Financiamento da Atenção Primária em São José do Rio Preto/SP — quanto o município deixa na mesa

São José do Rio Preto deixa na mesa

R$ 2,9 milhõespor ano

do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.

Por mês
R$ 242.740
Do valor máximo
15,8% fica de fora
Até o fim do mandato (2026–2028)
R$ 14,6 milhões
2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
Recebe R$ 15,5 milhões

R$ 0▲ R$ 2,9 milhões na mesa · teto R$ 18,4 milhões

E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 5.848.227 por ano (R$ 2.935.347 a mais).

A partir de 2027, São José do Rio Preto passa a receber R$ 2.935.347 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.

São 149 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.

Veja como recuperar ↓Falar no WhatsApp

Referência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026

Veja como funciona: o que a coordenação de São José do Rio Preto veria no GestorSaúde

Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.

  1. 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
  2. 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
  3. 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
GestorSaúde · Desempenho por equipe
Dados fictícios
eSF / eAP

14

Ótimo

25

Bom

1

Suficiente

2

Regular

Demonstração com dados fictícios: desempenho de cada equipe em cada indicador
Equipe ()
ESF Jardim das Flores0000001001
ESF Vila Esperança0000001138
ESF Centro0000001275
ESF Alto da Serra (rural)0000001412
ESF São José0000001549
ESF Boa Vista0000001686
ÓtimoBomSuficienteRegular+ ↕ fazer demais também derrubaclique no código da coluna para ordenar · na célula para abrir

↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.

C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil

ESF São José

Regular

As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?

Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)

Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos

: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre

17,6%

Regular

600

o que foi feito

3.400

o total possível

Nesta equipe, 34 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 30 boas práticas das 170 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 17,6%.

Faltam 251 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.

Onde quebra

1ª consulta até o 30º dia de vida
9/34
9 consultas até os 2 anos
7/34
9 registros de peso e altura até os 2 anos
1/34
2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)
8/34
Esquema vacinal completo para a idade
5/34

34 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta

  • Sofia G. Ribeiro

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Manuela L. Pereira

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Valentina L. Silva

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Helena L. Nascimento

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

  • Alice I. Ribeiro

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Helena F. Almeida

    falta: 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos

  • Ravi K. Lima

    falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade

  • Alice R. Almeida

    falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · Esquema vacinal completo para a idade

Mostrando 8 de 34. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.

Como melhorar

  1. 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
  2. 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
  3. 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.

Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.

Atenção — este indicador é . É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.

Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.

Quanto vale a — eSF 40h

Ótimo

R$ 8.000

Bom

R$ 6.000

Suficiente

R$ 4.000

Regular

R$ 2.000

Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.

Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B

2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra , a partir do .

Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para São José do Rio Preto em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.

Quero ver com as equipes de São José do Rio PretoFalar no WhatsApp

São José do Rio Preto/SP em números

São José do Rio Preto/SP · 1º quadrimestre de 2026 · valores anuais do componente de desempenho do cofinanciamento federal da APS
MunicípioSão José do Rio Preto/SPcódigo IBGE 3549805
População (IBGE)504.166 habitantes
Período de referência1º quadrimestre de 2026
Equipes avaliadas13985 eSF · 48 eSB · 6 eMulti
Avaliações de equipe, por faixa22475 Ótimo · 78 Bom · 19 Suficiente · 52 Regular
Recebe em 2026 (regra de transição)R$ 15.465.744 por ano
Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje)R$ 12.530.397 por ano
Corte em 2027R$ 2.935.347 por anoR$ 244.612 por mês · 71 avaliações em Suficiente ou Regular
Teto (todas as equipes em Ótimo)R$ 18.378.624 por ano
Abaixo do teto em 2026R$ 2.912.880 por ano
Abaixo do teto a partir de 2027R$ 5.848.227 por ano
Aproveitamento do teto a partir de 202768,2%recebe ÷ teto
Posição em São Paulo14º de 645do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027
Posição no Brasil72ºmesma ordem
FonteSIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026
Resumo em texto corrido — para citar

São José do Rio Preto (504.166 habitantes) tem 139 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 15.465.744 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 2.912.880 abaixo do teto de R$ 18.378.624, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 12.530.397 por ano — R$ 2.935.347 a menos, porque 71 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 5.848.227 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 68,2% do teto: 149 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 645 municípios de São Paulo, São José do Rio Preto é o 14º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 72º do país.

Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em São José do Rio Preto/SP”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/sp/saojosedoriopreto

O que muda em 2027

A partir de 2027, São José do Rio Preto passa a receber R$ 2.935.347 a menos por ano — R$ 244.612 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.

Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.

Onde está o corte de 2027 em São José do Rio Preto/SP, por ano
Componente — tipo de equipeCorte por ano
Vínculo — Saúde da Família18 em Suficiente · 52 em RegularR$ 2.928.000
Qualidade — Saúde Bucal1 em SuficienteR$ 7.347

Total: R$ 2.935.347 por ano · 19 avaliações em Suficiente e 52 em Regular

Por que muda — e o texto da norma

Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em São José do Rio Preto, 71 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 18 em Suficiente e 52 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 1 em Suficiente.

Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 2.912.880), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 5.848.227 por ano abaixo do teto de R$ 18.378.624.

O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)

“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)

Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026 — Diário Oficial da União de 14/05/2026, Edição 89, Seção 1, página 1105. Ler no Diário Oficial · Como os dois regimes são calculados

Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.

Onde a diferença se concentra

83% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 4.848.000 de R$ 5.848.227 por ano — está no componente Vínculo e Acompanhamento Territorial.

Abaixo do teto a partir de 2027, por componente
ComponenteAbaixo do teto por ano
Vínculo e Acompanhamento Territorial83% do totalR$ 4,8 milhões
Qualidade17% do totalR$ 1,0 milhão

Indicadores com mais equipes fora do Ótimo

Os achados, um a um
  • A maior parte da distância até o teto está no componente Vínculo e Acompanhamento TerritorialR$ 4.848.000 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 83% do total — vêm do componente Vínculo e Acompanhamento Territorial. O Vínculo mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas: sobe quando a equipe cadastra quem mora na área adscrita e mantém esse cadastro vivo.
  • Saúde da Família: R$ 5.520.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 85 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 10.800.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 16.320.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 13.728.000.
  • Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 85 equipes fora do ÓtimoDe 85 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 80 em Bom, 5 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
  • Cuidado da Pessoa Idosa: 80 equipes fora do ÓtimoDe 85 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 5 estão em Ótimo, 80 em Bom, 0 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
  • Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 69 equipes fora do ÓtimoDe 85 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 16 estão em Ótimo, 42 em Bom, 16 em Suficiente e 11 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
  • CVAT - Dimensão Acompanhamento: 84 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 1 de 85 equipes (eSF) estão em Ótimo.

Por tipo de equipe

Saúde da Família (eSF) concentra R$ 5.520.000 dos R$ 5.848.227 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 85 equipes.

São José do Rio Preto/SP · 1º quadrimestre de 2026 · por ano, pela classificação de hoje
Tipo de equipeEquipesRecebe × tetoRecebe a partir de 2027TetoAbaixo do tetoCorte em 2027
Equipe de Saúde da Família (eSF)85R$ 10.800.000R$ 16.320.000R$ 5.520.000R$ 2.928.000
Equipe de Saúde Bucal (eSB)48R$ 1.109.397R$ 1.410.624R$ 301.227R$ 7.347
Equipe Multiprofissional (eMulti)6R$ 621.000R$ 648.000R$ 27.000R$ 0
Total139R$ 12.530.397R$ 18.378.624R$ 5.848.227R$ 2.935.347

As 224 avaliações de equipe, por faixa

Distribuição das avaliações de equipe por faixa em São José do Rio Preto/SPÓtimo: 75; Bom: 78; Suficiente: 19; Regular: 52
  • Ótimo: 75(33%)
  • Bom: 78(35%)
  • Suficiente: 19(8%)
  • Regular: 52(23%)
Como ler esta tabela

Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.

Vínculo e Acompanhamento Territorial

A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 84 de 85 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.

Abaixo do teto no Vínculo
R$ 4,8 milhões
por ano, a partir de 2027
Corte de 2027 no Vínculo
R$ 2,9 milhões
por ano · o que a transição ainda paga como Bom
São José do Rio Preto/SP · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada dimensão do Vínculo
DimensãoEquipeFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
AcompanhamentoeSF19185784(99%)
CadastroeSF2823171757(67%)
O que é o Vínculo e como a nota é calculada

O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.

No 1º quadrimestre de 2026, 85 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em São José do Rio Preto: 5 em Ótimo, 10 em Bom, 18 em Suficiente e 52 em Regular. Por dimensão, 28 de 85 estão em Ótimo no Cadastro e 1 de 85 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.

Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 4.848.000 por ano do que São José do Rio Preto fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 2.928.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.

A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.

Indicador a indicador

O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 85 de 85 (eSF). Em 8 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.

Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores

São José do Rio Preto/SP · 1º quadrimestre de 2026 · equipes por faixa em cada indicador de Qualidade
IndicadorEquipePesoFaixasÓtimoBomSuficienteRegularFora do Ótimo
Cuidado Integral à Saúde da MulhereSF20805085(100%)
Cuidado da Pessoa IdosaeSF15800080(94%)
Cuidado no Desenvolvimento InfantileSF21642161169(81%)
Cuidado da Gestante e da PuérperaeSF221594164(75%)
Cuidado da Pessoa com Diabetes MellituseSF128570057(67%)
Procedimentos Odontológicos preventivos na APSeSB20014748(100%)
Taxa de exodontias na APSeSB216003232(67%)
Mais Acesso à Atenção Primária à SaúdeeSF1561411429(34%)
Tratamento Odontológico concluído na APSeSB220262028(58%)
Escovação Supervisionada na APSeSB133101415(31%)
Cuidado da Pessoa com HipertensãoeSF173120012(14%)
Tratamento Restaurador Atraumático na APSeSB1395319(19%)
1ª Consulta Odontológica programada na APSeSB2430055(10%)
Média de atendimentos da eMulti por pessoaeMulti632103(50%)
Ações interprofissionais realizadas pela eMulti na APSeMulti430303(50%)

Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.

Como os pesos entram na nota

A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.

Produção mês a mês

Atendimentos individuais em jul/2026: 93.304. O último trimestre ficou 9,9% acima do mesmo trimestre do ano anterior.

  • Atendimentos individuais

    93.304em jul/2026

    ↑ +9,9%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Consultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.

  • Atendimentos odontológicos

    10.651em jul/2026

    ↑ +7,4%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Atendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.

  • Procedimentos

    408.521em jul/2026

    ↑ +24,5%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Procedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).

  • Visitas domiciliares

    54.989em jul/2026

    ↑ +7,5%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Visitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.

  • Atividades coletivas

    4.696em jul/2026

    ↓ -43,4%vs. mesmo trimestre do ano anterior

    Grupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.

Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem

A leitura da série e a tabela mês a mês

Entre jan/2025 e jul/2026, São José do Rio Preto registrou 1.678.086 atendimentos individuais na Atenção Primária — 93.304 no mês mais recente. O ritmo subiu 9,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 54.989 visitas domiciliares registradas — 109,1 por mil habitantes.

É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.

São José do Rio Preto/SP · registros por mês na Atenção Primária (SIAPS / Ministério da Saúde)
MêsAtendimentos individuaisAtendimentos odontológicosProcedimentosVisitas domiciliaresAtividades coletivas
105.72210.174421.57262.85514.371
109.30210.063420.56450.39823.232
81.6468.701320.49039.73825.005
85.59810.290331.98850.21032.193
87.59910.215332.39049.06638.571
74.4459.329290.27145.66334.359
86.51410.293340.61848.95120.261
89.77611.390376.09151.18234.608
94.68512.093413.17350.02935.171
88.98611.421388.72941.35930.904
79.3419.546350.13932.69629.874
73.9497.976316.03336.25416.452
87.36110.220376.75454.07314.953
78.4079.352345.38941.83719.168
92.76210.661406.09752.11229.303
88.78510.117384.39752.87740.006
92.59811.059404.03651.24742.751
87.30610.341386.28548.1955.294
93.30410.651408.52154.9894.696

Evolução entre quadrimestres

O aproveitamento do teto subiu de 66,1% no 1º quadrimestre de 2025 para 68,2% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.

Aproveitamento do teto, pela régua integral
São José do Rio Preto/SP · distância até o teto por quadrimestre, pela régua integral
QuadrimestreAbaixo do teto por anoAproveitamento
1º quadrimestre de 2026R$ 5.848.22768,2%
3º quadrimestre de 2025R$ 6.274.83965,9%
2º quadrimestre de 2025R$ 6.056.45166,0%
1º quadrimestre de 2025R$ 6.028.53366,1%
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres

A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.

Rede instalada

As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.

Unidades básicas de saúde
33
UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 15.278 habitantes
Outros pontos da Atenção Primária
1
Polo Academia da Saúde (1)
Estabelecimentos ativos no CNES
1.653
todos os tipos, públicos e privados
Os demais estabelecimentos ativos de São José do Rio Preto/SP, por tipo de unidade
Tipo de unidadeQuantidade
Consultório Isolado1.020
Clínica / Centro de Especialidade244
Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT)121
Policlínica75
Farmácia74
Unidade Móvel Pré-Hospitalar16
Outros tipos10
Hospital-Dia8
Mais 15 tipos51

Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 03/10/2026

Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária

Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em São José do Rio Preto/SP, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 1.020 dos 1.653 estabelecimentos ativos.

O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.

Perguntas frequentes

Quanto São José do Rio Preto deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?

Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, São José do Rio Preto recebe R$ 15.465.744 por ano e fica R$ 2.912.880 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 12.530.397 e fica R$ 5.848.227 por ano abaixo do teto (R$ 487.352 por mês) — R$ 2.935.347 a menos que em 2026. O teto, com todas as 139 equipes em Ótimo, é R$ 18.378.624.

O que muda para São José do Rio Preto em 2027?

A partir de 2027, São José do Rio Preto passa a receber R$ 2.935.347 a menos por ano — R$ 244.612 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em São José do Rio Preto, 71 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Saúde da Família: 18 em Suficiente e 52 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 1 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 2.912.880), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 5.848.227 por ano abaixo do teto de R$ 18.378.624. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.

Por que São José do Rio Preto deixa de receber esse valor?

Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em São José do Rio Preto, 149 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente vínculo e acompanhamento territorial.

Como São José do Rio Preto descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?

O corte de 2027 de São José do Rio Preto — R$ 2.935.347 por ano — está inteiro em 71 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.

Como São José do Rio Preto encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?

84 das 85 equipes de São José do Rio Preto estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 57 de 85. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 4.848.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.

Como São José do Rio Preto sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?

69 das 85 equipes de São José do Rio Preto estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 42 em Bom, 16 em Suficiente e 11 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.

Como esse valor é calculado?

Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.

São José do Rio Preto consegue recuperar esse dinheiro?

Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.

De onde vêm esses dados?

Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.

Qual é a produção da Atenção Primária em São José do Rio Preto?

Entre jan/2025 e jul/2026, São José do Rio Preto registrou 1.678.086 atendimentos individuais na Atenção Primária — 93.304 no mês mais recente. O ritmo subiu 9,9% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 54.989 visitas domiciliares registradas — 109,1 por mil habitantes.

Outros municípios de São Paulo estão na mesma situação?

Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 626 dos 645 municípios de São Paulo com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 527,7 milhões por ano no estado inteiro.

Municípios vizinhos — região imediata de São José do Rio Preto

Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).

Abaixo do teto por ano, a partir de 2027
MunicípioAbaixo do teto por ano
José Bonifácio37.992 habitantesR$ 224 mil
Bady Bassitt29.346 habitantesR$ 198 mil
Cedral13.314 habitantesR$ 159 mil
Guapiaçu22.445 habitantesR$ 140 mil
Irapuã6.932 habitantesR$ 130 mil
Bálsamo9.902 habitantesR$ 107 mil
Ipiguá7.115 habitantesR$ 75 mil
Icém7.982 habitantesR$ 72 mil
Altair3.467 habitantesR$ 58 mil
Ibirá11.952 habitantesR$ 43 mil
Adolfo4.505 habitantesR$ 15 mil
Jaci7.944 habitantesR$ 15 mil

Ver todos os 645 municípios de São Paulo · Panorama do Brasil

Glossário

Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.

  • Cofinanciamento federal da APS

    O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.

    Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024

  • Regra de transição de 2026

    Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.

    Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026

  • Corte de 2027

    Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.

    Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º

  • Deixa na mesa (abaixo do teto)

    A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.

    É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.

  • Teto

    Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.

  • Aproveitamento

    Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.

    É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.

  • Faixa de desempenho

    Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.

    A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.

    Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024

  • Quadrimestre

    Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.

    Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.

  • Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)

    Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.

    Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.

  • Componente Qualidade

    O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.

    Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.

  • eSF — Equipe de Saúde da Família

    Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.

    É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).

  • eAP — Equipe de Atenção Primária

    Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).

    A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.

  • eSB — Equipe de Saúde Bucal

    Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.

    Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).

  • eMulti — Equipe Multiprofissional

    Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.

    Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.

  • Produção

    A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.

    É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.

  • e-SUS APS

    O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.

    Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.

  • SIAPS

    O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.

    Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.

Fontes. Classificação das equipes e produção mensal: SIAPS — Ministério da Saúde. Municípios e estimativa populacional: IBGE. Rede instalada: CNES / Dados Abertos do Ministério da Saúde. Base legal dos valores: Portaria GM/MS nº 3.493/2024 e Portaria SAPS/MS nº 161/2024.

O que este número é. O valor apresentado como “deixa na mesa” é a diferença entre o que a classificação de hoje renderia pela régua integral — a que vale a partir de 2027 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026) — e o teto, o valor se todas as equipes estivessem classificadas em Ótimo. Em 2026, a regra de transição paga “Bom” às equipes em Suficiente e Regular, e cada página mostra os dois números. É a medida da oportunidade, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Ver metodologia completa.

Painel independente do GestorGPT, elaborado a partir de dados públicos. Não é uma página oficial do Ministério da Saúde nem de qualquer prefeitura. Dados atualizados em 21/08/2026.

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