
MêsAtendimentos individuaisAtendimentos odontológicosProcedimentosVisitas domiciliaresAtividades coletivas
366.80624.588604.606695.69099.009
375.00926.268623.356752.560118.516
361.76220.004577.203730.298110.872
400.31419.273620.181780.459159.077
462.81418.509703.711824.471188.571
403.54717.739635.259812.342183.302
445.09535.265757.145841.026160.640
437.89931.096695.788842.853138.076
445.27135.182717.216874.401165.118
455.23534.337732.998836.131148.292
431.56030.762689.770802.756138.346
241.48128.577487.442730.438101.991
184.48230.290431.216692.24893.094
228.98929.775556.609714.67799.766
310.86639.390771.593884.702165.536
276.94230.425676.857783.803159.147
321.37434.320819.790823.920164.556
300.48432.563760.326818.439161.425
342.10337.813884.555834.81814.321

Evolução entre quadrimestres

O aproveitamento do teto subiu de 77,5% no 1º quadrimestre de 2025 para 82,1% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.

Aproveitamento do teto, pela régua integral
Belo Horizonte/MG · distância até o teto por quadrimestre, pela régua integral
QuadrimestreAbaixo do teto por anoAproveitamento
1º quadrimestre de 2026R$ 23.792.40382,1%
3º quadrimestre de 2025R$ 24.769.97781,3%
2º quadrimestre de 2025R$ 27.798.02179,0%
1º quadrimestre de 2025R$ 29.735.10977,5%
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres

A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.

Rede instalada

As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.

Unidades básicas de saúde
165
UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 14.642 habitantes
Outros pontos da Atenção Primária
84
Polo Academia da Saúde (83) · Unidade de Atenção à Saúde Indígena (1)
Estabelecimentos ativos no CNES
7.289
todos os tipos, públicos e privados
Os demais estabelecimentos ativos de Belo Horizonte/MG, por tipo de unidade
Tipo de unidadeQuantidade
Clínica / Centro de Especialidade3.188
Consultório Isolado2.509
Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT)380
Farmácia343
Cooperativa / Central de Gestão198
Serviço de Atenção Domiciliar90
Outros tipos77
Hospital Geral41
Mais 16 tipos214

Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 03/10/2026

Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária

Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Belo Horizonte/MG, o tipo mais numeroso é “Clínica / Centro de Especialidade”: 3.188 dos 7.289 estabelecimentos ativos.

O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.

Perguntas frequentes

Quanto Belo Horizonte deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Belo Horizonte recebe R$ 111.418.164 por ano e fica R$ 21.142.728 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 108.768.489 e fica R$ 23.792.403 por ano abaixo do teto (R$ 1.982.700 por mês) — R$ 2.649.675 a menos que em 2026. O teto, com todas as 988 equipes em Ótimo, é R$ 132.560.892.

O que muda para Belo Horizonte em 2027?

A partir de 2027, Belo Horizonte passa a receber R$ 2.649.675 a menos por ano — R$ 220.806 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Belo Horizonte, 110 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 26 em Suficiente e 9 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 43 em Suficiente; Qualidade — Multiprofissional: 14 em Suficiente; Qualidade — Saúde Bucal: 11 em Suficiente e 7 em Regular. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 21.142.728), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 23.792.403 por ano abaixo do teto de R$ 132.560.892. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

Por que Belo Horizonte deixa de receber esse valor?

Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Belo Horizonte, 1.028 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.

Como Belo Horizonte descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?

O corte de 2027 de Belo Horizonte — R$ 2.649.675 por ano — está inteiro em 110 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.

Como Belo Horizonte encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?

177 das 597 equipes de Belo Horizonte estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 25 de 597. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 4.416.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.

Como Belo Horizonte sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?

595 das 597 equipes de Belo Horizonte estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 45 em Bom, 415 em Suficiente e 135 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.

Como esse valor é calculado?

Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.

Belo Horizonte consegue recuperar esse dinheiro?

Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.

De onde vêm esses dados?

Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.

Qual é a produção da Atenção Primária em Belo Horizonte?

Entre jan/2025 e jul/2026, Belo Horizonte registrou 6.792.033 atendimentos individuais na Atenção Primária — 342.103 no mês mais recente. O ritmo caiu 26,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 834.818 visitas domiciliares registradas — 345,6 por mil habitantes.

Outros municípios de Minas Gerais estão na mesma situação?

Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 843 dos 853 municípios de Minas Gerais com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 316,6 milhões por ano no estado inteiro.

Municípios vizinhos — região imediata de Belo Horizonte

Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).

Abaixo do teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano
Contagem651.718 habitantesR$ 9,2 milhões
Betim431.433 habitantesR$ 9,2 milhões
Ibirité179.582 habitantesR$ 3,9 milhões
Esmeraldas93.103 habitantesR$ 2,0 milhões
Brumadinho41.090 habitantesR$ 1,1 milhão
Lagoa Santa81.299 habitantesR$ 1,1 milhão
Igarapé49.120 habitantesR$ 697 mil
Caeté39.775 habitantesR$ 511 mil
Jaboticatubas21.407 habitantesR$ 354 mil
Juatuba33.249 habitantesR$ 253 mil
Confins7.758 habitantesR$ 118 mil
Florestal8.469 habitantesR$ 55 mil

Ver todos os 853 municípios de Minas Gerais · Panorama do Brasil

Glossário

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)

    Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.

    Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.

  • Componente Qualidade

    O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.

    Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • eAP — Equipe de Atenção Primária

    Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).

    A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.

  • eSB — Equipe de Saúde Bucal

    Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.

    Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).

  • eMulti — Equipe Multiprofissional

    Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.

    Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.

  • Produção

    A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.

    É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.

  • e-SUS APS

    O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.

    Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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