Financiamento da Atenção Primária em São Paulo/SP — quanto o município deixa na mesa
São Paulo deixa na mesa
R$ 68,0 milhõespor ano
do cofinanciamento federal da Atenção Primária, em 2026, com a classificação de hoje das equipes.
- Por mês
- R$ 5.665.273
- Do valor máximo
- 16,5% fica de fora
- Até o fim do mandato (2026–2028)
- R$ 252,5 milhões
- 2026 + 2027 + 2028, se a classificação de hoje se mantiver
R$ 0▲ R$ 68,0 milhões na mesa · teto R$ 412,8 milhões
E piora em 2027: a proteção da regra de transição acaba, e o valor na mesa sobe para R$ 92.234.424 por ano (R$ 24.251.148 a mais).
A partir de 2027, São Paulo passa a receber R$ 24.251.148 a menos por ano do cofinanciamento federal da Atenção Primária — se as equipes seguirem classificadas como estão.
São 3.629 avaliações de equipe abaixo do Ótimo — e por trás de cada uma há pessoas com nome, endereço e telefone que faltam ser atendidas.
Veja como recuperar ↓Falar no WhatsAppReferência: 1º quadrimestre de 2026 · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde · coletado em 21/08/2026
Veja como funciona: o que a coordenação de São Paulo veria no GestorSaúde
Cada equipe, cada indicador e quanto falta para subir de faixa — e, num clique, o nome e o WhatsApp de cada pessoa que falta atender.
- 1Veja a matrizcor = faixa da equipe; número = quanto falta para a faixa de cima
- 2Clique numa célulao sistema mostra onde o cuidado quebra e como melhorar
- 3Chame as pessoasa lista de quem falta atender, com WhatsApp e telefone
8
Ótimo
20
Bom
8
Suficiente
6
Regular
| Equipe (INE) | |||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| ESF Jardim das Flores0000001001 | |||||||
| ESF Vila Esperança0000001138 | |||||||
| ESF Centro0000001275 | |||||||
| ESF Alto da Serra (rural)0000001412 | |||||||
| ESF São José0000001549 | |||||||
| ESF Boa Vista0000001686 |
↑ Clique em qualquer célula colorida: a gaveta abaixo mostra o que a equipe faria na segunda-feira.
C2 · Cuidado no desenvolvimento infantil
ESF Alto da Serra (rural)
As crianças de até 2 anos estão sendo acompanhadas do jeito que a idade pede?
Conta quem: Soma das boas práticas por criança: 1ª consulta até o 30º dia (20) · 9 consultas até 2 anos (20) · 9 registros de peso e altura (20) · 2 visitas do ACS, a 1ª até 30 dias e a 2ª até 6 meses (20) · esquema vacinal completo (20)
Dividido por: Crianças com até 2 anos de vida vinculadas à equipe × 100 pontos
Período: Os dois primeiros anos de vida de cada criança — não o quadrimestre
21,3%
Regular
320
o que foi feito
1.500
o total possível
Nesta equipe, 15 pessoas estão no indicador (criança até 2 anos): foram cumpridas 16 boas práticas das 75 possíveis (5 por pessoa) — ou seja, 21,3%.
Faltam 56 pontos de boa prática a mais para esta equipe chegar a Suficiente.
Onde quebra
15 pessoas com pendência— as mais perto de pontuar primeiro, porque são a ligação mais curta
Helena S. Santos
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida
Miguel T. Ribeiro
falta: 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Samuel J. Oliveira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Laura O. Lima
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Gael O. Souza
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Helena M. Oliveira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos
Cecília S. Lima
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Helena P. Ferreira
falta: 1ª consulta até o 30º dia de vida · 9 consultas até os 2 anos · 9 registros de peso e altura até os 2 anos · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses) · Esquema vacinal completo para a idade
Mostrando 8 de 15. No sistema, a fila completa — priorizada, com telefone e exportação para planilha — fica na Busca ativa.
Como melhorar
- 1Agendar a primeira consulta da criança JUNTO da alta da maternidade — depois do 30º dia os 20 pontos da prática (A) não voltam mais, para aquela criança, nunca.
- 2Registrar peso e altura no MESMO atendimento em toda consulta de puericultura: são 9 registros em 2 anos, e o calendário de puericultura já prevê mais que isso.
- 3Conferir no cartão de vacina quais dos quatro grupos faltam (pentavalente, pólio, tríplice viral e pneumocócica) — o esquema é tudo-ou-nada: falta uma dose, zeram os 20 pontos.
Toda sugestão aqui é sobre fazer ou registrar o que aconteceu. Marcar atendimento que não houve é fraude — e o sistema não sugere isso em lugar nenhum.
Atenção — este indicador é bidirecional. É o único indicador cuja janela é a IDADE da pessoa, não o calendário. Criança que fez 2 anos e 1 dia sai do denominador levando os pontos junto — e criança que nasceu ontem entra com zero. Movimento no indicador pode ser só a coorte mudando.
Nosso número pode ser menor que o oficial. Vacina aplicada em serviço privado ou em outro município só conta se tiver sido registrada no PEC. O cartão de vacina na mão da família não chega ao Ministério.
Quanto vale a faixa — eSF 40h
Ótimo
R$ 8.000
Bom
R$ 6.000
Suficiente
R$ 4.000
Regular
R$ 2.000
Valor mensal por equipe, no componente de qualidade. Não é previsão do que esta equipe vai receber — o pagamento usa uma classificação única por equipe, e a regra que junta os indicadores ainda não foi publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 9.591/2025, Anexos XCIX-A e XCIX-B2º quadrimestre de 2026 · calculado sob a regra estimativa, a partir do PEC.
Dados fictícios. Equipes, pessoas, telefones e contagens foram inventados. As cores seguem a proporção publicada pelo Ministério para São Paulo em cada indicador no 1º quadrimestre de 2026 — quem é quem continua inventado. A régua, as contas de “quanto falta” e as orientações são as do sistema.
São Paulo/SP em números
| Município | São Paulo/SPcódigo IBGE 3550308 |
|---|---|
| População (IBGE) | 11.904.961 habitantes |
| Período de referência | 1º quadrimestre de 2026 |
| Equipes avaliadas | 2.9681.694 eSF · 466 eAP · 565 eSB · 243 eMulti |
| Avaliações de equipe, por faixa | 5.1281.499 Ótimo · 2.593 Bom · 439 Suficiente · 597 Regular |
| Recebe em 2026 (regra de transição) | R$ 344.848.944 por ano |
| Recebe a partir de 2027 (classificação de hoje) | R$ 320.597.796 por ano |
| Corte em 2027 | R$ 24.251.148 por anoR$ 2.020.929 por mês · 1.036 avaliações em Suficiente ou Regular |
| Teto (todas as equipes em Ótimo) | R$ 412.832.220 por ano |
| Abaixo do teto em 2026 | R$ 67.983.276 por ano |
| Abaixo do teto a partir de 2027 | R$ 92.234.424 por ano |
| Aproveitamento do teto a partir de 2027 | 77,7%recebe ÷ teto |
| Posição em São Paulo | 1º de 645do mais distante do teto para o menos, a partir de 2027 |
| Posição no Brasil | 1ºmesma ordem |
| Fonte | SIAPS / Ministério da Saúdecoletado em 21/08/2026 |
Resumo em texto corrido — para citar
São Paulo (11.904.961 habitantes) tem 2.968 equipes de Atenção Primária avaliadas pelo Ministério da Saúde no 1º quadrimestre de 2026. Com essa classificação, na regra de transição de 2026 (Portaria GM/MS nº 10.994/2026), o município recebe R$ 344.848.944 por ano do componente de desempenho do cofinanciamento federal da Atenção Primária — R$ 67.983.276 abaixo do teto de R$ 412.832.220, o valor se todas as equipes estivessem em Ótimo. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, a mesma classificação renderia R$ 320.597.796 por ano — R$ 24.251.148 a menos, porque 1.036 avaliações de equipe em Suficiente ou Regular deixam de receber o valor de Bom — e a distância até o teto passaria a R$ 92.234.424 por ano. Com a classificação de hoje, o aproveitamento a partir de 2027 é de 77,7% do teto: 3.629 avaliações de equipe estão abaixo do Ótimo. Entre os 645 municípios de São Paulo, São Paulo é o 1º mais distante do teto pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — e o 1º do país.
Como citar: GestorGPT, “Financiamento da Atenção Primária em São Paulo/SP”, 1º quadrimestre de 2026. Dados do SIAPS/Ministério da Saúde coletados em 21/08/2026. https://gestorgpt.com.br/financiamento-aps/sp/saopaulo
O que muda em 2027
A partir de 2027, São Paulo passa a receber R$ 24.251.148 a menos por ano — R$ 2.020.929 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão.
Regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026.
| Componente — tipo de equipe | Corte por ano |
|---|---|
| Vínculo — Atenção Primária12 em Suficiente · 442 em Regular | R$ 10.752.000 |
| Vínculo — Saúde da Família243 em Suficiente · 83 em Regular | R$ 9.816.000 |
| Qualidade — Atenção Primária111 em Suficiente · 61 em Regular | R$ 2.796.000 |
| Qualidade — Saúde Bucal62 em Suficiente · 11 em Regular | R$ 617.148 |
| Qualidade — Saúde da Família9 em Suficiente | R$ 216.000 |
| Qualidade — Multiprofissional2 em Suficiente | R$ 54.000 |
Total: R$ 24.251.148 por ano · 439 avaliações em Suficiente e 597 em Regular
Por que muda — e o texto da norma
Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em São Paulo, 1.036 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Atenção Primária: 12 em Suficiente e 442 em Regular; Vínculo — Saúde da Família: 243 em Suficiente e 83 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 111 em Suficiente e 61 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 62 em Suficiente e 11 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 9 em Suficiente; Qualidade — Multiprofissional: 2 em Suficiente.
Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 67.983.276), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 92.234.424 por ano abaixo do teto de R$ 412.832.220.
O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
“[…] com as classificações “bom”, “suficiente” e “regular” receberão o valor mensal do incentivo referente à classificação “bom”.” (art. 3º, §§ 3º e 4º — o regime de 2026)
“A partir do primeiro quadrimestre de 2027 o incentivo financeiro dos componentes de vínculo e acompanhamento territorial e qualidade será transferido considerando a classificação das equipes.” (art. 3º, § 6º)
Até o 1º quadrimestre de 2026, todas as equipes receberam o valor de “Bom” — inclusive as classificadas em Ótimo (no Vínculo, até o 2º quadrimestre). Os valores “em 2026” desta página são os da implantação parcial, aplicados à classificação do 1º quadrimestre de 2026; os “a partir de 2027” assumem a mesma classificação e os valores de hoje, que a própria portaria permite rever por pactuação na Comissão Intergestores Tripartite. É projeção sobre o dado publicado, não valor já decidido.
Onde a diferença se concentra
51% da distância até o teto a partir de 2027 — R$ 47.294.424 de R$ 92.234.424 por ano — está no componente Qualidade.
| Componente | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Qualidade51% do total | R$ 47,3 milhões |
| Vínculo e Acompanhamento Territorial49% do total | R$ 44,9 milhões |
Indicadores com mais equipes fora do Ótimo
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher1.694 de 1.694 eSF
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil1.645 de 1.694 eSF
- Cuidado da Pessoa Idosa1.626 de 1.694 eSF
Os achados, um a um
- A maior parte da distância até o teto está no componente QualidadeR$ 47.294.424 por ano pela classificação integral, a que vale a partir de 2027 — 51% do total — vêm do componente Qualidade. A Qualidade é a média de 15 indicadores de cuidado (pré-natal, hipertensão, diabetes, saúde bucal, criança, mulher, pessoa idosa): sobe quando o cuidado acontece e é registrado no prontuário eletrônico.
- Saúde da Família: R$ 62.040.000 por ano abaixo do teto a partir de 2027São 1.694 equipes desta modalidade. Com a classificação de hoje, a modalidade rende R$ 263.208.000 por ano a partir de 2027; no topo da régua renderia R$ 325.248.000. Em 2026, na regra de transição, rende R$ 273.240.000.
- Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 1.694 equipes fora do ÓtimoDe 1.694 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 0 estão em Ótimo, 463 em Bom, 1.230 em Suficiente e 1 em Regular. Quatro públicos, cada um com o seu denominador: rastreio do colo do útero (mulheres de 25 a 64 anos, nos últimos 36 meses), vacina contra HPV (meninas de 9 a 14 anos), atendimento em saúde sexual e reprodutiva (de 14 a 69 anos, nos últimos 12 meses) e rastreio do câncer de mama (de 50 a 69 anos, nos últimos 24 meses). HPV e saúde sexual e reprodutiva valem 30 pontos cada; os dois rastreios, 20 cada — e só conta o que está registrado no prontuário eletrônico.
- Cuidado no Desenvolvimento Infantil: 1.645 equipes fora do ÓtimoDe 1.694 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 49 estão em Ótimo, 785 em Bom, 778 em Suficiente e 82 em Regular. Até os 2 anos de vida: primeira consulta até o 30º dia; nove consultas e nove registros de peso e altura; duas visitas do ACS (a primeira até os 30 dias de vida, a segunda até os 6 meses); e as vacinas do esquema previsto até os 2 anos, com todas as doses registradas. Criança atendida e não registrada no e-SUS conta como não atendida.
- Cuidado da Pessoa Idosa: 1.626 equipes fora do ÓtimoDe 1.694 equipes avaliadas (eSF) neste indicador, 68 estão em Ótimo, 1.563 em Bom, 63 em Suficiente e 0 em Regular. Quatro boas práticas de 25 pontos, todas nos últimos 12 meses: uma consulta com médico ou enfermeiro, peso e altura registrados no mesmo dia, duas visitas do ACS com pelo menos 30 dias entre elas e uma dose da vacina contra influenza. Dose aplicada na campanha e não registrada no e-SUS não conta.
- CVAT - Dimensão Acompanhamento: 914 equipes fora do ÓtimoO componente Vínculo se divide em duas dimensões — cadastro do território e acompanhamento das pessoas cadastradas. Nesta, 780 de 1.694 equipes (eSF) estão em Ótimo.
Por tipo de equipe
Saúde da Família (eSF) concentra R$ 62.040.000 dos R$ 92.234.424 por ano abaixo do teto a partir de 2027 — 1.694 equipes.
| Tipo de equipe | Equipes | Recebe × teto | Recebe a partir de 2027 | Teto | Abaixo do teto | Corte em 2027 |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Equipe de Saúde da Família (eSF) | 1.694 | R$ 263.208.000 | R$ 325.248.000 | R$ 62.040.000 | R$ 10.032.000 | |
| Equipe de Atenção Primária (eAP) | 466 | R$ 20.376.000 | R$ 44.736.000 | R$ 24.360.000 | R$ 13.548.000 | |
| Equipe de Saúde Bucal (eSB) | 565 | R$ 12.254.796 | R$ 16.604.220 | R$ 4.349.424 | R$ 617.148 | |
| Equipe Multiprofissional (eMulti) | 243 | R$ 24.759.000 | R$ 26.244.000 | R$ 1.485.000 | R$ 54.000 | |
| Total | 2.968 | R$ 320.597.796 | R$ 412.832.220 | R$ 92.234.424 | R$ 24.251.148 |
As 5.128 avaliações de equipe, por faixa
- Ótimo: 1.499(29%)
- Bom: 2.593(51%)
- Suficiente: 439(9%)
- Regular: 597(12%)
Como ler esta tabela
Cada modalidade tem um valor de referência próprio. eSF e eAP são avaliadas nos dois componentes (Vínculo e Qualidade); eSB e eMulti, só na Qualidade. “Recebe” e “abaixo do teto” são os valores da classificação integral, a que vale a partir de 2027 com a classificação de hoje; “corte em 2027” é o que a regra de transição ainda paga em 2026 e deixa de pagar a partir de 2027. Na barra, o comprimento é o teto: azul entra em 2026 e a partir de 2027, cinza é o corte de 2027, vermelho fica abaixo do teto nos dois anos.
Vínculo e Acompanhamento Territorial
A dimensão mais fraca é o Acompanhamento: 1.371 de 2.160 equipes fora do Ótimo — e ela vale 7 dos 10 pontos do componente.
- Abaixo do teto no Vínculo
- R$ 44,9 milhões
- por ano, a partir de 2027
- Corte de 2027 no Vínculo
- R$ 20,6 milhões
- por ano · o que a transição ainda paga como Bom
| Dimensão | Equipe | Faixas | Ótimo | Bom | Suficiente | Regular | Fora do Ótimo |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Acompanhamento | eSF | 780 | 529 | 277 | 108 | 914(54%) | |
| Acompanhamento | eAP | 9 | 1 | 13 | 443 | 457(98%) | |
| Cadastro | eAP | 48 | 31 | 29 | 358 | 418(90%) | |
| Cadastro | eSF | 1518 | 88 | 53 | 35 | 176(10%) |
O que é o Vínculo e como a nota é calculada
O componente que mede o cadastro do território e o acompanhamento das pessoas cadastradas — metade do valor de desempenho de cada equipe de Saúde da Família (R$ 8.000 por mês em Ótimo, o mesmo da Qualidade). Só as equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) são avaliadas nele. Na regra de transição, o Vínculo pagou o valor de Bom a todas as equipes até o 2º quadrimestre de 2026; a implantação parcial começa no 3º quadrimestre de 2026, e a partir do 1º quadrimestre de 2027 cada equipe recebe pela própria classificação.
No 1º quadrimestre de 2026, 2.160 equipes foram avaliadas no Vínculo e Acompanhamento Territorial em São Paulo: 916 em Ótimo, 464 em Bom, 255 em Suficiente e 525 em Regular. Por dimensão, 1.566 de 2.160 estão em Ótimo no Cadastro e 789 de 2.160 no Acompanhamento. A mais fraca é o Acompanhamento — justamente a que vale mais: 7 dos 10 pontos.
Com a classificação de hoje, o Vínculo responde por R$ 44.940.000 por ano do que São Paulo fica abaixo do teto a partir de 2027 — R$ 20.568.000 disso é corte de 2027: o que a regra de transição ainda paga como Bom às equipes em Suficiente e Regular.
A nota do componente vai de 0 a 10 e soma duas dimensões (Nota Técnica nº 30/2025-CGESCO/DESCO/SAPS/MS). O Cadastro, até 3 pontos, conta as pessoas com cadastro atualizado nos últimos 24 meses: o cadastro individual sozinho vale 0,75; com o cadastro domiciliar e territorial da casa também atualizado, 1,5. O Acompanhamento, até 7 pontos, conta as pessoas cadastradas atendidas nos últimos 12 meses, com peso maior para quem é mais vulnerável: 1,0 sem critério, 1,2 pessoa idosa ou criança, 1,3 quem recebe o Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou o Bolsa Família e 2,5 quem é as duas coisas.
Indicador a indicador
O indicador com mais equipes fora do Ótimo é Cuidado Integral à Saúde da Mulher: 1.694 de 1.694 (eSF). Em 10 de 15 indicadores, mais da metade das equipes está fora do Ótimo.
Do indicador com mais equipes fora do Ótimo para o com menos. O nome abre a regra oficial. Os 15 indicadores
Subir de faixa é prestar e registrar cuidado — nunca lançar atendimento que não aconteceu.
Como os pesos entram na nota
A nota de Qualidade é a média ponderada de 15 indicadores, e os pesos não são iguais: subir uma faixa num indicador de peso 2 vale o dobro de subir num de peso 1. A partir de 2027, cada equipe de Saúde da Família que sobe uma faixa na nota de Qualidade vale R$ 24.000 a mais por ano; em 2026, pela regra de transição, só a subida para Ótimo muda o valor.
Produção mês a mês
Atendimentos individuais em jul/2026: 1.914.226. O último trimestre ficou 9,6% acima do mesmo trimestre do ano anterior.
Atendimentos individuais
1.914.226em jul/2026
↑ +9,6%vs. mesmo trimestre do ano anteriorConsultas e atendimentos registrados por profissional de nível superior na APS.
Atendimentos odontológicos
310.556em jul/2026
↓ -3,8%vs. mesmo trimestre do ano anteriorAtendimentos registrados pelas equipes de Saúde Bucal.
Procedimentos
8.419.177em jul/2026
↑ +16,8%vs. mesmo trimestre do ano anteriorProcedimentos realizados na APS (curativos, aferições, coletas, testes rápidos).
Visitas domiciliares
3.197.349em jul/2026
↑ +25%vs. mesmo trimestre do ano anteriorVisitas registradas pelas agentes comunitárias e demais profissionais.
Atividades coletivas
69.211em jul/2026
↓ -60,9%vs. mesmo trimestre do ano anteriorGrupos, rodas de conversa e ações em escolas registradas pela APS.
Referência: competência mensal · Fonte: SIAPS / Ministério da Saúde — Práticas Assistenciais, divulgadas com 1 a 2 meses de defasagem
A leitura da série e a tabela mês a mês
Entre jan/2025 e jul/2026, São Paulo registrou 32.482.868 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.914.226 no mês mais recente. O ritmo subiu 9,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 3.197.349 visitas domiciliares registradas — 268,6 por mil habitantes.
É exatamente sobre estes registros do e-SUS APS que os indicadores do quadrimestre são calculados — por isso a curva aqui antecede a classificação de lá. A tendência compara o último trimestre com o mesmo trimestre do ano anterior, para não confundir o recesso de dezembro e janeiro com queda de gestão.
| Mês | Atendimentos individuais | Atendimentos odontológicos | Procedimentos | Visitas domiciliares | Atividades coletivas |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.491.512 | 267.054 | 6.679.284 | 2.398.488 | 421.618 | |
| 1.575.341 | 241.553 | 6.592.311 | 2.339.035 | 503.774 | |
| 1.553.049 | 123.927 | 6.465.106 | 2.266.886 | 579.204 | |
| 1.646.809 | 189.493 | 6.627.636 | 2.371.729 | 575.784 | |
| 1.832.873 | 276.626 | 7.265.309 | 2.431.260 | 641.648 | |
| 1.607.716 | 274.206 | 6.412.182 | 2.511.240 | 632.226 | |
| 1.582.209 | 349.089 | 6.856.778 | 2.628.448 | 539.878 | |
| 1.689.120 | 345.891 | 7.550.602 | 2.635.441 | 646.603 | |
| 1.887.654 | 382.779 | 8.516.481 | 2.736.428 | 666.763 | |
| 1.964.220 | 386.288 | 9.016.350 | 2.724.483 | 640.699 | |
| 1.622.490 | 334.982 | 7.125.050 | 2.679.198 | 544.015 | |
| 1.389.412 | 317.101 | 6.477.579 | 2.735.273 | 403.416 | |
| 1.683.172 | 298.262 | 7.512.574 | 2.750.405 | 380.558 | |
| 1.615.896 | 255.712 | 6.844.752 | 2.698.909 | 360.840 | |
| 2.021.643 | 312.770 | 8.434.391 | 2.991.313 | 656.086 | |
| 1.817.052 | 262.114 | 7.647.092 | 3.011.119 | 723.862 | |
| 1.821.109 | 256.466 | 7.984.798 | 3.142.028 | 570.309 | |
| 1.767.365 | 298.562 | 7.574.066 | 3.124.092 | 69.322 | |
| 1.914.226 | 310.556 | 8.419.177 | 3.197.349 | 69.211 |
Evolução entre quadrimestres
O aproveitamento do teto subiu de 68,8% no 1º quadrimestre de 2025 para 77,7% no 1º quadrimestre de 2026, pela régua integral.
| Quadrimestre | Abaixo do teto por ano | Aproveitamento |
|---|---|---|
| 1º quadrimestre de 2026 | R$ 92.234.424 | 77,7% |
| 3º quadrimestre de 2025 | R$ 103.782.588 | 75,0% |
| 2º quadrimestre de 2025 | R$ 109.490.559 | 72,3% |
| 1º quadrimestre de 2025 | R$ 123.744.414 | 68,8% |
Por que a régua é a mesma em todos os quadrimestres
A classificação é refeita a cada quadrimestre. Todos os quadrimestres aqui usam a mesma régua integral, para comparar a classificação — não é o que foi pago em cada período: pela Portaria GM/MS nº 10.994/2026, todas as equipes receberam o valor de Bom até o 1º quadrimestre de 2026.
Rede instalada
As unidades de Atenção Primária ativas no CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde), separadas do total de estabelecimentos.
- Unidades básicas de saúde
- 546
- UBS, unidades de Saúde da Família e postos · 1 para cada 21.804 habitantes
- Outros pontos da Atenção Primária
- 4
- Unidade de Atenção à Saúde Indígena (4)
- Estabelecimentos ativos no CNES
- 29.689
- todos os tipos, públicos e privados
| Tipo de unidade | Quantidade |
|---|---|
| Consultório Isolado | 17.925 |
| Clínica / Centro de Especialidade | 7.611 |
| Farmácia | 991 |
| Unidade de Apoio Diagnose e Terapia (SADT) | 939 |
| Serviço de Atenção Domiciliar | 364 |
| Policlínica | 316 |
| Unidade Móvel Pré-Hospitalar | 235 |
| Hospital Geral | 166 |
| Mais 19 tipos | 592 |
Referência: estabelecimentos ativos na data da coleta · Fonte: CNES — Dados Abertos do Ministério da Saúde · coletado em 04/10/2026
Por que o total é bem maior que a rede da Atenção Primária
Todo estabelecimento de saúde, público ou privado, precisa de cadastro no CNES para funcionar (Portaria GM/MS nº 1.646, de 2 de outubro de 2015, art. 4º). Em São Paulo/SP, o tipo mais numeroso é “Consultório Isolado” (o consultório de um profissional, fora de clínica ou hospital): 17.925 dos 29.689 estabelecimentos ativos.
O repasse calculado nesta página é por equipe, não por unidade: são o número e a classificação das equipes que movem os valores acima. Unidades básicas = postos de saúde e centros de saúde/UBS (tipos 1 e 2 do CNES); outros pontos da Atenção Primária = unidade mista, UBS fluvial, apoio à Saúde da Família, saúde indígena e polo da Academia da Saúde.
Perguntas frequentes
Quanto São Paulo deixa de receber de financiamento federal da Atenção Primária?
Depende do ano; a classificação é a do 1º quadrimestre de 2026. Em 2026, na regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026, São Paulo recebe R$ 344.848.944 por ano e fica R$ 67.983.276 abaixo do teto. A partir de 2027, quando cada equipe passa a receber pela própria classificação, recebe R$ 320.597.796 e fica R$ 92.234.424 por ano abaixo do teto (R$ 7.686.202 por mês) — R$ 24.251.148 a menos que em 2026. O teto, com todas as 2.968 equipes em Ótimo, é R$ 412.832.220.
O que muda para São Paulo em 2027?
A partir de 2027, São Paulo passa a receber R$ 24.251.148 a menos por ano — R$ 2.020.929 por mês — se as equipes seguirem classificadas como estão. Em 2026, a Portaria GM/MS nº 10.994/2026 paga o valor de “Bom” às equipes classificadas em Suficiente e Regular. Essa proteção termina no 1º quadrimestre de 2027: daí em diante, cada equipe recebe pela própria classificação. Em São Paulo, 1.036 avaliações de equipe estão abaixo de Bom: Vínculo — Atenção Primária: 12 em Suficiente e 442 em Regular; Vínculo — Saúde da Família: 243 em Suficiente e 83 em Regular; Qualidade — Atenção Primária: 111 em Suficiente e 61 em Regular; Qualidade — Saúde Bucal: 62 em Suficiente e 11 em Regular; Qualidade — Saúde da Família: 9 em Suficiente; Qualidade — Multiprofissional: 2 em Suficiente. Somado ao que já fica abaixo do teto em 2026 (R$ 67.983.276), o município passaria a ficar, a partir de 2027, R$ 92.234.424 por ano abaixo do teto de R$ 412.832.220. O corte é calculado sobre a classificação de hoje: cada equipe que chegar a Bom deixa de entrar nele. Sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu.
Por que São Paulo deixa de receber esse valor?
Porque o cofinanciamento da Atenção Primária paga por FAIXA de desempenho. Uma equipe de Saúde da Família em Ótimo vale R$ 8.000 por mês em cada componente; em Bom, R$ 6.000; em Suficiente, R$ 4.000; em Regular, R$ 2.000 — valores que passam a valer faixa a faixa a partir de 2027. Em 2026, a regra de transição paga o valor de Bom às equipes em Suficiente e Regular. Em São Paulo, 3.629 avaliações estão abaixo do Ótimo — a maior parte da distância até o teto está no componente qualidade.
Como São Paulo descobre o que segura cada equipe abaixo de Bom antes de 2027?
O corte de 2027 de São Paulo — R$ 24.251.148 por ano — está inteiro em 1.036 avaliações de equipe hoje em Suficiente ou Regular. Cada uma que chegar a Bom sai da conta. O dado aberto do Ministério — o desta página — diz em que componente e em que tipo de equipe elas estão. Não diz qual equipe é qual, nem o que segura cada uma abaixo de Bom. O GestorSaúde apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Também mostra, equipe por equipe e indicador por indicador, quanto falta para a faixa de cima ("faltam N para chegar a Ótimo") e quanto a equipe aguenta antes de cair. Sem sistema: Refazer à mão, equipe por equipe, a conta de cada indicador com o que está registrado no e-SUS APS — a regra e os pontos de corte oficiais de cada um estão na página do indicador — começando pelas avaliações em Regular.
Como São Paulo encontra quem está cadastrado e sem atendimento no Vínculo e Acompanhamento Territorial?
1.371 das 2.160 equipes de São Paulo estão fora do Ótimo na dimensão Acompanhamento do Vínculo e Acompanhamento Territorial; na dimensão Cadastro, 594 de 2.160. Com a classificação de hoje, o componente responde por R$ 44.940.000 por ano do que o município fica abaixo do teto a partir de 2027. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais pessoas cadastradas ficaram sem atendimento nos últimos 12 meses — e quem é mais vulnerável pesa até 2,5 vezes. Nem diz quantas pessoas de cada equipe estão cadastradas pela metade — com o cadastro individual e sem o domiciliar da casa em que moram. O GestorSaúde mostra, por equipe, o território em cada grau de vulnerabilidade com o peso que ele tem no acompanhamento — sem critério ×1,0, pessoa idosa ou criança ×1,2, BPC ou Bolsa Família ×1,3, as duas coisas ×2,5 — e o escore de cada dimensão do Vínculo. Também conta, por equipe, quantas fichas de cadastro domiciliar faltam — o cadastro individual sozinho vale 0,75 no Vínculo, e com o domiciliar vale 1,5 — e quantos pontos o cadastro ganha ao completá-las. E apura os indicadores de cada equipe toda madrugada, lendo o prontuário eletrônico (PEC/e-SUS APS) do próprio município — sem esperar o Ministério publicar o quadrimestre. Sem sistema: Cruzar a lista de cadastrados de cada equipe com os atendimentos registrados nos últimos 12 meses e trazer à unidade quem ficou de fora — a pessoa idosa ou a criança de família com BPC ou Bolsa Família pesa 2,5; quem não tem critério, 1,0. Conta o atendimento feito e registrado. Junto do registro do Cadastro Individual, na mesma visita, preencher a Ficha de Cadastro Domiciliar e Territorial da casa: uma ficha cobre a família inteira, e o cadastro de cada morador passa de 0,75 para 1,5.
Como São Paulo sabe quais crianças de até 2 anos estão com o cuidado em aberto em cada equipe?
2.093 das 2.160 equipes de São Paulo estão fora do Ótimo no C2 (Cuidado no Desenvolvimento Infantil, peso 2 na nota de Qualidade): 797 em Bom, 788 em Suficiente e 508 em Regular. Cada faixa que uma equipe sobe neste indicador soma 0,5 ponto à nota de Qualidade dela, que vai de 0 a 10. O dado aberto do Ministério conta equipes por faixa. Não diz quais crianças de até 2 anos estão com boa prática em aberto em cada equipe, nem qual — e a nota é somada pessoa por pessoa. O GestorSaúde lista cada pessoa com a boa prática que falta e o telefone do prontuário — crianças de até 2 anos, gestantes, pessoas com diabetes ou hipertensão e pessoas idosas — e exporta a lista. Em cada pessoa da lista há os botões de ligar e de WhatsApp — a mensagem já sai escrita, só com saudação e identificação da equipe, sem nenhuma informação de saúde na tela de bloqueio. E marca o menor grupo de pessoas que, com o cuidado feito e registrado, leva a equipe à faixa de cima — e põe primeiro as famílias mais vulneráveis do cadastro social do município. Na tela, uma pessoa com duas pendências aparece assim: “Cuidado no desenvolvimento infantil · falta: Esquema vacinal completo para a idade · 2 visitas do agente (1ª até 30 dias, 2ª até 6 meses)”. Sem sistema: Listar no e-SUS APS as crianças de até 2 anos de cada equipe e conferir, pessoa por pessoa, as 5 boas práticas do C2 contra o que está registrado no prontuário — começando pelas equipes em Regular. O que foi feito e não está registrado vai para o prontuário; o que falta fazer vai para a agenda.
Como esse valor é calculado?
Somando, para cada equipe, o valor da faixa em que ela está, e comparando com o valor que ela teria em Ótimo. A conta usa a classificação publicada pelo próprio Ministério da Saúde (SIAPS) e os valores por faixa da Portaria GM/MS nº 3.493/2024. Para 2026 aplica-se a regra de transição da Portaria GM/MS nº 10.994/2026: Ótimo recebe Ótimo, e Bom, Suficiente e Regular recebem Bom; a partir de 2027, cada faixa recebe o próprio valor. A metodologia completa, com as derivações e os limites conhecidos, está publicada na página de metodologia deste painel.
São Paulo consegue recuperar esse dinheiro?
Esse valor é o TETO deixado na mesa, não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em todas as equipes é o limite teórico. O que a gestão persegue é subir de faixa onde dá: a partir de 2027, cada faixa que uma equipe de Saúde da Família sobe vale R$ 24 mil a mais por ano em cada componente; em 2026, pela regra de transição, só a chegada a Ótimo muda o valor. E sobe-se de faixa prestando e registrando cuidado — nunca lançando atendimento que não aconteceu, o que configura dano ao erário.
De onde vêm esses dados?
Da classificação quadrimestral publicada pelo SIAPS (Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde), do Ministério da Saúde; da produção mensal registrada no e-SUS APS e divulgada pelo mesmo sistema; da base de municípios e da estimativa populacional do IBGE; e do CNES para a rede instalada. Referência desta página: 1º quadrimestre de 2026, coletado em 21/08/2026.
Qual é a produção da Atenção Primária em São Paulo?
Entre jan/2025 e jul/2026, São Paulo registrou 32.482.868 atendimentos individuais na Atenção Primária — 1.914.226 no mês mais recente. O ritmo subiu 9,6% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior — movimento que costuma aparecer na classificação dos quadrimestres seguintes. No mesmo mês foram 3.197.349 visitas domiciliares registradas — 268,6 por mil habitantes.
Outros municípios de São Paulo estão na mesma situação?
Sim. No 1º quadrimestre de 2026, 626 dos 645 municípios de São Paulo com equipes avaliadas estão abaixo do teto — somando, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027), R$ 527,7 milhões por ano no estado inteiro.
Municípios vizinhos — região imediata de São Paulo
Distância de cada um até o teto no mesmo quadrimestre, pela classificação integral (a que vale a partir de 2027).
| Município | Abaixo do teto por ano |
|---|---|
| Diadema403.579 habitantes | R$ 4,9 milhões |
| Carapicuíba398.236 habitantes | R$ 4,9 milhões |
| Barueri333.737 habitantes | R$ 4,7 milhões |
| Embu das Artes259.788 habitantes | R$ 4,4 milhões |
| Ferraz de Vasconcelos186.479 habitantes | R$ 3,6 milhões |
| Francisco Morato171.476 habitantes | R$ 1,6 milhão |
| Embu-Guaçu68.913 habitantes | R$ 1,6 milhão |
| Caieiras98.549 habitantes | R$ 1,4 milhão |
| Cotia289.493 habitantes | R$ 1,3 milhão |
| Cajamar98.365 habitantes | R$ 786 mil |
| Arujá90.273 habitantes | R$ 465 mil |
| Biritiba Mirim30.564 habitantes | R$ 204 mil |
Ver todos os 645 municípios de São Paulo · Panorama do Brasil
Glossário
Sem sigla nua: o que cada termo significa, e a norma que manda quando existe uma.
Cofinanciamento federal da APS
O dinheiro que a União repassa ao município para manter a Atenção Primária à Saúde.
Desde 2024 uma parte desse repasse varia com o desempenho das equipes, medido a cada quadrimestre. É essa parte — e só ela — que este painel calcula. Em 2026 ela é paga por uma regra de transição; a partir de 2027, pela classificação de cada equipe.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493, de 2024
Regra de transição de 2026
Em 2026, a equipe em Ótimo recebe o valor de Ótimo; a equipe em Bom, Suficiente ou Regular recebe o valor de Bom.
Antes disso, todas as equipes receberam o valor de Bom, inclusive as de Ótimo — até o 1º quadrimestre de 2026 na Qualidade e até o 2º no Vínculo. A partir do 1º quadrimestre de 2027, cada equipe passa a receber pela própria classificação. Os valores “em 2026” deste painel aplicam a regra da implantação parcial à classificação publicada.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994, de 13 de maio de 2026
Corte de 2027
Quanto o município passa a receber a menos por ano a partir de 2027, se as equipes seguirem classificadas como hoje.
Soma, para cada avaliação em Suficiente ou Regular, a diferença entre o valor de Bom (que a transição paga) e o da própria faixa. Equipes em Ótimo ou em Bom não entram: recebem o mesmo nos dois regimes. É projeção sobre a classificação de hoje — cada equipe que chegar a Bom sai da conta.
Base legal: Portaria GM/MS nº 10.994/2026, art. 3º, § 6º
Deixa na mesa (abaixo do teto)
A diferença entre o que o município recebe e o teto (todas as equipes em Ótimo) — em 2026 pela regra de transição, a partir de 2027 pela classificação de cada equipe.
É a medida do tamanho da oportunidade — não uma dívida a receber nem um valor integralmente recuperável. Chegar a Ótimo em tudo é o limite teórico; o que a gestão persegue é subir de faixa onde dá. Rankings e tabelas deste painel usam a classificação integral, a que vale a partir de 2027.
Teto
Quanto o município receberia se todas as suas equipes estivessem classificadas em Ótimo.
Aproveitamento
Quanto do teto o município efetivamente recebe, em porcentagem.
É a leitura justa entre municípios de portes diferentes: uma capital sempre deixa mais dinheiro na mesa em valor absoluto, simplesmente por ter mais equipes.
Faixa de desempenho
Ótimo, Bom, Suficiente ou Regular — a classificação que define quanto cada equipe vale por mês.
A nota de cada componente cai numa dessas quatro faixas. Para a equipe de Saúde da Família: R$ 8.000, R$ 6.000, R$ 4.000 e R$ 2.000 por mês, em cada componente — faixa a faixa a partir de 2027; em 2026, Suficiente e Regular recebem o valor de Bom. É a faixa que paga, não o indicador isolado — uma equipe pode ir bem em doze indicadores e cair de faixa por três.
Base legal: Portaria GM/MS nº 3.493/2024
Quadrimestre
Bloco de quatro meses. A classificação das equipes é refeita três vezes por ano.
Q1 vai de janeiro a abril, Q2 de maio a agosto e Q3 de setembro a dezembro. O resultado sai alguns meses depois do fim do período — por isso a produção mensal é o único sinal que chega a tempo de corrigir.
Vínculo e Acompanhamento Territorial (CVAT)
Um dos dois componentes avaliados: mede quanto do território está cadastrado e acompanhado.
Divide-se em duas dimensões — cadastro (quanta gente da área adscrita tem cadastro vivo) e acompanhamento (quanta dessa gente é efetivamente atendida no período). Sobe com busca ativa e cadastro atualizado.
Componente Qualidade
O outro componente avaliado: a média de 15 indicadores de cuidado.
Pré-natal e puerpério, saúde da mulher, desenvolvimento infantil, hipertensão, diabetes, pessoa idosa, acesso, e sete indicadores de saúde bucal e da equipe multiprofissional. Cada um tem numerador e denominador definidos em nota técnica do Ministério.
eSF — Equipe de Saúde da Família
Médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e agentes comunitárias, responsáveis por um território.
É a modalidade principal da Atenção Primária e a única com valores por faixa publicados diretamente (R$ 8.000 / 6.000 / 4.000 / 2.000 por mês em cada componente).
eAP — Equipe de Atenção Primária
Versão com carga horária reduzida da equipe de Saúde da Família (20h ou 30h).
A de 30 horas vale metade da eSF; a de 20 horas, metade disso. O relatório público não distingue as duas — este painel assume 30 horas, e é o principal viés conhecido do cálculo.
eSB — Equipe de Saúde Bucal
Dentista e auxiliar/técnico em saúde bucal vinculados a uma equipe de Atenção Primária.
Avaliada apenas no componente Qualidade, por sete indicadores próprios (primeira consulta programática, escovação supervisionada, tratamento concluído, exodontias, restaurador atraumático, procedimentos preventivos).
eMulti — Equipe Multiprofissional
Fisioterapeuta, psicólogo, nutricionista e outros, apoiando várias equipes de referência.
Substituiu o NASF-AB em 2023. Avaliada por ações interprofissionais (feitas em conjunto com a equipe de referência) e pela continuidade do acompanhamento.
Produção
A quantidade de atendimentos, procedimentos, visitas e atividades registrados a cada mês.
É o dado bruto sobre o qual os indicadores do quadrimestre são calculados. Uma queda sustentada de produção antecede uma queda de classificação — e é o único sinal que chega a tempo.
e-SUS APS
O prontuário eletrônico onde a equipe registra o que faz — e de onde saem todos os indicadores.
Atendimento prestado e não registrado no e-SUS, para o Ministério, não aconteceu — e o município é pago como se não tivesse acontecido. É por isso que boa parte do ganho real está no registro, não em fazer mais.
SIAPS
O sistema do Ministério da Saúde que publica a classificação das equipes e a produção da APS.
Sistema de Informação para a Atenção Primária à Saúde. É a fonte de todos os números de desempenho e produção deste painel.