Financiamento da Atenção Primária em Peabiru/PR — quanto o município deixa na mesa
Peabiru deixa na mesa
R$ 202 milpor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 16.862
- Do valor máximo
- 18,4% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 775 mil
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 202 mil na mesa · teto R$ 1,1 milhão
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 286.347 por ano (R$ 84.000 a mais).
A partir de 2027, Peabiru passa a receber R$ 84.000 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 11 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Peabiru veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
3
Ótimo
18
Bom
7
Suficiente
14
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 | |||||||
| ESF Boa Vista0000001686 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C4 · Cuidado da pessoa com diabetes
ESF Jardim das Flores
As pessoas com diabetes estão sendo acompanhadas de verdade?
Conta quem: Soma das boas práticas por pessoa: consulta em 6 meses (20) · PA aferida em 6 meses (15) · peso e altura em 12 meses (15) · 2 visitas do ACS em 12 meses (20) · hemoglobina glicada em 12 meses (15) · avaliação dos pés em 12 meses (15)
Dividido por: Pessoas com diabetes ativa vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Cada boa prática tem a sua: 6, 6, 12, 12, 12 e 12 meses até o fim da competência
20,8%
Regular
2.515
o que foi feito
12.100
o total possível
Nesta equipe, 121 pessoas estão no indicador (diabetes): somam 2.515 pontos de boa prática dos 12.100 possíveis (100 por pessoa) — ou seja, 20,8%.
Faltam 511 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
119 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Fábio T. Nascimento
falta: Pressão arterial aferida
Aline R. Carvalho
falta: Pressão arterial aferida
Fábio P. Ferreira
falta: Consulta médica ou de enfermagem
José N. Ribeiro
falta: Pressão arterial aferida
Lúcia L. Silva
falta: Pressão arterial aferida
Maria E. Carvalho
falta: Pressão arterial aferida
Luana O. Almeida
falta: Consulta médica ou de enfermagem
Luana O. Carvalho
falta: Pressão arterial aferida
Mostrando 8 de 119. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Solicitar hemoglobina glicada PELO PEC, não só pelo papel: é a prática que mais some do cálculo, e vale 15 dos 100 pontos.
- 2Fazer e registrar o exame dos pés (SIGTAP 03.01.04.009-5) na consulta de acompanhamento — outros 15 pontos, e é prevenção de amputação.
- 3Abrir a lista nominal e priorizar quem já tem consulta e falta só exame: são os mais baratos de fechar.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Atendimento feito fora do município não aparece aqui, e a validação final é do Siaps. A hemoglobina glicada e a avaliação dos pés são procuradas pelos dois códigos que o prontuário grava (o do Ministério e o próprio do e-SUS); exame pedido só em papel, que nunca passou pelo PEC, continua fora da conta — aqui e no Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Peabiru em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Peabiru/PR em números
| Município | Peabiru/PRcódigo IBGE 4118808 |
|---|---|
| População (IBGE) | 13.494 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 84 eSF · 2 eAP · 1 eSB · 1 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 143 Ótimo · 7 Bom · 1 Suficiente · 3 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 895.041 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 811.041 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 84.000 por anoR$ 7.000 por mês · 4 avaliações em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 1.097.388 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 202.347 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 286.347 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 73,9%recebe ÷ teto |
| Posição em Paraná | 113º de 399do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 1.955ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Peabiru (13.494 habitantes) tem 8 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 895.041 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 202.347 abaixo do teto de R$ 1.097.388, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 811.041 por ano — R$ 84.000 a menos, porque 4 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 286.347 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 73,9% do teto: 11 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 399 municípios do Paraná, Peabiru é o 113º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 1.955º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Peabiru/PR”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/pr/peabiru
O que muda em 2027
A partir de 2027, Peabiru passa a receber R$ 84.000 a menos por ano — R$ 7.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Vínculo — Atenção Primária2 em Regular | R$ 48.000 |
| Qualidade — Atenção Primária1 em Suficiente · 1 em Regular | R$ 36.000 |
Total: R$ 84.000 por ano · 1 avaliações em Suficiente e 3 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Peabiru, 4 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Atenção Primária: 2 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 1 em Suficiente e 1 em Regular.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 202.347), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 286.347 por ano abaixo do teto de R$ 1.097.388.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
66% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 190.347 de R$ 286.347 por ano — está no componente Qualidade.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Qualidade66% do total | R$ 190 mil |
| Vínculo e Acompanhamento Territorial34% do total | R$ 96 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus4 de 4 eSF
- Cuidado da Pessoa Idosa4 de 4 eSF
- Cuidado da Gestante e da Puérpera4 de 4 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 190.347 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 66% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
- Atenção Primária: R$ 132.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 2 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 60.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 192.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 144.000.
- Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 4 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Seis boas práticas: consulta com médico ou enfermeiro e aferição de pressão nos últimos 6 meses; peso e altura registrados juntos, hemoglobina glicada solicitada ou avaliada e avaliação dos pés nos últimos 12 meses; e duas visitas do ACS em 12 meses, com pelo menos 30 dias entre elas. Na glicada, a solicitação registrada já conta — exame feito fora e não registrado no prontuário, não.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 4 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado da Gestante e da Puérpera: 4 equipes fora do ÓtimoDe 4 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 4 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Onze boas práticas por gestação: primeira consulta até a 12ª semana; sete consultas, sete aferições de pressão e sete registros de peso e altura; três visitas do ACS depois da primeira consulta; a vacina dTpa a partir da 20ª semana; testes de sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre e de sífilis e HIV no 3º; uma atividade de saúde bucal na gestação; e, no puerpério, uma consulta e uma visita do ACS. Conta o que está registrado no prontuário eletrônico da gestante.
- CVAT - Dimensão Cadastro: 2 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 0 de 2 equipes (eAP) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Atenção Primária (eAP) concentra R$ 132.000 dos R$ 286.347 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 2 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 4 | R$ 648.000 | R$ 768.000 | R$ 120.000 | R$ 0 | |
| Equipe de Atenção Primária (eAP) | 2 | R$ 60.000 | R$ 192.000 | R$ 132.000 | R$ 84.000 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 1 | R$ 22.041 | R$ 29.388 | R$ 7.347 | R$ 0 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 1 | R$ 81.000 | R$ 108.000 | R$ 27.000 | R$ 0 | |
| Total | 8 | R$ 811.041 | R$ 1.097.388 | R$ 286.347 | R$ 84.000 |
As 14 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 3(21%)
- Bom: 7(50%)
- Suficiente: 1(7%)
- Regular: 3(21%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 3 de 6 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 96 mil
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- R$ 48 mil
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cadastro | eAP | 0 | 0 | 0 | 2 | 2(100%) | |
| Acompanhamento | eAP | 0 | 0 | 0 | 2 | 2(100%) | |
| Acompanhamento | eSF | 3 | 0 | 1 | 0 | 1(25%) | |
| Cadastro | eSF | 4 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 6 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Peabiru: 3 em Ótimo, 1 em Bom e 2 em Regular. Por dimensão, 4 de 6 estão em Ótimo no Cadastro e 3 de 6 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 96.000 por ano do que Peabiru fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 48.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: 4 de 4 (eSF). Em 10 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 3.613. O último trimestre ficou 20,9% abaixo do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
3.613em jul/2026
↓ -20,9%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
336em jul/2026
↑ +41,6%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
31.195em jul/2026
↑ +25,2%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
2.484em jul/2026
↓ -43,2%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
154em jul/2026
↑ +182,7%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Peabiru registrou 62.320 atendimentos individuais na Atenção Primária — 3.613 no mês mais recente. O ritmo caiu 20,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 2.484 visitas domiciliares registradas — 184,1 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.950 | 128 | 11.198 | 2.709 | 1 | |
| 3.775 | 178 | 16.362 | 2.778 | 3 | |
| 3.934 | 154 | 17.262 | 3.158 | 402 | |
| 3.696 | 200 | 17.985 | 3.542 | 639 | |
| 3.377 | 163 | 18.589 | 3.711 | 619 | |
| 3.081 | 142 | 15.981 | 2.266 | 557 | |
| 3.850 | 202 | 20.905 | 2.880 | 649 | |
| 3.801 | 178 | 28.279 | 2.320 | 714 | |
| 3.642 | 292 | 28.072 | 2.632 | 1.564 | |
| 3.523 | 293 | 25.317 | 2.523 | 1.316 | |
| 3.290 | 270 | 24.966 | 2.151 | 813 | |
| 2.559 | 137 | 20.118 | 1.176 | 467 | |
| 2.901 | 151 | 24.033 | 2.784 | 23 | |
| 3.095 | 173 | 27.168 | 2.563 | 3.336 | |
| 3.947 | 271 | 34.886 | 726 | 5.154 | |
| 3.745 | 248 | 32.864 | 1.947 | 4.467 | |
| 1.347 | 99 | 11.596 | 248 | 156 | |
| 3.194 | 283 | 26.636 | 2.302 | 4.850 | |
| 3.613 | 336 | 31.195 | 2.484 | 154 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto caiu de 75,0% no 1º quadrimestre de 2025 para 73,9% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 286.347 | 73,9% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 322.347 | 70,6% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 202.347 | 77,7% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 226.347 | 75,0% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 3
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 4.498 habitantes
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 37
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Consultório Isolado | 17 |
| Farmácia | 6 |
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 5 |
| Clínica / Centro de Especialidade | 4 |
| Pronto Atendimento | 1 |
| Central de Gestão / Regulação | 1 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 01/10/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Peabiru/PR, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 17 dos 37 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Peabiru deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Peabiru recebe R$ 895.041 por ano e fica R$ 202.347 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 811.041 e fica R$ 286.347 por ano abaixo do teto (R$ 23.862 por mês) — R$ 84.000 a menos que em 2026. O teto, com todas as 8 equipes em Ótimo, é R$ 1.097.388.
O que muda para Peabiru em 2027?
A partir de 2027, Peabiru passa a receber R$ 84.000 a menos por ano — R$ 7.000 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em Peabiru, 4 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Atenção Primária: 2 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 1 em Suficiente e 1 em Regular. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 202.347), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 286.347 por ano abaixo do teto de R$ 1.097.388. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que Peabiru deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Peabiru, 11 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.
Como Peabiru descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de Peabiru — R$ 84.000 por ano — está inteiro em 4 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.
Como Peabiru encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
3 das 6 equipes de Peabiru estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 2 de 6. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 96.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.
Como Peabiru sabe quem ficou sem visita do agente comunitário de saúde?
As visitas domiciliares registradas em Peabiru caíram 43,2% no último trimestre da série, em relação ao mesmo trimestre do ano anterior: foram 2.484 em jul/2026, o mês mais recente desta série. O número do SIAPS é o do município inteiro. Não diz de qual agente, de qual microárea, nem quem ficou sem visita — e a visita do agente comunitário de saúde é boa prática em 5 dos 7 indicadores das equipes de Saúde da Família (C2, C3, C4, C5 e C6). O GestorSaúde mostra as visitas de cada agente no período — inclusive quem não fez nenhuma — e quem já usa o aplicativo e quem nunca entrou. Também mostra, por agente e microárea, quantas pessoas do território estão há mais de 90 dias sem visita — e, ao abrir, quem são, na ordem de prioridade. No celular, a agente recebe a fila de quem está há mais de 90 dias sem visita — gestante, doença crônica, pessoa idosa, criança pequena e quem tem cuidado pendente primeiro. Sem sistema: Pedir a cada agente, microárea por microárea, a relação de quem tem hipertensão, diabetes ou 60 anos ou mais e ainda não tem duas visitas registradas nos últimos 12 meses, com 30 dias entre elas — é boa prática nos três indicadores.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Peabiru consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Peabiru?
Entre jan/2025 e jul/2026, Peabiru registrou 62.320 atendimentos individuais na Atenção Primária — 3.613 no mês mais recente. O ritmo caiu 20,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Queda sustentada de produção antecede queda de classificação: os indicadores do quadrimestre são calculados sobre exatamente esses registros. No mesmo mês foram 2.484 visitas domiciliares registradas — 184,1 por mil habitantes.
Outros municípios do Paraná estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 392 dos 399 municípios do Paraná com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 173,7 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Campo Mourão
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Campo Mourão104.122 habitantes | R$ 825 mil |
| Goioerê28.931 habitantes | R$ 226 mil |
| Engenheiro Beltrão12.347 habitantes | R$ 208 mil |
| Barbosa Ferraz10.580 habitantes | R$ 178 mil |
| Corumbataí do Sul3.770 habitantes | R$ 141 mil |
| Iretama10.832 habitantes | R$ 140 mil |
| Fênix4.488 habitantes | R$ 136 mil |
| Altamira do Paraná3.496 habitantes | R$ 130 mil |
| Araruna14.894 habitantes | R$ 106 mil |
| Farol2.994 habitantes | R$ 79 mil |
| Boa Esperança4.595 habitantes | R$ 31 mil |
| Campina da Lagoa16.014 habitantes | R$ 22 mil |
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.