Financiamento da Atenção Primária em Doutor Ricardo/RS — quanto o município deixa na mesa
Doutor Ricardo deixa na mesa
R$ 24 milpor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 2.000
- Do valor máximo
- 7,3% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 72 mil
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 24 mil na mesa · teto R$ 329 mil
Com a classificação de hoje, Doutor Ricardo fica R$ 24 mil por ano abaixo do teto do cofinanciamento federal da Atenção Primária — em 2026 e também a partir de 2027.
São 1 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de Doutor Ricardo veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
6
Ótimo
12
Bom
0
Suficiente
3
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C6 · Cuidado da pessoa idosa
ESF Jardim das Flores
Quem tem 60 anos ou mais está sendo visto pelo menos uma vez por ano?
Conta quem: Soma das boas práticas por pessoa idosa: consulta em 12 meses (25) · peso e altura no mesmo dia em 12 meses (25) · 2 visitas do ACS com 30 dias de intervalo em 12 meses (25) · vacina da influenza em 12 meses (25)
Dividido por: Pessoas com 60 anos ou mais vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Últimos 12 meses até o fim da competência
65,9%
Bom
18.850
o que foi feito
28.600
o total possível
Nesta equipe, 286 pessoas estão no indicador (pessoa idosa): foram cumpridas 754 boas práticas das 1.144 possíveis (4 por pessoa) — ou seja, 65,9%.
Faltam 2.601 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Ótimo.
Onde quebra
175 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Antônia Q. Rodrigues
falta: Peso e altura no mesmo registro
Maria G. Martins
falta: Peso e altura no mesmo registro
Manoel S. Gomes
falta: Peso e altura no mesmo registro
Francisca S. Almeida
falta: Peso e altura no mesmo registro
Olga Q. Pereira
falta: Peso e altura no mesmo registro
Antônia P. Carvalho
falta: Peso e altura no mesmo registro
Luiz O. Oliveira
falta: Peso e altura no mesmo registro
José H. Lima
falta: Consulta médica ou de enfermagem
Mostrando 8 de 175. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Cruzar a lista nominal com a campanha da influenza: a vacina vale 25 pontos e a campanha já leva a equipe até essa mesma população todo ano.
- 2Pesar e medir em TODA consulta da pessoa idosa — os dois campos no mesmo registro, no mesmo dia; separados não pontuam.
- 3Programar a segunda visita do ACS com pelo menos 30 dias da primeira: duas visitas no mesmo mês contam como uma.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina de influenza aplicada em campanha fora da unidade (drive-thru, escola, empresa) só conta se tiver sido lançada no PEC com o cidadão identificado. Dose registrada só no total da campanha não pontua ninguém.
A conferir: A ficha isenta a eAP (tipo 76) da prática de visitas domiciliares. Aqui as visitas contam para todas as equipes; onde houver eAP, o indicador dela aparece MENOR que o oficial.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para Doutor Ricardo em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
Doutor Ricardo/RS em números
| Município | Doutor Ricardo/RScódigo IBGE 4306759 |
|---|---|
| População (IBGE) | 1.924 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 31 eSF · 1 eSB · 1 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 43 Ótimo · 1 Bom · 0 Suficiente · 0 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 305.388 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 305.388 por ano |
| Corte em 2027 | nenhumtoda avaliação fora do Ótimo está em Bom |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 329.388 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 24.000 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 24.000 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 92,7%recebe ÷ teto |
| Posição em Rio Grande do Sul | 458º de 497do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 5.297ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
Doutor Ricardo (1.924 habitantes) tem 3 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 305.388 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 24.000 abaixo do teto de R$ 329.388, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, o valor não muda — toda avaliação fora do Ótimo está em Bom, que é o que a transição já paga — e a distância até o teto continua R$ 24.000 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 92,7% do teto: 1 avaliação de equipe está abaixo do Ótimo. Entre os 497 municípios do Rio Grande do Sul, Doutor Ricardo é o 458º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 5.297º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em Doutor Ricardo/RS”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/rs/doutorricardo
O que muda em 2027
A regra de transição não muda o valor de Doutor Ricardo: toda avaliação fora do Ótimo está em Bom.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes em Suficiente e Regular; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Como a única avaliação de Doutor Ricardo abaixo do Ótimo está em Bom, a distância até o teto é a mesma em 2026 e a partir de 2027: R$ 24.000 por ano.
O que acaba em 2027 é a proteção. Na transição, uma equipe que caísse para Suficiente ou Regular ainda receberia o valor de “Bom”; a partir de 2027, recebe pelo da própria faixa — para uma equipe de Saúde da Família, R$ 24.000 a menos por ano, em cada componente, a cada faixa que cair.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
100% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 24.000 de R$ 24.000 por ano — está no componente Vínculo e Acompanhamento Territorial.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Vínculo e Acompanhamento Territorial100% do total | R$ 24 mil |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus1 de 1 eSF
- Cuidado da Pessoa Idosa1 de 1 eSF
- Cuidado da Gestante e da Puérpera1 de 1 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente Vínculo e Acompanhamento TerritorialR$ 24.000 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 100% do total — vêm do componente Vínculo e Acompanhamento Territorial. O Vínculo mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas: sobe quando a equipe cadastra quem mora na área adscrita e mantém esse cadastro vivo.
- Saúde da Família: R$ 24.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 1 equipe desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 168.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 192.000.
- Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: 1 equipe fora do ÓtimoDe 1 equipe avaliada (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Seis boas práticas: consulta com médico ou enfermeiro e aferição de pressão nos últimos 6 meses; peso e altura registrados juntos, hemoglobina glicada solicitada ou avaliada e avaliação dos pés nos últimos 12 meses; e duas visitas do ACS em 12 meses, com pelo menos 30 dias entre elas. Na glicada, a solicitação registrada já conta — exame feito fora e não registrado no prontuário, não.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 1 equipe fora do ÓtimoDe 1 equipe avaliada (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- Cuidado da Gestante e da Puérpera: 1 equipe fora do ÓtimoDe 1 equipe avaliada (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 1 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Onze boas práticas por gestação: primeira consulta até a 12ª semana; sete consultas, sete aferições de pressão e sete registros de peso e altura; três visitas do ACS depois da primeira consulta; a vacina dTpa a partir da 20ª semana; testes de sífilis, HIV e hepatites B e C no 1º trimestre e de sífilis e HIV no 3º; uma atividade de saúde bucal na gestação; e, no puerpério, uma consulta e uma visita do ACS. Conta o que está registrado no prontuário eletrônico da gestante.
- CVAT - Dimensão Acompanhamento: 1 equipe fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 0 de 1 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 24.000 dos R$ 24.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 1 equipe.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 1 | R$ 168.000 | R$ 192.000 | R$ 24.000 | R$ 0 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 1 | R$ 29.388 | R$ 29.388 | R$ 0 | R$ 0 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 1 | R$ 108.000 | R$ 108.000 | R$ 0 | R$ 0 | |
| Total | 3 | R$ 305.388 | R$ 329.388 | R$ 24.000 | R$ 0 |
As 4 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 3(75%)
- Bom: 1(25%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 1 de 1 equipe fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 24 mil
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- nenhum
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acompanhamento | eSF | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Cadastro | eSF | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 1 equipe foi avaliada no Vínculo e Acompanhamento Territorial em Doutor Ricardo: 1 em Bom. Por dimensão, 1 de 1 estão em Ótimo no Cadastro e 0 de 1 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 24.000 por ano do que Doutor Ricardo fica abaixo do teto a partir de 2027.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus: 1 de 1 (eSF). Em 6 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
| Indicador | Equipe | Peso | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Cuidado da Pessoa com Diabetes Mellitus | eSF | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Cuidado da Pessoa Idosa | eSF | 1 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Cuidado da Gestante e da Puérpera | eSF | 2 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Cuidado Integral à Saúde da Mulher | eSF | 2 | 0 | 1 | 0 | 0 | 1(100%) | |
| Mais Acesso à Atenção Primária à Saúde | eSF | 1 | 0 | 0 | 0 | 1 | 1(100%) | |
| Procedimentos Odontológicos preventivos na APS | eSB | 2 | 0 | 0 | 0 | 1 | 1(100%) | |
| Cuidado da Pessoa com Hipertensão | eSF | 1 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Cuidado no Desenvolvimento Infantil | eSF | 2 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| 1ª Consulta Odontológica programada na APS | eSB | 2 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Tratamento Odontológico concluído na APS | eSB | 2 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Taxa de exodontias na APS | eSB | 2 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Escovação Supervisionada na APS | eSB | 1 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Tratamento Restaurador Atraumático na APS | eSB | 1 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Média de atendimentos da eMulti por pessoa | eMulti | 6 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) | |
| Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APS | eMulti | 4 | 1 | 0 | 0 | 0 | 0(0%) |
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 1.532. O último trimestre ficou 9,5% acima do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
1.532em jul/2026
↑ +9,5%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
166em jul/2026
↑ +0,8%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
6.177em jul/2026
↑ +10,4%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
854em jul/2026
↑ +14,2%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
17em jul/2026
↓ -9,2%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, Doutor Ricardo registrou 24.310 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.532 no mês mais recente. O ritmo subiu 9,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 854 visitas domiciliares registradas — 443,9 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.274 | 179 | 4.488 | 809 | 75 | |
| 967 | 153 | 3.443 | 1.543 | 113 | |
| 1.186 | 183 | 5.066 | 1.724 | 306 | |
| 1.328 | 175 | 5.361 | 1.871 | 297 | |
| 1.577 | 194 | 5.962 | 1.276 | 183 | |
| 1.298 | 163 | 5.408 | 1.609 | 126 | |
| 1.209 | 165 | 5.202 | 800 | 103 | |
| 1.095 | 203 | 4.657 | 702 | 157 | |
| 1.465 | 223 | 6.230 | 1.618 | 292 | |
| 1.202 | 228 | 5.470 | 1.532 | 621 | |
| 1.077 | 172 | 4.581 | 1.808 | 515 | |
| 1.098 | 179 | 4.752 | 1.590 | 145 | |
| 1.146 | 177 | 5.104 | 1.128 | 153 | |
| 1.074 | 118 | 5.064 | 1.596 | 103 | |
| 1.317 | 249 | 6.412 | 1.750 | 462 | |
| 1.523 | 201 | 6.895 | 1.730 | 189 | |
| 1.565 | 178 | 6.494 | 1.732 | 193 | |
| 1.377 | 182 | 5.622 | 1.623 | 164 | |
| 1.532 | 166 | 6.177 | 854 | 17 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 70,9% no 1º quadrimestre de 2025 para 92,7% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 24.000 | 92,7% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 48.000 | 85,4% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 79.347 | 75,9% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 96.000 | 70,9% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 1
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 1.924 habitantes
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 7
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Consultório Isolado | 2 |
| Clínica / Centro de Especialidade | 2 |
| Central de Gestão / Regulação | 1 |
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 1 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 29/09/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em Doutor Ricardo/RS, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 2 dos 7 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto Doutor Ricardo deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, Doutor Ricardo recebe R$ 305.388 por ano e fica R$ 24.000 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 305.388 e fica R$ 24.000 por ano abaixo do teto (R$ 2.000 por mês) — o mesmo valor de 2026. O teto, com todas as 3 equipes em Ótimo, é R$ 329.388.
O que muda para Doutor Ricardo em 2027?
A regra de transição não muda o valor de Doutor Ricardo: toda avaliação fora do Ótimo está em Bom. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes em Suficiente e Regular; a partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe recebe pela própria classificação. Como a única avaliação de Doutor Ricardo abaixo do Ótimo está em Bom, a distância até o teto é a mesma em 2026 e a partir de 2027: R$ 24.000 por ano. O que acaba em 2027 é a proteção. Na transição, uma equipe que caísse para Suficiente ou Regular ainda receberia o valor de “Bom”; a partir de 2027, recebe pelo da própria faixa — para uma equipe de Saúde da Família, R$ 24.000 a menos por ano, em cada componente, a cada faixa que cair.
Por que Doutor Ricardo deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em Doutor Ricardo, 1 avaliação está abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente vínculo e acompanhamento territorial.
Como Doutor Ricardo encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
A única equipe de Doutor Ricardo está fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, nenhuma. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 24.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado.
Como Doutor Ricardo sabe quais gestantes e puérperas estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
A única equipe de Doutor Ricardo está fora do Ótimo no C3 (Cuidado da Gestante e da Puérpera, peso 2 na nota de Qualidade): em Bom. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais gestantes e puérperas estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado na gestação e puerpério · falta: 1ª consulta até a 12ª semana de gestação · Visita do agente no puerpério”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as gestantes e puérperas de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 11 boas práticas do C3 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Bom. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como Doutor Ricardo identifica quais equipes seguram o Mais Acesso?
A única equipe de Doutor Ricardo está em Regular no Mais Acesso (C1). É o único dos 7 indicadores das equipes de Saúde da Família que pune pelos dois lados: Regular é até 10% ou acima de 70% dos atendimentos por demanda programada; Ótimo, acima de 50% e até 70%. O dado público diz a faixa, não o lado: uma equipe em Regular pode ter agenda programada de menos ou de mais — e o que conserta uma derruba a outra. O GestorSaúde, no Mais Acesso, mostra em cada equipe a fatia de consultas programadas, a janela do Ótimo (de 50% a 70%) e o registro que decide: o retorno lançado como "consulta no dia" conta contra; o mesmo retorno como consulta agendada programada conta a favor. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: O registro que decide: Ficha de Atendimento Individual → campo "Tipo de atendimento": "Consulta agendada programada / Cuidado continuado" ou "Consulta agendada" quando a consulta foi marcada antes. "Escuta inicial / Orientação", "Consulta no dia" e "Atendimento de urgência" são demanda espontânea. Programado é só o que foi agendado antes. Quem chegou no dia é demanda espontânea e continua assim — é essa porta aberta que o próprio indicador protege: acima do teto, a equipe cai.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
Doutor Ricardo consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em Doutor Ricardo?
Entre jan/2025 e jul/2026, Doutor Ricardo registrou 24.310 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.532 no mês mais recente. O ritmo subiu 9,5% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 854 visitas domiciliares registradas — 443,9 por mil habitantes.
Outros municípios do Rio Grande do Sul estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 490 dos 497 municípios do Rio Grande do Sul com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 205,1 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de Encantado
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Roca Sales10.646 habitantes | R$ 516 mil |
| Encantado23.520 habitantes | R$ 490 mil |
| Putinga3.809 habitantes | R$ 82 mil |
| Anta Gorda6.080 habitantes | R$ 51 mil |
| Ilópolis4.245 habitantes | R$ 39 mil |
| Muçum4.692 habitantes | R$ 27 mil |
| Relvado1.826 habitantes | R$ 24 mil |
| Nova Bréscia3.104 habitantes | R$ 7 mil |
| Vespasiano Corrêa1.851 habitantes | R$ 7 mil |
Ver todos os 497 municípios do Rio Grande do Sul · Panorama do Brasil
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.