Financiamento da Atenção Primária em Alto Longá/PI — quanto o município deixa na mesa
Alto Longá deixa na mesa
R$ 243 milpor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 20.286
- Do valor máximo
- 14,7% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 826 mil
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 243 mil na mesa · teto R$ 1,7 milhão
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 291.429 por ano (R$ 48.000 a mais).
A partir de 2027, Alto Longá passa a receber R$ 48.000 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 15 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Alto Longá veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
14
Ótimo
20
Bom
6
Suficiente
2
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 | |||||||
| ESF Boa Vista0000001686 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C3 · Cuidado na gestação e puerpério
ESF São José
O pré-natal começa cedo, acontece inteiro e não para no parto?
Conta quem: Soma de 11 boas práticas por gestante/puérpera: 1ª consulta até a 12ª semana (10) e mais dez de 9 pontos — 7 consultas, 7 aferições de pressão, 7 registros de peso e altura, 3 visitas do ACS, dTpa, exames do 1º e do 3º trimestre, consulta e visita no puerpério, atendimento odontológico
Dividido por: Gestantes e puérperas vinculadas à equipe no período × 100 pontos
Período: A gestação de cada pessoa, mais os 42 dias de puerpério — não o quadrimestre
42,3%
Suficiente
592
o que foi feito
1.400
o total possível
Nesta equipe, 14 pessoas estão no indicador (gestante): somam 592 pontos de boa prática dos 1.400 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 42,3%.
Faltam 109 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Bom.
Onde quebra
14 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Cláudia H. Martins
falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Ana L. Ferreira
falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Luana I. Almeida
falta: Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Sandra U. Rodrigues
falta: Visita do agente no puerpério
Fernanda B. Nascimento
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana
Luana A. Rocha
falta: 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Visita do agente no puerpério
Ana O. Carvalho
falta: 7 consultas de pré-natal · 3 visitas do agente comunitário · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério · Atendimento odontológico na gestação
Sandra F. Ribeiro
falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · 7 consultas de pré-natal · 7 aferições de pressão arterial · 7 registros de peso e altura · Vacina dTpa a partir da 20ª semana · Sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre · Sífilis e HIV no 3º trimestre · Consulta no puerpério
Mostrando 8 de 14. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Captar a gestante antes da 12ª semana: é a única prática que vale 10 pontos, e é a que não tem segunda chance — passou o trimestre, perdeu.
- 2Marcar a consulta de puerpério e a visita do ACS JUNTO da alta do parto: são 18 pontos que quase sempre ficam em branco por falta de agendamento, não por falta de cuidado.
- 3Encaminhar toda gestante para uma consulta odontológica — 9 pontos, e é a prática mais barata de fechar porque a eSB já está na mesma unidade.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. A idade gestacional só é conhecida quando o profissional preenche a semana ou a data da última menstruação na ficha. Sem isso, "1ª consulta até a 12ª semana" e "dTpa a partir da 20ª" não têm como ser aferidas, e a gestante aparece sem esses pontos mesmo tendo sido bem cuidada.
A conferir: A ficha define o acompanhamento pelo período da gestação, que o Siaps conhece pelo desfecho. Aqui a gestação é delimitada pelos registros de pré-natal da própria pessoa (com a idade gestacional quando houver), limitada a 300 dias. É aproximação declarada — e conservadora.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Alto Longá em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Alto Longá/PI em números
| Município | Alto Longá/PIcódigo IBGE 2200301 |
|---|---|
| População (IBGE) | 13.729 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 157 eSF · 7 eSB · 1 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 227 Ótimo · 13 Bom · 2 Suficiente · 0 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 1.414.287 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 1.366.287 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 48.000 por anoR$ 4.000 por mês · 2 avaliações em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 1.657.716 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 243.429 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 291.429 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 82,4%recebe ÷ teto |
| Posição em Piauí | 31º de 224do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 1.930ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Alto Longá (13.729 habitantes) tem 15 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 1.414.287 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 243.429 abaixo do teto de R$ 1.657.716, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 1.366.287 por ano — R$ 48.000 a menos, porque 2 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 291.429 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 82,4% do teto: 15 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 224 municípios do Piauí, Alto Longá é o 31º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 1.930º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Alto Longá/PI”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/pi/altolonga
O que muda em 2027
A partir de 2027, Alto Longá passa a receber R$ 48.000 a menos por ano — R$ 4.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Vínculo — Saúde da Família2 em Suficiente | R$ 48.000 |
Total: R$ 48.000 por ano · 2 avaliações em Suficiente e 0 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Alto Longá, 2 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 2 em Suficiente.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 243.429), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 291.429 por ano abaixo do teto de R$ 1.657.716.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
59% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 171.429 de R$ 291.429 por ano — está no componente Qualidade.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Qualidade59% do total | R$ 171 mil |
| Vínculo e Acompanhamento Territorial41% do total | R$ 120 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 171.429 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 59% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
- Saúde da Família: R$ 240.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 7 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 1.104.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 1.344.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 1.152.000.
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 2 em Bom, 4 em Suficiente e 1 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
- Tratamento Odontológico concluído na APS: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSB) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 4 em Suficiente e 2 em Regular. Das pessoas que tiveram a primeira consulta programática, a fatia com o tratamento concluído — e a conclusão registrada como tal no e-SUS, não apenas o atendimento inicial.
- Procedimentos Odontológicos preventivos na APS: 7 equipes fora do ÓtimoDe 7 equipes avaliadas (eSB) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 0 em Bom, 5 em Suficiente e 2 em Regular. Fatia preventiva dos procedimentos individuais do dentista. O Ótimo fica de 65% a 85%; abaixo de 40% é Regular — e acima de 85% também. Procedimento preventivo feito (como flúor, selante e profilaxia) conta quando é registrado como preventivo.
- CVAT - Dimensão Acompanhamento: 3 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 4 de 7 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 240.000 dos R$ 291.429 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 7 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 7 | R$ 1.104.000 | R$ 1.344.000 | R$ 240.000 | R$ 48.000 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 7 | R$ 154.287 | R$ 205.716 | R$ 51.429 | R$ 0 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 1 | R$ 108.000 | R$ 108.000 | R$ 0 | R$ 0 | |
| Total | 15 | R$ 1.366.287 | R$ 1.657.716 | R$ 291.429 | R$ 48.000 |
As 22 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 7(32%)
- Bom: 13(59%)
- Suficiente: 2(9%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 3 de 7 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 120 mil
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- R$ 48 mil
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acompanhamento | eSF | 4 | 1 | 2 | 0 | 3(43%) | |
| Cadastro | eSF | 5 | 1 | 1 | 0 | 2(29%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 7 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Alto Longá: 4 em Ótimo, 1 em Bom e 2 em Suficiente. Por dimensão, 5 de 7 estão em Ótimo no Cadastro e 4 de 7 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 120.000 por ano do que Alto Longá fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 48.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 7 de 7 (eSF). Em 10 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
| Indicador | Equipe | Peso | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cuidado no Desenvolvimento Infantil | eSF | 2 | 0 | 2 | 4 | 1 | 7(100%) | |
| Tratamento Odontológico concluído na APS | eSB | 2 | 0 | 1 | 4 | 2 | 7(100%) | |
| Procedimentos Odontológicos preventivos na APS | eSB | 2 | 0 | 0 | 5 | 2 | 7(100%) | |
| Cuidado da Gestante e da Puérpera | eSF | 2 | 1 | 5 | 1 | 0 | 6(86%) | |
| Cuidado Integral à Saúde da Mulher | eSF | 2 | 1 | 3 | 3 | 0 | 6(86%) | |
| Escovação Supervisionada na APS | eSB | 1 | 1 | 0 | 0 | 6 | 6(86%) | |
| Cuidado da Pessoa Idosa | eSF | 1 | 3 | 4 | 0 | 0 | 4(57%) | |
| Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde | eSF | 1 | 3 | 3 | 0 | 1 | 4(57%) | |
| Taxa de exodontias na APS | eSB | 2 | 3 | 0 | 0 | 4 | 4(57%) | |
| Cuidado da Pessoa com Hipertensão | eSF | 1 | 4 | 3 | 0 | 0 | 3(43%) | |
| Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus | eSF | 1 | 4 | 3 | 0 | 0 | 3(43%) | |
| 1ª Consulta Odontológica programada na APS | eSB | 2 | 5 | 2 | 0 | 0 | 2(29%) | |
| Tratamento Restaurador Atraumático na APS | eSB | 1 | 6 | 1 | 0 | 0 | 1(14%) | |
| Média de atendimentos da eMulti por pessoa | eMulti | 6 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APS | eMulti | 4 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 3.782. Ritmo estável em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (+3,6%).
Atendimentos individuais
3.782em jul/2026
↑ +3,6%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
632em jul/2026
↑ +18,1%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
18.728em jul/2026
↑ +27,1%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
10.432em jul/2026
↑ +7,3%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
33em jul/2026
↑ +47%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Alto Longá registrou 60.252 atendimentos individuais na Atenção Primária — 3.782 no mês mais recente. O ritmo está estável: variação de 3,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No mesmo mês foram 10.432 visitas domiciliares registradas — 759,9 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 920 | 139 | 3.699 | 5.922 | 56 | |
| 2.069 | 411 | 8.444 | 8.091 | 207 | |
| 2.967 | 406 | 10.488 | 8.778 | 3.348 | |
| 3.557 | 425 | 12.566 | 9.328 | 3.226 | |
| 2.627 | 563 | 9.782 | 9.530 | 1.974 | |
| 3.308 | 452 | 13.365 | 8.450 | 420 | |
| 3.944 | 522 | 16.623 | 9.159 | 68 | |
| 3.892 | 383 | 18.224 | 9.048 | 309 | |
| 3.711 | 366 | 15.978 | 9.598 | 1.952 | |
| 3.969 | 378 | 16.712 | 9.795 | 2.659 | |
| 3.081 | 509 | 12.746 | 9.023 | 1.559 | |
| 2.894 | 298 | 12.670 | 8.385 | 257 | |
| 3.284 | 464 | 15.376 | 9.276 | 108 | |
| 2.866 | 454 | 13.015 | 8.826 | 164 | |
| 3.417 | 671 | 16.005 | 10.627 | 2.748 | |
| 3.515 | 640 | 16.001 | 9.098 | 2.217 | |
| 3.235 | 598 | 15.527 | 9.427 | 2.403 | |
| 3.214 | 585 | 16.305 | 9.272 | 1.182 | |
| 3.782 | 632 | 18.728 | 10.432 | 33 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 63,7% no 1º quadrimestre de 2025 para 82,4% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 291.429 | 82,4% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 306.123 | 81,5% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 454.164 | 72,6% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 602.511 | 63,7% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 7
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 1.961 habitantes
- Outros pontos da Atenção Primária
- 1
- Unidade Mista (1)
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 11
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Unidade Móvel Terrestre | 1 |
| Unidade Móvel Pré-Hospitalar | 1 |
| Central de Gestão / Regulação | 1 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 01/10/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Alto Longá/PI, o tipo mais numeroso é “Unidade Móvel Terrestre”: 1 dos 11 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Alto Longá deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Alto Longá recebe R$ 1.414.287 por ano e fica R$ 243.429 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 1.366.287 e fica R$ 291.429 por ano abaixo do teto (R$ 24.286 por mês) — R$ 48.000 a menos que em 2026. O teto, com todas as 15 equipes em Ótimo, é R$ 1.657.716.
O que muda para Alto Longá em 2027?
A partir de 2027, Alto Longá passa a receber R$ 48.000 a menos por ano — R$ 4.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Alto Longá, 2 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 2 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 243.429), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 291.429 por ano abaixo do teto de R$ 1.657.716. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que Alto Longá deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Alto Longá, 15 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.
Como Alto Longá descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de Alto Longá — R$ 48.000 por ano — está inteiro em 2 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Suficiente.
Como Alto Longá encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
3 das 7 equipes de Alto Longá estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 2 de 7. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 120.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.
Como Alto Longá sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
As 7 equipes de Alto Longá estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 2 em Bom, 4 em Suficiente e 1 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Alto Longá consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Alto Longá?
Entre jan/2025 e jul/2026, Alto Longá registrou 60.252 atendimentos individuais na Atenção Primária — 3.782 no mês mais recente. O ritmo está estável: variação de 3,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. No mesmo mês foram 10.432 visitas domiciliares registradas — 759,9 por mil habitantes.
Outros municípios do Piauí estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 208 dos 224 municípios do Piauí com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 52,3 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Teresina
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Altos50.094 habitantes | R$ 953 mil |
| Miguel Alves33.074 habitantes | R$ 845 mil |
| José de Freitas44.689 habitantes | R$ 638 mil |
| Monsenhor Gil10.513 habitantes | R$ 152 mil |
| Beneditinos10.093 habitantes | R$ 145 mil |
| Nazária10.821 habitantes | R$ 133 mil |
| Lagoa Alegre8.464 habitantes | R$ 120 mil |
| Demerval Lobão17.139 habitantes | R$ 118 mil |
| Novo Santo Antônio2.888 habitantes | R$ 117 mil |
| Lagoa do Piauí5.017 habitantes | R$ 58 mil |
| Curralinhos4.555 habitantes | R$ 27 mil |
| Coivaras4.249 habitantes | R$ 7 mil |
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.